Relações EUA-Japão

Novo acordo sobre Okinawa é firmado entre EUA e Japão


Os governos do Japão e dos Estados Unidos chegaram a um novo acordo, ainda a ser anunciado, quanto ao tratamento dos oficiais estadunidenses operando em Okinawa. A iniciativa ocorreu após o suposto envolvimento de um soldado estadunidense no assassinato de uma cidadã japonesa, seguido de uma série de protestos na ilha de Okinawa em maio e junho de 2016. Segundo a nova proposta, haverá uma revisão no acordo existente no sentido de diminuir a proteção aos funcionários dos Estados Unidos que cometam crimes em solo japonês, subdividindo os oficiais em categorias referentes às suas competências.

Aproximadamente metade dos soldados dos EUA no Japão estão na província de Okinawa Mapa: AFP.

Aproximadamente metade dos soldados dos EUA no Japão estão na província de Okinawa
Mapa: AFP.

Governador de Okinawa congela construção de base militar dos EUA


Na última terça-feira (13/10), o governador de Okinawa congelou a construção de uma base aérea dos Estados Unidos no estado japonês. A nova instalação militar, que serviria para a realocação de uma base já existente, encontra forte resistência popular, porém é apoiada pelo governo de Shinzo Abe, que apelará judicialmente da decisão. Okinawa abriga cerca de 25 mil militares dos EUA, mais da metade do total em território japonês.

Protesto contra instalações militares dos EUA em Okinawa. Foto: Koji Harada / Kyodo News / AP.

Japão cobra explicações sobre espionagem dos EUA


O governo japonês exigiu explicações do governo estadunidense sobre denúncia do WiliLeaks de que a Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos teria coletado informações de 35 autoridades entre membros do governo, chefes de empresas e do Banco Central japonês.

Foto: Alamy / The Telegraph.

WikiLeaks revela que Japão foi extensamente espionado pelos EUA


De acordo com relatório da WikiLeaks denominado “Alvo Tóquio” divulgado na última sexta-feira (31/07), a Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA) espionou 35 autoridades japonesas. Constam na lista membros do ministério das Finanças, do ministério do Comércio, grandes empresários e vários responsáveis pelo Banco do Japão. O primeiro-ministro japonês Shinzo Abe não estava entre os investigados. A descoberta coloca em risco as negociações para o fechamento da Parceria Trans-Pacífico.

Foto: Official White House, Pete Souza.

Foto: Official White House / Pete Souza.

Shinzo Abe defende TPP e estratégia dos EUA no Pacífico


Em artigo publicado no site de opinião Project Syndicate, o Primeiro Ministro japonês, Shinzo Abe, atualmente em visita aos Estados Unidos, defendeu o estreitamento das relações bilaterais dos países. Abe defendeu o que chama de valores liberais estadunidenses e o aprofundamento da Parceria Trans-Pacífico, afirmando que o setor agrário japonês precisa passar por reformas. O líder japonês defendeu um aprofundamento da cooperação militar com os EUA, afirmando que defende a estratégia estadunidense de rebalanceamento no Pacífico. Para tanto, Abe afirmou estar se aproximando da Austrália, Índia, dos países da Asean e da Coreia do Sul.

Foto: Shizuo Kambayashi / AP

Foto: Shizuo Kambayashi / AP

China e Coreia do Sul criticam discurso de Shinzo Abe nos EUA


China e Coreia do Sul criticaram o discurso proferido pelo Primeiro Ministro japonês, Shinzo Abe, ao Congresso dos Estados Unidos na última quarta-feira (29/04). Abe não repetiu a tradição de Primeiro Ministros anteriores de fazer um pedido de desculpas pelo uso de escravos sexuais durante a Segunda Guerra Mundial. Foi a primeira vez que um Primeiro Ministro do Japão fez um pronunciamento durante uma sessão conjunta do Congresso dos EUA. Abe reconheceu que seu país causou sofrimento à Ásia e ofereceu suas “condolências eternas” aos estadunidenses que perderam a vida durante a Guerra do Pacífico na Segunda Guerra Mundial.

Foto: Pat Benic / UPI / Landov Photography

Foto: Pat Benic / UPI / Landov Photography

EUA e Japão firmam novo acordo militar


Nesta segunda-feira (27/04), os Estados Unidos e o Japão anunciaram que um novo acordo militar bilateral fora firmado. Este atualiza as relações militares de tal maneira que Tóquio possua um papel maior na segurança global e fortalce os laços entre ambos em questões de cibersegurança, segurança espacial e industrial. O Japão poderá defender países aliados em caso de hostilidades, i.e. os sistemas de defesa antimíssil poderão ser usados para interceptar lançamentos destinados a territórios dos EUA. Além disso, espera-se que o Japão passe a participar mais ativamente de operações de paz e intervenções humanitárias, bem como em ações de inteligência e monitoramento.

