Relações EUA-Rússia

EUA propõe maior cooperação com a Rússia na Síria


Obama propôs um novo acordo de cooperação militar entre Estados Unidos e Rússia para a situação na Síria. Segundo essa proposta, Washington e Moscou operariam em bombardeios aéreos conjuntos contra a Frente al-Nusrah (o braço da al-Qaeda na Síria) em troca de pressões russas pelo cessar dos bombardeios do governo sírio sobre alguns grupos rebeldes. Contudo, funcionários do corpo diplomático estadunidense e o próprio Ministro da Defesa se mostraram contrários à iniciativa, alegando que os bombardeios não enfraqueceriam a al-Nusrah e ainda beneficiariam as forças de Assad na guerra civil.

Imagem: Fotolia / viperagp.

Imagem: Fotolia / viperagp.

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EUA e Rússia monitorarão juntos o cessar-fogo na Síria


Nesta semana, o secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, anunciou que EUA e Rússia monitorarão conjuntamente o acordo de cessar-fogo na Síria, ainda que à distância. Segundo Kerry, oficiais russos e estadunidenses, os quais estarão baseados em Genebra, utilizarão os mesmos recursos e infraestrutura para assegurar uma implementação clara da trégua no conflito sírio, incluindo a cidade de Aleppo, onde recentemente houve ataques de rebeldes a civis.

Hospital em Aleppo após bombardeio de rebeldes. Foto: SANA via AP.

EUA e Rússia próximos de consenso sobre oposição síria


A Rússia e os Estados Unidos estão próximos de atingir um consenso sobre quais grupos de oposição devem ser representados nas negociações para encerrar a guerra civil na Síria. Segundo fontes anônimas, Moscou aceitou a presença de delegação da mílicia islâmica Jaysh al-Islam (Exército do Islã), apoiada por Washington, em troca de poder convidar outro grupo sem objeção deste.

Sergei Lavrov e John Kerry (D). Foto: Jacquelyn Martin / Reuters.

Diretor da CIA pede mais cooperação com a Rússia contra EI


Na última segunda-feira (16/11), John Brennan, diretor da CIA, agência de inteligência dos EUA, pediu por um aprofundamento das relações de inteligência com a Rússia. Para Brennan, o combate ao grupo “Estado Islâmico” precisa de uma “cooperação sem precedentes” entre as agências de inteligência de todo o mundo.

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Foto: AP / Carolyn Kaster.

EUA e Rússia firmam acordo sobre uso do espaço aéreo sírio


A Rússia e os Estados Unidos assinaram, nesta terça-feira (20/10), um acordo regulamentando a atuação das duas Forças Aéreas na Síria. O principal objetivo é evitar incidentes entre aviões de ambos, que vêm realizando bombardeios sobre o território do país. Também faz parte do trato o “apoio mútuo em situações críticas”, além da comunicação permanente entre oficiais russos e estadunidenses.

Foto: Sputnik / Dmitriy Vinogradov.

EUA e Rússia retomam diálogo sobre segurança aérea na Síria


Os Estados Unidos e a Rússia anunciaram no último sábado (10/10) a retomada de conversas sobre a segurança aérea na Síria, a fim de evitar encontros e conflitos dos caças de ambos países que bombardeiam o território. O diálogo deve tratar principalmente da distância mínima entre os aviões e estabelecer uma linguagem e frequência para comunicações.

Imagem: BBC

Com aumento de presença na Síria, Rússia chama EUA para diálogo


Segundo oficiais americanos, a Rússia vem aumentando sua presença militar na Síria, principalmente na região no entorno de Latakia. O aumento de envio de homens e armamentos para a região aumenta chance de participação direta russa no conflito ou fornecimento de armas modernas para o regime de Bashar al-Assad, antigo aliado de Moscou. Essa seria a maior presença militar russa na região desde a Guerra Fria. Moscou já chamou os Estados Unidos para um diálogo entre suas forças militares para evitar “incidentes indesejados” no Oriente Médio. A presença militar das duas potências dentro do território sírio aumenta o medo de um possível choque entre os dois países, mesmo com os dois possuindo o mesmo inimigo declarado: o Estado Islâmico.

