ocidente

Rússia afirma que tensões com o Ocidente se comparam à Guerra Fria


O primeiro-ministro da Rússia, Dmitry Medvedev, afirmou neste sábado (13/02) que as tensões entre seu país e o Ocidente atingiram níveis comparáveis à Guerra Fria, principalmente devido à divergências na Ucrânia e na Síria. Medvedev considerou ainda, em fala na Conferência de Segurança de Munique, que a Rússia deve ser considerada um parceiro para enfrentar problemas internacionais, como o terrorismo. O ministro também criticou a política expansionista ocidental e as sanções impostas a Moscou.

Medvedev. Foto: Reuters / M. Dalder.

Anúncios

Sucesso da Rússia na Síria afeta negociações de paz


O ataques aéreos russos em apoio às forças do governo na Guerra Civil da Síria podem afetar as negociações de paz ao dificultar a posição de rebeldes e do Ocidente, segundo artigo de Liz Sly publicado no Washington Post (19/01). A intervenção da Rússia contra os rebeldes vem dando grandes vitórias para o regime de Bashar al-Assad, que agora possui vantagens nas negociações para finalizar o conflito. Esse fato muda a conjuntura em que os planos anteriores foram feitos, diminuindo a chance de concessões por parte do governo.

Foto: Khalil Ashawi / Reuters.

Ocidente deveria ouvir Putin sobre a guerra na Síria


Em artigo publicado (29/09) no The Guardian, o jornalista Simon Jenkins defende que o Ocidente deve, em relação à Síria, ouvir e concordar com o presidente russo Vladimir Putin. Segundo o autor, a cooperação com o presidente sírio Bashar al-Assad e seus aliados iranianos e libaneses (Hezbollah) para combater o fundamentalismo no país é vital para encerrar a guerra civil e derrotar o “Estado Islâmico”. A principal razão para o não alinhamento do Ocidente com essa ideia seria por questões internas e puramente ideológicas não comprometidas com o fim do conflito.

Foto: Xinhua / Landov / Barcroft Media.

ONGs estrangeiras impedem desenvolvimento da Índia, segundo agência de inteligência


Em relatório ao primeiro-ministro Narendra Modi, o serviço de inteligência da Índia apontou que organizações não governamentais (ONGs) financiadas por países ocidentais — tais como Reino Unido, Holanda, Estados Unidos e Alemanha, entre outros — impediram o crescimento do PIB indiano entre 2 e 3% ao ano entre 2011 e 2013. O relatório diz que ativistas entraram ativamente em “campanhas de retardamento do crescimento”, impedindo grandes obras de infraestrutura e extração de recursos naturais. Desde que Modi assumiu o governo do país, cerca de 9.000 ONGs teriam sido fechadas na Índia.

Foto: Manjunath Kiran / Getty Images.

Os Bálcãs e as potências externas


Os Bálcãs são historicamente um ponto focal de disputa entre potências globais. Nos dias de hoje, no entanto, tanto o Ocidente quanto a Rússia compartilham o interesse pela estabilidade da região no sudeste europeu. Ambos vêm tentando aumentar sua influência nos Bálcãs através de investimentos e projetos de infraestrutura energética. Enquanto isso, a Turquia tenta ressurgir como ator regional de peso. Contudo, o maior desafio atual, segundo a análise, é a ameaça representada pelas disputas políticas internas de cada país balcânico, como, por exemplo, na Macedônia. Já estes tendem a continuar barganhando com as potências estrangeiras a despeito da fragilidade interna.

Mapa: Stratfor.

(mais…)

Hungria deve enviar tropas para combater “EI” no Iraque


O primeiro ministro húngaro, Viktor Orban, afirmou que seu governo está planejando o envio de tropas húngaras para combater o “Estado Islâmico” no Iraque. Orban quer que seu país participe mais intensamente das atividades de seus aliados ocidentais da coalizão que bobardeia posições do “EI”. O ministro das relações exteriores húngaro, Peter Szijjarto, afirmou que o país pode enviar entre 100 e 150 soldados para treinar tropas do governo iraquiano.

