política externa e integração regional

11ª Cúpula da Aliança do Pacífico ocorre no Chile


Na última terça-feira (29/06), teve início a 11ª Cúpula da Aliança do Pacífico, reunindo os Chefes de Estado dos quatro países membros (Chile, Peru, Colômbia e México) e de dois países observadores (Argentina e Costa Rica). Na ocasião, o chanceler chileno Heraldo Muñoz celebrou a visita dos recém-eleitos Maurício Macri, da Argentina, e Pedro Pablo Kuczynski, do Peru como atores importantes para promoção dessa iniciativa regional. Já o presidente argentino pretende criar mais vínculos do Mercosul com a Aliança, a qual também deve se tornar uma área de livre comércio na América Latina.

Presidentes da Aliança do Pacífico. Foto: Nodal.

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Temer boicotará cerimônia de posse de presidência do Mercosul pela Venezuela


O presidente interino do Brasil, Michel Temer, e seu chanceler, José Serra, avisaram que não comparecerão à reunião de cúpula do Mercosul que deve empossar a Venezuela como presidente do bloco. A presidência do Mercosul é exercida de forma rotativa em mandatos de seis meses. A reunião deve ocorrer em julho no Uruguai. Argentina e Paraguai também demonstraram reticências quanto a presidência venezuelana sobre o Mercosul devido à situação política no país. Recentemente o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos, o uruguaio Luis Almagro, invocou a cláusula democrática da organização para tratar da situação na Venezuela, o que foi duramente criticado pelo presidente do Uruguai, Tabaré Vasquez.

José Serra e Michel Temer (D). Foto: BOL Notícias.

África Ocidental: oportunidades e desafios da integração regional frente às relações interafricanas (desde os anos 1960)


Confira aqui a tese do pesquisador do ISAPE, Mamadou Alpha Diallo, sobre as relações interafricanas a partir dos processos de integração regional em curso na parte ocidental do continente. O trabalho trata das incoerências entre o objetivo da integração regional, que é comum a todos, e a criação fragmentada de instituições econômicas e monetárias, baseadas em laços coloniais e em rivalidades internas. Mostra-se que, apesar de da serem apresentadas como complementares, as organizações de integração econômica e monetárias da África Ocidental, nomeadamente a CEDEAO (Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental), UEMOA (União Econômica e Monetária do Oeste Africano) e ZMOA (Zona Monetária do Oeste Africano), representam interesses particulares tanto interna quanto externamente e, consequentemente, a real integração política e econômica demora a se concretizar.

Membros da CEDEAO. Em verde: membros da CEDEAO e da UEMOA. Em vermelho: CEDEAO e ZMOA. Em azul: somente CEDEAO. Mapa: Wikimedia Commons.

Política externa e integração na África Oriental: um estudo sobre Uganda, Tanzânia e Quênia


Confira aqui a dissertação do pesquisador e atual diretor-geral do ISAPE, Marcelo de Mello Kanter, sobre o processo de integração da África Oriental e as políticas externas de Quênia, Uganda e Tanzânia. O trabalho procura responder por que as políticas externas desses três países convergiram ao final da década de 1990 culminando na refundação da Comunidade da África Oriental (CAO). Levando em consideração tanto a política interna e o sistema internacional, a pesquisa realizada mostra que na Tanzânia a transição presidencial foi determinante para a mudança na política externa; já em Uganda, a superação da instabilidade interna (principalmente insurgências) permitiu o maior engajamento regional. Em contraste, a política externa queniana mostrou-se mais reativa ao contexto externo: a perda de valor estratégico do país para os Estados Unidos com o fim da Guerra Fria obrigou-o a buscar aliados regionais para evitar isolamento. Conclui-se que, mesmo havendo essa convergência e paulatinos avanços na CAO, ainda restam muitos desafios, pois os três países disputam entre si para tornar-se polos de poder.

