política econômica

A contradição das taxas de juros negativas


Em análise, Robert Skidelsky expõe o fenômeno monetário das chamadas taxas de juros negativas, política econômica recente em países desenvolvidos como forma de impulsionar o crescimento econômico ao desincentivar a poupança. Porém, segundo o autor, as taxas de juros negativas trazem consigo a falsa impressão de que políticas monetárias por si só são suficientes para recuperar economias em estado de depressão, enquanto que, na verdade, a única forma de garantir a circulação de “novo dinheiro” seria por meio de gastos governamentais. Portanto, em um contexto de crise e debilidade econômica, políticas monetárias não conseguiriam estimular a atividade econômica sem um envolvimento do Estado na economia.

Skidelsky. Foto: n.i.

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Na Venezuela, Maduro tira do legislativo o poder de indicação da diretoria do Banco Central


Em decreto publicado nesta terça-feira (05/01), o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, tirou da Assembleia Nacional — agora controlada pela oposição — o poder de indicar a diretoria do Banco Central. Assim, Maduro deve indicar o presidente e os seis diretores da instituição sem necessitar da aprovação do Legislativo. Maduro baseou-se na Lei Habilitante, que conferia poderes temporários ao presidente até o fim de dezembro.

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Foto: Carlos Garcia Rawlins / Reuters.

Os impactos do sistema financeiro internacional nos países emergentes


O economista Luiz Gonzaga Belluzzo analisa, em artigo publicado na revista Carta Capital, o sistema financeiro internacional e os enormes impactos deste nos países emergentes. Belluzzo critica a livre movimentação de finanças, que afetam e desvalorizam o câmbio de moedas fracas, e a função de reserva de valor do dólar, que submete as economias mundiais à política dos Estados Unidos. Esses fatores desestabilizam as economias emergentes, diminuindo seus recursos e capacidades de investimento.

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Foto: Roberto Stuckert Filho / PR.

Syriza vence eleições na Grécia


No último domingo (20/09), o Syriza, partido de esquerda liderado por Alexis Tsipras, venceu as eleições antecipadas realizadas na Grécia, obtendo 145 dos 300 assentos no Parlamento. Para obter maioria, o partido fechou coalizão com os nacionalistas Gregos Independentes. Tsipras, que renunciou do cargo de primeiro-ministro e convocou as eleições, agora conduzirá o ajuste fiscal que ele mesmo negociou com os credores internacionais em junho deste ano.

Foto: AP Photo / Giannis Papanikos.

FMI sinaliza insatisfação com o acordo da Grécia e critica UE


O Fundo Monetário Internacional (FMI) sinalizou na terça-feira (14/07) que está insatisfeito com o recente acordo firmado entre a Grécia e credores europeus. Para a organização, a situação financeira grega é insustentável e tende a piorar com o atual acordo, podendo aumentar a dívida grega para até 200% do seu PIB nos próximos dois anos. A única solução, para o FMI, seria uma medida radical de reestruturação da dívida, incluindo até mesmo perdão parcial da mesma. Contudo, governos europeus, especialmente a Alemanha, opõem-se a essas alternativas. Se a situação permanecer inalterada, o FMI pode até mesmo abandonar completamente a iniciativa de assistência financeira.

Foto: Saul Loeb / AFP.

Foto: Saul Loeb / AFP.

Grécia chega a acordo com credores


Após 17 horas de reunião, a Grécia e o Conselho Europeu chegaram unanimemente a um acordo, na manhã desta segunda-feira (13/07), para iniciar as negociações de um terceiro resgate financeiro em favor da Grécia. O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, realizou uma série de concessões e acatou exigências de reformas por parte da troika (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional), como mudança na aposentadoria, aumento de impostos e privatizações, além do retorno dos credores ao país para fiscalizar a implementação das reformas e avalizar mudanças na legislação do país. Acordo deve começar a ser implementado ainda essa semana; porém, pode causar uma reforma do executivo ou mesmo a realização de eleições antecipadas, se o partido Syriza rachar. Tsipras tentou minimizar as medidas de austeridade e afirmou continuar lutando pela soberania grega. Contudo, o ex-ministro da Economia da Grécia, Yanis Varoufakis, disse que as medidas acordadas são “políticas da humilhação” e constituem um novo Tratado de Versalhes.

