política monetária

A contradição das taxas de juros negativas


Em análise, Robert Skidelsky expõe o fenômeno monetário das chamadas taxas de juros negativas, política econômica recente em países desenvolvidos como forma de impulsionar o crescimento econômico ao desincentivar a poupança. Porém, segundo o autor, as taxas de juros negativas trazem consigo a falsa impressão de que políticas monetárias por si só são suficientes para recuperar economias em estado de depressão, enquanto que, na verdade, a única forma de garantir a circulação de “novo dinheiro” seria por meio de gastos governamentais. Portanto, em um contexto de crise e debilidade econômica, políticas monetárias não conseguiriam estimular a atividade econômica sem um envolvimento do Estado na economia.

Skidelsky. Foto: n.i.

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Desaceleração da China pode provocar reformas econômicas no país


A desaleceração da economia chinesa, que deverá estabilizar em torno de 7% de crescimento anual, poderá engendrar reformas no país. Além de poder realizar uma política monetária mais expansionista, o governo chinês poderá tirar o crescimento econômico do centro de seus objetivos econômicos para dar mais relevância a qualidade do desenvolvimento. Temas como a distribuição de renda e a sustentabilidade ambiental poderão tornar-se alvo de política públicas.

O premiê chinês Li Keqiang revelou estimativas econômicas na abertura do 12° Congresso Nacional do Povo da China. Foto: china.com.cn

O premiê chinês Li Keqiang revelou estimativas econômicas na abertura do 12° Congresso Nacional do Povo da China.
Foto: china.com.cn

 

Índia prevê crescimento econômico de 8% e adere a metas de inflação


As perspectivas econômicas para o novo ano fiscal que inicia em abril apresentadas pelo governo indiano incluem a previsão de um crescimento do PIB de 8% neste ano. O ministro das finanças indiano, Arun Jaitley, afirmou ao Parlamento que a inflação está controlada e a meta fiscal deverá ser atingida. O crescimento, segundo o governo, será impulsionado pelo mercado interno, com foco na produção primária.

Nesta segunda-feira (02/03), o país realizou a maior virada em sua política monetária em duas décadas ao adotar o regime de metas de inflação. O ministério das finanças revelou um documento em que consta a meta do índice de preços em 4% para o ano fiscal 2016-2017, com uma banda de 2% para mais ou para menos. Para o ano fiscal que inicia em abril, o objetivo é limitar a inflação a 6% ao ano. A Índia sofre de uma inflação crônica e volátil devido a sua dependência de importações energéticas, ao clima de monsões que afeta a agricultura e à precária infraestrutura do país.

Um comerciante num mercado de Mumbai. Foto: Divyakant Solanki / EPA

Um comerciante num mercado de Mumbai.
Foto: Divyakant Solanki / EPA

Mundo precisa romper com austeridade e aumentar gasto público, afirma economista


O economista estadunidense Nouriel Roubini analisa as inovações em instrumentos de política monetária expansionista que foram introduzidas pelos principais bancos centrais do mundo após a crise de 2008. Essa iniciativa gerou uma forte crítica da parte de ultra-liberais, que veem esse intervencionismo como provocador de novas instabilidades no futuro, como o crescimento da inflação. Roubini ataca esses críticos com a situação macroeconômica dos países do centro, que é de risco de deflação. E, ainda, parte para uma discussão de teoria econômica, afirmando que a gravidade da recessão, causada por uma confluência de fatores, exigia estímulos à economia global. O autor aponta que, para ter sucesso, a política monetária expansionista deve ser acompanhada de estímulos fiscais, que não vêm ocorrendo já que a política fiscal dos países do centro tem sido de austeridade. O gasto público mais desejado, Roubini aponta, é o investimento em infraestrutura. Governos que insistam em fazer cortes de gastos correntes só adiarão os necessários gastos públicos em infraestrutura, atrasando a retomada do crescimento econômico.

Foto: Kenteegardin / Flickr

Foto: Kenteegardin / Flickr

Banco Central Europeu lança pacote de estímulo de 60 bilhões de euros mensais


O Banco Central Europeu lançou um pacote de compra de bônus soberanos de países da zona do euro no valor de 60 bilhões de euros mensais até setembro de 2016. O valor é superior às estimativas do mercado e visa a tirar a zona do euro da estagnação. O lançamento do pacote, que entrará em vigor em março, marca uma mudança do foco da política monetária europeia, que antes se concentrava mais no controle da inflação que no crescimento econômico.

Foto: Reuters / Ralph Orlowski

Foto: Reuters / Ralph Orlowski

A política da estupidez econômica


Ganhador do Prêmio Nobel de Economia e professor da Universidade de Columbia, Joseph Stiglitz argumenta que o baixo crescimento econômico ao redor do mundo é resultado da adoção de políticas de austeridade econômica por vários países ao mesmo tempo, especialmente na União Europeia e no Japão, que reduzem a demanda mundial. Políticas monetárias não seriam capazes de reverter a situação, mas políticas fiscais expansionistas sim; porém, a política nesses países não permite que haja a adoção de tais medidas.

Docas indianas. Fonte: Reuters / Vivek Prakash.

Foto: Reuters / Vivek Prakash.

O renminbi se internacionaliza


A internacionalização da moeda chinesa, o renminbi, acentua-se gradualmente. Contudo, ainda há muitos obstáculos para que isso se concretize. Por exemplo, o uso internacional do renminbi está mais associado à especulação do que a uma crença na estabilidade da moeda.

