Rebeldes sírios

Armamentos que CIA e Arábia Saudita enviam para rebeldes sírios acabam no mercado negro


Armamentos enviados pela Agência Central de Inteligência (CIA) e pela Arábia Saudita para rebeldes sírios tem sido desviados e vendidos no mercado negro, afirmaram oficiais dos Estados Unidos e da Jordânia. As armas seriam enviadas para a Jordânia, que abriga campos de treinamento de rebeldes sírios que combatem o governo de Bashar al-Assad. Porém, os equipamentos, desviados por oficiais jordanianos, acabariam no mercado negro e vendidas para criminosos e contrabandistas (que revenderiam as armas em outros países).

Foto: Lucas Jackson / Reuters

EUA e Rússia monitorarão juntos o cessar-fogo na Síria


Nesta semana, o secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, anunciou que EUA e Rússia monitorarão conjuntamente o acordo de cessar-fogo na Síria, ainda que à distância. Segundo Kerry, oficiais russos e estadunidenses, os quais estarão baseados em Genebra, utilizarão os mesmos recursos e infraestrutura para assegurar uma implementação clara da trégua no conflito sírio, incluindo a cidade de Aleppo, onde recentemente houve ataques de rebeldes a civis.

Hospital em Aleppo após bombardeio de rebeldes. Foto: SANA via AP.

Na Síria, rebeldes atacam Aleppo e atingem hospital


Esta semana rebeldes sírios realizaram um ataque a porções da cidade de Aleppo que estão sob controle de forças governamentais e atingiram um hospital, causando pelo menos 19 mortes. Os ataques de artilharia por parte dos rebeldes ocorrem durante tentativas internacionais de se chegar a um acordo de cessar-fogo na Síria. A ofensiva foi feita horas depois de o Conselho de Segurança da ONU passar unanimemente uma resolução pedindo proteção a funcionários da saúde e instalações hospitalares em todas as zonas de conflito ao redor do mundo.

Localização dos ataques rebeldes em Aleppo. Mapa: The Washington Post / Tim Meko / maps4news.com / (c)Here.

Na Síria, rebeldes armados pela CIA estão lutando contra grupos apoiados pelo Pentágono


Segundo um artigo publicado no jornal Los Angeles Times (27/03), grupos armados pela CIA estão lutando contra os grupos apoiados pelo Pentágono no norte da Síria. Os primeiros seriam financiados para combater o governo de Bashar al-Assad, enquanto os segundos teriam como objetivo combater o Estado Islâmico. A falta de coordenação e controle das duas agências são exemplos das falhas da política dos Estados Unidos para a guerra civil no país.

Imagem: LA Times

 

Grupo de oposição síria confirma presença nas negociações de paz


Nesta sexta-feira (11/03), o Alto Comitê de Negociações (HNC, em inglês), que reúne os principais grupos da oposição síria, anunciou que participará das negociações de paz com início em 14 de março, em Genebra. As conversas anteriores não atingiram resultados notáveis. O HNC defende nas negociações um órgão transnacional para governar o país, rejeitando a ideia de um federalismo, proposto pela ONU.

Foto: picture-alliance/ dpa /

Pentágono planeja retomar treinamento de rebeldes sírios


O Pentágono pediu permissão ao governo dos Estados Unidos para retomar o treinamento de rebeldes sírios. Segundo o general Lloyd Austin, comandante do Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), a preparação das novas tropas seriam mais curtas e levariam em conta os erros do projeto anterior. Este, que tinha um orçamento de US$ 500 milhões, foi interrompido em outubro de 2015 após a constatação que a maioria das forças treinadas foram capturadas ou desertaram.

Foto: Pablo Martinez Monsivais/ AP

Iniciam-se negociações de paz sobre a Síria em Genebra


Nesta sexta-feira (29/01), iniciaram-se em Genebra as negociações de paz com o objetivo de findar a guerra na Síria. Ao final do dia, o principal grupo de oposição concordou em participar, mas ressaltou que não conversará até que se resolvam as questões humanitárias no país. No primeiro momento, governo e oposição não se encontrarão diretamente — interlocutores mediadores da ONU se reunirão separadamente com seus representantes.

Foto: F. Coffrini / AFP / Getty Images.

Parte da oposição síria estabelece novas condições para negociações de paz


Nesta quarta-feira (27/01), a Coalizão Nacional Síria, um dos maiores blocos de oposição do país, anunciou que só estaria presente nas negociações de paz do dia 29 se, entre outras condições, os cercos ao redor do país fossem levantados pelo governo de Bashar Al Assad. Isso torna improvável sua participação nas conversas. Além disso, um porta-voz da ONU afirmou que apenas sírios foram convidados para participar, contradizendo a Turquia, que afirmou que “boicotaria” as negociações se os curdos sírios fossem convidados.

