rio grande do sul

ISAPE reúne-se com Cônsul Estadunidense para Apresentação do Instituto


Na tarde de quarta-feira, dia 21, o ISAPE, junto com personalidades acadêmicas e o Coronel Andreuzza, como representante do NEE, se reuniu com o Cônsul para o Rio Grande do Sul,John Jacobs, e a Conselheira Política da Embaixada dos EUA em Brasília, Kristin Kane, para apresentarmos o instituto e discutirmos projetos e interação acadêmica.
O consulado americano busca conhecer melhor os institutos acadêmicos e de pesquisa do Brasil e do Rio Grande do Sul, e por isso gerou-se este encontro para apresentarmos o ISAPE como um dos Think-Tank da região. Dentre os tópicos mais abordados, se destacam as perguntas sobre a economia e a cultura Sul-Riograndense, a estrutura do Isape, conjuntura internacional e intercâmbio acadêmico.
O ISAPE fica honrado com a visita e espera que o contato possa gerar frutos no sentido de uma maior aproximação entre o consulado e o instituto de pesquisa, assim como a possibilidade de parceria em eventos e uma maior interação entre a UFRGS e o consulado, onde o ISAPE se propõe como um parceiro para estas iniciativas.
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Tarso Genro cancela acordo com empresa israelense após pressão da comunidade palestina


O governador gaúcho Tarso Genro cancelou acordo com a empresa israelense Elbit após pressões da comunidade palestina. Genro entregou nesta terça-feira (02) carta ao embaixador da Palestina Ibraim Alzeben, declarando que o acordo de intenções como “sem objeto”.

Foto: Caroline Bicocchi / Palácio Piratini

Foto: Caroline Bicocchi / Palácio Piratini

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Os desafios para a Construção de uma Democracia Multirracial


Os desafios para a Construção de uma Democracia Multirracial: Se o passado é de sofrimento, o presente é de luta… E o futuro, esse é de mais respeito e mais oportunidade

Thales Machado, graduando em Relações Internacionais na Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Imagem: Pragmatismo Político.

Imagem: Pragmatismo Político.

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Cooperação entre China e RS garante instalação de empresa chinesa no Estado


Acordo de Cooperação Técnica e Estratégica com a empresa Huawei, uma das maiores do mundo no setor de telecomunicações, vai viabilizar um Centro Conjunto de Inovação no Tecnopuc, em Porto Alegre. A conquista da parceria é resultado da missão do governo gaúcho à China, realizada no ano passado.

Foto: Foto: Caroline Bicocchi/Governo do Estado do RS

Foto: Foto: Caroline Bicocchi/Governo do Estado do RS

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Primeiro satélite do Polo Espacial Gaúcho é lançado e está 100% operacional


O Polo Espacial Gaúcho colocou no espaço o primeiro nanossatélite produzido no RS, o NanosatC-BR1. O artefato, que foi desenvolvido pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) em parceria com o Inpe, foi lançado com sucesso na última quinta-feira (19/06), na base espacial em Yasny, na Rússia, e está 100% operacional.

Foto: Divulgação.

Foto: Divulgação.

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Três iniciativas brasileiras vencem prêmio da ONU de serviço público


Um projeto na esfera federal e dois na esfera estadual – Rio Grande do Sul e Pernambuco – estão entre os contemplados com um prêmio global da ONU que reconhece projetos inovadores no combate à pobreza e na promoção do desenvolvimento sustentável. A cerimônia de premiação ocorrerá esta semana, de 23 a 26 de junho, durante um encontro em Seul, na Coreia do Sul.

Assembleia Geral da ONU. Foto: ONU.

Assembleia Geral da ONU. Foto: ONU.

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RS constrói maior complexo eólico da América Latina


O maior complexo de energia eólica da América Latina, com potencial para se tornar o maior do mundo, está em construção no Rio Grande do Sul. São três grandes parques eólicos em obras com inauguração prevista para o segundo semestre de 2014. Juntos, o Parque Eólico Geribatu em Santa Vitória do Palmar, o de Chuí e o do Hermenegildo, gerarão energia para 3,7 milhões de pessoas e 8,9 mil novos empregos, possuindo 302 aerogeradores e 583 megawatts de capacidade.

