monarquias do golfo

O enigma do “Estado Islâmico”


Em artigo publicado no jornal Zero Hora (09/01), o professor Paulo Fagundes Visentini questiona os reais motivos e apoiadores do grupo extremista “Estado Islâmico” (EI). Para o autor, o grupo serve para desestabilizar e destruir Estados importantes como o Iraque e a Síria, aliados do Irã. Além do apoio das monarquias petrolíferas e da Turquia, o EI ainda conta com a aquiescência da Europa e dos Estados Unidos.

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Foto: Ahmad Al-Rubaye / AFP.

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Alemanha aprova envio de armas a países do Golfo


Alemanha aprovou o envio de armamentos para países da região do Golfo Pérsico, de acordo com reportagem do jornal Die Welt neste sábado (27/06). A exportação inclui 15 barcos de patrulha para a Arábia Saudita, um tanque de guerra do tipo Leopard 2A7 para o Omã e um Leopard 2 para o Qatar. Decisão é polêmica devido a restrições alemãs à exportação de material bélico para países onde há sérias violações de direitos humanos. Contudo, o governo alega que o armamento exportado só será usado em casos de legítima defesa e não para a repressão a dissidentes.

Foto: Imago.

Foto: Imago.

Relatório do Pentágono confirma que EUA contribuíram para criação do “Estado Islâmico”


Recentemente, um relatório de inteligência do Pentágono (Departamento de Defesa dos Estados Unidos) recém desclassificado confirmou que em 2012 Washington já sabia que a maioria dos rebeldes sírios era composta de extremistas sectários e previa a criação de um “principado salafista” entre a Síria e o Iraque. Apesar disso, os EUA, outras potências ocidentais, a Turquia e monarquias do golfo continuaram a apoiá-los em sua luta contra Bashar Al-Assad e, consequentemente, contribuíram para a formação do “Estado Islâmico” em 2014.

Ilustração: Eva Bee / The Guardian.

Monarquias do Golfo devem pressionar EUA por estratégia para o Irã


Com a perspectiva de um acordo nuclear com o Irã ser assinado em junho, as monarquias do Golfo Pérsico devem pressionar os Estados Unidos por um plano para conter Teerã. Diálogos nesse sentido deverão ganhar corpo na Cúpula de Camp David em meados de maio, em que líderes das monarquias se reunirão com Obama. Um alto oficial dos países do golfo afirmou que não agirão como o Primeiro Ministro israelense, Benjamin Netanyahu, confrontando as decisões soberanas dos EUA, mas que vão se preparar para o mundo que emergirá após os acordos.

Foto: The White House / Getty Images

Foto: The White House / Getty Images

Rei da Arábia Saudita altera linha de sucessão e reforma ministérios


O novo rei da Arábia Saudita, Salman bin Abdulaziz al-Saud, surpreendeu ao publicar uma série de decretos reais que alteram a estrutura política do país. Salman modificou a linha sucessória ao trono e nomeou o atual Ministro do Interior, Mohammed bin Nayef, para príncipe herdeiro. Medida significa que o presente monarca será o último dos filhos do fundador da Arábia Saudita, rei Abdulaziz al Saud, a governar. Além disso, o rei Salman nomeou Mohammed bin Salman, atual Ministro da Defesa, para segundo da linha sucessória. Outra grande mudança foi a substituição do ministro das Relações Exteriores, príncipe Saud al-Faisal, que estava no cargo desde outubro de 1975, pelo embaixador saudita em Washington, Adel al-Jubeir. Diplomatas afirmaram que essa remodelação consolida as relações com os Estados Unidos. O rei também alterou o comando das petrolíferas do país.

Príncipe Mohammed bin Nayef. Foto: SPA / AFP / Getty Images.

Índia já não é mais o maior importador de armas do mundo


Um relatório da empresa de pesquisa IHS revelou que a Índia perdeu para a Arábia Saudita a posição de maior importador de armamentos do mundo em 2014. Somado com os Emirados Árabes Unidos, os dois países árabes importaram mais armamentos que toda a Europa Ocidental. Os gastos militares desses países refletem um aumento de tensões no Oriente Médio com a ascensão do “Estado Islâmico”.

Foto: Flickr / Cell105

Foto: Flickr / Cell105

Corrida armamentista no Golfo Pérsico estimula indústria militar dos Emirados Árabes Unidos


O crescimento dos orçamentos militares dos países do Golfo Pérsico tem estimulado a indústria de defesa dos Emirados Árabes Unidos, tanto para suas próprias forças quanto para exportação. O país pretende tornar-se um ator regional relevante na venda de armas e para isso apoia-se em cooperação tecnológica com o ocidente e na construção de relações bilaterais cooperativas da Ásia meridional ao norte da África. Os conflitos da Síria e do Iraque provocaram um aumento de 40% dos orçamentos militares no Oriente Médio desde 2010.