Alexis Tsipras. Foto: Efe.

Eurogrupo retoma negociações sobre situação grega e Alemanha sugere saída temporada da zona do euro


Os ministros das Finanças da zona euro (Eurogrupo) retomaram hoje (12/07), em Bruxelas, negociações acerca de um terceiro programa de assistência à Grécia, mas as expetativas de um acordo são muito reduzidas. Para hoje também estava prevista uma reunião dos 28 chefes de Estado e de Governo da União Europeia, imediatamente depois da cúpula da zona euro, mas o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, cancelou o encontro, dizendo que a cúpula do euro vai durar até estarem concluídas as conversações sobre a situação grega. Durante a negociação, os países que se mostraram mais resistentes a um acordo com o governo da Grécia foram Finlândia, Estônia, Letônia, Lituânia e Alemanha. Helsinki deixou claro que, mais do que uma questão econômica, há desconfiança na proposta grega, a qual acatou praticamente todas as exigências de austeridade, apesar da população da Grécia ter se manifestado contrariamente em referendo. O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, já teria proposto aos demais líderes europeus a “saída temporária” da Grécia da zona do euro com duração de cinco anos.

Wolfgang Schäuble. Foto: picture-alliance / dpa / O. Hoslet.

O referendo grego e os erros de cálculo da UE


Segundo o analista George Friedman, a União Europeia (UE) vem errando seus cálculos ao lidar com a Grécia. Para ele, Bruxelas — que está representando somente os interesses dos credores e não da totalidade da organização — encontrou-se num beco sem saída após a realização do referendo grego que resultou na reprovação das medidas de austeridade: se o bloco ceder a Atenas, um preocupante precedente pode ser estabelecido (na visão da UE); caso não ceda, a Grécia pode deixar a união e ser um símbolo de que é possível prosperar sem aderir ao bloco. Friedman afirma que agora o futuro da UE está nas mãos da Alemanha e de seu interesse nacional em manter a área de livre comércio europeia.

Fonte: Conselho Europeu.

Foto: Conselho Europeu.

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China, Japão e Coreia do Sul comprometem-se a manter políticas de apoio ao consumo


Ministros de Finanças da China, Japão e Coreia do Sul declararam neste domingo que se mantêm comprometidos às políticas de apoio ao consumo decorrentes do moderado e desigual crescimento global. Os governantes das três economias do nordeste da Ásia discutiram em uma reunião trilateral, liderada pelo atual Ministro de Finanças do Japão, Taro Aso, antes de reunião do Banco Asiático de Desenvolvimento em Baku, no Azerbaijão.

Foto: Reuters, Mike Theiler

Foto: Reuters, Mike Theiler

A questão da Grécia e o problema do livre comércio


A crise da Grécia está chegando ao seu clímax: Atenas pagará ou não sua dívida com o Fundo Monetário Internacional (FMI)? Sairá da zona do euro? De acordo com o analista George Friedman, essas perguntas passam ao lado do que está verdadeiramente em questão. Para ele, o que está em cheque é o futuro do livre comércio na Europa. Friedman demonstra que as consequências do livre-cambismo não são sempre positivas e que as teorias econômicas mais usadas não levam em conta vários fatores essenciais para a decisão que a Grécia e a Alemanha terão de fazer, tais como geopolítica e desigualdade social. Para o autor, Atenas não tem como recuperar-se da crise sem medidas protecionistas — as mesmas que Berlim implementou no pós-guerra para estimular seu crescimento — , e o aumento de tarifas e subsídios internos à União Europeia é exatamente o maior temor da Alemanha, que depende de exportações para manter sua economia crescendo.

Fonte: Conselho Europeu.

Foto: Conselho Europeu.

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População pobre da Turquia cai 10 pontos percentuais em 10 anos


Dados divulgados pelo Banco Mundial atestam que renda per capita da Turquia entrou em ritmo de crescimento a partir de 2001, fazendo com que a taxa de pobreza do país caísse 10 pontos percentuais nos últimos 10 anos. A pobreza, concebida como ter uma renda individual de 2,5 dólares por dia, atingia 16% da população turca há 10 anos. Hoje, o índice está menor que 5%, principalmente devido a políticas do governo e ao comércio exterior.