Foto: Leandro Abreu.

Foto: Leandro Abreu.

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Parques eólicos no RS gerarão mais de 550 MW


O maior complexo de energia eólica da América Latina, com potencial para se tornar o maior do mundo, está em construção no Rio Grande do Sul. São três grandes parques eólicos em obras – dois deles contam com investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), com inauguração prevista para o segundo semestre de 2014. Juntos, o Parque Eólico Geribatu em Santa Vitória do Palmar, o de Chuí e o do Hermenegildo, licitado em novembro do ano passado, serão responsáveis pela geração de mais de 550 megawatts (MW) de potência, o suficiente para abastecer uma cidade com 3,4 milhões habitantes.

Foto: Leandro Abreu.

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A emergência do polo espacial gaúcho: o programa espacial brasileiro e os desafios para a integração sul-americana


Bruna Coelho Jaeger, pesquisadora e Diretora-adjunta do ISAPE. Graduanda do curso de Relações Internacionais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Pedro V. P. Brites, pesquisador e Diretor-Geral do ISAPE. Mestrando em Estudos Estratégicos Internacionais na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Fonte: Arte ZH / Agencia RBS.

Fonte: Arte ZH / Agencia RBS.

Desde a última década, assiste-se a uma busca do Brasil por maior inserção internacional, o que se traduz no aumento dos investimentos em modernização da Defesa do país. O acirramento de disputas no plano regional e internacional, combinada com a necessidade brasileira de proteção dos seus recursos energéticos e do seu território, mostram-se como determinantes fundamentais para que o Brasil avance no quesito Defesa Nacional. Segundo o Ministério da Defesa, entre 2011 e 2012 o país elevou em 34% os seus investimentos militares, ocupando o 10° lugar no top 15 mundial em orçamento de defesa (IISS, 2013). Além da ameaça que potências extrarregionais representam para a integridade territorial do país, na sua Estratégia Nacional de Defesa (Decreto N° 6.703, 18 dez 2008), o Brasil passa a focar na estrita relação entre Defesa e desenvolvimento nacional:

Estratégia nacional de defesa é inseparável de estratégia nacional de desenvolvimento. Esta motiva aquela. Aquela fornece escudo para esta. Cada uma reforça as razões da outra. Em ambas, se desperta para a nacionalidade e constroi-se a Nação. Defendido, o Brasil terá como dizer não, quando tiver que dizer não. Terá capacidade para construir seu próprio modelo de desenvolvimento (BRASIL, 2008).

A nova base legal para as compras, contratações, desenvolvimento de produtos e sistemas de defesa brasileira, através da Lei de Fomento à Base Industrial de Defesa (Decreto n° 7970, 28 mar 2013), amplia o antigo conceito adotado pelo país de “obtenção por demanda” para então “obtenção de capacidades”. Dessa forma, criam-se as condições para o que o Brasil proteja seu território, ao mesmo tempo em que inova e se torna competitivo. Por essa via, foi lançado Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), criado para atender necessidades estratégicas das Forças Armadas e da sociedade brasileira. A coordenação e implantação dos sistemas espaciais foi atribuída pelo Ministério da Defesa e pelo Comando da Aeronáutica para a Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE). O objetivo do PESE é prover infraestrutura espacial para ser usada estrategicamente e de modo potencializador no Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SISGAAZ), no Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON), no Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (SISDABRA), no Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM) e afins.