Imagem: Fotolia / viperagp.

Imagem: Fotolia / viperagp.

EUA aumenta sanções contra Rússia


Nesta quinta-feira (30/07), os Estados Unidos aumentaram suas sanções contra a Rússia, adicionando 15 empresas e 11 pessoas à sua lista devido aos eventos recentes no leste da Ucrânia e na Crimeia. Entre as principais empresas agora banidas pelo governo estadunidense encontra-se a companhia de óleo Rosneft, assim como outras organizações vinculadas a um dos maiores bancos russos, o Vnesheconombank. Também foram impostas sanções a cinco portos na Crimeia, nas cidades de Sebastopol, Feodoisa, Kerch, Evpatoria and Yalta, assim como às vias férreas de Kerch.
Foto: Reuters / Jason Reed.

Foto: Reuters / Jason Reed.

Armas nucleares dos EUA podem voltar à Europa


O governo dos Estados Unidos voltou a falar sobre a possibilidade de recolocar armas nucleares em solo europeu para defender o continente da ameaça russa. Escalada retórica de Washington também é acompanhada por Moscou, que intensificou seus planos militares para a Europa. Contudo, o possível retorno de uma guerra fria ao continente assusta os países da região num contexto de crescente multipolaridade. Alternativa seria o retorno do diálogo direto entre a Rússia e os EUA, especialmente sob a égide da OTAN, o qual se encontra congelado desde o início da crise na Ucrânia.

Foto: AP, Alexander Zemlianichenko.

Foto: AP / Alexander Zemlianichenko.

EUA elabora nova defesa antimísseis cruzadores em seu território


Nos Estados Unidos, o Pentágono tem desenvolvido uma complexa rede de defesa para proteger suas cidades de mísseis cruzadores, particularmente os russos. O plano é construir radares que facilitem a ativação de aviões F-16 da Guarda Nacional que detectariam e derrubariam os mísseis. Existe ainda a possibilidade de que balões aerostat e navios da guarda costeira com sensores antimísseis posicionem-se em regiões sensíveis. Esse sistema visa a mísseis de menor porte e funcionaria em consonância com sistemas balísticos de defesa antimísseis.

Foto: Defense One

Balão aerostat. Foto: Defense One

Funcionaram as sanções contra a Rússia?


As sanções contra a Rússia funcionaram? O acadêmico Bryan Rosenthal compara os efeitos desejados pelos países ocidentais com as consequências reais das sanções impostas pela União Europeia e pelos Estados Unidos para responder a essa questão. Segundo ele, a medida não surtiu o efeito desejado, isto é, forçar Moscou a parar de intervir na Ucrânia, e pelo contrário apenas aumentou a retórica antiocidental do governo russo e sua popularidade doméstica. Dessa forma, sanções seriam uma ferramenta altamente questionável para o objetivo declarado (resolução do conflito ucraniano).

Foto: Kremlin.

Foto: Kvedomosti.

Rússia decreta o fechamento de rota da OTAN


Em declaração feita no dia 15/05, o primeiro-ministro russo Dmitri Medvedev assinou um decreto que determina o fechamento da Rede de Distribuição do Norte (NDN, da sigla em inglês). A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) utilizou a NDN para fornecer suporte à guerra no Afeganistão desde 2008. Embora a resolução do Conselho de Segurana das Nações Unidas que permitia a passagem pela região tenha expirado no final do ano passado, o fechamento oficial da rota ainda tem peso geopolítico significativo nas relações entre a Rússia e a OTAN, especialmente no contexto de tensão acerca da situação na Ucrânia.

Mapa: BBC

Mapa: BBC.

