satélites

Índia lança 20 satélites em missão única


Nesta quarta-feira (22/06), a Índia lançou 20 satélites em órbita em uma única missão, batendo um recorde do programa espacial do país e se tornando o terceiro maior lançamento de satélites da história, atrás de Rússia (33) e EUA (29). 17 satélites eram estrangeiros, incluindo da Indonésia, EUA, Canadá e Alemanha. O lançamento ocorreu no centro espacial de Sriharikota, na costa leste indiana.

Foto: Xinhua / Getty Images via Fortune.

Turquia e Ucrânia compartilharão tecnologia para construir satélites


A Turquia e a Ucrânia concordaram em compartilhar tecnologia para desenvolver e construir satélites, afirmaram militares turcos. A empresa estatal turca Havelsan e a companhia ucraniana Ukroboronprom assinaram um memorando de entendimento para o desenvolvimento conjunto de satélites. O documento também prevê cooperação na indústria aeroespacial no futuro.

Foto: Adem Altan /AFP / Getty Images

No Brasil é instalada antena para controlar Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas


A antena que fará o controle remoto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGCD) foi instalada com sucesso em Brasília na última semana (15/01). Satélite deve ser lançado em 2017 e é fruto de parceria entre os ministérios da Defesa (MD), das Comunicações (MC) e da Ciência e Tecnologia (MCTI), envolvendo investimentos da ordem de R$ 1,7 bilhão. Outra antena deve ser instalada no Rio de Janeiro.

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Foto: MD

Turquia desenvolverá satélite nacional


A Turquia anunciou que desenvolverá seu primeiro satélite construído nacionalmente. Programa prevê o primeiro lançamento em 2019 e uma frota de 10 satélites até 2023. Cada unidade tem o custo estimado em US$ 185 milhões, US$ 40 milhões maior que a média dos satélites comprados de outros países. Ancara busca o apoio de estrangeiros para desenvolver o satélite, que segundo oficiais turcos, tem como maiores obstáculos o software, o design e a plataforma.

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Foto: Stringer AFP / Getty Images.

EUA realiza primeiro pouso vertical de foguetes


Nesta terça-feira (22/12), a SpaceX, empresa dos Estados Unidos, realizou com sucesso o pouso vertical de um foguete lançador de satélites na Flórida. O feito, primeiro da história, deve permitir a diminuição de custos de lançamento de satélites com a reutilização de foguetes.

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Foto: EPA / SpaceX.

Arábia Saudita e França negociam navios e satélites


A França e a Arábia Saudita anunciaram semana passada (14/10) que iniciaram conversas sobre a compra de navios e satélites de comunicação e espionagem franceses, além da instalação de um centro de pesquisa naval. Os dois países também devem cooperar na área de energia nuclear.

Foto: Kenzo Tribouillard /AFP.

China lança 20º satélite de navegação Beidou


Nesta quarta-feira (30/09), a China colocou em órbita seu 20º satélite do Sistema de Navegação por Satélite Beidou (BDS, em inglês) e constitui mais um passo para oferecer uma alternativa ao sistema GPS, operado pelos Estados Unidos. O país planeja ampliar em 2018 os serviços do Beidou para a maior parte dos países da iniciativa chinesa do Cinturão e a Rota (Belt and Road) e oferecer uma cobertura global em 2020.

Foto: Xinhua / Li Xiang.

Capacidades espaciais garantem à França independência na política externa


O desenvolvimento de capacidades espaciais garantem ao governo francês uma fonte própria de informação e, consequentemente, a autonomia de sua política externa. Além de poder negociar informações com aliados, a França pode fazer uma apreciação sobre conflitos regionais, como a guerra civil ucraniana, a partir de suas próprias fontes. Além disso, o sistema de georreferenciamento francês pode ajudar na orientação de operações no solo e guiar mísseis.

O satélite francês da classe Helios. Imagem: Astrium / EADS

O satélite francês da classe Helios.
Imagem: Astrium / EADS

Rússia e China criam espaço comum de navegação por satélite


Rússia e China pretendem criar uma área comum de navegação por satélite através de parceria entre o Glonass russo e o Beidou chinês. Será criada uma empresa conjunta que, ao integrar as duas tecnologias, desenvolverá um novo sistema de navegação operacional em todo o planeta.

Foto: RIA Novosti/Sergey Pyatakov

Foto: RIA Novosti/Sergey Pyatakov

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China cria nova Força Espacial


A China criou uma quinta arma do Exército de Libertação Popular (as forças armadas do país) devotada exclusivamente a operações no espaço.

