Norte da África

EUA volta a bombardear a Líbia


Nesta segunda-feira (01/08), os Estados Unidos voltaram a bombardear o território da Líbia visando regiões sob controle do “Estado Islâmico”. Segundo informações do Pentágono, os bombardeios estão sendo realizados na cidade de Sirte a pedido do Governo de Coalizão Nacional líbio. Os ataques devem durar alguns dias e, segundo fontes, há forças especiais dos EUA em prontidão no Mediterrâneo.

Mapa: BBC.

Potências defendem o fornecimento de armas para a Líbia combater o EI


Nesta segunda-feira (16/05), um comunicado conjunto de mais de 20 países -incluindo os Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido e França- defendeu o fornecimento de armas para o novo governo de unidade da Líbia. Armamentos serviriam para combater o “Estado Islâmico” (EI) e outros grupos que se opõe ao governo. Para fornecer os equipamentos, as potências terão de aprovar exceções a um embargo de armas da ONU imposto à Líbia para evitar que armamentos letais chegassem às mãos de extremistas islâmicos e militantes rivais.

Foto: L. Foeger / Reuters

Brasil e Tunísia aumentam cooperação militar para combater jihadismo


Nesta terça-feira (15/03), o ministro da Defesa da Tunísia, Farhat Horchani, revelou que o Brasil ofereceu ampliar a cooperação militar com o fim de combater o jihadismo no norte da África. A cooperação se daria tanto no campo de formação como na venda de material e equipamento. Além de questões econômicas, comerciais e políticas, os oficiais dos dois países também discutiram um programa de troca de estudantes entre escolas estatais e militares.

Foto: Zoubeir Souissi / Reuters

Tunísia fecha fronteira com a Líbia após ataque de terroristas


A Tunísia fechou sua fronteira com a Líbia nesta terça-feira (08/03) após um ataque que deixou 55 mortos. Segundo oficiais tunisianos, a cidade de Ben Gardane foi alvo de militantes do grupo “Estado Islâmico”, que agiram a partir de território líbio. Das vítimas, 36 eram agressores, sete civis e 12 membros das Forças de Segurança da Tunísia.

Foto: AP

Tunísia declara toque de recolher após protestos


O governo da Tunísia declarou, na última sexta-feira (22/01), toque de recolher em todo o país após quatro dia de protestos. Manifestações, que iniciaram-se na província de Kasserine e se espalharam pelo resto do país,  pedem mais emprego e melhores condições econômicas. O tumulto é considerado o maior desde a Primavera Árabe em 2011.

Foto: Reuters / Zoubeir Souissi.

 

China e Egito cooperam no marco da Nova Rota da Seda


A China e o Egito anunciaram nesta quinta-feira (21/01) que aumentarão a cooperação no âmbito da Nova Rota da Seda. Em visita ao país africano, o presidente chinês Xi Jinping sugeriu que o Egito se torne um pivô tanto para a Rota da Seda terrestre quanto a marítima. Diversos acordos também foram assinados na visita, tratando de áreas como infraestrutura, comércio, eletricidade, espacial, cultura, tecnologia e mudança climática e com promessas de investimentos altos por parte da China no Egito.

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Foto: Xinhua / Ju Peng.

Líbia anuncia novo governo de unidade


Nesta terça-feira (19/01), representantes de diferentes grupos da Líbia anunciaram, após negociações mediadas pela ONU, a formação de um governo de unidade. Desde a intervenção militar de 2011, o país vive em crise, contando com diversas milícias internas e até mesmo mais de um governo. Novo gabinete deve contar com 32 membros dos diferentes grupos.

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Foto: AP.

EUA considera expandir luta contra EI a outros países


O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Ash Carter, sinalizou, na última quarta-feira (13/01), a  possibilidade de expandir a luta contra o grupo “Estado Islâmico” (EI) para outros países além do Iraque e da Síria. Intervenções e ataques aéreos em outros territórios seriam legitimados por leis aprovadas após os ataques de 11 de setembro de 2001. O EI se faz presente também no Iêmen, no Afeganistão e na Líbia, entre outros.

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Foto: U.S. Air Forces Central Command.