Imagem: 24Tanzania.com

Planos de reforma da zona do euro começam a tomar forma


Depois das negociações de regaste para a Grécia, França, Alemanha e União Europeia passaram a cogitar seriamente reformas da Zona do Euro, com a criação de um governo econômico e impostos específicos para o bloco. O presidente francês, François Hollande, aventou a ideia do governo econômico com orçamento específico. Já na Alemanha e em Bruxelas, fala-se da criação do imposto específico para os países do euro. Em Berlim, no entanto, a chanceler Angela Merkel permanece cética quanto a essas reformas e ao invés disso favorece uma união política continental ainda mais forte, enquanto que o ministro das Finanças, Wolfgang Schäuble, é bem mais favorável às reformas, sendo muitas vezes mais ousado do que Hollande.

Foto: Thierry Chesnot, Getty Images.

Foto: Thierry Chesnot / Getty Images.

A União Europeia e o fim do Mercosul


Samuel Pinheiro Guimarães argumenta que um eventual acordo União Européia/Mercosul seria o início do fim do Mercosul e o fim da possibilidade de desenvolvimento autônomo e soberano brasileiro e do objetivo estratégico brasileiro de construir um bloco econômico e político na América do Sul, próspero, democrático e soberano.

Foto: Carta Maior.

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Uma política externa alemã mais assertiva


Com a retração dos EUA no cenário europeu e com a crise da União Europeia (UE), Alemanha teve de reconsiderar sua política externa. Novos ministros defendem maior assertividade alemã para defesa de seus interesses nacionais. Crise na Ucrânia serve como elemento aglutinador para os países da UE, cuja manutenção é o principal objetivo alemão.

Foto: Johannes Eisele / AFP / Getty Images.

Foto: Johannes Eisele / AFP / Getty Images.

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Presidente Dilma inaugura a nova linha 500 kV de Itaipu para Asunção no Paraguai


Terça-feira, 29 de outubro de 2013 às 18:38

Dilma: Linha de transmissão marca o início de uma nova etapa de desenvolvimento para o Paraguai

A presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira (29) que a linha de alta tensão que conecta Itaipu a Villa Hayes (na zona metropolitana de Assunção) marca o início de uma nova etapa de desenvolvimento para o Paraguai. A capacidade do sistema de transmissão vai passar de 2.400 MW para 3.600 MW e a entrega de energia na região da Grande Assunção vai subir aproximadamente 50% em relação ao que já existia.

“As empresas brasileiras e paraguaias que se instalarão ao longo da linha gerarão empregos, pagarão impostos, aumentarão a renda disponível, concorrendo para o desenvolvimento diversificado da região. Será potencializado o crescimento econômico do Paraguai. Essa obra deve servir ao objetivo de integração das nossas cadeias produtivas, beneficiando os povos, levando ao desenvolvimento, empregos e melhoria das condições de vida na região. Isso é prova de que o Mercosul está forte e não se limita a comércio, mas promove o desenvolvimento”, afirmou.

Dilma ressaltou que a linha de transmissão é o maior projeto construído com recursos do Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem) e cobrirá 25% da demanda de energia do Paraguai. O custo total foi de US$ 320 milhões, incluindo US$ 15,8 milhões na ampliação da subestação da margem direita, US$ 165 milhões nas linhas de transmissão e US$ 105 milhões para a construção da subestação de Villa Hayes. Segundo Dilma, a linha vai fazer com que empresas brasileiras e latino-americanas tenham mais interesse em investir no Paraguai.Iguacu Falls A Finalist In New Seven Wonders Of Nature Contest

“Isso é prova de que o Mercosul está forte e não se limita a comércio, mas promove o desenvolvimento. O Focem é a expressão desse compromisso solidário, que busca superar essas assimetrias perversas. Na nova América do Sul que estamos construindo, é preciso conceber as relações entre Brasil e Paraguai, entre nós e nossos vizinhos, como parte de um projeto maior. Nossas economias são e serão mais interdependentes. Devemos complementar essa ação binacional”, disse.itaipu-binacional

Ao presidente do Paraguai, Horacio Cartes, que participou da cerimônia de inauguração, Dilma reafirmou a disposição do governo brasileiro, no âmbito do Mercosul e da Unasul, de iniciar a construção de várias obras de infraestrutura que beneficiem os dois países.

