reascensão chinesa

A ascensão da China e os seus impactos para o leste asiático


Confira aqui a dissertação do pesquisador do ISAPE, Athos Munhoz Moreira da Silva, sobre a ascensão da China e os seus impactos para o leste asiático. Com base em uma análise histórica da ascensão chinesa, o trabalho trata da alteração fundamental na polaridade e na polarização regionais, com implicações em âmbito global. Constata-se que, diante da rivalidade estratégica entre Estados Unidos e China, os demais atores regionais buscam manter sua autonomia e margem de manobra entre as duas potências. Consideram-se três possíveis perspectivas para o leste asiático: uma hegemonia chinesa sem ocorrência de guerra central; o acirramento das tensões entre Pequim e Washington, com possibilidade de guerra central; e a concertação e criação de mecanismos de governança entre os atores regionais, podendo ser anárquica — sem líderes aparentes — ou hierárquica — condomínio de potências —.

Imagem: East by Southeast.

A China é a maior beneficiada dos acontecimentos geopolíticos de 2015?


Em artigo publicado no último sábado (03/10), o professor Oliver Stuenkel analisa a hegemonia dos Estados Unidos e a ascensão da China no sistema internacional e nota que as diversas crises enfrentadas pelos Estados Unidos em 2015 beneficiaram a China, já que o hegêmona não conseguiu dar atenção devida à ascenção de uma nova potência.

Foto: n.i

Foto: n.i

China anuncia que Carta do AIIB está pronta


No último sábado (23/05) o Ministério das Finanças da China anunciou que os 57 membros fundadores do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB, sigla em inglês) já chegaram a um acordo sobre a carta da instituição. Esta deve ser assinada em uma cerimônia em Pequim ao final de junho deste ano. Países asiáticos devem reter 75% das ações do banco, o que significa que a Europa terá uma voz comparativamente reduzida. A China deve ser a maior acionista com até 30% das ações. A Índia deve ser a segunda maior com 10%. Ainda não está claro o status da Rússia como país asiático ou não, o que alteraria a distribuição das ações.

Países membros do AIIB. Mapa: The Diplomat.

Países fundadores do AIIB. Mapa: The Diplomat.

China passa a miniaturizar ogivas nucleares de mísseis de longo alcance


Conforme matéria do jornal The New York Times com base em relatório do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, a China começou a reestruturar seus mísseis balísticos de longo alcance para que carreguem múltiplas ogivas nucleares. A China possuía a tecnologia — já usada por Reino Unido, França, Rússia e EUA — para fazer essa readequação há décadas, mas começou a modernizar seus mísseis apenas em meados dos anos 2000. Medida sugere uma mudança da estratégia de dissuasão nuclear mínima por parte da China, abrindo opções mais ofensivas. Contudo, para o analista Robert Farley, essa hipótese é pouco provável, ainda que de fato possa desencadear uma nova guerra fria entre Pequim e Washington.

Múltiplas ogivas em reentrada disparadas de um único míssil. Foto: David James Paquin / Wikimedia Commons.

A modernização das capacidades nucleares chinesas


Armas nucleares indianas são apontadas em relatório do Departamento de Defesa como importante fator determinante para a constante modernização das armas nucleares chinesas. Uma nova geração de mísseis devem garantir a viabilidade da estratégia chinesa que hoje se vê frente aos avanços das Forças Armadas dos Estados Unidos e secundariamente da Rússia. Segundo o relatório do Pentágono, a China busca um “programa de longo prazo e de abrangente modernização militar para melhorar a capacidade das suas forças armadas em conflitos regionais de curta duração e alta intensidade”.

Foto: REUTERS/Kamal Kishore

Foto: Reuters/Kamal Kishore.

O multilateralismo asiático


Recebedor do Nobel de Economia, Joseph Stiglitz argumenta que a criação do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB, sigla em inglês), liderado pela China mas com apoio de inúmeros países — asiáticos ou não –, é o acontecimento mais significativo nas regras de governança econômica global dos últimos tempos. Para ele, a multilateralização promovida pela Ásia é mais do que bem-vinda para dinamizar investimentos e acelerar o desenvolvimento mundial, especialmente na área específica da infraestrutura. Segundo Stiglitz, o Banco Mundial e outros órgãos liderados pelos EUA sofrem de excesso de ideologização, levando, em alguns casos, à desindustrialização de páises subdesenvolvidos.

Membros fundadores do AIIB. Fonte: China Daily.

PIB da China cresceu 7,4% em 2014


O crescimento econômico da China em 2014 foi de 7,4%, acima das expectativas do mercado. Em 2013, a economia da China crescera 7,7%. Contudo, é a primeira vez em 15 anos que o país não atingiu a meta de crescer 7,5% por ano, representando o mais fraco desempenho desde 1990. Ainda assim, é um dos países que mais cresce economicamente no mundo.

Foto: AFP.

Foto: AFP.