Na Tunísia, partido islâmico torna-se maioria parlamentar após renúncias no partido governista


O maior partido Islâmico da Tunísia, o Ennahda, obteve a maioria do Parlamento após uma série de renúncias de membros do partido secular, Nidaa Tounes, que obteve a maioria em eleições ano passado. Deputados ainda mantém seus assentos no Parlmento, mas agora sem partido. Renúncias se deram em protesto contra o filho do presidente Béji Caïd Essebsi na liderança do partido. Apesar disso, a coalizão governista não deve ser desfeita.

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Foto: Mohamed Messara / EPA.

Na Líbia, atentado contra centro policial deixa 47 mortos


Pelo menos 47 pessoas morreram após um atentado na Líbia, nesta quinta-feira (07/01). Um caminhão-bomba explodiu em um centro de treinamento de policiais na cidade de Zliten, também deixando mais de 118 feridos. Até o momento nenhum grupo terrorista assumiu a responsabilidade pelo ataque.

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Foto: Reuters.

Argélia encomenda 12 caças Su-34 da Rússia


A Argélia encomendou 12 caças Sukhoi (Su-34) da Rússia como parte do programa de modernização de suas Forças Armadas, afirmou um porta-voz russo semana passada (01/01). Novos aviões devem substituir os MiG-25 ainda em operação. País também está em negociações para adquirir uma versão modernizada do Su-24.

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Foto: RIA Novosti via Getty Images.

Egito deve comprar 46 helicópteros de ataque da Rússia


O Egito deve adquirir 46 helicópteros de ataque Kamov Ka-52K da Rússia, segundo um oficial russo. Aeronaves serão adaptadas para atuar a partir dos navios de assalto anfíbio da classe Mistral — adquiridos da França ano passado, após cancelamento da venda para a Rússia —. O prazo de entrega dos helicópteros não foi divulgado, e os navios devem ser entregues na metade do ano.

Foto: n.i.

Egito não encontra indícios de terrorismo em queda de avião russo


Nesta segunda-feira (14/12), autoridades egípcias afirmaram que, durante as investigações, não foram encontrados indícios de um ataque terrorista na queda do avião de passageiros da companhia russa Metrojet no final de outubro. Tanto a Rússia quanto países ocidentais afirmaram que Airbus A321 foi provavelmente derrubado por uma bomba plantada por organização terrorista. O grupo “Estado Islâmico” chegou a anunciar a responsabilidade pelo atentado.

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Foto: picture-alliance / dpa / M. Grigoriev.

Rússia pode vender sistemas antiaéreos ao Egito


A empresa Russian State Technologies Corporation (ROSTEC) afirmou que está em negociações com o Egito para a venda de sistemas de mísseis Buk e Antey 2500 (S-300VM). Venda, estimada no valor de US$ 1 bilhão, contaria ainda com postos de comandos, peças e apoio técnico para manutenção. Entrega ocorreria ainda este ano e no decorrer de 2016.

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Foto: AFP.

Tunísia declara estado de emergência após atentado do EI


Nesta terça-feira (24/11), o presidente da Tunísia, Beji Caid Essebsi, declarou estado de emergência no país após um atentado terrorista. Um ônibus que transportava membros da guarda presidencial explodiu na capital, Túnis, e deixou ao menos 13 mortos e 16 feridos. O grupo extremista “Estado Islâmico” assumiu a autoria do ataque.

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Foto: Reuters / Z. Souissi.

Rússia confirma que bomba foi causa de queda de avião no Egito


Nessa terça-feira (17/11), o governo da Rússia afirmou pela primeira vez que a queda do avião russo sobre a península do Sinai, no Egito, foi causada por uma bomba que explodiu a bordo. Agências de inteligência do país encontraram vestígios de explosivos nos destroços, afirmando que se trata de um atentado terrorista. O grupo “Estado Islâmico” já assumiu a responsabilidade pela queda. Em resposta, Moscou prometeu intensificar os ataques contra alvos do EI na Síria.

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Foto: picture-alliance / dpa.

“Estado Islâmico” afirma novamente que derrubou avião no Egito


Na última terça-feira (03/10), o grupo fundamentalista “Estado Islâmico” (EI) afirmou mais uma vez que foi o responsável pela queda de um avião civil de passageiros no Egito. Porém, o EI não forneceu informações de como o atentado teria sido realizado. O Airbus A321 da companhia russa MetroJet, com 224 pessoas a bordo, caiu no Sinai, sem sobreviventes.

