Península Arábica

Três atentados deixam pelo menos 35 mortos no sul do Iêmen


Nesta segunda-feira (27/06), pelo menos 35 pessoas morreram e outras 24 ficaram feridas após três bombas explodirem na cidade de Makalla, no sul do Iêmen. O grupo “Estado Islâmico” assumiu a autoria dos ataques, mas o governo acredita que existe também envolvimento da Al-Qaeda da Península Arábica (AQAP), que controlava a cidade até recentemente. Os atentados atingiram em sua maioria militares.

Foto: Reuters

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Arábia Saudita prossegue bombardeando o Iêmen


Após a coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita ter anunciado ontem (21/04) que a campanha de bombardeios contra os rebeldes houthis terminara, Riade prossegue realizado ataques aéreos no Iêmen. Conforme o governo saudita, bombardeios continuarão sendo feitos, se rebeldes não frearem sua ofensiva militar. Haverá, então, apenas uma diminuição no número de ataques no Iêmen.

Bombardeios da coalizão árabe no Iêmen. Mapa: Bloomberg.

Coalizão árabe declara fim da campanha no Iêmen


Após quatro semanas, a coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita anunciou nesta terça-feira (21/04) o fim da campanha de bombardeios contra os rebeldes houthis no Iêmen. Segundo o Ministério da Defesa saudita, as ameaças ao reino e a países vizinhos foram minimizadas, e a operação entrará agora numa nova fase. Esta, chamada “Recuperação da esperança”, terá o objetivo de impedir os avanços dos houthis, proteger civis e apoiar os esforços de evacuação e ajuda humanitária.

Foto: K. Abdullah / Reuters.

Parceria dos EUA com o Irã estende-se ao Iêmen


Limitada ao combate contra o “Estado Islâmico” inicialmente, a parceria dos Estados Unidos com o Irã agora parece ter se estendido ao Iêmen. O alinhamento de interesses ocorreu após o fortalecimento e expansão da Al-Qaeda da Península Arábica (AQAP, sigla em inglês) em território iemenita como consequência dos bombardeios aéreos realizados pela coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita contra os rebeldes Houthis. Para os EUA, a AQAP é a facção mais perigosa e ameaçadora do grupo terrorista, e os Houthis também a combatem. Sendo assim, há uma aliança de facto com forças aliadas ao Irã.

Imagem: Penn Live.

Imagem: Penn Live.

Coalizão liderada pela Arábia Saudita bombardeia o Iêmen


A Arábia Saudita, conjutamente com Egito, Marrocos, Emirados Árabes, Qatar, Bahrein, Jordânia, Kuwait, Paquistão e Sudão, começou a bombardear os rebeldes xiitas Houthis no Iêmen e teria neutralizado a força aérea iemenita. A milícia já havia tomado a capital e importantes cidades do país, incluindo Aden, a cidade portuária onde o presidente Hadi, que agora encontra-se em Riade, refugiava-se. As operações militares não devem se limitar a ataques aéreos: Arábia Saudita anunciou que até 150 mil soldados estão envolvidos na intervenção, e o Egito já anunciou que também está preparado para enviar tropas. Os Estados Unidos estão apoiando a intervenção e provêm apoio logístico e de inteligência. Já o Irã denunciou os ataques como uma tentativa de fomentar a guerra civil no país. A escalada do conflito e o temor de que este seja duradouro fizeram o preço do petróleo subir e o dólar desvalorizar. Ataques iniciaram no mesmo dia em que se retomaram as negociações acerca do programa nuclear iraniano.

Casa bombardeada em Sanaa. Foto: Reuters.

Casa bombardeada em Sanaa. Foto: Reuters.

Arábia Saudita mobiliza armamento pesado na fronteira com o Iêmen


A Arábia Saudita moveu armamento pesado na direção da fronteira com o Iêmen, onde a milícia xiita Houthi controla o governo. Agora, a milícia estaria avanaçando em direção do porto de Aden, cidade do presidente deposto Abd-Rabbu Mansour Hadi, que pede às Nações Unidas uma intervenção internacional no país. Nem mesmo para os Estados Unidos, grande aliado saudita, está claro o motivo da mobilização na fronteira.

Foto: Wikimedia Commons

Foto: Wikimedia Commons

A cooperação indesejada do EUA com o Irã pode extender-se ao Iêmen


Com um inimigo comum como o “Estado Islâmico”, Estados Unidos e Irã tiveram de cooperar militarmente. No Iêmen, agora que a milícia xiita Houthi parece ter tomado definitivamente o poder, os EUA terão outra vez de promover uma cooperação indesejada. O inimigo comum da vez é a Al-Qaeda da Península Arábica, que é alvo de ataques com drones estadunidenses. Um forte indicador é que, apesar de os EUA terem removido seus oficiais e fechado a embaixada na capital iemenita, Sana, uma força de operações especiais para combater o grupo terrorista permanece no país agora controlado pelos Houthi.

Foto: n.i

Foto: n.i

EUA, França e Reino Unido fecham suas embaixadas no Iêmen


As embaixadas dos Estados Unidos, da França e do Reino Unido em Sana, capital do Iêmen, foram fechadas com a justificativa e que a segurança no país se degradou nos últimos dias. A atitude pode ser seguida por outras representações europeias. Os cidadãos dos países também foram sugeridos de deixarem o país. As preocupações securitárias não foram vinculadas à tomada de poder da milícia xiita Houthi, e sim com ameaças do grupo terrorista sunita Al-Qaeda na Península Arábica. O país encontra-se num delicado momento de vazio de poder que pode transformar-se num conflito armado.