“Queria em especial nomear a segunda ponte sobre o Rio Paraná, entre Foz do Iguaçu e Presidente Franco, essa ponte será mais que uma ponte, será um elo concreto entre nossos países, e tornará mais fluido o transporte de cargas e o escoamento das exportações do Paraguai. O Paraguai sempre será parceiro estratégico para o Brasil. O Brasil deseja um Paraguai forte, próspero. Conte com o firme apoio do Brasil, senhor presidente”, disse.

Fonte: Blog do Planalto  http://blog.planalto.gov.br/ao-vivo-inauguracao-da-linha-de-transmissao-entre-itaipu-e-villa-hayes/

Nova rede de 500 kV já abastece mais da metade da Grande Assunção


Portal de Itaipu

Sistema de 500 kV já abastece mais da metade da Grande Assunção

Mais da metade da energia consumida em Assunção e região metropolitana da capital do Paraguai, com uma população estimada em aproximadamente 3 milhões de habitantes, já passa pelo novo sistema de 500 kV, entre a margem direita da usina hidrelétrica de Itaipu e a subestação de Villa Hayes.Iguacu Falls A Finalist In New Seven Wonders Of Nature Contest

A informação foi dada nesta quinta-feira (24), em Assunção, pelo presidente da Administración Nacional de Electricidad (Ande), Victor Raúl Romero (foto), durante a palestra Disponibilidad de Energía Eléctrica – Línea de Transmisión, que abriu o ciclo de conferências da Expo Paraguai Brasil 2013. Os diretores-gerais de Itaipu, Jorge Samek (Brasil) e James Spalding (Paraguai), também integraram a mesa.

A feira, que reúne mais de cem empresários brasileiros no Centro de Convenções Mariscal López, na capital paraguaia, foi aberta oficialmente também nesta quinta-feira pelo presidente do Paraguai, Horacio Cartes. O objetivo é promover o intercâmbio comercial, cultural e turístico entre os dois países.

Victor Romero apresentou gráficos mostrando a evolução do consumo de energia do Paraguai e falou sobre a importância do novo sistema de 500 kV, energizado no início deste mês, para a mudança do perfil econômico do país. O linhão está em fase de comissionamento e entra efetivamente em operação no final do mês.

“Hoje 43,3% do consumo de energia elétrica do Paraguai é residencial e apenas 22% industrial. Queremos mudar esse quadro”, afirmou. Segundo ele, a meta do país é ampliar o consumo atual de 2.384 MW registrado em 2012 para 6.734 MW daqui a 20 anos. “Para isso, investimentos são necessários”, disse.

O diretor-geral brasileiro de Itaipu, Jorge Samek, destacou a parceria entre Brasil e Paraguai e lembrou que os presidentes dos dois países, Horacio Cartes e Dilma Rousseff, já se encontraram quatro vezes em apenas três meses. O quinto encontro deverá ocorrer já na próxima terça-feira (29), na subestação da margem direita de Itaipu, em Hernandárias, para a cerimônia que vai marcar a entrada em operação definitiva do sistema de 500 kV.

“O Paraguai vive o melhor momento de sua história. A última estimativa aponta um índice de crescimento de 13,7% [do PIB, em 2013]. O segundo maior crescimento registrado na América Latina não vai chegar à metade do crescimento do Paraguai”, destacou Samek.

O diretor brasileiro de Itaipu acrescentou que “não há desenvolvimento sem energia”. “E isso o Paraguai tem de sobra.”

