Presença da Rússia no Oriente Médio

Rússia envia porta-aviões para a Síria


A Rússia está enviando seu único porta-aviões para a Síria a fim de combater o “Estado Islâmico” naquele país. Chamado de “Almirante Kuznetsov”, o navio carregará ao menos 15 caças e dez helicópteros de ataque. O porta-aviões deve ficar estacionado no leste do mar Mediterrâneo pelo menos até fevereiro de 2017.

Foto: Arquivo / AP via Sputnik.

O legado russo na Síria


Segundo análise da Stratfor, a Rússia está de fato retirando suas forças da Síria, conforme anunciado pelo presidente Putin no dia 14/03. No entanto, imagens de satélite mostram que o legado russo no país é significativo: muita infraestrutura militar foi e segue sendo construída. Além disso, algumas forças russas permanecem na Síria, tais como caças de superioridade aérea, helicópteros e baterias antiaéreas.

Foto: ALEXEY DRUZHININ/AFP/Getty Images

Foto: Alexey Druzhinin / AFP / Getty Images.

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EUA e Rússia chegam a impasse sobre rebeldes sírios em negociações de paz


Após encontro entre o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, e o Ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, nesta quarta-feira (20/01), ambos os países concordaram em seguir as conversas para encerrar o conflito na Síria. Porém, ainda não há um acordo sobre quais grupos rebeldes devem ser incluídos e quais taxados de “terroristas”. A Rússia defende a inclusão de grupos que podem apoiar suas posições nas negociações, como os curdos sírios, enquanto EUA, Arábia Saudita e Turquia rejeitam a ideia.

U.S. Secretary of State John Kerry takes his seat across the table from Russian Foreign Minister Sergey Lavrov, for their meeting about Syria, in Zurich, Switzerland

Foto: Reuters / Jacquelyn Martin.

Sucesso da Rússia na Síria afeta negociações de paz


O ataques aéreos russos em apoio às forças do governo na Guerra Civil da Síria podem afetar as negociações de paz ao dificultar a posição de rebeldes e do Ocidente, segundo artigo de Liz Sly publicado no Washington Post (19/01). A intervenção da Rússia contra os rebeldes vem dando grandes vitórias para o regime de Bashar al-Assad, que agora possui vantagens nas negociações para finalizar o conflito. Esse fato muda a conjuntura em que os planos anteriores foram feitos, diminuindo a chance de concessões por parte do governo.

Foto: Khalil Ashawi / Reuters.

Putin diz que apoia o Exército Sírio Livre além das forças de Assad


Nesta sexta-feira (11/12), o presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse que seu país apoia as forças de oposição do Exército Sírio Livre (FSA, em inglês), além de tropas governamentais de Assad. Moscou etaria dando apoio aéreo, armas e munições para a realização de operações conjuntas do FSA com o governo contra militantes jihadistas na Síria. Essa é a primeira vez que Putin afirma estar apoiando militarmente as forças opositoras de Assad.

Foto: Alexei Druzhinin / Reuters / Sputnik / Kremlin.

Rússia envia sistema antiaéreo para a Síria


Na última terça-feira (24/11), a Rússia anunciou o envio de um navio com um sistema de defesa antiaérea para a costa perto de sua base em Latakia. Sistema seria similar ao S-300. Medidas em resposta à derrubada de um caça pela Turquia ainda incluem o fechamento das linhas de comunicação militar com Ancara e a escolta de todas as missões realizadas na Síria com caças.

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Foto: Sputnik / Vitaly Ankov.

O jogo de poder da Rússia na Síria


Em artigo publicado no blog Indian Punchline (18/11), M. K. Bhadrakumar analisa a atuação da Rússia em relação à Síria. Moscou já está utilizando bombardeiros de longo alcance para atacar alvos no país e adotou uma postura mais crítica em relação à postura do Estados Unidos e de países que financiam e apoiam o grupo “Estado Islâmico”.

Foto: AFP / RIA Novosti / Kremlin / Alexey Druzhinin.

Foto: ALEXEY DRUZHININ/AFP/Getty Images

 

Rússia ataca centenas de caminhões-tanque do EI


Na última semana, ataques aéreos da Rússia destruiram mais de 1.000 caminhões tanque com petróleo cru do grupo “Estado Islâmico” (EI) na Síria, segundo a agência de notícias síria SANA (23/11). Os ataques aconteceram na província de al-Raqqa, capital de facto do EI e também acertaram uma refinaria. A venda de petróleo é uma das principais fontes de receitas do grupo extremista.

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Foto: Russia Insider.

Rússia pode apoiar rebeldes sírios contra EI


O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que recebeu a permissão do presidente sírio, Bashar al-Assad, para apoiar rebeldes da Síria que “realmente estejam dispostos a lutar contra o ‘Estado Islâmico'”. Não se anunciaram nomes dos grupos a serem apoiados, mas suspeita-se que sejam os curdos sírios. A Rússia vem realizando bombardeios sobre o país em apoio ao governo de Assad.

Foto: EPA.