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Foto: AFP / Jiji.

EUA e Rússia próximos de consenso sobre oposição síria


A Rússia e os Estados Unidos estão próximos de atingir um consenso sobre quais grupos de oposição devem ser representados nas negociações para encerrar a guerra civil na Síria. Segundo fontes anônimas, Moscou aceitou a presença de delegação da mílicia islâmica Jaysh al-Islam (Exército do Islã), apoiada por Washington, em troca de poder convidar outro grupo sem objeção deste.

Sergei Lavrov e John Kerry (D). Foto: Jacquelyn Martin / Reuters.

Governo da Síria retoma importante cidade de rebeldes antes de negociações de paz


O governo sírio anunciou a retomada da cidade de Rabiya, principal bastião rebelde na província costeira de Latakia, neste domingo (24/01). A reconquista se dá antes das negociações para encerrar a guerra civil no país, previstas para ocorrer esta semana. Segundo a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos, o avanço foi apoiado por ataques aéreos russos e reforçados em solo por combatentes do Hezbollah libanês e forças iranianas.

Foto: picture-alliance / AP / A. Kots.

EUA e Rússia chegam a impasse sobre rebeldes sírios em negociações de paz


Após encontro entre o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, e o Ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, nesta quarta-feira (20/01), ambos os países concordaram em seguir as conversas para encerrar o conflito na Síria. Porém, ainda não há um acordo sobre quais grupos rebeldes devem ser incluídos e quais taxados de “terroristas”. A Rússia defende a inclusão de grupos que podem apoiar suas posições nas negociações, como os curdos sírios, enquanto EUA, Arábia Saudita e Turquia rejeitam a ideia.

U.S. Secretary of State John Kerry takes his seat across the table from Russian Foreign Minister Sergey Lavrov, for their meeting about Syria, in Zurich, Switzerland

Foto: Reuters / Jacquelyn Martin.

Sucesso da Rússia na Síria afeta negociações de paz


O ataques aéreos russos em apoio às forças do governo na Guerra Civil da Síria podem afetar as negociações de paz ao dificultar a posição de rebeldes e do Ocidente, segundo artigo de Liz Sly publicado no Washington Post (19/01). A intervenção da Rússia contra os rebeldes vem dando grandes vitórias para o regime de Bashar al-Assad, que agora possui vantagens nas negociações para finalizar o conflito. Esse fato muda a conjuntura em que os planos anteriores foram feitos, diminuindo a chance de concessões por parte do governo.

Foto: Khalil Ashawi / Reuters.

Caminhões de ajuda humanitária chegam à cidade sitiada na Síria


A cidade de síria de Madaya, recebeu, nesta segunda-feira (11/01), um comboio de ajuda humanitária com comida suficiente para alimentar os mais de 40.000 residentes durante um mês. Caminhões da ONU e do Crescente Vermelho levaram também itens básicos como água potável, cobertores e medicamentos. Madaya foi tomada por forças rebeldes e atualmente está cercada por forças do governo de Bashar al-Assad. A cidade estava isolada sem acesso à recursos desde outubro, o que causou uma crise humanitária.

Rebel fighters walk near Red Crescent vehicles on their way to al Foua and Kefraya, in Idlib province, Syria

Foto: Reuters / Ammar Abdullah.

Oposição e rebeldes sírios concordam em juntar-se para negociar com o governo de Assad


Nesta quinta-feira (10/12), rebeldes e oposicionistas sírios pela primeira vez concordaram em juntar-se em uma única entidade para negociar com o governo de Bashar al-Assad em um possível processo de paz. Reunião em Riade, capital da Arábia Saudita, durou cerca de dois dias e foi palco de grandes disputas entre membros mais moderados e os islamistas. Um dos maiores e mais radicais grupos rebeldes, o Ahrar al-Sham, bastante próximo da Al-Qaeda, chegou a abandonar as reuniões em desagrado. Todos concordaram que Assad deve deixar o poder em qualquer processo de paz e que a Síria deve se tornar um país democrático e plural.

Foto: Abdulmonam Eassa / AFP / Getty Images.

