política econômica ortodoxa

Mundo precisa romper com austeridade e aumentar gasto público, afirma economista


O economista estadunidense Nouriel Roubini analisa as inovações em instrumentos de política monetária expansionista que foram introduzidas pelos principais bancos centrais do mundo após a crise de 2008. Essa iniciativa gerou uma forte crítica da parte de ultra-liberais, que veem esse intervencionismo como provocador de novas instabilidades no futuro, como o crescimento da inflação. Roubini ataca esses críticos com a situação macroeconômica dos países do centro, que é de risco de deflação. E, ainda, parte para uma discussão de teoria econômica, afirmando que a gravidade da recessão, causada por uma confluência de fatores, exigia estímulos à economia global. O autor aponta que, para ter sucesso, a política monetária expansionista deve ser acompanhada de estímulos fiscais, que não vêm ocorrendo já que a política fiscal dos países do centro tem sido de austeridade. O gasto público mais desejado, Roubini aponta, é o investimento em infraestrutura. Governos que insistam em fazer cortes de gastos correntes só adiarão os necessários gastos públicos em infraestrutura, atrasando a retomada do crescimento econômico.

Foto: Kenteegardin / Flickr

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Banco da Inglaterra deve aumentar compulsório de bancos


O Banco da Inglaterra deve aumentar o valor do compulsório dos bancos, isto é, o montante de reservas que os bancos são obrigados a manter, de 3% a 4,95%. A principal consequência é a diminuição do crédito e o enxugamento de recursos do sistema financeiro, porque, para manter o mesmo nível de alavancagem (proporção entre os ativos e passivos do banco), os bancos deverão emprestar menos dinheiro. O objetivo é reduzir os riscos aos quais os bancos estão expostos frente a uma nova crise bancária na zona do euro.

Foto: Getty Images

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O fracasso da austeridade na Europa: porta aberta para conflitos sociais


O economista sul-coreano Ha-Joon Chang comenta o fracasso das políticas de austeridade na Europa que, ao comprimirem salários, cortarem gastos sociais e causarem desemprego acabaram abrindo as portas para conflitos sociais na região. Chang advoga por um tratamento do gasto público que leve em conta a manutenção da demanda efetiva, da coesão nacional e do crescimento da produtividade. Algumas das críticas do autor se aplicam à realidade brasileira, em que há grande pressão para que o governo faça superávit primário ainda que estejamos em um ano de crescimento da economia baixo, além da análise mais crítica de que tipo de pleno emprego temos e do desafio do aumento da produtividade.

Dezenas de milhares de manifestantes foram às ruas de Londres contra a austeridade no último dia 18 Foto: Mary Turner / Getty Images

Dezenas de milhares de manifestantes foram às ruas de Londres contra a austeridade no último dia 18
Foto: Mary Turner / Getty Images

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