Foto: BBC / AFP.

A conjuntura do “Arco de Crises”


Em artigo publicado no Project Syndicate, o professor Nouriel Roubini analisa a atual conjuntura do “arco de crises”, que se estende desde o Magreb até a fronteira do Paquistão com o Afeganistão. Apesar de não afetar a oferta de petróleo, a situação na região merece a atenção, não apenas militar, do Ocidente, principalmente pelas possíveis consequências mundiais de eventos como o jihadismo e a crise de refugiados.

Mapa: Timothy Nunan.

Comissão Europeia cria fundo para países africanos que abrigam refugiados


A Comissão Europeia anunciou na terça-feira (20/10) a criação de um fundo de emergência destinado a ajudar países africanos onde há refugiados. Com cerca de 1,8 bilhão de euros, com destino a 23 países, com a maioria sendo das regiões do Sahel, do Leste e do Norte da África. Ainda são esperadas outras doações de Estados-membros da UE.

Foto: Sigma Live.

Egito deve comprar 2 navios Mistral da França


A França anunciou na quarta-feira (23/09) que deve vender dois navios de assalto para o Egito. As belonaves, da classe Mistral, eram originalmente destinados à Rússia, mas, devido à situação na Ucrânia, o negócio foi cancelado pelo governo francês. Cairo vem mudando o fornecimento de seus armamentos da Rússia para o Ocidente nos últimos anos. Governo egípcio no início deste ano comprou 24 caças franceses pelo valor de US$ 6 bilhões. Justificativa para armamento seria o combate aos fundamentalistas islâmicos, principalmente o grupo “Estado Islâmico”.

Foto: AFP.

Maior reserva de gás natural do Mediterrâneo é descoberta na costa do Egito


A companhia de energia italiana ENI anunciou neste domingo (30/08) a descoberta da maior reserva de gás natural do Mar Mediterrâneo, dentro da área marítima do território egípcio. O ministério da Energia do Egito já confirmou a existência da reserva, com potencial para 30 trilhões de pés cúbicos (tcf) de gás numa área com cerca de 100km², reserva que deve suprir a demanda de gás natural do Egito por no mínimo uma década. A empresa italiana pretente começar a extração no início do ano que vem.

Foto: AFP.

Foto: AFP.

Egito recebe os primeiros caças Rafale da França


Egito recebeu, na última segunda-feira (20/07), os primeiros três caças Dassault Rafale, em uma cerimônia na base aérea de Istres, no sul da França. Os três caças do modelo DM, que contêm dois assentos, fazem parte de uma remessa de 24 aviões de combate vendidos ao país por US$ 5,6 bilhões no início de 2015. Estima-se que o equipamento será utilizado para combater em zonas de instabilidade na fronteira com a Líbia e na região leste do país, onde grupos leais ao “Estado Islâmico” estão organizados.

Foto: Dassault, A. Pecchi.

Foto: Dassault / A. Pecchi.

EUA quer drones no norte da África para combater “Estado Islâmico”


Os Estados Unidos têm trabalhado em negociações com países do Norte da África para posicionar drones em bases em terra para fortalecer suas capacidades de vigilância e combate contra o “Estado Islâmico”. Caso se concretize, essa seria a maior campanha em extensão territorial realizada até hoje contra o grupo extremista.

Foto: James Less Harper JR, AFP, Getty

Foto: James Less Harper Jr / AFP / Getty Images.

Pacto de unidade é assinado por grupos rivais na Líbia


Neste sábado (11/07), líderes políticos da Líbia chegaram a um acordo, intermediado pela ONU, para a criação de um governo de unidade no país. Contudo, o governo islamista de Trípoli, que participara das negociações iniciais, recusou-se a participar das últimas discussões no Marrocos. Após o Ramadã, os negociadores planejam voltar a trabalhar na formação de um governo interino e finalizar um acordo que estabeleça a divisão de poderes. As negociações devem prosseguir com ou sem a presença de representantes do governo de Trípoli.

Foto: F. Senna / AFP / Getty Images.