Nesse contexto, também se destaca o edital de seleção pública do plano Inova Aerodefesa, criado em 17 de maio de 2013, que destinará R$ 2,9 bilhões para apoiar a inovação tecnológica nos setores aeroespacial, de aeronáutica, de defesa e de segurança pública. O edital faz parte do Plano Inova Empresa, lançado em março de 2013 pelo governo federal e que prevê a articulação de diferentes ministérios e apoio por meio de crédito e financiamento, em um total de R$ 32,9 bilhões a ser aplicado em inovação até 2014 (BRASIL, 2013). Voltado para as indústrias e centros de pesquisa, o Inova Aerodefesa visa fortalecer o setor por meio de ações estratégicas para estimular a parceria entre iniciativa privada e instituições de pesquisa, com descentralização de crédito e subvenção econômica para o investimento em programas de inovação tecnológica. Com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCTI) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o edital é dividido em quatro linhas temáticas: 1) Aeroespacial, envolvendo propulsão espacial, plataformas e satélites espaciais e desenvolvimento de aeronaves mais eficientes; 2) de Defesa, para sensoriamento remoto, sistemas e subsistemas de comando e controle para defesa; 3) de Segurança Pública, para desenvolvimento de inovações em sistemas de identificação biométrica, sistemas de informações e diversos tipos de armas não letais; 4) e de Materiais Especiais, para aplicações diversas e na indústria de defesa, incluindo ligas metálicas à base de aço (FINEP, 2013).

Ligados à chamada Terceira Revolução Industrial, sob certos aspectos, os Polos Tecnológicos representam nos tempos atuais o que as grandes regiões industriais representavam na Primeira Revolução Industrial. Um Polo Tecnológico, também chamado de Parque de Ciência e Tecnologia ou de Tecnopolo, é um centro tecnológico que reúne diversas atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D) em áreas de alta tecnologia: como institutos, centros de pesquisa, empresas e universidades. Dessa forma, facilitam-se os contatos pessoais e institucionais entre esses meios, produzindo uma economia de aglomeração através de um cluster industrial.i Portanto, o efeito de sinergia impulsiona o desenvolvimento de inovações técnicas e processuais. Entende-se que o impacto da constituição de tecnopolos no segmento aeroespacial impactam de forma decisiva no desenvolvimento e na inserção internacional do Brasil. Portanto, a seguir, serão apresentadas as principais características de um recente tecnopolo nacional, apontando as suas contribuições e desafios para o Programa Espacial Brasileiro.

A proposta de estabelecimento de um Polo Espacial no Rio Grande do Sul começou a evoluir após a missão do Governo do Estado do Rio Grande do Sul a Israel. Durante a missão em maio de 2013, um protocolo de intenções entre o Governo Estadual e a empresa Elbit/AEL Systems foi assinado. Esse protocolo tinha como objetivo “promover a pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica no setor espacial no Rio Grande do Sul, através de incentivos financeiros, fiscais e de infraestrutura para a criação do Polo Espacial”. A busca pelo estabelecimento de um polo espacial no Rio Grande do Sul teve como um grande propulsor o lançamento do Edital Inova Aerodefesa, promovido pela FINEP. A possibilidade da captação dos recursos oferecidos pelo edital na ordem de 2,9 bilhões de reais viabilizaram a aproximação efetiva com a AEL e a projeção de estabelecimento do polo. Somam-se a isso as previsões do governo federal de investir cerca de 9 bilhões de reais para a compra de 16 satélites nos próximos anos. Cabe destacar que o crescimento potencial do mercado de venda de satélites nos próximos anos também subvencionaram a aproximação entre o governo gaúcho e a empresa israelense.

A escolha pelo Rio Grande do Sul como sede do segundo maior polo espacial do Brasil (menor somente que o Parque Tecnológico de São José dos Campos-SP) deve-se ao alto potencial do Estado na área de pesquisa e desenvolvimento de insumos para o setor. O polo que será constituído por empresas, universidades, instituições de pesquisa e órgãos governamentais, claramente demonstra os benefícios que a proximidade geográfica e a sinergia no trabalho trazem para o desenvolvimento de tecnologia e para o fornecimento de insumos ao mercado de satélites.

A indústria eletroeletrônica gaúcha está voltada para componentes aeronáuticos. A AEL, empresa líder do polo espacial gaúcho, já atua no segmento aeronáutico como fornecedora da Embraer. Nesse sentido, a AEL irá agregar a expertise da Elbit, que possui reconhecimento internacional na área de produtos tecnológicos voltados para defesa, à cooperação técnica internacional — com a Rússia na parte de satélites, com a Ucrânia em lançadores e com a empresa alemã Grob Aircraft AG na área de controle de satélites. Ou seja, através de sua subsidiária, a Elbit irá compartilhar conhecimento técnico na área de desenvolvimento espacial.