Foto: MEMO

Foto: MEMO

Índia prevê crescimento econômico de 8% e adere a metas de inflação


As perspectivas econômicas para o novo ano fiscal que inicia em abril apresentadas pelo governo indiano incluem a previsão de um crescimento do PIB de 8% neste ano. O ministro das finanças indiano, Arun Jaitley, afirmou ao Parlamento que a inflação está controlada e a meta fiscal deverá ser atingida. O crescimento, segundo o governo, será impulsionado pelo mercado interno, com foco na produção primária.

Nesta segunda-feira (02/03), o país realizou a maior virada em sua política monetária em duas décadas ao adotar o regime de metas de inflação. O ministério das finanças revelou um documento em que consta a meta do índice de preços em 4% para o ano fiscal 2016-2017, com uma banda de 2% para mais ou para menos. Para o ano fiscal que inicia em abril, o objetivo é limitar a inflação a 6% ao ano. A Índia sofre de uma inflação crônica e volátil devido a sua dependência de importações energéticas, ao clima de monsões que afeta a agricultura e à precária infraestrutura do país.

Um comerciante num mercado de Mumbai. Foto: Divyakant Solanki / EPA

Um comerciante num mercado de Mumbai.
Foto: Divyakant Solanki / EPA

Política chinesa de incentivo ao crescimento foca em pequenas e médias empresas


Para incentivar o crescimento econômico, o governo chinês pretende facilitar a vida de pequenas e médias empresas através de políticas direcionadas. Assim, o governo chinês estenderá cortes de impostos sobre pequenas e médias empresas, além de reduzir alguns encargos trabalhistas. Pesquisas recentes demonstram que o país pode estar retomando um momento de maior crescimento econômico, ainda que a demanda mundial não contribua.

Foto: AFP / Getty Images

Foto: AFP / Getty Images

Venezuela alivia controles ao mercado de câmbio


A Venezuela alterou seu mercado cambial, aliviando controles estatais sobre o comércio de divisas e liberando a flutuação do câmbio. O governo de Nicolás Maduro manterá um subsídio estatal a certos setores importadores. O governo venezuelano controlou o mercado de câmbio nos últimos doze anos, o que estimulou a formação de um grande mercado negro de câmbio no país.

Foto: Juan Barreto / AFP / Getty Images

Foto: Juan Barreto / AFP / Getty Images

Paul Krugman: “Ninguém entende a dívida”


Em artigo para o The New York Times da última segunda-feira (09/02), o economista estadunidense Paul Krugman opina que os governos tem demonstrado desconhecimento sobre o que realmente significa a dívida. O autor afirma que a ação individual de empresas e famílias no pós-crise se baseou por uma diminuição relativa do endividamento, que deprimiu o gasto e consequentemente a renda. Ao mesmo tempo, a dívida total sobre o PIB não foi reduzida, mesmo num período de forte austeridade. Krugman afirma que isso se deve a uma compreensão errada do papel que a dívida tem para o sistema econômico mundial: a austeridade e redução das dívidas não ajudam a resolver a instabilidade criada pelo alto endividamento, só a torna ainda pior.

Leia a tradução em português do artigo clicando aqui.

Foto: Prolineserver (talk) / Wikimedia Commons

Foto: Prolineserver (talk) / Wikimedia Commons

Alexis Tsipras promete combater austeridade em discurso no parlamento grego


O primeiro ministro grego, Alexis Tsipras, foi ao parlamento grego para discursar sobre seu projeto de governo. Tsipras rejeitou as políticas de austeridade e criticou duramente os programas de ajuda financeira da troika. O líder grego afirmou ainda que vai combater a crise humanitária que assola o país com as medidas de austeridade, com depressão econômica e desemprego. O presidente da comissão europeia, Jean-Claude Juncker, criticou a fala de Tsipras afirmando que ele não deve presumir que os outros países da zona do euro concordarão com suas medidas.