Líder da Al Qaeda na Líbia é morto em ataque aéreo dos EUA


Os EUA realizaram ataques aéreos neste sábado (13/05) visando a atingir Mokhtar BelMokhtar, líder da Al Qaeda no leste da Líbia. O governo líbio sediado em Tobruk, que autorizou as ações, declarou que BelMokhtar e alguns civis foram mortos pelo ataque, e um porta-voz do Pentágono declarou que a missão foi bem sucedida. BelMokhtar estava conectado a insurgências no Mali, Líbia e Argélia.

Mokhtar BelMokhtar. Foto: AFP.

Mokhtar BelMokhtar. Foto: AFP.

China e Rússia concluem exercício naval no Mediterrâneo


Após cinco dias de atividades, na manhã da última sexta-feira (22/05) Rússia e China concluíram seu primeiro exercício naval conjunto no Mar Mediterrâneo. Denominado “Joint Sea 2015”, o exercício envolveu nove navios de ambos os países. Foram simuladas operações de reabastecimento em rota, missões de escolta e transferência de carga à luz do dia com tiro real. Segundo análises, ambos os países querem aumentar a interoperabilidade de seus equipamentos e sinalizar à OTAN que esta não domina inconteste o Mediterrâneo.

Foto: Li Xiao/Hu Quanfu/Reuters

Foto: Li Xiao / Hu Quanfu / Reuters.

Na Líbia, “Estado Islâmico” conquista Sirte


Aproveitando-se do caos político na Líbia, militantes alinhados com o “Estado Islâmico” conquistaram a cidade de Sirte, onde nasceu o ex-ditador líbio Muammar Kadhafi. O “Estado Islâmico” tem se beneficiado da guerra civil líbia, acentuada após a intervenção da OTAN, para tomar territórios no norte da África. Relatos indicam que os jihadistas somente fazem operações militares à noite. Líbia tornou-se o terceiro principal reduto da organização.

Combatentes próximos a Sirte. Foto: Reuters / Goran Tomasevic. 

Líbia rejeita operação militar da UE de combate à imigração ilegal


Nesta terça-feira (19/05), o governo da Líbia sediado em Tobruk rejeitou a operação militar da União Europeia (UE), EU Navfor Med, de combate à imigração ilegal através do Mar Mediterrâneo, afirmando ser inaceitável a violação de suas fronteiras e da soberania do país. A UE depende da autorização da Líbia ou do Conselho de Segurança das Nações Unidas para poder abordar e confiscar embarcações em território líbio. Desde a intervenção da OTAN, o país se encontra em um caos político. Atualmente há dois governos na Líbia: um reconhecido internacionalmente, com sede em Tobruk, e a administração rival, em Trípoli, dominada por grupos islamistas. A maior parte das embarcações com migrantes africanos parte da região controlada pelo governo de Trípoli. O governo rival, de Tobruk, já havia rejeitado o plano militar da UE antes de este ser aprovado.

Foto: Ricarda Schönbrodt / PIZ Marine / dpa. 

UE aprova operação militar para combater imigração ilegal


Os ministros europeus de Defesa e do Exterior aprovaram nesta segunda-feira (18/05), em Bruxelas, os planos para uma operação militar de combate à imigração ilegal através do Mar Mediterrâneo, chada UE Navfor Med. Missão sem precedentes também prevê envio de navios e aviões de guerra à costa da Líbia, visando ao desmantelamento das redes de tráfico de imigrantes. Aprovação do Conselho de Segurança da ONU ainda é necessária para ação em território líbio.

Foto: picture alliance / dpa / A Di Meo.

Coalizão árabe discute intervenção na Líbia


Os chefes militares de sete países árabes organizados em coalizão liderada pela Arábia Saudita se reunirão na próxima semana em Cairo, capital do Egito, para discutir uma possível intervenção na Líbia tal como já vêm fazendo no Iêmen. Sudão, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Kuwait e Qatar, além de Egito e Arábia Saudita cogitam intervir para dar uma solução à instabilidade política líbia que já dura quatro anos. O país do norte africano encontra-se atualmente dividido entre dois governos controlados por milícias rivais. Ontem (11/05) a União Europeia também pressionava por ações militares em território líbio. Uma intervenção exclusivamente árabe reforçaria a posição de Riade no Oriente Médio.

Foto: SPA

Gen. Sisi (Egito) e Rei Salman (Arábia Saudita). Foto: SPA