O presidente ucraniano Petro Poroshenko visita feira internacional de armamentos em Abu Dhabi. Foto: AP Photo/ Mikhail Palinchak / pool

O presidente ucraniano Petro Poroshenko visita feira internacional de armamentos em Abu Dhabi.
Foto: AP Photo/ Mikhail Palinchak / pool

Quem financia o “Estado Islâmico”?


Estimativas afirmam que o grupo terrorista “Estado Islâmico” possui um orçamento de pelo menos 2 bilhões de dólares, levantando a questão de como financia seus gastos. Todos os seus soldados, que vêm das mais diferentes partes do mundo, ganham um salário, e o grupo ainda mantém obras de caridade dentro dos territórios que controla. Recursos viriam de contrabando, principalmente de petróleo, e de ajuda externa de simpatizantes, os mais importantes sendo de monarquias do Golfo Pérsico.

Foto: picture-alliance / dpa

Foto: picture-alliance / dpa

Monarquias do Golfo Pérsico apoiam Qatar em sua rixa com Egito


Desde a queda do presidente egípcio vinculado à Irmandade Muçulmana, Mohamed Morsi, em 2013, as relações entre o Egito e o Qatar passaram por dificuldades. Aliado da Irmandade Muçulmana, o Qatar criticou fortemente o golpe militar que levou ao poder no Egito o general Abdel Fatah al-Sisi. Outras poderosas monarquias do golfo, como a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, apoiaram o golpe e o governo de al-Sisi. Na semana passada, entretanto, oficiais egípcios acusaram o Qatar de financiar terrorismo na Líbia, onde forças do Egito estão realizando ataques aéreos. Como reação, o Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) passou a apoiar o Qatar. Dominando pela Arábia Saudita, o CCG deseja promover a união dos Estados sunitas contrários à ascensão dos xiitas e do “Estado Islâmico” no Oriente Médio.

O presidente egípcio Abdel Fatah al-Sisi. Foto: Handout / Reuters

O presidente egípcio Abdel Fatah al-Sisi.
Foto: Handout / Reuters

Emirados Árabes Unidos saem da coalizão de bombardeios ao “EI”


Os Emirados Árabes Unidos, um dos principais aliados árabes na luta contra “Estado Islâmico”, cessou seus ataques aéreos ao grupo em dezembro. O motivo alegado pela monarquia do Golfo Pérsico foi a segurança de seus pilotos, após um jordaniano ter sido capturado e executado pelo grupo. O país exige dos Estados Unidos o uso de aeronaves V-22 Osprey no norte do Iraque para garantir a recuperação de quaisquer pilotos que venham a cair em território controlado pelo “EI”.

V-22 Osprey realiza operações de resgate. Foto: Aviation Week

V-22 Osprey realiza operações de resgate.
Foto: n.i

A possível disputa sucessória na Arábia Saudita


por Marcelo Scalabrin Müller

Rei Abdullah, da Arábia Saudita, no Palácio Real em Jeddah Foto: Brendan Smialowski / Pool / Reuters

Rei Abdullah, da Arábia Saudita, no Palácio Real em Jeddah
Foto: Brendan Smialowski / Pool / Reuters

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Morre o rei da Arábia Saudita


O rei da Arábia Saudita, Abdullah bin Abdulaziz al-Saud, morreu aos 90 anos no hospital onde fazia tratamento contra pneumonia há semanas. Seu irmão, Salman bin Abdulaziz al-Saud, já foi indicado como novo rei do país. O estado de saúde de Abdullah já preocupava há semanas com especulações acerca da estabilidade política saudita.

Rei Abdullah al-Saud. Foto: Reuters / Brendan Smialowski.

Rei Abdullah al-Saud. Foto: Reuters / Brendan Smialowski.

A “crise” de sucessão na Arábia Saudita


O rei da Arábia Saudita, Abdullah bin Abdulaziz al-Saud, está gravemente doente, gerando especulações e temores acerca da sucessão do trono saudita. Contudo, Anthony Cordesman argumenta que não deve haver nenhuma crise política nem realinhamentos bruscos após a morte de Abdullah. Para o analista, a eleição presidencial de 2016 nos Estados Unidos traz muito mais incertezas do que a sucessão saudita.

George W. Bush (E) e o rei Abdullah (D). Foto: David Bohrer / White House.

George W. Bush (E) e o rei Abdullah (D). Foto: David Bohrer / White House.

Embaixadores de monarquias do Golfo Pérsico retornam ao Qatar


Após oito meses de boicote, embaixadores da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Bharein retornaram a Doha, capital do Qatar. O boicote estava relacionado ao suposto apoio do país a grupos islamistas, principalmente os Irmãos Muçulmanos.

Foto: AFP / Getty Images

Foto: AFP / Getty Images

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