Foto: Reuters / Alkis Konstantinidis

Foto: Reuters / Alkis Konstantinidis

Política econômica é dilema da campanha de Hillary Clinton


Pesquisa Gallup mostrou que 67% dos estadunidenses estão insatisfeitos com a desigualdade de renda no país, desafiando a campanha à presidência de Hillary Clinton a criticá-la sem perder o apoio dos mais ricos. Entre as propostas deverão estar algumas clássicas do partido democrata, tais como o aumento do salário mínimo, os investimentos em infraestrutura, diminuição das exonerações fiscais a grandes corporações e o corte de impostos para a classe média. Para vencer a sensação da população estadunidense de que a mobilidade social no país está freada, Clinton vai propor ainda incentivos às empresas para a participação dos funcionários nos lucros e legislação que aumente o poder de barganha dos empregados.

Hillary Clinton durante as primárias de 2008. Foto: Richard Perry/The New York Times

Hillary Clinton durante as primárias de 2008.
Foto: Richard Perry/The New York Times

Alemanha e Grécia ainda não “concordaram em discordar” sobre dívida grega


Os ministros das finanças de Alemanha e Grécia se encontraram na última quinta-feira (05/02) em Berlim. Segundo o ministro grego, Yanis Varoufakis, os dois países ainda têm muito que caminhar para chegar a uma solução para as negociações, pois nem ainda “concordaram em discordar“. Em contrapartida, o ministro alemão Wolfgang Schaeuble afirmou que as medidas do governo grego não eram exatamente o que a administração alemã gostaria que fossem.

Foto: Reuters / Fabrizio Bensch

Foto: Reuters / Fabrizio Bensch

Mundo precisa romper com austeridade e aumentar gasto público, afirma economista


O economista estadunidense Nouriel Roubini analisa as inovações em instrumentos de política monetária expansionista que foram introduzidas pelos principais bancos centrais do mundo após a crise de 2008. Essa iniciativa gerou uma forte crítica da parte de ultra-liberais, que veem esse intervencionismo como provocador de novas instabilidades no futuro, como o crescimento da inflação. Roubini ataca esses críticos com a situação macroeconômica dos países do centro, que é de risco de deflação. E, ainda, parte para uma discussão de teoria econômica, afirmando que a gravidade da recessão, causada por uma confluência de fatores, exigia estímulos à economia global. O autor aponta que, para ter sucesso, a política monetária expansionista deve ser acompanhada de estímulos fiscais, que não vêm ocorrendo já que a política fiscal dos países do centro tem sido de austeridade. O gasto público mais desejado, Roubini aponta, é o investimento em infraestrutura. Governos que insistam em fazer cortes de gastos correntes só adiarão os necessários gastos públicos em infraestrutura, atrasando a retomada do crescimento econômico.

Foto: Kenteegardin / Flickr

Foto: Kenteegardin / Flickr

Impasse político leva Grécia a novo período de incertezas


Na Grécia, o governo não conseguiu eleger seu presidente no parlamento e, engessado por disputas partidárias, o país adentrou a fase de maior turbulência política desde o início da crise financeira com o anúncio de eleições antecipadas. A bolsa de valores do país despencou, e o Fundo Monetário Internacional (FMI) cancelou ajuda financeira até que novas eleições sejam realizadas.

Fonte: Conselho Europeu.

Foto: Conselho Europeu.

Novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy é agrado ao mercado


Novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy é considerado workaholic, tem vasta experiência na área fiscal e trabalhava no mercado financeiro. Sua indicação é considerada um agrado ao mercado financeiro, cujos analistas afirmam ser ele uma escolha acertada. Mas há dúvidas se Dilma dará à nova equipe econômica espaço para tomar medidas consideradas drásticas.

Foto: picture-alliance / AP Photo / G. Herbert

Foto: picture-alliance / AP Photo / G. Herbert

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Entrevista com Ha-Joon Chang: “economia é um argumento político”


Entrevista com o economista e professor da Universidade de Cambridge, Ha-Joon Chang, sobre a ciência econômica, teorias econômicas, o papel do Estado na economia, desenvolvimento e inovações tecnológicas.

Ha-joon Chang. Foto: David Levenson / Getty Images.

Ha-joon Chang. Foto: David Levenson / Getty Images.

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Quem vai mover as turbinas do Brasil?


Em editorial da Carta Maior, Saul Leblon critica políticas econômicas neoliberais para o desenvolvimento do Brasil e defende que o Estado seja o indutor do desenvolvimento tecnológico para ensejar maior crescimento econômico na economia brasileira, notadamente no caso da produção de turbinas, a exemplo do que os EUA fazem hoje para com sua indústria.