O início do projeto se deu através da entrada da AEL na segunda etapa do edital Inova Aerodefesa, da Agência Brasileira da Inovação (FINEP, 2013). A empresa gaúcha apresentou o projeto piloto de um microssatélite, no valor de R$ 43 milhões, se classificando ao lado de outras 69 empresas de todo o país. Para ampliar o potencial do projeto, que ainda passará por mais duas etapas de avaliação pela FINEP, a empresa se aproximou de instituições de ensino superior e outras empresas que irão compor o polo de produção do satélite.

Nesse contexto, a Rede Espacial gaúcha — um grupo permanente coordenado pelo governo estadual, que integra a indústria, a academia e as demandas do governo federal —, deve se reunir a cada 15 dias para discutir as demandas reais com todos os atores da iniciativa. Atualmente, os atores que compõem o polo são os seguintes:

I) Universidades:

  • UFRGS, responsável pelo  processamento de bordo e análise de radiação,
  • UFSM, a quem compete a estrutura de operação no solo,
  • Unisinos, que fica encarregada dos sensores, da parte de microeletrônica e do propulsor (que pode levar ao controle de órbita do MMM-3),
  • PUCRS, cujas responsabilidades recaem sob as antenas, o transpônder digital e possível operação no solo;

II) Empresas:

  • AEL: chassis do satélite, defesa eletrônica, componentes espaciais e interface de comunicação,
  • Digicom: fabricação de dispositivos mecânicos e suprimento de energia,
  • GetNet: serviços de comunicação,
  • TSM: desenvolvimento, qualificação e produção de antenas.

A maquete do satélite a ser produzido no polo espacial gaúcho, cuja característica mais relevante é a produção totalmente nacional de seus componentes, foi apresentada em outubro de 2013. O MMM-1 será o primeiro microssatélite brasileiro para aplicações militares. Ele pesa menos de 10 kg, tem cerca de 30 cm de altura, e poderá ser usado para fins de comunicação e monitoramento (sensoriamento remoto), entre outras missões. Assim, inicia-se uma nova fase da busca brasileira por aquisições de capacidades espaciais, já que o Brasil, hoje, não produz satélites. Assim, fica vulnerável à dependência de outros países para suprir a demanda nacional por esse tipo de tecnologia. O MMM-1 não terá controle de órbita, ou seja não terá guiagem que lhe permita corrigir sua trajetória e orientação correta em relação à Terra. Por isso, o tempo máximo que deve ficar em órbita é cerca de dois anos, já que ficará vulnerável à ação da gravidade e à pressão solar. Apesar disso, a experiência com o satélite permitirá ao Brasil reter conhecimento no que tange ao ambiente espacial, e o leva investir na utilização de novos materiais capazes de funcionar em temperaturas diversas, por exemplo. Através do conhecimento reunido a partir do lançamento do MMM-1, devem ser projetados o MMM-2 e o MMM-3, esse último com controle de órbita e perspectiva de competir no mercado internacional. A produção do MMM-1 abre também novas possibilidades. Segundo o vice-presidente de Operações da AEL, Vitor Neves, a empresa terá “capacidade de produzir aviônicos e desenvolver sistemas de defesa inéditos no Brasil, caso dos sistemas de guerra eletrônica, veículos aéreos não-tripulados, tecnologia eletro-óptica, além de sistemas de guiagem de armamento e sistemas espaciais” (APRESENTADA, 2013).

