Relações China-Japão

Segunda Guerra Sino-Japonesa: gênese de um modo asiático de fazer a guerra?


Confira aqui a monografia do pesquisador do ISAPE, Bruno Magno, sobre a 2ª Guerra Sino-Japonesa e sua relação com a Política Externa e de Segurança de Japão e China nos dias de hoje. O trabalho mostra que nem Pequim nem Tóquio conseguiram atingir seus objetivos estratégicos na guerra, que fez parte do teatro do Pacífico na Segunda Guerra Mundial, e que isso faz com que a mesma seja inconclusa. Esse fato traz implicações pros dias de hoje para o planejamento para a guerra e processos de modernização dos dois países, baseados em um “modo asiático de se fazer a guerra”.

Foto: Ullstein Bild via Getty Images.

China, Japão e Coreia do Sul restauram suas relações após cúpula trilateral


China, Japão e Coreia do Sul anuciaram que “restauraram completamente” suas relações após a primeira cúpula trilateral em três anos, realizada no início do mês de novembro (01/11). No encontro do primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, com o premiê japonês, Shinzo Abe, e a presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, discutiram-se questões históricas, acordos comerciais e o progama nuclear norte-coreano. Além disso, o Japão planeja sediar a próxima reunião a ser realizada em maio de 2016.

Abe (E), Geun-hye (C) e Keqiang. Foto: Xinhua / Liu Weibing.

China pede cooperação de empresários japoneses para melhorar relações bilaterais


O primeiro-ministro da China, Li Keqiang, pediu para uma delegação de empresários japoneses ajuda para melhorar as relações bilaterais. A reunião ocorreu nesta quarta-feira (04/11) em Beijing e contou com a presença de delegações das três maiores organizações econômicas do Japão. Estas demonstraram interesse na situação econômica da China e conversaram com empresários chineses.

Foto: Xinhua / Yao Dawei.

Japão divulga fotos de infraestrutura chinesa no Mar do Sul da China


Na última quarta-feira, o governo japonês divulgou mapas e imagens aéreas de 12 plataformas offshore localizadas no Mar do Sul da China, evidenciando o desenvolvimento da extração de gás unilateral em uma região próxima à linha que delimita o acesso à matéria-prima com o Japão. Em conferência à imprensa, o secretário geral de gabinete, Yoshihide Suga, declarou que o Japão já tinha conhecimento da infraestrutura desde junho de 2013. O complexo de obras conta atualmente com 16 plataformas, 5 delas construídas apenas no ano passado.

Foto: Ministério da Defesa do Japão.

Foto: Ministério da Defesa do Japão.

Relatório de Defesa do Japão caracteriza China como ameaça regional


O Relatório de Defesa do Japão, aprovado na última terça-feira (21/07) com atraso de mais de uma semana, caracteriza a China como uma ameaça de tensão regional. O governo de Shinzo Abe vem trabalhando para convencer a população japonesa sobre a necessidade da aprovação de leis que aumentem o escopo de ação de suas Forças Armadas a despeito da forte oposição popular.

Mapa: UNCLOS.

Mapa: UNCLOS.

China, Japão e Coreia do Sul comprometem-se a manter políticas de apoio ao consumo


Ministros de Finanças da China, Japão e Coreia do Sul declararam neste domingo que se mantêm comprometidos às políticas de apoio ao consumo decorrentes do moderado e desigual crescimento global. Os governantes das três economias do nordeste da Ásia discutiram em uma reunião trilateral, liderada pelo atual Ministro de Finanças do Japão, Taro Aso, antes de reunião do Banco Asiático de Desenvolvimento em Baku, no Azerbaijão.

Foto: Reuters, Mike Theiler

Foto: Reuters, Mike Theiler

China e Coreia do Sul criticam discurso de Shinzo Abe nos EUA


China e Coreia do Sul criticaram o discurso proferido pelo Primeiro Ministro japonês, Shinzo Abe, ao Congresso dos Estados Unidos na última quarta-feira (29/04). Abe não repetiu a tradição de Primeiro Ministros anteriores de fazer um pedido de desculpas pelo uso de escravos sexuais durante a Segunda Guerra Mundial. Foi a primeira vez que um Primeiro Ministro do Japão fez um pronunciamento durante uma sessão conjunta do Congresso dos EUA. Abe reconheceu que seu país causou sofrimento à Ásia e ofereceu suas “condolências eternas” aos estadunidenses que perderam a vida durante a Guerra do Pacífico na Segunda Guerra Mundial.

Foto: Pat Benic / UPI / Landov Photography

Foto: Pat Benic / UPI / Landov Photography

Japão deve aderir ao Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura


Segundo o embaixador japonês em Pequim, Masato Kitera, o Japão deve se juntar ao Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB, sigla em inglês) dentro de poucos meses. Kitera acredita que a adesão à instituição, liderada pela China, ocorra em junho. O embaixador também afirmou que a comunidade de empresários japoneses têm feito grande campanha para que isso ocorra. Medida distanciaria Tóquio dos Estados Unidos, que vêm resistindo ao novo organismo financeiro asiático.