Foto: Carta Maior.

Foto: Carta Maior.

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Para analistas, turbulência em países emergentes não é motivo para pânico


Problemas na Turquia e na Argentina fazem muitos temerem uma repetição da crise asiática de 1997. Economistas ouvidos pela DW, porém, apostam que dificuldades nas economias em desenvolvimento não devem se espalhar. Além disso, há muito otimismo com a atual situação do Brasil para enfrentar possíveis dificuldades.

Fonte: Getty Images.

Fonte: Getty Images.

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Políticas do FED nos EUA causam fuga de dólares no Brasil


Brasil passa por maior fuga de dólares em 10 anos. Críticas rasas culpam o governo, mas relatório do Banco Central e analistas do Financial Times mostram que foram as mudanças de política econômica nos Estados Unidos, especialmente pelo FED (Federal Reserve) que causaram a valorização do dólar e consequente desvalorização do real. Investidores japoneses, contudo, retornam ao Brasil.

Fonte: USP Imagens.

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Senado dos EUA vota em Yellen para presidenta da Reserva Federal


Senado dos EUA aprovou Janet Yellen como presidenta do FED (Federal Reserve), o equivalente ao Banco Central dos EUA. Yellen é uma economista progressista e terá como prioridade o combate ao desemprego.

Janet Yellen. Fonte: EFE.

Janet Yellen. Fonte: EFE.

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China, Índia e Israel: coalizões flexíveis


Aproximação entre China e Israel evidencia o fato de que Índia e China levam mais em conta a flexibilidade pragmática em política comercial do que ideologia.

Fonte: Kim Kyung-Hoon / Reuters.

Fonte: Kim Kyung-Hoon / Reuters.

China, Israel and India: Flexible Coalitions

The Diplomat – 24/11/2013 – por K. M. Seethi

Business and strategic circles in New Delhi are abuzz with talk that Tel Aviv is moving closer to Beijing, with potential strategic implications for the security architecture of South Asia. Concerns have been triggered by both booming Sino-Israeli trade and ongoing military transactions. The shift raises questions about the possible repercussions for India’s own relations with China and Israel.

Admittedly, Sino-Israeli relations have been growing for the last three decades, particularly following the establishment of diplomatic relations between the two counties in 1992. During the Cold War, however, relations were bumpy, given the strategic considerations that drove Beijing’s policy agenda in the Middle East and South Asia. The situation began to change rapidly after the Soviet invasion of Afghanistan in 1979, when China began to look for ways to support the Pakistan-U.S.-Saudi-Israeli strategy. That provided a first opening for Beijing to quietly develop ties in strategic areas, including military transactions. Interestingly, these strategic transactions continued for a decade before Beijing established formal diplomatic ties. Moreover – and to Washington’s surprise – there has been very little change in the Sino-Israeli military relationship.

Clearly, since 1992, the Sino-Israeli relationship has become increasingly robust and mature. Over the years, bilateral trade has expanded in vital areas. In 2009, China was Israel’s 11th-largest foreign market; by 2012, it was second only to the United States. The last two decades have seen high-level exchanges, helping to strengthen political trust. China is currently Israel’s largest trading partner in Asia and the third-largest worldwide. Projections have Israel’s annual trade with China rising from a two-way volume of $8 billion in 2012 to $10 billion over the next half-decade. This could include stronger cooperation in high-tech sectors, joint construction of industrial parks and technology transfer centers, and a boost in agricultural cooperation. This is in addition to strengthening China’s soft power potential by facilitating cultural exchanges such as the celebration of the 20th anniversary of diplomatic relations between China and Israel and “Experience China in Israel.” Confucius Institutes have been set up within Tel Aviv University and The Hebrew University in Jerusalem, offering Israelis a platform to learn about Chinese culture.

The path of India-Israel relations has not been dissimilar. Initially, India-Israel ties were rocky, not helped by the Cold War. India was perhaps the first postcolonial country to have opposed the partition of Palestine and the creation of Israel in 1948. New Delhi refused to establish diplomatic relations until 1992, when the political situation in West Asia transformed following the shift in stance of the Palestine Liberation Organization that eventually led to the Oslo Accord. The change of global political climate after the breakup of the Soviet Union, which forced New Delhi to “Look West,” helped strengthen ties with Tel Aviv. The liberalization drive in India reinforced relations in vital areas. India’s emerging ties with the U.S. helped.