Foto: Yahya Arhab / EFE

Foto: Yahya Arhab / EFE

Emirados Árabes Unidos voltam à coalizão árabe, que intensifica ataques aéreos ao “EI”


Após a morte do piloto jordaniano que provocou uma intensificação dos ataques aéreos do país ao “EI”, os Emirados Árabes Unidos voltaram a participar da coalizão liderada pelos Estados Unidos. A monarquia do golfo vai enviar um esquadrão de caças F-16 à Jordânia para conduzir mais ataques ao grupo terrorista sírio. A porção árabe da coalizão intensificou suas atividades como um todo, cogitando inclusive atacar o “EI” com tropas no solo.

Foto: AP Photo / Nasser Nasser

Foto: AP Photo / Nasser Nasser

EUA segue fazendo ataques com drones no Iêmen


Apesar da crise política no Iêmen com a tomada dos principais edifícios públicos da capital, Sana, pela milícia xiita Houthi, os Estados Unidos seguem realizando ataques no território iemenita visando a Al-Qaeda na Península Arábica. Os EUA utilizam veículos aéreos não tripulados (VANT ou drones) para bombardear alvos da Al-Qaeda no Iêmen. O presidente deposto, Abed Rabbo Mansour Hadi, aprovava o uso de drones estadunidenses em território iemenita; a posição do grupo Houthi ainda é incerta, pois fazem oposição à presença dos EUA mas são também adversários da Al-Qaeda, que é sunita.

Carro bombardeado por drone estadunidense, onde estavam três militantes da Al-Qaeda. Foto: AFP

Carro bombardeado por drone estadunidense, onde estavam três militantes da Al-Qaeda.
Foto: AFP

Obama já faz primeira visita a rei Salman da Arábia Saudita


Menos de uma semana depois da sucessão real na Arábia Saudita, Barack Obama já chegou no país para sua primeira visita ao rei Salman al-Saud. O gesto revela a importância que o país árabe tem para as relações exteriores estadunidenses. A comitiva de Obama impressiona pelo seu tamanho. Foram também a Riad dois ex-secretários de Estado, James Baker e Condoleezza Rice, e outros dois republicanos, o senador John McCain e Brent Scowcroft. A presença importante de republicanos demonstra o interesse de Obama de manter a boa relação com o país, que historicamente se relaciona melhor com presidentes do Partido Republicano.

Foto: Mandel Ngan / AFP

Foto: Mandel Ngan / AFP

Indústrias de defesa no Golfo Árabe


Desde a formação dos modernos Estados árabes, nenhum país conseguiu desenvolver e manter uma indústria de defesa nacional. Porém, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos estão gradualmente revertendo essa tendência e fomentando as suas. Objetivo é diminuir a dependência dos Estados Unidos e também obter mais autonomia na formulação de políticas regionais.

Foto: Faisal Nasser / Reuters.

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Países do Golfo concordam em pôr fim às tensões com o Qatar


Os ministros de relações exteriores dos países do Golfo fecharam um acordo para pôr fim a meses de tensões entre o Qatar e os outros países do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC, sigla em inglês) a respeito da Irmandade Muçulmana.

Foto: Reuters.

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As rivalidades se acirram entre países árabes


Bhadrakumar argumenta que um novo capítulo da política no Oriente Médio está começando. Primeiro sinal disto foi a Arábia Saudita, Bahrein e Emirados Árabes Unidos (EAU) anunciarem a retirada de seus embaixadores no Qatar e, logo após, a classificação da Irmandade Muçulmana como grupo terrorista pelo governo saudita.

Foto: Ho New / Reuters.

Foto: Ho New / Reuters.

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Qatar, Arábia Saudita, EAU e a cisão no Golfo


Arábia Saudita, Bahrein e Emirados Árabes Unidos (EAU) anunciaram que haviam chamados seus embaixadores no Qatar para consultas sob alegação de que o país estaria interferindo em assuntos internos dos membros do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC). A decisão, sem precedentes, indica mudanças significativas no GCC e na própria balança de poder no Oriente Médio.

Conselho de Cooperação do Golfo. Fonte: Reuters / Faisa Al Nasser.

Conselho de Cooperação do Golfo. Fonte: Reuters / Faisa Al Nasser.

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A nova e assertiva política externa do Omã


Normalmente reticente, o Omã ficou estranhamente assertivo em sua oposição ao plano da Arábia Saudita de unir os países da Península Arábica contra o Irã (através do Conselho de Cooperação do Golfo – GCC). País teme que uma confrontação regional prejudicaria sua própria estabilidade.

Conselho de Cooperação do Golfo. Fonte: Reuters / Faisa Al Nasser.

Conselho de Cooperação do Golfo. Fonte: Reuters / Faisa Al Nasser.

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Líderes tribais: uma nova tática militante no Sinai


Targeting Tribal Leaders: A New Militant Tactic in Sinai
Stratfor / By Ashley Lindsey – 16/08/2012
Militants killed Egyptian tribal leader Khalaf al-Menahy and his son Aug. 13 as the two were returning from a conference in east Sinai organized and attended by tribal leaders to denounce militancy, according to Sinai security forces. The senior al-Menahy was a prominent proponent of bolstering the Sinai Peninsula’s representation in Egypt’s parliament and of improving security in the region. He also was a prominent sheikh in the Sawarka tribe, said to be the largest in Sinai. Following his burial Aug. 13, the tribe vowed to seek vengeance.

This is the first reported case of militants attacking tribal leaders in Sinai. It comes soon after an attack on Egyptian security forces Aug. 5 and an attack on military checkpoints in northern Sinai on Aug. 8(mais…)