China se torna líder global após APEC, G20 e Cúpula do Leste Asiático


Dingding Chen analisa as últimas reuniões multilaterais das quais a China participou em novembro e chega à conclusão de que o país saiu delas tendo se tornado um verdadeiro líder global. Nos encontros de alto nível da APEC (fórum Cooperação Econômica Ásia-Pacífico), do G20 financeiro e da Cúpula do Leste Asiático, Pequim logrou seus objetivos econômicos, diplomáticos e estratégicos. Além disso, inúmeros mecanismos foram criados para cooperação com países em desenvolvimento que alavancam a projeção internacional chinesa.

Foto: n.i.

Foto: n.i.

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O “Plano Marshall” da China?


A China comprometeu-se a disponibilizar US$ 40 bi em um fundo para a Nova Rota da Seda, visando a resolver gargalos de infraestrutura na Ásia e promover o desenvolvimento de vários países da região, bem como propôs a criação do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura com o mesmo intuito. Dingding Chen argumenta que essas iniciativas se assemelham com o Plano Marshall realizado pelos EUA no pós-Segunda Guerra Mundial na Europa, mas que vão, na verdade, muito além, pois têm escopo praticamente global e não exigem contrapartidas políticas.

Mapa: Xinhua.

As novas rotas da seda propostas pela China. Mapa: Xinhua.

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China corteja o Sri Lanka


O presidente chinês Xi Jinping realizou a primeira visita chinesa de nível presidencial ao Sri Lanka visando à assinatura de mais de 20 acordos bilaterais. O país insular é vital para a consecução da rota da seda marítima.

Imagem: Shutterstock.com

Imagem: Shutterstock.com

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China expande planos para novo banco asiático


A China recentemente revelou planos para o estabelecimento no Banco Asiático de Investimento em Ifraestrutura (AIIB, sigla em inglês). Este rivalizaria com os já existentes Banco Mundial e Banco Asiático para o Desenvolvimento (ADB), os quais são dominados pelos Estados Unidos e seus aliados, e visaria à implementação dos planos chineses para a Nova Rota da Seda.

Foto: n.i.

Foto: n.i.

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China cria fundo bilionário para rota da seda marítima


Na segunda-feira (19/05) a China estabeleceu um fundo de 10 bilhões de yuans (cerca de 3 bilhões de reais) para financiar projetos de infraestrutura da rota da seda marítima: construção de portos e maior conectividade entre os países costeiros do Oceano Índico e do Sudeste da Ásia.

Mapa: Xinhua.

Em azul, a rota da seda marítima. Mapa: Xinhua.

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China e Tucomenistão aprofundam parceria estratégica


China e Turcomenistão assinaram nesta segunda-feira (12/05) diversos acordos visando ao aprofundamento da parceria estratégica entre os dois países. Esses acordos incluem setores como gás natural, agricultura, transportes e finanças, entre outros. Ambos os países também se comprometeram a juntar esforços no combate ao separatismo e terrorismo.

Xi Jinping e Gurbanguly Berdymukhavedov. Foto: Xinhua / Pang Xinglei.

Xi Jinping e Gurbanguly Berdymukhavedov. Foto: Xinhua / Pang Xinglei.

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Depois dos EUA virá a multipolaridade, e não a China


Notícia veiculada na semana passada, de que a economia chinesa está perto de sobrepujar a dos EUA em termos da paridade do poder de compra, representou apenas um marco estatístico. A China não deve substituir os Estados Unidos como maior superpotência global. Ao invés disso, a multipolaridade vai se solidificar, mas os EUA ainda retêm a capacidade de definir as características dessa nova ordem geopolítica.

Foto: AFP / Teh Eng Koon.

Foto: AFP / Teh Eng Koon.

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China revela planos para Nova Rota da Seda


A agência de notícias estatal chinesa revelou recentemente os planos chineses para a construção de uma Nova Rota da Seda, terrestre e marítima, interligando a Eurásia e mesmo a África (esta, maritimamente).

Mapa: Xinhua.

Mapa: Xinhua.

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China visa a novos projetos de energia verde


A China anunciou que vai lançar vários grandes projetos para reestruturar sua matriz energética visando a alcançar maior participação de fontes de energia verde e a garantir desenvolvimento sustentável no país. Não só a produção de energia verde vai ser fomentada, mas também o seu consumo.

Foto: Xinhua / Huang Jingwen.

Foto: Xinhua / Huang Jingwen.

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Japão e EUA apoiam ASEAN em monitoramento marítimo


O Japão e os Estados Unidos vão se compromenter a ajudar conjuntamente as nações do Sudeste Asiático a melhorar suas capacidades de monitoramento marítimo. Compromisso deve ser formalizado na semana que vem em visita de Barack Obama a Tóquio.

Navios de patrulha chineses no Mar do Sul da China. Foto: AFP.

Navios de patrulha chineses no Mar do Sul da China. Foto: AFP.

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PetroChina aumenta investimentos em gás de xisto


A empresa estatal chinesa PetroChina anunciou que planeja investir mais de 1,6 bilhão de dólares na produção de gás de xisto (fracking) no país este ano. Competição com  a rival Sinopec aumentou após esta ter anunciado descoberta de novos poços comerciais. China quer iniciar uma revolução energética a exemplo do boom de gás de xisto nos Estados Unidos.