As a consequence of this thawing, India-Israeli trade volumes have grown from a modest $200 million in 1992 to reach $5.15 billion in 2011 and $6 billion in 2012-13. Both nations have experienced a convergence of interests in agriculture, farm research, science, public health, IT, telecom and cooperation in space. Israeli business is also keen to take advantage of synergies with India in areas such as water technologies, information technology and sectors where Israel excels.

Meanwhile, India-China relations have developed rapidly over the last two decades, notwithstanding border tensions. From a modest $2.92 billion in 2000, two-way trade had ballooned to $66 billion by 2012. China became India’s top trading partner during the 2008-9 fiscal year, dislodging the U.S. The two countries issued a forecast in 2012 suggesting that bilateral trade would hit $100 billion by 2015. Though India runs a large trade deficit with China, this is not surprising given China’s current state of development. And like Israel, India has also been building military cooperation with China in vital areas such as counter-terrorism and maritime security.

What scope is there for engagement among these three actors: New Delhi, Beijing and Tel Aviv? This depends on a number of factors, including comparative advantages in trade and other transactions.

Many analysts agree that there is greater complementarity between the Israeli and Chinese markets. There are areas where Israel and China excel in comparative terms. Israel has strengths in areas such as environmental and agricultural technologies, water management, and security – all important areas to the Chinese.

Israel’s Minister for Trade and Industry Naftali Bennett recently said that Israeli businessmen looking towards U.S. and western Europe were making “a mistake.” He said that Israel would be looking to both India and China, ”where we see a huge potential.” So how India fares in the relationship depends on its ability to seize opportunities in a complex international business environment, where flexible coalitions are more effective than transactions set in stone. The proposed free trade agreement between New Delhi and Tel Aviv should be pursued without using the color of the flag or ideology as the driver.

Indian Prime Minister Manmohan Singh’s visit to China in the last week of October, underscored New Delhi’s unwillingness to put all its eggs in one basket. In his speech to the Central Party School in Beijing, Manmohan Singh reiterated that India has plans to invest $1 trillion in infrastructure over the next five years and the country “would welcome China’s expertise and investment in this sector.” Pointing out that the “centre of gravity of global opportunities and challenges are shifting” to Asia, he said that in the coming decades, China and India, together with the United States, Japan, Korea and the ASEAN Community, would be among “the largest economies in the world.” Dismissing speculations of a rethink in India’s China policy in the context of the recent incidents across the sensitive border, Singh noted that India and China had “benefited from a largely stable global order and peaceful periphery,” although “terrorism, extremism and radicalism emanating from our neighbourhood affect both of us directly and can create instability across Asia.”

Singh’s speech was a clear signal of determination to bring bilateral ties closer, just as both India and China have been bolstering relations with Israel across a diverse range of areas. Economies like India, China and Israel are increasingly cognizant that flexible coalitions and inclusive strategies for global transactions offer far greater opportunities than excluding nations and groupings at regional and trans-regional levels.

Fonte: http://thediplomat.com/2013/11/china-israel-and-india-flexible-coalitions/?allpages=yes

O kirchnerismo nega disputa dentro da equipe econômica: “Pressionam para uma desvalorização”


Cristina mídia

El kirchnerismo niega peleas en el equipo económico: “Presionan para forzar una devaluación”

22 de março de 2013 – La Nacion

El diputado Roberto Feletti desmintió “categóricamente” que haya existido una discusión entre la presidenta del Banco Central, Mercedes Marcó del Pont, y el secretario Guillermo Moreno.

El diputado nacional kirchnerista Roberto Feletti negó esta mañana que existan diferencias o peleas en el equipo económico, en medio de la escalada del dólar blue y las presiones oficiales para frenar la suba, y denunció que existen “presiones para forzar una devaluación”.

El legislador y ex viceministro de Economía -que en las últimas horas incluso se lo llegó a mencionar como eventual reemplazante en el Palacio de Hacienda de Hernán Lorenzino – negó “categóricamente” que existan disputas entre los miembros del gabinete y resaltó que los mismos funcionarios “son los que han garantizado la tasa de crecimiento más alta de los últimos años”.