Turquia abate caça russo perto de fronteira com a Síria


A Força Aérea da Turquia abateu um caça russo Su-24 perto da fronteira com a Síria nesta terça-feira (24/11), a primeira vez que um aliado da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) ataca uma aeronave militar da Rússia desde os anos 1950. A Turquia alega que o avião russo violou seu espaço aéreo e que fora advertido mais de dez vezes antes de ser abatido. Ancara também convocou uma reunião extraordinária da OTAN. Os pilotos russos conseguiram ejetar-se do caça e foram capturados por rebeldes sírios no norte do país perto da fronteira coma Turquia. Estes ainda teriam atirado em um helicóptero russo em missão de resgate aos pilotos, o qual teve de fazer um pouso de emergência em área controlada pelo governo sírio. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, falou que haverá consequências e que o ato foi “uma punhalada nas costas realizada por cúmplices de terroristas”.

Caça Su-24 russo em chamas. Foto: The Aviationist.

Rússia coopera com oposição síria contra terroristas


As Forças Armadas da Rússia afirmaram, na última terça-feira (03/11), que realizaram bombardeios contra alvos terroristas baseados em informações cedidas pela oposição síria. A Rússia não identificou o grupo que forneceu a inteligência, apenas afirmou que é um grupo que luta há quatro anos contra o governo de Assad, mas deseja manter o Estado sírio unido e soberano. Esta é a primeira vez que Moscou diz estar trabalhando com grupos da oposição síria desde que iniciou sua intervenção no país.

Foto: AP.

EUA envia forças especiais para assessorar rebeldes sírios


Os Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira (29/10) que enviaram forças especiais para assessorar rebeldes que estejam lutando contra o grupo “Estado Islâmico” na Síria. Apesar de serem apenas 50 soldados, isso representa uma mudança nas estratégia de Washington, que até agora não possuía tropas no país. Já no Iraque, os EUA contam com 3.300 militares que assessoram o Exército iraquiano.

Foto: Reuters.

Impacto da presença russa na oposição síria


No início do mês de outubro, a revista The Economist avaliou o impacto da presença da Rússia na Síria, apoiando o governo de Bashar al-Assad, para a oposição do regime, notadamente os rebeldes apoiados pelos Estados Unidos, Arábia Saudita, Qatar e Turquia. Segundo a publicação, os rebeldes agora encontram-se em posição difícil a despeito do apoio estrangeiro.

Imagem: The Economist.

Exército sírio lança nova ofensiva com apoio da Rússia


O Exército da Síria e seus aliados lançaram, apoiados por bombardeios russos, uma ofensiva na última quinta-feira (15/10) na província de Homs, considerado um enclave rebelde na região controlada pelo governo. Tanto o governo russo quanto o sírio afirmam que operação é voltada para combater grupos terroristas. Há relatos de baixas civis.

Mapa: BBC.

Armas antitanque reforçam posições de rebeldes sírios


Comandantes rebeldes na Síria afirmaram na última terça-feira (13/10) que fortificaram a linha de frente contra o governo com armas antitanque, que foram fornecidas por apoiadores estrangeiros, notadamente os EUA. O suprimento de armas aumentou depois da coordenação de bombardeios russos com avanços do Exécito Sírio em terra contra posições dos insurgentes. Ainda, alguns analistas afirmam que mísses BGM-71 TOW  fornecidos pelos Estados Unidos foram uma das principais causas que levaram a Rússia a participar do conflito, ensejando preocupação de que esteja acontecendo no momento uma guerra indireta entre Moscou e Washington.

Imagem: RT / Hazzm Movement / YouTube.

Rússia ataca rebeldes na Síria


No segundo dia (01/10) de bombardeios por parte de aviões da Rússia na Síria, o Kremlin afirmou que alvos não se resumem ao “Estado Islâmico”, mas também outros grupos terroristas, não nomeados. Oficiais dos Estados Unidos ainda afirmaram que Moscou mirou nos rebeldes apoiados pela CIA, sustentando a ideia de que missões seriam para apoiar o regime de Bashar al-Assad.

Foto: RIA Novosti / Vladimir Astapkovich.

Foto: RIA Novosti / Vladimir Astapkovich.

EUA interrompe recrutamento de rebeldes sírios temporariamente


Os Estados Unidos anunciaram que interromperam temporariamente o recrutamento de rebeldes “moderados” para combater na Síria. Programa foi revisto após homens treinados por Washington terem fornecido equipamento estadunidense para grupos terroristas, tais como a Al Qaeda. Os EUA, porém, continuarão com o suporte às forças combatentes e com o treinamento de rebeldes já iniciado.

Foto: Getty Images.