A princípio, o MMM-1 será lançado do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) no Maranhão em dezembro de 2015. Após dez anos da tragédiaii que marcou a história do programa espacial brasileiro e acabou retardando o desenvolvimento do mesmo, Alcântara volta a estar no cerne da busca brasileira pela aquisição de capacidades espaciais, já que sua reconstrução está perto de ser concluída. A base de Alcântara destaca-se, especialmente, por sua privilegiada posição geográfica, derivada da sua proximidade com a linha do Equador. Justamente por isso, o CLA é o único concorrente do Centro Espacial de Kourou situada na Guiana Francesa. Assim, a base brasileira configura-se como uma das mais privilegiadas do mundo. Em 2010, um foguete de médio porte foi lançado ao espaço do CLA, a operação foi considerada um sucesso. O VSB-30 realizou experimentos científicos no ambiente de microgravidade e trouxe de volta a sua carga com segurança para a base de Alcântara.

Com o corrente processo de reconstrução do CLA, combinado com a maior preocupação do Brasil em se inserir no setor aeroespacial, o país reforça a busca por autonomia através do desenvolvimento de capacidades tecnológicas para o setor. Assim, o governo federal busca maximizar os ganhos potenciais da parceria com centros de pesquisa e com a iniciativa privada, impulsionando a sinergia para o fortalecimento nacional frente aos desafios globais. De certa forma, o desenvolvimento do setor aeroespacial no Brasil, embora ainda esteja no seu estágio inicial e com muitos desafios a serem superados, pode ser entendido como um importante passo para a consolidação de um complexo acadêmico-industrial-militar no país. Como exemplo, apresenta-se o Polo Espacial Gaúcho que é vertebrado nessa lógica de simbiose ativa entre o governo, as universidades e a iniciativa privada. Além disso, esse tecnopolo reflete a importância do país promover um aproveitamento efetivo e interligado das suas regiões, conectando diferentes cadeias produtivas, como nesse caso entre o Rio Grande do Sul e o Maranhão.

Tais fatores se mostram como decisivos para a inserção do Brasil na era da digitalização, a qual é marcada por uma transição tecnológica da matriz produtiva de petróleo/aço para carbono/alumínio (MARTINS, 2013). Além disso, visando à garantia da autonomia brasileira no que concerne tecnologia, comunicações e redes, as recentes ameaças advindas dos casos de espionagem estadunidense e canadense reforçam a necessidade de o Brasil acelerar o processo de modernização em curso. Afora a imprescindibilidade de proteger o seu território e garantir a soberania sobre o Pré-sal, é imperativo que o Brasil busque disseminar o desenvolvimento dessas capacidades no âmbito regional. O projeto de construção da rede de fibra óptica sul-americana impulsionaria o desenvolvimento da região, combinado com a afirmação da soberania e da autonomia da América do Sul frente a potências extrarregionais (e.g. UNASUR…, 2013). É fundamental que o Brasil atue como principal provedor da integração produtiva e acadêmica, visto que possui os meios de pagamento e a disposição política para tal. Em termos regionais, esse processo se tornaria mais positivo à medida em que diminui os custos e aumenta os ganhos de escala, pois se estabeleceria o aproveitamento da conexão entre as diferentes cadeias produtivas da região (OLIVEIRA, 2012). Com isso, o Brasil fortaleceria a sua liderança regional, ao mesmo tempo em que diminuiria as assimetrias entre os países sul-americanos.

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Notas:

i Economias de aglomeração são uma etapa do processo de industrialização em que ocorre a concentração espacial da alocação de companhias produtivas ou de atividades econômicas em uma região geograficamente delimitada (PENA, [S.d], online). Nesse caso, também pode ter a característica de um cluster industrial, que é uma concentração de empresas em locais específicos que mantem entre si um poder considerável de inovação tecnológica e operacional. Isso decorre do fato de competirem e cooperarem simultaneamente nesse espaço geográfico delimitado. O cluster também agrega órgãos do Governo para suporte, educação e treinamento, em outros termos, estabelecem-se janelas de oportunidade para coordenação e aperfeiçoamento mútuo em setores de interesse comum.

ii No dia 22 de agosto de 2003, o VLS-1 V03 (Veículo Lançador de Satélites) brasileiro explodiu por volta das 13h30 na base de Alcântara, três dias antes do seu lançamento, matando 21 cientistas. As causas do acidente nunca foram plenamente esclarecidas, apesar disso convenciona-se afirmar que tratou-se de um acidente, em que pese as suspeitas de sabotagem.