O primeiro ministro húngaro, Viktor Orban. Foto: Adam Berry / AFP

O primeiro ministro húngaro, Viktor Orban.
Foto: Adam Berry / AFP

Ao priorizar Ucrânia, ocidente pode perder influência sobre os Bálcãs


Segundo análise de Filipe Figueiredo, a prioridade dada pela OTAN à Ucrânia pode estar abrindo um flanco para a influência russa nos Bálcãs. A aliança militar ocidental vem expandindo para zonas próximas à Rússia com a criação de novas bases, o aumento do efetivo de rápida mobilização e a inclusão de novos países ao leste, como a própria Ucrânia e a pretendida Geórgia. Nesse meio tempo, países balcânicos que já mantinham boas relações com Moscou, como a Sérvia e a Macedônia, passam a aprofundar estes laços.

Mapa: Reprodução / Nationsonline.org

Mapa: Reprodução / Nationsonline.org

EUA pode enviar armas à Ucrânia


O comandante militar da OTAN, general Philip M. Breedlove, passou a apoiar o envio de armas e equipamentos à Ucrânia, devido a intensificação dos ataques da parte leste do país. A administração de Barack Obama evitou até a agora apoio à Kiev com envio de material militar, mas está reconsiderando sua posição devido a perdas que a Ucrânia vem sofrendo no conflito. Caso a potência ocidental passe a munir os ucranianos, o conflito pode sofrer uma escalada com o governo russo aumentando ainda mais a ajuda aos separatistas do leste. Um relatório independente elaborado por ex-oficiais do governo estadunidense pede o envio de 3 bilhões de dólares em armamentos, incluindo mísseis, drones de reconhecimento, veículos blindados e radares.

Foto: Manu Brabo / AFP / Getty Images

Foto: Manu Brabo / AFP / Getty Images

EUA e União Europeia farão outro financiamento à Ucrânia


Angela Merkel e Barack Obama concordaram sobre novo pacote de ajuda financeira à Ucrânia através de empréstimos do FMI. O objetivo é estabilizar as finanças ucranianas e garantir avanços em bem-estar, num momento em que o país gasta muito com seu esforço de guerra no leste.

Foto: Patrick Hamilton / G20 Austrália / Getty Images

Foto: Patrick Hamilton / G20 Austrália / Getty Images

Nova doutrina militar russa considera expansão da OTAN uma séria ameaça


O presidente da Rússia, Vladimir Putin, aprovou nova doutrina militar para o país que considera como uma ameça a expansão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e o fortalecimento militar da aliança próximo a suas fronteiras. Nova doutrina considera que tais ações violam o direito internacional e indicam que os Estados Unidos são responsáveis por essas medidas. Também há referência explícita à ameaça representada pelos novos sistemas antimísseis ocidentais que alterariam significativamente a balança de poder mundial.

Foto: Reuters.

Foto: Reuters.

Por dentro da Rússia


George Friedman analisa a perspectiva russa quanto aos principais eventos geopolíticos de 2014 que opuseram o Ocidente e Moscou: a crise ucraniana e a piora da situação financeira do Kremlin. Friedman argumenta que os dois blocos precisam compreender os interesses estratégicos e temores um do outro, do contrário não haverá solução para a polarização política.

Estação de metrô moscovita. Foto: Bruno Gomes Guimarães.

Estação de metrô moscovita. Foto: Bruno Gomes Guimarães.

(mais…)

Pelo fim do imperialismo nos direitos humanos


Stephen Kinzer critica a ação de organizações ocidentais de promoção de direitos humanos como o Human Rights Watch, sediado em Nova Iorque, pela imposição de padrões ocidentais tidos como “universais” sobre países em desenvolvimento. Um dos exemplos de Kinzer são as criticas sobre Paul Kagame, presidente de Ruanda, cujo governo é tido como “autoritário”, mas que trouxe paz e prosperidade a um país recentemente flagelado pelo genocídio.

O presidente ruandês Paul Kagame Foto: Susan Schulman

O presidente ruandês Paul Kagame
Foto: Susan Schulman

(mais…)

Encontros de forças de Rússia e ocidente estão em níveis da Guerra Fria


Relatório de instituição europeia afirma que nos últimos oito meses houve oitenta encontros perigosos entre forças da Rússia e do ocidente, frequência similar a da Guerra Fria. A maioria dos encontros se deu no Mar Báltico, mas também no Mar Negro e nas fronteiras do Canadá e Estados Unidos.

Foto: Tatyana Makeyeva / Reuters

Foto: Tatyana Makeyeva / Reuters

(mais…)

A cooperação Índia-Irã e a segurança da Ásia


A Índia está cooperando no desenvolvimento do porto de Chabahar, no extremo sul iraniano. Hrishabh Sandilya argumenta que a parceria entre Irã e Índia pode significar um avanço na segurança da Ásia, já que a Índia pode ser um novo interlocutor nos diálogos sobre segurança entre ocidente e Irã.