Foto: Xinhua.

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Argentina vai lançar seu primeiro satélite geoestacionário de fabricação própria


A Argentina lançará em outubro, a partir da Guiana Francesa, seu primeiro satélite geoestacionário de fabricação própria para serviços de telecomunicações, informou o governo do país. Trata-se do primeiro de uma série de três que o país planeja construir.

Foto: Cristina Kirchner / Twitter.

Foto: Cristina Kirchner / Twitter.

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Primeiro satélite do Polo Espacial Gaúcho é lançado e está 100% operacional


O Polo Espacial Gaúcho colocou no espaço o primeiro nanossatélite produzido no RS, o NanosatC-BR1. O artefato, que foi desenvolvido pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) em parceria com o Inpe, foi lançado com sucesso na última quinta-feira (19/06), na base espacial em Yasny, na Rússia, e está 100% operacional.

Foto: Divulgação.

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Glonass volta a funcionar após falha no sistema


O sistema de navegação e posicionamento global da Rússia, GLONASS, foi restaurado e voltou a funcionar normalmente após sofrer falhas técnicas e ficar inativo por duas semanas.

Foto: RIA Novosti / Vladimir Baranov.

Foto: RIA Novosti / Vladimir Baranov.

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Índia põe em órbita satélite de navegação similar aos do GPS


A Índia lançou para o espaço com sucesso o satélite de navegação IRNSS-1B, o segundo de sete satélites que devem compor um sistema de posicionamento global alternativo ao GPS, dos EUA.

Foto: AFP / ISRO.

Foto: AFP / ISRO.

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Busca por avião desaparecido gera cooperação no Mar do Sul da China


Os esforços na realização de operações de busca e salvamento pelo avião desaparecido da Malaysian Airlines mostram um raro sinal de boa vontade e cooperação no Mar do Sul da China.

Mapa: CNN.

Mapa: CNN.

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China envolve 10 satélites em busca de avião desaparecido


A China está utilizando 10 satélites em operações de busca para encontrar o avião malaio Boeing 777-200 que desapareceu em voo entre Kuala Lumpur, capital da Malásia, e Pequim. O objetivo é a realização de imagens de alta resolução das áreas onde ocorrem as buscas.

Foto: EPA / NASA / SW / SR.

Foto: EPA / NASA / SW / SR.

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Rússia planeja lançar novo satélite Glonass em março


Ministério da Defesa da Rússia anunciou planos para lançar em órbita mais um satélite de navegação e posicionamento global Glonass-M no dia 24 de março.

Foto: RIA Novosti / Vladimir Baranov.

Foto: RIA Novosti / Vladimir Baranov.

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De mísseis a radares: conheça a empresa Omnisys


Empresa Omnisys, fundada em 1997 com sede em São Bernardo do Campo e hoje subsidiária do Grupo Thales, da França, investe 20% de sua receita em P&D para desenvolver componentes de armamentos, satélites e radares no Brasil.

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De mísseis a radares

Revista Pesquisa Fapesp – Ed. 212, Out 2013 – por Yuri Vasconcellos

Se tudo correr como planejado, a Marinha do Brasil deverá lançar o primeiro protótipo de seu Míssil Antinavio Nacional de Superfície, conhecido no meio pela sigla MAN-SUP, em 2017. Esse armamento é considerado crucial para uma força naval moderna e bem equipada, ao lado de porta-aviões e submarinos para ações de defesa. Poucos países no mundo dominam a tecnologia para fabricá-lo. Os contratos de desenvolvimento do míssil brasileiro foram assinados no final de 2011 entre a Marinha e empresas brasileiras de alta tecnologia. A Omnisys, com sede em São Bernardo do Campo, na Região Metropolitana de São Paulo, foi selecionada para fornecer o autodiretor ou seeker, um radar embarcado no míssil responsável por fazer com que ele atinja o alvo com precisão. “Estamos orgulhosos de fazer parte de um programa tão importante para o país. Desenvolver esse equipamento para o primeiro míssil do gênero feito no Brasil é um trabalho de grande complexidade e um dos mais relevantes na carteira atual de projetos da Omnisys”, afirma Lionel Collot, 46 anos, diretor da área de engenharia da empresa.