Foto: China Photos / Getty Images.

Foto: China Photos / Getty Images.

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Ministros de Defesa dos EUA e dos países da ASEAN se reúnem no Havaí


No Fórum de Defesa ASEAN-EUA, os ministros de defesa reuniram-se para coordenar-se e aumentar a comunicação na região. Chuck Hagel, dos EUA, reafirmou que o seu país está de prontidão para ajuda humanitária em casos de desastres naturais, bem como reforçou a defesa dos interesses dos países do sudeste asiático com relação ao Mar do Sul da China.

Imagem: n.i.

Imagem: n.i.

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EUA avisa que forças armadas dos países da ASEAN devem se preparar para mais desastres naturais


Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Chuck Hagel, advertiu os países da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN, sigla em inglês) de que suas forças armadas deveriam se preparar para maior quantidade de desastres naturais na região. Com esse intuito, Hagel ofereceu maior cooperação entre a ASEAN e os EUA, bem como pediu que houvesse mais cooperação entre forças armadas e agências de emergência dos países da região

Imagem: n.i.

Imagem: n.i.

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China adquire novo destróier lançador de mísseis guiados


A China oficialmente adquiriu seu navio principal de uma nova classe de destróier (052D). Esta é de belonaves capazes de lançar mísseis teleguiados. O primeiro destróier, Kunming, tem alta capacidade de defesa aérea e naval.

Foto: Chinese Internet.

Foto: Chinese Internet.

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China aprova 12 novas zonas de livre comércio


Governo da China aprovou 12 novas zonas de livre comércio. Em setembro do ano passado inagurou-se uma em Xangai. Localização das novas ainda não foi definida. Medida tem potencial para alterar significativamente a economia chinesa, especialmente se houver conexão com Hong Kong e Macau.

Fonte: Wikimedia Commons.

Fonte: Wikimedia Commons.

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Na China, grupo para liderar reformas se encontra pela primeira vez


Grupo para reformas gerais da China encontrou-se nesta quarta-feira (22/01) pela primeira vez, aprovando regras de trabalho e criando seis subgrupos: Economia e Meio Ambiente, Democracia e Direito, Sistema Cultural, Sistema Social, Sistema de Construção do Partido e Sistema de Inspeção Disciplinar.

Fonte: Xinhua News.

Fonte: Xinhua News.

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China está construindo seu segundo porta-aviões


Líder provincial do Partido Comunista Chinês confirmou que o país deu início à construção do seu segundo porta-aviões, que deve ficar pronto em cerca de seis anos. Também foi dito que o país pretende construir ao todo quatro belonaves desse tipo.

Fonte: Wikimedia Commons.

Fonte: Wikimedia Commons.

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As barreiras à China no Oceano Índico


O Oceano Índico é vital para a balança de poder na Ásia, e por isso a China também possui seus interesses nesta região, como por exemplo a estabilidade das rotas marítimas devido ao transporte de petróleo ou a ligação de regiões interioranas chinesas a saídas para o mar. Contudo, o país enfrenta diversas barreiras para lá se consolidar.

Fonte: Asia Times.

Fonte: Asia Times.

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China dá maior impulso à energia eólica já visto no mundo


A China está dando início ao maior impulso que as energias renováveis já receberam em todo o mundo, planejando – entre outras coisas – dobrar o número de turbinas eólicas no país ao longo dos próximos seis anos.

Fonte: BBC.

Fonte: BBC.

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A China e o seu porta-aviões – SSI, US Army War College


China’s Aircraft Carrier: The Good, The Bad, And The Ugly

Strategic Studies Institute – Dr. David Lai

China test-sailed its first aircraft carrier on August 10, 2011. The maiden sail was remarkably low key, but its significance is far-reaching.

China’s journey to this début started in the mid-1990s when it approached Ukraine for the possibility of acquiring the half-built, but practically abandoned, Soviet aircraft carrier Varyag. The keel of this hulk was laid in 1985 and the ship was intended to serve in the Soviet Pacific Fleet, however, the construction was abruptly halted with the collapse of the Soviet Union in 1991. Ukraine, home to the Soviet Union’s warship industry, kept the unfinished carrier as a “divorce asset,” but it had no money or need to complete the project. China eventually acquired the ship with a $20 million auction bid in 1998. At the time, this sea monster was literally an empty and rusty shell, since all of the critical equipment had been removed, including the rudder. China, however, was determined to bring it back to life.

Over the next 3 years, China went out of its way to negotiate with Turkey for the passage of Varyag from the Black Sea through the Bosporus, with China providing a bizarre assurance for safety and offering lucrative economic incentives to Turkey. In November 2001, this floating colossal was safely towed through the Istanbul Strait. It continued its nerve-racking journey through the Mediterranean Sea, and then over the rough waters around Africa, the Indian Ocean, the Southern Pacific, finally arriving in China’s northern port city of Dalian, next to the Chinese Naval Academy, the cradle of China’s naval officers, in March 2002. (mais…)