James Spalding lembrou que somente Itaipu representa 8% do PIB paraguaio – e a exportação da energia excedente da usina é a segunda maior fonte de receita do país. O diretor paraguaio também destacou a importância do sistema de 500 kV para sustentar os atuais níveis de crescimento econômico do país.

“Estamos falando de 25% a 30% da energia consumida em todo o país e que já passa pelo novo sistema”, disse. “Se Itaipu é um exemplo de irmandade entre dois países, essa linha [de 500 kV] é um exemplo adicional, porque foi financiada com recursos não reembolsáveis do Mercosul e aporte voluntário do governo brasileiro”, completou.

Na abertura da Expo, ao lado do presidente Horacio Cartes, o presidente do Foro Brasil Paraguai, Raúl Baginski, relacionou as oportunidades que o país vizinho apresenta para investimentos estrangeiros, especialmente em um ambiente de estabilidade econômica e segurança jurídica. “Cremos que é o momento de o Brasil e o Paraguai ampliar essa extensa agenda de cooperação e de desenvolvimento”, salientou. A Expo Paraguai Brasil segue até esta sexta-feira (25).

Marco para a transformação do perfil econômico do Paraguai, a construção do sistema de 500 kV teve reflexos importantes também para a empresa responsável pela execução do empreendimento: a Itaipu.

Os números revelam o tamanho do desafio superado. Em diferentes momentos, nos últimos três anos, o projeto mobilizou de 120 a 130 empregados da usina, cerca de 2,5 mil empregados de empresas contratadas e mais de 180 mil documentos, entre desenhos, contratos e especificações. Tudo sob a coordenação de Itaipu.

Basicamente, o sistema de 500 kV compreende três grandes obras – todas já concluídas: a ampliação da subestação da margem direita de Itaipu; a construção da subestação de Villa Hayes, na Grande Assunção; e a instalação de 348 quilômetros de linhas de transmissão, apoiadas em 759 torres.

Recursos do Focem

Quase toda a obra do sistema de 500 kV foi financiada pelo Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul – o Focem, com contrapartida de 15% do Paraguai. O custo total foi de US$ 320 milhões – incluindo US$ 15,8 milhões na ampliação da subestação da margem direita, US$ 165 milhões nas linhas de transmissão e US$ 105 milhões para a construção da subestação de Villa Hayes.

Operação efetiva e gradual

A entrada em operação definitiva do sistema deve ocorrer até o começo de novembro. A energização, para os testes de confiabilidade, ocorreu no último dia 6 de outubro.

A expectativa é que o novo sistema amplie em 1.200 megawatts (MW) a capacidade de recepção pelo Paraguai da energia produzida por Itaipu – equivalente à demanda de energia, somada, dos estados do Amazonas, Rondônia, Roraima e Tocantins.

Mas esse aumento será gradual e depende de reforços no sistema de distribuição. Dos 1.200 MW, o Paraguai deverá usar a partir de novembro entre 250 e 300 MW. Atualmente, a demanda do mercado paraguaio de energia elétrica, em horário de pico, gira em torno de 2,5 mil MW.

http://www.itaipu.gov.br/sala-de-imprensa/noticia/sistema-de-500-kv-ja-abastece-mais-da-metade-da-grande-assuncao?page=128

Seminário Brasileiro de Estudos Estratégicos Internacionais


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Seminário Brasileiro em Estudos Estratégicos Internacionais

Integração Regional e Cooperação Sul-Sul no Século XXI

Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil – 20, 21 e 22 de junho de 2012

O Seminário Brasileiro em Estudos Estratégicos Internacionais (SEBREEI) é uma iniciativa do Programa de Pós-Graduação em Estudos Estratégicos Internacionais (PPGEEI) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O evento contará com palestras de professores, pesquisadores e funcionários públicos brasileiros e estrangeiros especializados no tema Integração Regional e Cooperação Sul-Sul no Século XXI. O público alvo do evento é composto por estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, gestores públicos e empresários com atuação vinculada ao tema.

Mais informações: http://www.ufrgs.br/sebreei/2012/