EUA e Rússia construirão nova estação espacial conjuntamente


Desde que a NASA deixou de usar seus ônibus espaciais, ela tem dependido da Rússia para fazer lançamentos em baixas órbitas. Agora, a Rússia anunciou no sábado (28/03) que irá construir uma estação espacial em parceria com a agência estadunidense. A nova estação orbital deverá substituir a Estação Espacial Internacional, que deve operar até 2024. As recentes tensões entre os países havia posto em dúvida a continuidade de sua cooperação espacial, agora confirmada por oficiais dos dois países.

Foto: NASA

Foto: NASA

EUA expande comércio com Rússia enquanto pede a aliados mais sanções


O presidente do comitê de relações exteriores da Duma, o parlamento russo, afirmou que os Estados Unidos expandiram suas transações comerciais com o país enquanto exigem de seus aliados europeus mais sanções. O comércio entre os países aumentou 7% em 2014, ainda que suas relações tenham deteriorados em virtude da crise da Ucrânia.

Foto: AP Photo / Ted S. Warren

Foto: AP Photo / Ted S. Warren

Novo documento de estratégia dos EUA pede paciência para crises na Síria e na Ucrânia


A Casa Branca lançou um documento da estratégia de segurança nacional para 2015 em que pede paciência à opinião pública estadunidense sobre as ações na Síria e na Ucrânia. Barack Obama vem sofrendo pressões para agir de maneira mais incisiva nesses países, ao contrário da estratégia de sua administração de “lead from behind“. A “paciência estratégica” seria necessária para uma solução de controvérsias que permita um uso mínimo dos recursos do país e que não crie novas ameaças no futuro.

Foto: Ethan Miller / Getty Images

Foto: Ethan Miller / Getty Images

Nova doutrina militar russa considera expansão da OTAN uma séria ameaça


O presidente da Rússia, Vladimir Putin, aprovou nova doutrina militar para o país que considera como uma ameça a expansão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e o fortalecimento militar da aliança próximo a suas fronteiras. Nova doutrina considera que tais ações violam o direito internacional e indicam que os Estados Unidos são responsáveis por essas medidas. Também há referência explícita à ameaça representada pelos novos sistemas antimísseis ocidentais que alterariam significativamente a balança de poder mundial.

Foto: Reuters.

Foto: Reuters.

Por dentro da Rússia


George Friedman analisa a perspectiva russa quanto aos principais eventos geopolíticos de 2014 que opuseram o Ocidente e Moscou: a crise ucraniana e a piora da situação financeira do Kremlin. Friedman argumenta que os dois blocos precisam compreender os interesses estratégicos e temores um do outro, do contrário não haverá solução para a polarização política.

Estação de metrô moscovita. Foto: Bruno Gomes Guimarães.

Estação de metrô moscovita. Foto: Bruno Gomes Guimarães.

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Embaixador dos EUA no Quirguistão revive retórica da Guerra Fria


Comentários excessivamente honestos do embaixador dos Estados Unidos no Quirguistão revivem a retórica da Guerra Fria e sublinham a importância do Quirguistão na disputa geopolítica pela Ásia Central. O embaixador afirmou que as relações do país com a Rússia estariam “prejudicando sua democracia” e teceu críticas à mídia quirguistanesa pró-Rússia.

O parlamento do Quiguistão Foto: Shutterstock.com

O parlamento do Quiguistão
Foto: Shutterstock.com

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Rússia suspende exportação de foguetes aos EUA


Como resposta às sanções dos Estados Unidos contra a Rússia por causa da crise na Ucrânia, Moscou anunciou que suspenderá a exportação de foguetes e componentes (tais como motores) para o país. Medida deve afetar programas miltares e espacial.

ISS. Foto: picture-alliance / dpa.

ISS. Foto: picture-alliance / dpa.

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Rússia negará aos EUA acesso à ISS a partir de 2020


Como resposta às sanções dos Estados Unidos contra a Rússia por causa da crise na Ucrânia, Moscou anunciou que não estenderá a parceria com Washington para a Estação Espacial Internacional (ISS, sigla em inglês). Atualmente, somente a Rússia possui os meios de acessar a ISS.

