política das grandes potências

A polaridade sob a perspectiva dos conceitos operacionais: o caso do A2/AD e da Air-Sea Battle


Confira aqui a monografia do pesquisador do ISAPE, Guilherme Henrique Simionato dos Santos, sobre a relação entre os conceitos operacionais de Antiacesso e Negação de Área (A2/AD) e de Air-Sea Battle (ASB ou Batalha Aeronaval) e a polaridade no Sistema Internacional. Um dos fatores-chave para esta é a inexpugnabilidade, i.e. a capacidade de um país manter a sua soberania frente a qualquer agressão externa. O trabalho mostra que a inexpugnabilidade da China se dá através de seu processo de modernização militar focado no A2/AD, mas que, em contrapartida, os Estados Unidos desenvolveram a ASB, cujo objetivo é garantir o acesso estadunidense à região do Leste e Sudeste Asiático a despeito do A2/AD chinês. Dessa forma, a ASB seria uma estratégia não declarada de primazia, pois prega a destruição da rede de informações e de mísseis da China, negando a Pequim uma capacidade de retaliação.

Foto: Marinha dos EUA.

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EUA deve remover embargo de armas para o Vietnã


Conforme matéria da revista Foreign Policy, os Estados Unidos devem remover o embargo de armas em voga contra o Vietnã desde a guerra entre os dois países, finda em 1975. Ainda que o embargo tenha se flexibilizado há dois anos para permitir a venda de armamentos relacionados à “segurança marítima”, o seu fim oficial permitiria que Hanói comprasse artigos estadunidenses de alta tecnologia tais como radares e aeronaves de monitoramento. Medida serviria para reaproximar ambos em um contexto de crescente disputa entre EUA e China no pacífico ocidental. Entretanto, ainda há forte oposição interna nos EUA, que reclamam da situação dos direitos humanos no Vietnã principalmente.

Foto: KHAM / AFP / Getty Images via Foreign Policy. 

Paraísos fiscais: por que é difícil acabar com eles?


Em tese a maioria dos líderes mundiais, entre eles Barack Obama e governantes da União Europeia, está de acordo para acabar com os paraísos fiscais, especialmente após o escândalo dos Panama Papers. Por que, então, é tão difícil acabar com eles? Segundo matéria da BBC, há uma complexa rede de interesses que impede que isso ocorra. O Reino Unido e os Estados Unidos estão entre os principais paraísos fiscais do mundo, onde representam de 7% a 17% do seu Produto Interno Bruto (PIB), e, portanto, estão pouco interessados em eliminá-los internamente, apenas externamente. Fora isso, grandes bancos, empresas multinacionais e grandes fortunas também jogam contra o fim deles.

Obama (E) e Cameron. Foto: Reuters via BBC.

EUA deve assinar novos acordos militares com Índia


O Secretário da Defesa dos Estados Unidos, Ashton Carter, está em visita à Índia, onde espera-se que novos acordos militares bilaterais sobre segurança marítima sejam assinados. Há expectativas de que Washington ajude Nova Delhi na construção de seu porta-aviões e no desenvolvimento de motores de jatos. Medida poderia acirrar a rivalidade geopolítica entre China e Índia.

Foto: Getty Images.

 

Rússia e China comprometem-se a não se hackearem


No bojo dos acordos assinados entre Rússia e China no início do mês na ocasião da comemoração do fim da Segunda Guerra Mundial, está um documento no qual ambos comprometem-se a não se hackearem, isto é, a não conduzirem ataques cibernéticos um contra o outro. Além disso, os dois países afirmaram a intenção de atuar conjuntamente contra tecnologias que possam desestabilizar a ordem interna ou interferir nos assuntos internos de outros países e de prover segurança a suas infraestruturas de informação. Analistas dizem que ato foi uma provocação aos Estados Unidos, mas que dificilmente iniciará uma guerra fria cibernética.

Vladimir Putin e Xi Jinping. Foto: AFP / Getty Images.

Boyd e Szafranski : elementos de estudo da guerra psicológica de espectro total


Confira aqui a monografia do pesquisador do ISAPE, João Gabriel Burmann da Costa, sobre o conceito de Guerra Psicológica de Espectro Total e sua aplicação contemporânea. O trabalho estuda as ideias de John Boyd e Richard Szafranski como forma de dar subsídio para o desenvolvimento do conceito, o qual leva em consideração o uso de elementos psicológicos, cognitivos e não físicos como forma complementar e/ou substituta ao uso da força para obter os resultados desejados em uma guerra. Identifica-se a aplicação da GPET nas ações estadunidenses: a estratégia de mudança de regimes (regime change) por meio das Revoluções Coloridas seria sua forma recente. Ao fazer uso dessa estratégia, as Grandes Potências tradicionais, em especial os Estados Unidos, estariam aplicando as soluções normativas de Boyd e Szafranski que propõem a gestão do Sistema Internacional por meio de soluções simplificadoras, frente ao iminente fim do interregno unipolar.

Imagem: CNN / YouTube.