Foto: Beluchistan via Flickr.com

Foto: Beluchistan via Flickr.com

(mais…)

EUA vai intensificar ataques aéreos contra o “Estado Islâmico”


O Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Chuck Hagel, afirmou nesta quinta-feira (13/11) que os ataques aéreos sob comando estadunidense contra o “Estado Islâmico” no Iraque e na Síria serão intensificados. Hagel também disse que o povo dos EUA deve se preparar para um conflito longo e difícil.

Chuck Hagel, Secretário da Defesa dos EUA. Foto: Saul Loeb / AFP.

Chuck Hagel, Secretário da Defesa dos EUA. Foto: Saul Loeb / AFP.

(mais…)

EUA destroi infraestutura síria sob pretexto de combater “Estado Islâmico”


Os Estados Unidos estão cogitando destruir oleodutos sírios sob o pretexto de combater o “Estado Islâmico”, apesar de o comércio ilegal feito pelo grupo terrorista não passar por oleodutos. Maram Susli analiza outras situações em que os bombardeios em território sírio não parecem ter como alvo o “Estado Islâmico”.

Foto: n.i

Foto: n.i

(mais…)

Por que a cooperação China-Rússia veio para ficar


Gilbert Rozman analisa a aproximação de China e Rússia através do apoio mútuo com as crises da Ucrânia e de Hong Kong. O autor acredita que há uma identidade anti-ocidental e ex-comunista que é compartilhada por Moscou e Pequim, tornando muito difícil as tentativas ocidentais de separá-los.

Foto: Reuters

Foto: Reuters

(mais…)

Como o Ocidente quebrou sua promessa a Moscou


Embora um documento não tenha sido assinado, ao final da Guerra Fria o Ocidente, especificamente os Estados Unidos, comprometeu-se a não expandir a OTAN para o leste europeu. Negociações se deram logo após a queda do Muro de Berlim. Com o não cumprimento da promessa, a Rússia se vê encurralada e no direito de agir na Ucrânia para conter o avanço ocidental.

Foto: Rick Wilking / Reuters.

Foto: Rick Wilking / Reuters.

(mais…)

A batalha de Kobane e o que quer a Turquia


Patrick Cockburn analisa todo o desenrolar da batalha de Kobane e sua importância estratégica para o “Estado Islâmico”, para a coalizão ocidental, para os curdos que aí lutam e para a Turquia. Cockburn mostra que, desde o princípio da coalizão formada pelos Estados Unidos, se sabe que os países sunitas da região não estão tão preocupados assim com a derrota do “Estado Islâmico”. Por outro lado, estão excluídos da coalizão praticamente todos os que estão de fato lutando contra o grupo terrorista: o governo sírio, os xiitas iraquianos, o Irã e os curdos sírios. O autor dá atenção especial aos interesses da Turquia em jogo e como o país vem agindo neste atoleiro em que é inimigo dos curdos e aliado aos EUA, o que o torna, ao mesmo tempo, “aliado” e “inimigo“ do “Estado Islâmico”.

Foto: Bulent Kilic / Agence France-Presse / Getty Images

Foto: Bulent Kilic / Agence France-Presse / Getty Images

(mais…)

Como o Qatar está financiando extremistas islâmicos


O Estado do Qatar, um dos mais ricos do Golfo Pérsico, financia grupos extremistas ao mesmo tempo que se considera um grande aliado do ocidente. O Qatar é acusado de enviar armas e recursos para rebeldes na Líbia e na Síria, inclusive a grupos vinculados à Al-Qaeda. O Qatar possui muitos investimentos em países ocidentais, notavelmente em Londres, o que atrapalha as tentativas ocidentais de dissuadir o Qatar nessas operações.

Vista de Doha, capital do Catar Foto: Reuters / Jacky Naegelen

Vista de Doha, capital do Qatar
Foto: Reuters / Jacky Naegelen

(mais…)

Rússia condena manobra militar da OTAN no oeste ucraniano


Soldados de países da OTAN iniciam na segunda-feira (15/09)  manobra militar no oeste ucraniano. Moscou considera a operação uma ameaça à trégua acordada em Minsk. Ucrânia quer usar drones para controlar cumprimento de cessar-fogo.

Foto: Jens Wolf / dpa / picture-alliance.

Foto: Jens Wolf / dpa / picture-alliance.