Referências:

APRESENTADA maquete do satélite do Polo Espacial Gaúcho. Zero Hora, Porto Alegre, Planeta Ciência, 04 de outubro de 2013. Disponível em: <http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/geral/planeta-ciencia/noticia/2013/10/apresentada-maquete-do-satelite-do-polo-espacial-gaucho-4290496.html&gt;. Acesso em: 01 nov 2013.

BRASIL. Ministério da Defesa. Estratégia Nacional de Defesa. Decreto nº 6.703, de 18 de dezembro de 2008. Brasília, 2008.

BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. Decreto nº 7.970, de 28 de março de 2013. Regulamenta dispositivos da Lei nº 12.598, de 22 de março de 2012, que estabelece normas especiais para as compras, as contratações e o desenvolvimento de produtos e sistemas de defesa e dá outras providências. Brasília, 2013.

FINEP. Edital de seleção pública conjunta FINEP/BNDES/MD/AEB de apoio à inovação tecnológica nos setores aeroespacial, defesa e segurança — Inova Aerodefesa. Brasília, abril de 2013.

IISS (International Institute of Strategic Studies). The Military Balance 2013: the annual assessment of global military capabilities and defence economies. 2. rev. ed. London: Routledge, 2013. (The Military Balance Series).

MARTINS, José Miguel Quedi (Org.). Relações internacionais contemporâneas 2012/2: estudos de caso em política externa e de segurança. Porto Alegre: Instituto Sul-Americano de Política e Estratégia, 2013.

OLIVEIRA, Lucas Kerr de. A energia como recurso de poder na política internacional: o papel do centro de decisão energética frente à geopolítica do petróleo e os desafios da transição energética. 2013. Tese (Doutorado em Ciências Políticas) – UFRGS, 2012.

PENA, Rodolfo Alves. Economias de Aglomeração. Brasil Escola, [S.l.], [S.d.]. Disponível em: <http://www.brasilescola.com/geografia/economias-aglomeracao.htm>. Acesso: 18 nov 2013.

UNASUR desarrolla un mega-anillo de fibra óptica que pondrá fin a la dependencia Internet con EEUU. APCS, [S.l.], 14 de janeiro de 2013. Disponível em: <http://www.apc-suramerica.net/?post_type=post&p=6055>. Acesso: 01 nov 2013.

Começa a edição 2013 do Seminário Brasileiro em Estudos Estratégicos Internacionais (SEBREEI)


Começa hoje a edição de 2013 do Seminário Brasileiro em Estudos Estratégicos Internacionais (SEBREEI)

 

SEBREEI 2013

 

Seminário Brasileiro em Estudos Estratégicos Internacionais

O Atlântico Sul como Eixo da Inserção Internacional do Brasil.

 

Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil 21, 22 e 23 de maio de 2013

 

O Seminário Brasileiro em Estudos Estratégicos Internacionais (SEBREEI) é uma iniciativa do Programa de Pós-Graduação em Estudos Estratégicos Internacionais (PPGEEI) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O evento contará com palestras de professores, pesquisadores e funcionários públicos, brasileiros e estrangeiros, especializados no tema O Atlântico Sul como Eixo da Inserção Internacional do Brasil, e com sessões de apresentação de trabalhos e pesquisas (Grupos de Trabalho e Fórum da Graduação). O público alvo do evento é composto por estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, gestores públicos e empresários com atuação vinculada ao tema.

O objetivo central do seminário é caracterizar-se como um ambiente de debate e cooperação acadêmica entre professores, pesquisadores e alunos de diversas instituições e regiões do país, buscando promover maior qualificação e divulgação das pesquisas e da produção científica nas áreas de Estudos Estratégicos e Relações Internacionais. Além disso, o SEBREEI representa o esforço do PPGEEI, com o apoio da Assessoria de Cooperação e Relações Internacionais do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, de incrementar a interação entre a academia, o governo, a burocracia estatal e o setor empresarial nas áreas mencionadas.