El presidente de la Comisión de Presupuesto de la Cámara baja defendió las políticas aplicadas por el secretario de Comercio Interior, Guillermo Moreno , y el actual viceministro Axel Kicillof, de quién dijo que tiene “buena sintonía con la presidenta” Cristina Kirchner.

El viceministro consideró que, con la suba del dólar paralelo o blue , se registró “una acción que busca presionar para forzar una devaluación”. Según el ex viceministro, en las últimas horas lo que hubo fue “personas que con un millón de dólares lo ponían en el mercado y aceptaban pagar el dólar a 8 o 9 pesos; es alguien que sobre esto se instala un proceso de presión de cambiaria”.

CUANDO EL RÍO SUENA

Las declaraciones del diputado, un hombre clave y de consulta en el gobierno nacional, ocurren en medio de fuertes tensiones por el alza del dólar paralelo, que llevaron a Guillermo Moreno a presionar a los dueños de las casas de cambio: “que no suba de 8,50 pesos”, aseguran que les dijo a sus interlocutores en las últimas horas.

En medio de la inestabilidad, surgió la versión de una supuesta discusión entre el secretario de Comercio y la presidenta del Banco Central, Mercedes Marcó del Pont, donde la funcionaria kirchnerista -que también enfrenta internas desde el Palacio de Hacienda- habría llegado al punto de plantearle a la propia presidenta Cristina Kirchner: “Es él o yo”.

“Lo desmiento categóricamente”, afirmó, con tono de voz autorizada, Roberto Feletti, aunque no dio mayores precisiones.

Fonte:http://www.lanacion.com.ar/1565891-el-kirchnerismo-niega-peleas-en-el-equipo-economico-presionan-para-forzar-una-devaluacion

Obama usará discurso para contrastar diferenças entre medidas econômicas Democratas e Republicanas


Foto por: Stephen Crowley/The New York Times

 Obama to Draw an Economic Line in State of the Union

The New York Times / Jackie Calmes – 21/01/2012

President Obama will use his election-year State of the Union address on Tuesday to argue that it is government’s role to promote a prosperous and equitable society, drawing a stark contrast between the parties in a time of deep economic uncertainty.

In a video preview e-mailed to millions of supporters on Saturday, as South Carolina Republicans went to the polls to help pick an alternative to him, Mr. Obama promised a populist “blueprint for an American economy that’s built to last,” with the government assisting the private sector and individuals to ensure “an America where everybody gets a fair shot, everyone does their fair share and everybody plays by the same set of rules.”

Mr. Obama has honed that message for months as he has attacked Republicans in Congress and on the presidential campaign trail, contrasting it with what he has described as Republicans’ “go it alone” free-market views.

Last week at fund-raisers in New York, he told supporters that his push for a government hand had a precedent dating to the construction of canals and interstate highways, and the creation of land-grant colleges and the G.I. Bill. He said that Republicans had moved so far to the right that 2012 will be a “hugely consequential election.”

Notably, Mr. Obama will again propose changes to the tax code so the wealthy pay more, despite Republicans’ consistent opposition. Americans overwhelmingly support the idea, polls show, and the White House hopes that it gains traction with voters, given last week’s acknowledgment by the Republican presidential candidate Mitt Romney that he pays taxes at a lower rate than many middle-class Americans because most of his income comes from investments. (mais…)

Novo Primeiro-Ministro da Espanha promete cortar o déficit do país em 16.5 bilhões de euros em 2012


Spain to cut deficit by €16.5 billion in 2012

RTE News – 19/12/2011

Spain’s incoming prime minister Mariano Rajoy today vowed to slash the public deficit by €16.5 billion with deep spending cuts to rescue the economy from crisis.

With five million people unemployed and warnings of a fresh recession looming, Rajoy gave the first details of how he plans to create jobs and reassure investors that he can stabilise its finances. Only pensions will escape the knife, he said in a speech to parliament ahead of his investiture.

“We will have to reduce by €16.5 billion the shortfall between revenues and spending for the whole public administration,” he told parliament in an investiture speech. “This is our commitment and we are going to achieve it,” he added.

“I pledge to dedicate all the government’s capacities and all the efforts of the nation to stem unemployment, stimmulate growth and speed up a return to job creation,” he said. (mais…)