Barack Obama e Shinzo Abe. Foto: Toru Yamanaka / AFP / Getty Images.

EUA e Japão expandem suas relações militares


Durante visita do Secretário de Defesa dos EUA, Ash Carter, a Tóquio para encontrar-se com o Ministro da Defesa japonês, General Nakatani, os dois países reforçaram seus laços militares. EUA e Japão estão trabalhando na primeira revisão de suas diretrizes bilaterais de defesa desde 1997. A cooperação militar entre os países deverá ser reforçada nos setores de cibersegurança e segurança regional. Os dois ministros reforçaram o seu rechaço à utilização da força para resolver controvérsias no Mar do Leste e no Mar do Sul da China.

Foto: Erik Slavin / Stars and Stripes

Foto: Erik Slavin / Stars and Stripes

Milhares protestam em Tóquio contra realocação de base militar dos EUA


No domingo (25/01), milhares de manifestantes se reuniram na frente da Dieta, o parlamento japonês, em Tóquio para protestar contra a realocação de uma base aérea estadunidense em Okinawa. Inúmeros oradores também criticaram o uso de força excessiva para conter manifestantes, a ausência de respostas do governo e os danos ambientais que seriam causados pela construção de novas instalações.

Foto: Finbar O'Mallon.

Foto: Finbar O’Mallon.

EUA fortalece defesa antimísseis no Japão


Os Estados Unidos estão fortalecendo as suas capacidades de interceptação de mísseis balísticos em território japonês através do envio de novo radar para o país. Washington e Tóquio informaram que será um segundo sistema de radar móvel AN/TPY-2 produzido pela empresa Raytheon. Medida é vista com cautela e até mesmo oposição pela China e pela Rússia.

Imagem: Google.

Imagem: Google.

Eleição de oposição em Okinawa atrapalha relações entre Japão e EUA


Analistas afirmam que a eleição de um governador contrário ao alinhamento aos Estados Unidos no Estado de Okinawa, onde estão localizado mais da metade do efetivo estadounidense no Japão, pode ser prejudicial às relações entre os dois países.

Fonte: AFP.

Fonte: AFP.

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Obama apoia soberania japonesa sobre ilhas disputadas


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assegurou o Japão de que as ilhas disputadas entre Tóquio e Pequim (Senkaku/Diaoyu) estão cobertas pelo tratado de defesa bilateral. A soberania japonesa sobre as ilhas é inquestionável, segundo os EUA, e haverá oposição a qualquer tentativa de reverter o fato. Enquanto isso, suspeita-se que a Coreia do Norte vá realizar novo teste nuclear.

Shinzo Abe e Obama. Foto: AP.

Shinzo Abe e Obama. Foto: AP.

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Japão transfere controle de seu estoque de material físsil aos EUA


O Japão anunciou nesta segunda-feira (24/03) que vai transferir aos Estados Unidos um grande estoque de material físsil próprio para a produção de armas nucleares (plutônio e urânio altamente enriquecido) com o qual seria possível fazer centenas de bombas atômicas. Anúncio é tido como um grande sucesso na política externa de Obama e aplaca as críticas da China e de Teerã, que os acusa de hipocrisia por permitir que o Japão possuísse material físsil e não o Irã.

Foto: AFP.

Foto: AFP.

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Shinzo Abe é pedra no sapato dos EUA


Barack Obama vai pedir para que o governo japonês aja decididamente para reparar as relações do Japão com a China e com a Coreia do Sul. Mês passado, o primeiro-ministro Shinzo Abe visitou templo para vítimas da 2ª Guerra Mundial, incluindo alguns criminosos de guerra, atitude que irritou os países vizinhos. Washington teme que a animosidade regional para com o Japão prejudique suas alianças e estratégia para a Ásia.

Fonte: PressTV.

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Aliança Japão-EUA acende debate na Coreia do Sul sobre sua estratégia de inserção internacional


A Coreia do Sul tem muito mais divergências com o Japão, antiga potência colonialista, do que com a China. Expectativa de que o país se alinhe automaticamente com os EUA no caso de um conflito contra a China talvez não seja bem fundada, visto que sul-coreanos estão vendo que, nas disputas deles com os Japão, os EUA fica mais ao lado dos japoneses. Além disso, China já é o maior destino de exportações da Coreia do Sul.

Fonte: Reuters / Kim Hong-Ji.

Fonte: Reuters / Kim Hong-Ji.

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