Foto: Bloomberg.

China e Japão terão primeiro diálogo sobre defesa em quatro anos


Neste mês, China e Japão realizarão um encontro para debater questões de segurança em Tóquio, no dia 19 de março, primeiro diálogo do tipo entre os países em quatro anos. As relações dos países estiveram ameaçadas por disputas territoriais nos últimos anos, principalmentes sobre as ilhas Diaoyu/Senkaku. O encontro terá a presença dos ministros de relações exteriores e da defesa de ambos os países.

Foto: Reuters

Foto: Reuters

A reforma da inteligência japonesa sob Shinzo Abe


Como parte da modernização militar já em curso durante o governo de Shinzo Abe no Japão, uma reforma da inteligência do país também é esperada. O governo japonês depende fortemente de agências de inteligência de aliados, o que estimulou o partido de Abe, o Partido Democrático Liberal, a propôr na Dieta japonesa a criação de uma nova agência de inteligência para o país. A seguinte análise da empresa estadunidense Stratfor trata de como essa nova agência, que deverá ser centralizada, se insere no momento histórico vivido pelo Japão.

O primeiro ministro japonês, Shinzo Abe, à esquerda. Foto: Toru Yamanaka / AFP / Getty Images

O primeiro ministro japonês, Shinzo Abe, à esquerda.
Foto: Toru Yamanaka / AFP / Getty Images

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Japão estabelece tropas em ilha perto de Taiwan


Após um referendo que consultou a opinião da população local, o Japão instalou cerca de 150 tropas na ilha de Yonagunijima, perto de Taiwan. A ilha faz parte do arquipélago de Nansei, que se estende em direção a Taiwan no ponto mais ocidental do país, que pretende aí construir novas bases militares. Essa é uma resposta do Japão a um aumento das atividades da marinha chinesa.

Foto: DoD / Cpl. Emmanuel Ramos, U.S. Marine Corps / Released

Foto: DoD / Cpl. Emmanuel Ramos, U.S. Marine Corps / Released

Como Shinzo Abe está modernizando as forças armadas japonesas


Em entrevista, Michael Auslin, do American Enterprise Institute, relata como o primeiro ministro japonês, Shinzo Abe, está modernizando as forças armadas do país. Após a morte de dois cidadãos japoneses pelo “Estado Islâmico”, o programa antiterrorista do país ganhou força, o que é só um elemento da reconversão das forças do país promovida por Abe. Auslin comenta a posição japonesa para a Coreia do Norte, a China e a aliança com os Estados Unidos.

Foto: Koji Sasahara / AP

Foto: Koji Sasahara / AP

Caças japoneses fazem decolagens rápidas em níveis da Guerra Fria


A decolagem rápida ou curta (em inglês: scramble), manobra que visa a pôr rapidamente uma aeronave no ar pronta para a ação, está sendo realizada no Japão em níveis similares aos da Guerra Fria. As manobras são uma reação a caças de China e Rússia, que estão testando os limites do espaço aéreo japonês ao sul e ao norte do arquipélago. Os encontros com aeronaves chinesas estão no maior nível da série histórica, registrada desde 1958. O Mar do Leste da China é a região mais sensível destes encontros devido à disputa territorial entre os dois países pelas ilhas Senkaku/Diaoyu.

Caça chinês Foto: Ministério do Japão / handout

Caça chinês
Foto: Ministério do Japão / handout

As consequências dos acordos entre Japão e Israel


Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, e Shinzo Abe, primeiro-ministro do Japão, fecharam diversos acordos nesta segunda-feira (12/05) para aumentar a cooperação bilateral entre os países em diversos temas, notadamente a cibersegurança. Esses acordos podem gerar consequências inesperadas para o Japão, tanto com relação à China quanto no Oriente Médio, especificamente o Irã.

Benjamin Netanyahu e Shinzo Abe. Foto: AFP / Toru Hanai.

Benjamin Netanyahu e Shinzo Abe. Foto: AFP / Toru Hanai.

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Japão construirá base militar em ilha para vigiar China


O Ministério da Defesa do Japão assinou nesta segunda-feira um contrato para alugar um terreno na ilha de Yonaguni, onde construirá uma base militar para vigiar os movimentos da China em torno das disputadas ilhas Senkaku/Diaoyu. Base de radar deve abrigar cerca de 150 membros das Forças de Autodefesa japonesas.

Mapa: Japan Explorer.

Mapa: Japan Explorer.

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As semelhanças entre Shinzo Abe e Xi Jinping


Apesar de não concordarem em quase nada e isso ter levado a um deterioramento das relações entre China e Japão, Xi Jinping, presidente chinês, e Shinzo Abe, primeiro-ministro japonês, possuem história pessoal, visões e projetos para os seus países bastante semelhantes.

Xi Jinping e Shinzo Abe. Fonte: Wikimedia Commons.

Xi Jinping e Shinzo Abe. Fonte: Wikimedia Commons.