ISS. Foto: picture-alliance / dpa.

ISS. Foto: picture-alliance / dpa.

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Guerra encoberta já começou na Ucrânia


Visita do diretor da Agência de Inteligência Central (CIA, sigla em inglês) dos Estados Unidos, John Brennan, a Kiev indica que a guerra encoberta entre os serviços secretos de Rússia e EUA já iniciou. Estadunidenses já consideram ceder informações ao governo interino ucraniano e prover “ajuda não letal”.

Imagem: In Serbia.

Imagem: In Serbia.

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EUA almeja mudança de regime na Rússia


As novas sanções dos Estados Unidos contra a Rússia devido à crise na Ucrânia visam a atingir políticos e pessoas influentes do círculo social do presidente russo, Vladimir Putin. Cada vez mais pessoais, as “sanções inteligentes” indicam uma tentativa de abalar internamente as elites russas e mudar o cálculo de poder, alterando, assim, o regime do país.

Foto: picture-alliance / AP.

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Obama e Putin discutem crise na Ucrânia


Os presidentes da Rússia e dos Estados Unidos, Vladimir Putin e Barack Obama respectivamente, conversaram por telefone a respeito da recente escalada na crise ucraniana. Putin e Obama tentaram diminuir as tensões, mas as percepções dos eventos ainda permanece muito distinta, dificultando acordos.

Foto: Pete Souza / White House.

Foto: Pete Souza / White House.

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G7 suspende Rússia do G8


Potências do G7 (EUA, Reino Unido, França, Alemanha, Japão, Canadá e Itália) aumentam isolamento de Putin, cancelam reunião em Sochi e ameaçam com mais sanções em caso de novas ações para desestabilizar Ucrânia. Moscou ironiza decisão: “É um clube informal, ninguém pode ser expulso.”

Cúpula do G7. Foto: Reuters.

Cúpula do G7. Foto: Reuters.

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Rússia retalia EUA com sanções


O ministro de Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, publicou nesta quinta-feira (20/03) uma lista de sanções a dez oficiais e legisladores norte-americanos – entre eles, o senador John McCain e o presidente da câmara John Boehner – em resposta às sanções EUA. Medida cumpre as ameaças de sanções simétricas que Moscou anunciara há alguns dias.

Foto: Efe.

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EUA impõe mais sanções contra a Rússia


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta quinta-feira (20/03) a imposição de novas sanções contra a Rússia devido à situação na Ucrânia e a anexação da Crimeia.

Foto: EPA / Stefan Zaklin.

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EUA e UE impõem sanções à Rússia depois de referendo na Crimeia


Após o referendo deste domingo (16/03) que decidiu pela reincorporação da Crimeia à Rússia, Estados Unidos e União Europeia anunciaram na segunda-feira (17/03) a imposição de sanções contra Moscou, notadamente contra pessoas consideradas responsáveis pela instabilidade na Ucrânia. A Rússia, por sua vez, defendeu a criação de um grupo de apoio para que ucranianos reconheçam direito do território autônomo.

Foto: Picture-alliance / dpa.

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Na crise da Crimeia, Putin tem mais trunfos que Obama


Sanções, palavras afiadas e uma colaboração com o governo interino em Kiev: a Casa Branca está gastando todas as suas cartas no conflito ucraniano, enquanto o Kremlin ainda parece longe de esgotar suas opções, que incluem desde negociações com Irã, Síria e Coreia do Norte à manutenção da Rede de Distribuição do Norte, vital para a OTAN no Afeganistão.

Foto: ky3.

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Rússia deve barrar inspetores de acordo nuclear com os EUA


O Ministério da Defesa da Rússia declarou que vai parar de receber inspetores estrangeiros sob os auspícios de tratados de controle de armas nuclears, Novo START e Documento de Viena de 2011.

Foto: ITAR-TASS / Sergey Karpov.

Foto: ITAR-TASS / Sergey Karpov.

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