China e Rússia concluem exercício naval no Mediterrâneo


Após cinco dias de atividades, na manhã da última sexta-feira (22/05) Rússia e China concluíram seu primeiro exercício naval conjunto no Mar Mediterrâneo. Denominado “Joint Sea 2015”, o exercício envolveu nove navios de ambos os países. Foram simuladas operações de reabastecimento em rota, missões de escolta e transferência de carga à luz do dia com tiro real. Segundo análises, ambos os países querem aumentar a interoperabilidade de seus equipamentos e sinalizar à OTAN que esta não domina inconteste o Mediterrâneo.

Foto: Li Xiao/Hu Quanfu/Reuters

Foto: Li Xiao / Hu Quanfu / Reuters.

China: uma grande potência no Oriente Médio?


Enquanto os Estados Unidos se ocupavam em fazer seu pivô para a Ásia, a China aproveitou o espaço aberto para se tornar uma grande potência no Oriente Médio, laços econômicos e políticos crescentes.

Foto: Reuters / Lintao Zhang.

Foto: Reuters / Lintao Zhang.

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Frota russa se posiciona no litoral da Síria


A Marinha russa está reunindo no mar Mediterrâneo a maior força naval desde a queda da URSS. O que poderá fazer a força operacional russa em caso de agravamento da situação?

Cruzador lançador de Misseis de Guiados Moskva em Sebastopol - foto Andrew Karpov

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Rússia envia mais navios para a costa da Síria


Reuters, 06/09/2013

 

Russia sends more naval ships to Syrian coast

By Gabriela Baczynska

MOSCOW | Fri Sep 6, 2013 10:35am EDT

(Reuters) – Russia is sending more naval vessels to the coast of Syria, state news agencies reported on Friday, in a move Moscow says will help prevent a threatened U.S. attack on its ally President Bashar al-Assad.

The Russian Defence Ministry said in late August it would carry out a routine rotation of its ships off Syria.

But local media said on Friday additional units were also on the way. Interfax news agency quoted an unnamed navy source as saying large landing ship Nikolai Filchenkov was heading for the eastern Mediterranean.

“The vessel will dock in Novorossiysk where it will take special cargo on board and head to the designated area of military service in the eastern Mediterranean,” the source said without giving more details.

RIA news agency quoted an unnamed senior navy source as saying on Friday that the frigate Smetlivy would leave for the Mediterranean on September 12-14 and the corvette Shtil and missile boat Ivanovets would approach Syria at the end of the month.

The Defence Ministry declined to comment on the reports but Deputy Defence Minister Anatoly Antonov said on Thursday the Russian navy currently had a “pretty strong group” there.

“The Russian navy does not intend to take part directly or indirectly in a possible regional conflict,” he told the state Rossiya 24 broadcaster.

“Our navy vessels are a guarantee of stability, guarantee of peace, an attempt to hold back other forces ready to start military action in the region.”

Landing ships Minsk and Novocherkassk and the reconnaissance ship Prirazovye passed through the Bosphorus on September 5. on their way to the Mediterranean and Moscow has also sent missile cruiser Moskva and destroyer Admiral Panteleyev there.

Russia has a small naval facility in the Syrian port of Tartous, its only naval base outside the former Soviet Union.

Western and Arab states seek to oust Assad, and the United States is considering military strikes to punish Damascus for its alleged use of chemical weapons.

Russia, a long-time weapons supplier to Damascus, opposes any U.S. intervention, saying it would lack a mandate from the U.N. Security Council, where Moscow has blocked Western-led attempts to increase pressure on Assad.

The West accuses Russia of protecting Assad and the dispute has overshadowed a G20 summit in St Petersburg this week.

(Editing by Andrew Roche)

http://blogs.reuters.com/fullfocus/2013/09/09/editors-choice-20/#a=1

Russia: Rebuilding an Empire While It Can – Lauren Goodrich, STRATFOR


Russia: Rebuilding an Empire While It Can

STRATFOR / Lauren Goodrich – 31/10/2011

U.S.-Russian relations seem to have been relatively quiet recently, as there are numerous contradictory views in Washington about the true nature of Russia’s current foreign policy. Doubts remain about the sincerity of the U.S. State Department’s so-called “reset” of relations with Russia — the term used in 2009 when U.S. Secretary of State Hillary Clinton handed a reset button to her Russian counterpart as a symbol of a freeze on escalating tensions between Moscow and Washington. The concern is whether the “reset” is truly a shift in relations between the two former adversaries or simply a respite before relations deteriorate again.

The reset actually had little to do with the United States wanting Russia as a friend and ally. Rather, Washington wanted to create room to handle other situations — mainly Afghanistan and Iran — and ask Russia for help. (Russia is aiding in moving supplies into Afghanistan and withholding critical support from Iran.) Meanwhile, Russia also wanted more room to set up a system that would help it create a new version of its old empire.

Russia’s ultimate plan is to re-establish control over much of its former territories. This inevitably will lead Moscow and Washington back into a confrontation, negating any so-called reset, as Russian power throughout Eurasia is a direct threat to the U.S. ability to maintain its global influence. This is how Russia has acted throughout history in order to survive. The Soviet Union did not act differently from most of the Russian empires before it, and Russia today is following the same behavioral pattern. (mais…)