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Shinzo Abe é pedra no sapato dos EUA


Barack Obama vai pedir para que o governo japonês aja decididamente para reparar as relações do Japão com a China e com a Coreia do Sul. Mês passado, o primeiro-ministro Shinzo Abe visitou templo para vítimas da 2ª Guerra Mundial, incluindo alguns criminosos de guerra, atitude que irritou os países vizinhos. Washington teme que a animosidade regional para com o Japão prejudique suas alianças e estratégia para a Ásia.

Fonte: PressTV.

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Relações econômicas entre China e Japão estão melhorando


Se por um lado as relações diplomáticas e securitárias entre China e Japão vêm ficando cada vez mais tensas, no campo da economia, os laços entre os dois país estão normalizando. China procura dissociar a política da economia. 2013 foi um dos melhores anos de Investimento Externo Direito japonês na China.

Fonte: Reinhard Krause / Reuters.

Fonte: Reinhard Krause / Reuters.

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Shinzo Abe visita templo da 2ª Guerra Mundial e irrita China e Coreia do Sul


Shinzo Abe, primeiro-ministro japonês, fez uma visita surpresa ao templo Yasukuni nesta quinta-feira (26/12). Devido à relação do templo com a Segunda Guerra Mundial, China e Coreia do Sul repreenderam duramente a atitude.

Fonte: Kyodo / AFP / Toru Yamanaka.

Fonte: Kyodo / AFP / Toru Yamanaka.

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Japão prende ativistas chineses em ilhas reivindicadas pela China


Foto: Reuters.

Japão prende ativistas chineses em ilhas reivindicadas pela China

RFI – 15/08/2012

As comemorações do aniversário da rendição japonesa na Segunda Guerra Mundial expõem tensões na região. Nesta quarta-feira, dois ministros japoneses visitaram o controvertido santuário de Yasukuni em homengem aos soldados mortos na guerra, provocando a reação da Coreia do Sul e da China. Ao mesmo tempo, um grupo de ativistas chineses conseguiu chegar ao arquipélogo de Senkaku, administrado pelo Japão, mas reivindicado pela China. Vários ativistas foram presos.

Dois ministros japoneses visitaram nesta quarta-feira, 15 de agosto, o controvertido santuário de Yasukuni, em Tóquio, para marcar o aniversário de 67 anos de rendição do Japão, provocando a reação da Coreia do Sul e da China. Jin Matsubara, encarregado da segurança pública, e Yuichiro Hata, ministro dos Transportes, visitaram o santuário para honrar os soldados mortos pela pátria.

Venerado nos meios nacionalistas japoneses, o santuário é considerado na Ásia como um símbolo do passado militarista japonês. Em Yasukuni estão escritos os nomes de 14 criminosos de guerra condenados pelos Aliados no fim da Segunda Guerra Mundial, que foram secretamente acrescentados em 1978 aos nomes dos 2,5 milhões de soldados que morreram no Japão.

O ministério de Relações Exteriores da China disse que o Japão deveria “respeitar as vítimas” nos países que sofreram a agressão imperial japonesa. Pequim pede medidas concretas ao Japão para preservar as relações entre os países.

Ativistas chineses

Também para marcar o aniversário da rendição japoneses, ativistas chineses conseguiram desembarcar nesta quarta-feira em uma das ilhas do arquipélogo administrado pelo Japão, mas reinvidacado por China e Taiwan. As ilhas do mar do Japão são chamadas pelos japoneses de Senkaku e plos chineses de Diaoyu.

O barco pesqueiro de Hong Kong que levava os ativistas foi escoltado pela guarda costeira japonesa. Alguns ativistas conseguiram romper o bloqueio, desembarcar e erguer uma bandeira chinesa no local. Pelo menos 14 ativistas foram detidos para interrogatório pela polícia japonesa.

Fonte: http://www.portugues.rfi.fr/mundo/20120815-japao-prende-ativistas-chineses-em-ilhas-reivindicadas-pela-china

Japão e China farão transações comerciais com moedas locais


Foto por: Issei Kato / Reuters.

Japão e China farão transações comerciais com moedas locais

Correio do Brasil, com Reuters – 29/05/2012

O Japão e a China começarão a negociar suas moedas diretamente em Tóquio e Xangai a partir de 1º de junho, numa ação que apoia o comércio e as relações financeiras entre as duas maiores economias asiáticas e também marca outro passo pequeno para aumentar o papel internacional do iuan.

Essa ação elimina o uso do dólar para estabelecer a taxa de câmbio e segue um acordo feito por líderes dos dois países em dezembro, que também envolve compra de dívida chinesa pelo Japão e esforços para formar um pacto comercial livre entre China, Japão e Coreia do Sul.

– Isso faz parte da estratégia maior da China de reduzir sua dependência do dólar. O yen foi escolhido por causa dos grandes fluxos comerciais entre os dois países – disse o economista sênior e estrategista do Credit Agricole CIB em Hong Kong, Dariusz Kowalczyk.

– Os volumes de trocas cambiais são pequenas, mas isso pode levar a uma expansão dos negócios com outras moedas. Seria mais fácil para a China expandir-se em outras moedas asiáticas.

O ministro das Finanças do Japão, Jun Azumi, que anunciou a decisão em Tóquio, destacou o custo-benefício da medida. (mais…)