modelo de desenvolvimento

A China em transição: desdobramentos da crise financeira global e o rebalanceamento do modelo de crescimento


Confira aqui a monografia da pesquisadora do ISAPE, Júlia Simões Tocchetto, sobre os principais impactos da crise financeira global sobre a economia chinesa, i.e. a queda nas exportações e o aumento do investimento para compensá-la. Analisando o modelo de desenvolvimento chinês a partir das reformas de Deng Xiaoping em 1978, o trabalho mostra que a crise o colocou em cheque ao atingir as exportações do país e gerar uma necessidade de reconfiguração do mesmo. Portanto, a desaceleração da economia da China parece ter caráter estrutural e não apenas conjuntural. No entanto, assevera-se que é prematuro dizer com certeza que o modelo está esgotado ou que a China está a caminho de um novo estilo de desenvolvimento, pois há evidências em ambas as direções.

Foto: AFP.

Foto: AFP.

Infraestrutura e desenvolvimento: estudo de caso sobre IIRSA e COSIPLAN


Confira aqui a tese do pesquisador do ISAPE, Fernando Dall’Onder Sebben, sobre a conexão entre infraestrutura e desenvolvimento na América do Sul. O trabalho analisa as políticas públicas de infraestrutura de energia, transporte e comunicações em ambientes institucionais marcados por diferentes níveis de cooperação entre os setores público e privado a partir de um estudo de caso dos projetos da Iniciativa para a Integração da Infraestrutura Regional Sul-Americana (IIRSA) e do Conselho Sul-Americano de Infraestrutura e Planejamento (COSIPLAN) de 2000 a 2015. Verifica-se, na análise, que há quatro tipos ideais de vínculo entre infraestrutura e desenvolvimento: Estado Neo-utilitário, Estado Autônomo, Estado Facilitador e Estado Desenvolvimentista. Concluiu-se também que há um predomínio do modelo do Estado Facilitador na América do Sul e que isso significa que as políticas de infraestrutura predominantemente favorecem e ampliam as vantagens comparativas produtivas existentes, sobretudo na comercialização de produtos primários. Consequentemente, reforça-se o padrão de especialização regressiva e condicionam-se as opções e a trajetória de desenvolvimento do Brasil e da América do Sul.

Foto: Datacenter Dynamics.

Desenvolvimento e construção regional no Golfo da Guiné: os casos de Angola e Nigéria no pós-Guerra Fria


Confira aqui a monografia da pesquisadora do ISAPE, Marília Bernardes Closs, sobre os modelos de desenvolvimento e da construção de um espaço regional por parte de Angola e Nigéria no Golfo da Guiné. O trabalho procura averiguar se os dois países podem ser considerados potências regionais africanas no Golfo, no período que vai de 2000 a 2015. Mostra-se que, embora Angola e Nigéria sejam potências regionais africanas, elas ainda não o são com relação ao Golfo da Guiné. Luanda e Abuja não conseguiram construir um espaço regional efetivo e politicamente coordenado no Golfo, que adquiriu uma geopolítica própria, o que seria essencial para a superação de diversos gargalos estruturais herdados do processo da formação dos Estados africanos.

Golfo da Guiné. Mapa: GlobalResearch.

Etiópia: próximo hegêmona da África?


Em artigo na revista Foreign Affairs, Harry Verhoeven descreve o impressionante desenvolvimento da Etiópia nas últimas décadas e identifica a possibilidade de que o país venha a se tornar um hegêmona no continente africano. Nos últimos 15 anos, o país cresceu a mais de 7% ao ano ao mesmo tempo em que tirou milhões de pessoas da pobreza ao aplicar políticas sociais e econômicas contrárias ao Consenso de Washington e bastante similares ao modelo chinês. Uma das questões-chave para a ascensão da potência africana seria a própria integração regional e sua capacidade de agir como líder.

Parque eólico próximo a Adis Abeba. Foto: Kumerra Gamechu / Reuters.

Governo argentino classifica de vingança a sanção do FMI


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De menos
Gobierno argentino califica de venganza sanción del FMI por “inexactitud” de sus estadísticas.

04 de fevereiro de 2013 – La diaria

El viernes, el Directorio Ejecutivo del Fondo Monetario Internacional (FMI) se reunió para tratar el informe de su directora gerente, Christine Lagarde, acerca del “progreso” hecho por Argentina en la elaboración de datos oficiales como el Índice de Precios al Consumidor del Gran Buenos Aires (IPC-GBA) y el Producto Interno Bruto (PIB).

La declaración del organismo destaca que “el progreso hecho por Argentina […] no ha sido suficiente” en la adopción de las medidas correctivas en dichos índices desde que la representación del FMI se entrevistó con autoridades de dicho país en setiembre de 2012. Como consecuencia, “el FMI ha emitido una declaración de censura a Argentina” en el entendido de que ha incumplido una de las obligaciones que los miembros asumen al firmar el convenio constitutivo del organismo. El comunicado recuerda que el directorio había solicitado a Argentina que adoptara las medidas correctivas para remediar la “inexactitud” de los datos sobre el IPC-GBA y el PIB “prontamente” y “a más tardar para el 29 de septiembre de 2013”. (mais…)

África do Sul tem que ser pragmática com o BRICS


South Africa must be pragmatic about BRICS

29 de outubro de 2012 – SAIIA

South Africa will host the fifth Brics (Brazil, Russia, India, China, South Africa) summit in March next year. What should the government’s priorities be? This is a subject of earnest discussion in government, business and civil society circles.

The Cabinet was reported to have approved a new draft Brics strategy last month, which identifies objectives and opportunities for South Africa through its membership of the group. But the details of this strategy have not been discussed widely and the dialogues by South African stakeholders on Brics issues remain parallel rather than inclusive.

What is widely agreed now is that South Africa ‘deserves’ to be in the grouping. Economically, South Africa is not a Bric, according to the criteria envisioned by Jim O’Neill, who coined the concept in 2003: fast-growing economies with bulging middle classes and promising markets that were likely to overtake the developed nations of the G7 as the best-performing economies by 2040. South Africa does not fit this mould – let us accept that and move on. (mais…)