(mais…)

Para contornar sanções do Ocidente, Rússia se aproxima da China


Enquanto o premiê ucraniano acusa a Rússia de querer eliminar a Ucrânia como país independente, Moscou se esforça por uma cooperação mais estreita com Pequim. Trégua no leste ucraniano é interrompida em Donetsk.

Foto: RIA Novosti / Reuters.

Foto: RIA Novosti / Reuters.

(mais…)

Por que a crise ucraniana é culpa do ocidente


John J. Mearsheimer explica por que as ilusões de liberais europeus e norte-americanos  são culpadas pela crise na Ucrânia e provoca “imagine a indignação dos Estados Unidos caso a China criasse uma grande aliança militar e tentasse incluir México e Canadá”.

Foto: Reuters.

Foto: Reuters.

(mais…)

Ocidente limita presença chinesa na África


Segundo o think tank chinês Academia de Ciências Sociais, a presença chinesa na África pode encontrar empecilhos apesar dos bilhões investidos devido ao aumento da presença militar de países ocidentais no continente. Caso as relações entre China e EUA venham a piorar, por exemplo, Washington poderia facilmente conter e monitorar as atividades de Pequim.

Uhuru Kenyatta, Li Keqiang, Paul Kagame e Salva Kiir. Foto: EPA.

Uhuru Kenyatta, Li Keqiang, Paul Kagame e Salva Kiir. Foto: EPA.

(mais…)

Doações do Ocidente mascaram pilhagem do continente africano


Grupo de ONGs divulgou relatório mostrando que os países ocidentais usam a “ajuda ao desenvolvimento” concedida à África como cortina de fumaça para esconder a pilhagem do continente pelas suas empresas. Países africanos perdem cerca de 60 bilhões de dólares ao ano devido à sonegação de impostos e fuga de capitais, e governos ocidentais auxiliam as empresas nessas atividades ilícitas, segundo relatório.

Foto: PA.

Foto: PA.

(mais…)

Conflito sírio: guerra contra os beligerantes?


Com a certeza de que a guerra na Síria já teria terminado não fosse a influência estrangeira, beligerantes (governo e rebeldes) se cansam da interferência das potências ocidentais, especialmente dos EUA, no conflito. Pan-arabismo ressurge como elemento político no Oriente Médio. Estados Unidos apresentam política de manutenção da guerra para conseguir melhor administrar e auferir ganhos e se voltam contra facções políticas que vinham defendendo no início do conflito.

Foto: New Eastern Outlook.

Foto: New Eastern Outlook.

(mais…)

Crise na Ucrânia não abala BRICS


Enquanto EUA e Europa se posicionam claramente e condenam a política de Moscou na Ucrânia, países emergentes, que têm a Rússia como parceira no grupo, preferem se manter imparciais.

Foto: picture-alliance / dpa.

Foto: picture-alliance / dpa.

(mais…)

BRICS enfraquecem tentativa do Ocidente de isolar a Rússia


Ministros de relações exteriores dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) se opuseram a restrições contra a participação do presidente russo Vladimir Putin na próxima reunião de cúpula do G20 na Austrália em novembro.

Ministros de relações exteriores de Rússia, Índia, China e África do Sul e embaixador Paranhos do Brasil. Foto: Xinhua / Gong Bing.

Ministros de relações exteriores de Rússia, Índia, China e África do Sul e embaixador Paranhos do Brasil. Foto: Xinhua / Gong Bing.

(mais…)

EUA e UE impõem sanções à Rússia depois de referendo na Crimeia


Após o referendo deste domingo (16/03) que decidiu pela reincorporação da Crimeia à Rússia, Estados Unidos e União Europeia anunciaram na segunda-feira (17/03) a imposição de sanções contra Moscou, notadamente contra pessoas consideradas responsáveis pela instabilidade na Ucrânia. A Rússia, por sua vez, defendeu a criação de um grupo de apoio para que ucranianos reconheçam direito do território autônomo.

Foto: Picture-alliance / dpa.

Foto: Picture-alliance / dpa.

(mais…)

Na crise da Crimeia, Putin tem mais trunfos que Obama


Sanções, palavras afiadas e uma colaboração com o governo interino em Kiev: a Casa Branca está gastando todas as suas cartas no conflito ucraniano, enquanto o Kremlin ainda parece longe de esgotar suas opções, que incluem desde negociações com Irã, Síria e Coreia do Norte à manutenção da Rede de Distribuição do Norte, vital para a OTAN no Afeganistão.

Foto: ky3.

Foto: ky3.

(mais…)