O evento será composto de mesas redondas, painéis, Grupos de Trabalho e Fórum da Graduação. Os debates terão como foco principal o tema O Atlântico Sul como Eixo da Inserção Internacional do Brasil e serão divididos em três linhas de pesquisa, quais sejam:

Política Externa e Integração Regional;
Economia Política Internacional;
Tecnologia, Estado e Segurança Internacional.

Pesquisadores, pós-graduandos e graduandos que possuam interesse em apresentar suas pesquisas poderão submeter propostas de trabalho para as seguintes sessões de trabalho:

Grupos de Trabalho (pós-graduandos e pesquisadores)

GT 1 – Política Externa e Integração Regional
GT 2 – Economia Política Internacional
GT 3 – Tecnologia, Estado e Segurança Internacional

Fórum da Graduação (graduandos)

FG 1 – Política Externa e Integração Regional
FG 2 – Economia Política Internacional
FG 3 – Tecnologia, Estado e Segurança Internacional

O prazo para o envio de propostas de trabalho é de 15 de novembro de 2012 a 28 de fevereiro de 2013, conforme edital. Em breve divulgaremos a programação completa do evento. Para maiores informações entre em contato.

 

 

Como Chegar

 

A) Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Campus Centro

Faculdade de Ciências Econômicas
Av. João Pessoa, 52


B) Hotel Embaixador

Rua Jerônimo Coelho, 354

 
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Mujica e o governador do Rio Grande discutem o desenvolvimento da UTEC


Mujica e Tarso

Mujica y gobernador de Río Grande coinciden en desarrollo de UTEC

20 de fevereiro de 2013 – La república

El gobernador de Río Grande del Sur, Tarso Genro, aseguró al Presidente José Mujica, que respaldará el proyecto de la Universidad Técnica en el interior (UTEC) a través de “acciones” concretas desde la Universidad Estadual de Río Grande y la Red Escuela de Gobierno.

Mujica recibió este martes en su despacho de Torre Ejecutiva al gobernador de Río Grande del Sur, Tarso Genro.

En la reunión, Mujica propuso que la agenda bilateral incorpore el desarrollo de la UTEC. Genro señaló las “coincidencias” entre ambos mandatarios en materia educativa y respaldará el proyecto. (mais…)

RS estreita relações comerciais e culturais com Cuba


RS estreita relações comerciais e culturais com Cuba

31 de outubro de 2012 – Carta Maior/Marco Aurélio Weissheimer

A bandeira de Cuba já não assusta ninguém no Rio Grande do Sul. Pelo menos não aqueles setores responsáveis pelo desenvolvimento do Estado, pela geração de emprego e renda. Uma missão político-empresarial articulada pelo governo gaúcho desembarca nesta quinta-feira (1º) em Havana, com uma extensa agenda de acordos de cooperação e negócios. “Houve overbooking de empresários querendo viajar a Cuba”, brincou Marcelo de Carvalho Lopes, diretor-presidente do Badesul Desenvolvimento – Agência de Fomento RS, ao comentar, durante entrevista coletiva no palácio Piratini, o grande interesse, por parte do empresariado gaúcho, em participar da missão a Cuba. Dos 56 integrantes da comitiva, 35 são empresários de diferentes setores da economia do Estado, principalmente dos de máquinas e implementos agrícolas e alimentação.

“A visão que orienta nossa política de desenvolvimento econômico e social está baseada numa conexão entre o local, o regional e o global”, disse o governador do Estado, Tarso Genro, ao falar sobre o objetivo da missão. “Cito um exemplo concreto disso. Neste momento, nós temos algumas dificuldades importantes para acelerar nossas exportações de máquinas agrícolas para a Argentina. De outra parte, o governo cubano inicia uma distribuição de 100 mil pequenas propriedades, dentro de um plano de desenvolvimento da agricultura familiar cubana que não tem o maquinário e os insumos necessários para responder a essa nova necessidade da economia. Então, temos trabalhado, desde o início do nosso governo um conjunto de relações que tem atraído investimentos para o Rio Grande do Sul”. (mais…)