Coalizão governamental e milícias do Iraque querem intervenção russa no país


A coalizão atualmente no poder do Iraque juntamente com as milícias xiitas pediram ao Primeiro-Ministro Haider al-Abadi requisitar bombardeios russos contra o “Estado Islâmico” no país. Ambos os grupos demonstraram frustração com a atuação de Washington na região. Abadi agora se encontra em posição delicada visto a necessidade de responder aos pedidos internos mas também manter a aliança estratégica com os Estados Unidos.

Foto: Reuters / Ahmad Mousa.

Rússia lança grande ataque coordenado com governo sírio contra forças terroristas


Na última quarta-feira (07/10), a Rússia aumentou sua participação no conflito sírio com o disparo de 26 mísseis a partir de navios no Mar Báltico, que sobrevoaram Irã e Iraque antes de acertarem seus alvos na Síria. Além disso, pela primeira vez realizou-se a coordenação entre ataques aéreos russos e forças sírias em terra. Também percebe-se o aumento da cooperação entre aliados na região, com homens do Hezbollah lutando pelo governo de Assad e o Irã permitindo a passagem de mísseis por seu território.

Imagem: RT.

Rússia inicia bombardeios sobre território sírio


A Rússia iniciou nesta quarta-feira (30/09) bombardeios sobre a Síria, no mesmo dia em que o Parlamento russo permitiu a atuação de suas forças no combate ao terrorismo em território sírio. A ajuda militar foi requisitada pelo governo de Bashar al-Assad para combater grupos terroristas como o “Estado Islâmico” e a Al-Nusra. Moscou ainda garantiu que não colocará suas forças para lutar em terra.

Foto: picture-alliance / dpa / A. Desinov.

Aumento da presença militar russa na Síria é para defesa própria, diz Kerry


O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, afirmou que o considerável aumento da presença militar russa na Síria parece ser apenas para defesa de suas próprias forças anteriormente instaladas no país, como a base naval de Tartus. Kerry considera que as intenções de longo prazo de Moscou não estão esclarecidas, no entanto. Novas imagens de satélite mostraram que a Rússia não só enviou mais armas e tropas para suas bases e entornos, como também para outras regiões que são fundamentais para o governo sírio, liderado por Bashar al-Assad.

Foto: AP

Possível intervenção russa na Síria: posição dos EUA


Artigo de  publicado nesta segunda-feira (21/09), trata da postura dos Estados Unidos em relação à crescente presença (e possibilidade de intervenção) russa na Síria. Apesar de possível perda de influência no fim do conflito, alguns analistas consideram a presença útil para acabar com a guerra que já dura quatro anos. Porém, ainda há desconfiança em relação contra quem a Rússia focará os seus esforços: os rebeldes “moderados”, apoiados e armados pela OTAN, ou contra os fundamentalistas do “Estado Islâmico”.

Infográfico: IHS Janes / The Washington Post.

Rússia e Israel anunciam coordenação de ações na Síria


Em encontro em Moscou, nesta segunda-feira (21/09), o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, chegou a um acordo com o presidente russo, Vladimir Putin, para estabelecer um mecanismo para evitar desentendimentos entre as Forças de Defesa de Israel e tropas russas. Israel teme que armas enviadas pela Rússia para ajudar o regime de Bashar al-Assad caiam nas mãos do Hezbollah. Já Moscou, afirmou entender a preocupação, mas afirma que envios são necessários para combater o “Estado Islâmico” e que não há o que temer do Hezbollah.

Benjamin Netanyahu e Vladimir Putin. Foto: Reuters / RIA Novosti/ M. Klimentyev.

Rússia disposta a intervir na Síria caso solicitada


Nesta sexta-feira (18/09), Moscou afirmou que em caso de solicitação da Síria, poderia intervir diretamente no país. Os Estados Unidos sustentam que forças russas já estão ajudando e lutando pelo regime de Bashar al-Assad, o que é negado pelo Kremlin. Washington também anunciou que está disposto a iniciar diálogo com a Rússia, que já afirmou que está aberta para discussões sobre a guerra civil síria.

Foto: n.i.

Com aumento de presença na Síria, Rússia chama EUA para diálogo


Segundo oficiais americanos, a Rússia vem aumentando sua presença militar na Síria, principalmente na região no entorno de Latakia. O aumento de envio de homens e armamentos para a região aumenta chance de participação direta russa no conflito ou fornecimento de armas modernas para o regime de Bashar al-Assad, antigo aliado de Moscou. Essa seria a maior presença militar russa na região desde a Guerra Fria. Moscou já chamou os Estados Unidos para um diálogo entre suas forças militares para evitar “incidentes indesejados” no Oriente Médio. A presença militar das duas potências dentro do território sírio aumenta o medo de um possível choque entre os dois países, mesmo com os dois possuindo o mesmo inimigo declarado: o Estado Islâmico.

Imagem: Fotolia / viperagp.

Imagem: Fotolia / viperagp.

Fotos de satélite mostram aumento de presença russa na Síria


Novas evidências mostram aumento da presença militar da Rússia na Síria. Fotos de satélite do território sírio mostram a construção de uma base aérea, a utilização de armamento russo e até a presença de forças das Rússia apoiando e combatendo no país. A nova situação põe em questão a atual política dos Estados Unidos para a região.

Foto: FP.