Apenas “4 ou 5” rebeldes treinados pelos EUA continuam a lutar na Síria


O General Lloyd Austin, diretor do Comando Central militar dos EUA, anunciou perante o senado que apenas “4 ou 5” rebeldes treinados pelos EUA continuam lutando na Síria. Plano aprovado pelo Congresso previa gastos de US$ 500 milhões para a preparação de 5 mil soldados para combater governo sírio. Porém, até agora, apenas 54 foram formados e mais 100 estão em treinamento, o que pode ser considerado um fracasso da política estadunidense para o conflito.

Treinamento de polícia afegã por forças dos EUA em 2007. Foto: U.S. Air Force / Tech. Sgt. Cecilio M. Ricardo Jr.

Rússia intensifica seu papel na guerra da Síria


Segundo relatórios e notícias sírias e israelenses, a Rússia estaria intensificando seu papel na guerra da Síria para combater o Estado Islâmico e rebeldes contra o governo de Assad. A presença russa em território sírio teria sido aumentada com o envio de forças expedicionárias em zonas litorâneas e também haveria intenção de a Força Aérea Russa realizar operações em conjunto com o governo Sírio.

Armamento russo em uso na Síria. Foto: The Daily Beast.

EUA defenderá rebeldes sírios de ataques do governo de Assad


Neste domingo (02/08), o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, autorizou a utilização da força aérea estadunidense na defesa dos rebeldes sírios, que têm sofrido ataques das forças do governo de Bashar al-Assad e de outros grupos aliados ao regime. A medida aumenta significativamente o risco de um conflito direto das forças armadas dos EUA com a Síria.

Foto: AFP, STR.

Foto: AFP / STR.

Relatório do Pentágono confirma que EUA contribuíram para criação do “Estado Islâmico”


Recentemente, um relatório de inteligência do Pentágono (Departamento de Defesa dos Estados Unidos) recém desclassificado confirmou que em 2012 Washington já sabia que a maioria dos rebeldes sírios era composta de extremistas sectários e previa a criação de um “principado salafista” entre a Síria e o Iraque. Apesar disso, os EUA, outras potências ocidentais, a Turquia e monarquias do golfo continuaram a apoiá-los em sua luta contra Bashar Al-Assad e, consequentemente, contribuíram para a formação do “Estado Islâmico” em 2014.

Ilustração: Eva Bee / The Guardian.

Como as vitórias do “Estado Islâmico” influenciam a guerra civil síria


Análise da Stratfor indica que os recentes avanços do “Estado Islâmico” (EI) na Síria tendem a forçar o governo sírio e as forças insurgentes a se focarem no combate ao grupo terrorista, em vez de priorizar a luta entre eles. O EI deve voltar-se à defesa de suas linhas de suprimento, mas sem haver perda de sua flexibilidade em operações ofensivas.

Território do EI na Síria. Mapa: Stratfor.

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Jihadistas atacam importante base militar síria em Daara


Grupos jihadistas desencadearam uma ofensiva de larga escala contra uma base militar na Síria na região sul da província de Daara, matando 20 soldados do governo sírio. Os militantes focaram seu ataque contra a Brigada 52, uma das principais bases militares da província, representando uma grande ameaça ao governo sírio devido à proximidade com outras instalações militares da região.

Província da Daara. Mapa: Wikimedia Commons.

Rebeldes obtêm vitórias no noroeste da Síria


Forças rebeldes obtiveram importantes vitórias no noroeste da Síria e continuaram avançando nesta terça-feira (19/05), pondo pressão sobre as forças do governo do país. O presidente Bashar al-Assad afirmou que a derrota é apenas passageira e que as forças armadas do país em breve iniciariam uma contraofensiva. Dentre os grupos de insurgentes que capturaram entre outros a capital regional de Idlib estão milícias da Al-Nusra, filiada da Al-Qaeda, e grupos de rebeldes “moderados” treinados e equipados por países ocidentais.

Zona do avanço de rebeldes sírios. Mapa: The New York Times.

Zona do avanço de rebeldes sírios. Mapa: The New York Times.

EUA começa oficialmente a treinar “rebeldes moderados” sírios


Os Estados Unidos começaram oficialmente a treinar forças de “rebeldes moderados” na Síria para os auxiliar no combate ao “Estado Islâmico” e secundariamente ao governo de Bashar al-Assad. O secretário da defesa estadunidense, Ash Carter, informou que o primeiro grupo é composto por 90 indivíduos previamente investigados e que nas próximas semanas deve iniciar o treino de novos grupos. Combatentes treinados pelos EUA também serão pagos por participarem do treinamento. Quando prontos, realizarão operações em território sírio com apoio dos Estados Unidos, mas ainda não está claro de que maneira esse apoio se dará.

Foto: AFP / Amr Radwan Al-Homsi.

Foto: AFP / Amr Radwan Al-Homsi.