Petrobras e UFRGS inauguram novas instalações do Laboratório de Metalurgia Física (LAMEF) no Rio Grande do Sul


Petrobras e UFRGS inauguram novas instalações do Laboratório de Metalurgia Física (LAMEF) no Rio Grande do Sul


Fator Brasil – 24/11/2011

A Petrobras e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) inauguraram no dia 23 de novembro (quarta-feira), as novas instalações do Laboratório de Metalurgia Física (LAMEF), em Porto Alegre (RS). Envolvendo a reestruturação do Laboratório de Risers Flexíveis, a ampliação do espaço resulta de investimento de R$ 2,3 milhões da Petrobras, por meio da Rede Temática de Estruturas Submarinas, e da Agência Nacional de Petróleo (ANP).

Durante o evento, o gerente geral de Pesquisa e Desenvolvimento em Engenharia de Produção do Centro de Pesquisas (Cenpes) da Petrobras, Ricardo Beltrão, salientou que os investimentos na Universidade são um exemplo de bom uso dos recursos do petróleo. Para ele, tal parceria é essencial na solução de desafios da Companhia. “Temos que prover tecnologia para suportar o aumento de produção que teremos até 2020, quando chegaremos a 6 milhões de barris diários. Precisaremos de instituições com a excelência da UFRGS nesse novo ciclo”, comentou.

No laboratório, são realizados ensaios mecânicos em componentes de grande porte ocupados na exploração de petróleo. Os testes avaliam a fadiga das tubulações que ligam as plataformas de exploração aos poços de petróleo, em condições que simulam as encontradas quando estão submersos. Entre os principais ensaios realizados em parceria com a Petrobras estão os de fadiga em dutos flexíveis (utilizados para interligar o poço produtor e a plataforma de produção) e seus acessórios e os de corrosão em meios agressivos, mas o laboratório também é capaz de realizar testes com dutos rígidos e amarras para unidades flutuantes de produção. (mais…)

BRDE participa de seminário sobre a gigantesca cadeia produtiva do pré-sal


BRDE participa de seminário sobre a gigantesca cadeia produtiva do pré-sal

BRDE Notícias – 21/11/2011

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) participou nesta segunda-feira (21), do seminário O Pré-Sal: mobilização da cadeia de fornecedores, organizado pelo Grupo RIC Santa Catarina e com o apoio do Banco, na Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC). O assunto principal na pauta do encontro entre autoridades políticas do estado, empresários e pesquisadores do petróleo, foi como Santa Catarina pode se beneficiar com a gigantesca cadeia produtiva gerada pela exploração do petróleo, especialmente na camada pré-sal. Para todos os que estavam presentes ficou claro que o estado tem potencial para participar do desenvolvimento econômico trazido pelo pré-sal.

O seminário foi iniciado pelo discurso do Vice-Presidente Executivo do Grupo RIC Santa Catarina, Marcelo Corrêa Petrelli, seguido pelo Presidente da FIESC, Glauco José Corte, e pelo Secretário Executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Pereira Zimmermann. De acordo com Zimmermann, o plano de negócios da Petrobrás, entre investimento em estrutura e qualificação de mão de obra, chega a US$220 bilhões de dólares (cerca de R$390 bilhões de reais) nos próximos cinco anos.

“Santa Catarina ainda tem participação pequena na exploração do pré-sal, mas pode contribuir muito pelo modelo de indústria e universidade que tem. Temos certeza que o estado conseguirá desenvolver sua indústria voltada para o pré-sal”, concluiu o Secretário. O Diretor Financeiro e de Relações da Petrobrás, Almir Guilherme Barbassa, demonstrou, em números, as reais possibilidades dos empresários catarinenses com a exploração da camada do pré-sal. De acordo com Barbassa, a Petrobrás irá instalar mais 35 plataformas de exploração, de 2015 a 2020. Para a construção de cada uma delas é necessário equipamentos e materiais, além da grande demanda de trabalhadores. (mais…)