Foto: Renminbi via Shuttershock.com.

Foto: Renminbi via Shuttershock.com.

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Japão e China farão transações comerciais com moedas locais


Foto por: Issei Kato / Reuters.

Japão e China farão transações comerciais com moedas locais

Correio do Brasil, com Reuters – 29/05/2012

O Japão e a China começarão a negociar suas moedas diretamente em Tóquio e Xangai a partir de 1º de junho, numa ação que apoia o comércio e as relações financeiras entre as duas maiores economias asiáticas e também marca outro passo pequeno para aumentar o papel internacional do iuan.

Essa ação elimina o uso do dólar para estabelecer a taxa de câmbio e segue um acordo feito por líderes dos dois países em dezembro, que também envolve compra de dívida chinesa pelo Japão e esforços para formar um pacto comercial livre entre China, Japão e Coreia do Sul.

– Isso faz parte da estratégia maior da China de reduzir sua dependência do dólar. O yen foi escolhido por causa dos grandes fluxos comerciais entre os dois países – disse o economista sênior e estrategista do Credit Agricole CIB em Hong Kong, Dariusz Kowalczyk.

– Os volumes de trocas cambiais são pequenas, mas isso pode levar a uma expansão dos negócios com outras moedas. Seria mais fácil para a China expandir-se em outras moedas asiáticas.

O ministro das Finanças do Japão, Jun Azumi, que anunciou a decisão em Tóquio, destacou o custo-benefício da medida. (mais…)

Irã aumenta os juros para fugir de crise monetária


Fonte: Reuters/Raheb Homavandi

 Iran’s Ahmadinejad ups rates to stem money crisis

Reuters / Mitra Amiri, Robin Pomeroy – 25/01/2012

Iran increased bank interest rates on Wednesday and indicated it would further restrict sales of foreign currency, hoping to halt a spiraling currency crisis after new Western sanctions accelerated a dash for dollars by Iranians worried about their economic future.

“The economy minister has announced that (Iranian President Mahmoud) Ahmadinejad has agreed with the approval of the Money and Credit Council to increase interest rates on bank deposits to up to 21 percent,” the official IRNA news agency reported.

The central bank also told Iranians they should only buy dollars if they are travelling and not hoard them to guard against economic uncertainty.

New U.S. and European sanctions targeting Iran’s vital oil exports and its central bank seriously exacerbated a slide in the Iranian currency that was already under way, creating what one senior politician described as economic instability not even witnessed during Iran’s 8-year war with Iraq in the 1980s.

The West hopes the economic pressure will force Iran to curb the nuclear work they fear is aimed at making bombs but which Tehran says is entirely peaceful.

The rial started weakening after a decision last April to cut interest paid on bank deposits to a range of a 12.5-15.5 percent, below inflation which is currently around 20 percent, prompting many Iranians to withdraw savings and buy gold and foreign currency and pushing up the price of both. (mais…)

Sobre a ascensão e a decadência das superpotências


Foto por: Eric Draper

Sobre a ascensão e a decadência das superpotências

Opera Mundi – 17/12/2011

Qualquer pessoa que ousasse, ao fim do governo do democrata Bill Clinton, em janeiro de 2001, fazer uma previsão pessimista sobre o papel dos Estados Unidos no mundo, seria rebatido com uma sonora gargalhada. Na época, o país ainda colhia os frutos políticos e militares da vitória da Guerra Fria e do desmantelamento da União Soviética; conseguia impor a agenda neoliberal no Terceiro Mundo como uma condição obrigatória para o desenvolvimento; e contava com uma imagem positiva perante a opinião pública, que o moldava como a única superpotência existente e pronta para liderar a humanidade frente a um caminho sem retorno de progresso e prosperidade.

Os ataques terroristas do 11 de Setembro mostraram as primeiras fissuras desse cenário utópico. Dez anos já passaram, o que seria tempo suficiente para que a pujança norte-americana voltasse a se restabelecer sem maiores dificuldades. Mas a crise de 2008 eclodiu e nem o grande surto de esperança causado pela chegada de Barack Obama ao poder conseguiu desfazer um cenário de pessimismo, desemprego, aumento da pobreza, endividamento, conservadorismo exacerbado, instabilidade política e radicalização ideológica. Além de ver o modelo neoliberal questionado por todos os lados e observar o crescimento exponencial da China para tornar-se, em médio prazo, uma potência econômica, política e militar de mesmo ou maior porte. (mais…)

Copom mantém ritmo e corta juro em 0,5 ponto para 11,50%


Copom mantém ritmo e corta juro em 0,5 ponto para 11,50%

Brasil Econômico – 19/10/2011

Os membros do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central optaram nesta quarta-feira (19/10) por continuar a trajetória de queda da taxa básica de juros (Selic), derrubando-a para 11,50% ao ano.

Sem viés, a penúltima decisão de política monetária do Copom em 2011 foi unânime.

Para argumentar a atualização da referência econômica, o BC foi bem mais sucinto do que no último encontro.

Sem novidades, voltou a fazer referência ao cenário externo enfraquecido e relembrou que está focando na meta da inflação do ano que vem.

“O Copom entende que, ao tempestivamente mitigar os efeitos vindos de um ambiente global mais restritivo, um ajuste moderado no nível da taxa básica é consistente com o cenário de convergência da inflação para a meta em 2012”, relata a nota publicada. (mais…)