Formado em engenharia aeronáutica pela École Nationale Supérieure de L’Aéronautique et de L’Espace, em Toulouse, na França, e com passagens pela fabricante de aviões Airbus e Direction Générale de l’Armement (DGA) do Ministério da Defesa francês, Collot comanda há dois anos a equipe de 70 técnicos e engenheiros responsáveis pelas inovações que saem dos laboratórios da Omnisys. A empresa foi fundada em 1997 por três engenheiros eletrônicos, Luiz Henriques, Jorge Ohashi e Edgard Menezes, que trabalharam por alguns anos na Elebra, uma das maiores companhias brasileiras de eletrônica na década de 1980. No início, a Omnisys atuava como prestadora de serviços com foco em sistemas para aplicações aeronáuticas, navais e meteorológicas. Em 2001 mudou sua natureza social e passou a agregar as atividades industriais de fabricação mecânica e eletrônica. A partir daí, seu crescimento foi ascendente. O faturamento saltou de R$ 700 mil em 2001 para R$ 23 milhões quatro anos depois, atingiu quase R$ 80 milhões em 2012 e deve crescer 30% no próximo ano.

Em 2006, o controle da empresa passou para as mãos da multinacional francesa Thales, uma das líderes mundiais em tecnologia nos mercados de defesa, segurança, aeroespacial e de transportes. Presente em 56 países, a Thales (antiga Thomson-CSF) conta com 67 mil colaboradores, um terço deles engenheiros e pesquisadores, e destina cerca de 20% de seu faturamento a pesquisa e desenvolvimento (P&D) – percentual replicado por todas as empresas do grupo, inclusive a Omnisys. Em 2012, a receita do grupo atingiu € 14,2 bilhões (R$ 42,6 bilhões) e os recursos destinados a P&D somaram € 2,5 bilhões (R$ 7 bilhões). O Brasil é o epicentro da estrutura latino-americana da multinacional e, em breve, deverá concentrar mais de 50% dos negócios no continente. “O primeiro contato entre a Thales e a Omnisys ocorreu em 2001, quando o grupo buscou um parceiro brasileiro para instalar radares de tráfego aéreo no país. Depois, também em 2006, as duas empresas lançaram um programa comum para desenvolver uma nova família de radares de controle de tráfego aéreo de longo alcance e estabelecer no Brasil toda a infraestrutura industrial necessária para fabricação desses radares tanto para o mercado brasileiro quanto para o mercado mundial.

“Essa decisão foi tomada em reconhecimento à capacitação técnica e liderança da Omnisys nos setores de micro-ondas, eletrônica, defesa e radar. A partir daí, a parceria se fortaleceu até que a empresa acabou virando um braço da Thales no Brasil”, conta Collot. Desde então, os franceses investiram por volta de € 120 milhões (R$ 360 milhões) na transferência de tecnologia para que os engenheiros brasileiros da Omnisys pudessem absorvê-la fabricar, integrar e testar seus radares em São Bernardo do Campo.

Funcionário da Thales desde 1999, Lionel Collot trabalhou 10 anos no desenvolvimento de equipamentos para aviação na sede francesa do grupo, localizada na cidade de Vendôme, antes de ser enviado ao Brasil para comandar o setor de engenharia da empresa. Nesse período participou de vários projetos, entre eles o que envolvia o fornecimento de sistemas para os jatos da brasileira Embraer. Em um português com leve sotaque, ele explica que a área de pesquisa e desenvolvimento da Omnisys é dividida em três setores: eletrônica e software, micro-ondas e analógicos, responsável por projetos de radares, e escritório de design, que cuida do layout, e da documentação das inovações. “Nestes três setores, temos seis linhas principais de produtos em desenvolvimento. Além do autodiretor do MAN-SUP, projetamos e construímos radares de rastreio, de tráfego aéreo, sonares para submarinos, equipamentos para a Marinha e componentes para satélites. Cada um deles tem um engenheiro de sistema responsável pela coordenação do projeto.”

Os engenheiros Thiago Kaneshiro e Sergio Forcellini fazem parte da equipe de 25 pesquisadores que projeta o autodiretor para o míssil da Marinha brasileira. Kaneshiro, 30 anos, entrou na empresa em 2005 como estagiário, quando ainda cursava engenharia elétrica na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). “Meu primeiro projeto na Omnisys foi o desenvolvimento de uma estação de telemedidas para o Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão. Fiquei nele até 2007, quando já havia sido contratado. Depois participei da equipe responsável por um componente do Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres, o Cbers – no caso, a antena do transmissor em banda X que envia para as estações em terra as imagens captadas pelo satélite. Além da antena do transmissor, a participação da Omnisys no projeto do Cbers envolveu também o projeto e a construção de um subsistema de coleta de dados, um subsistema de transmissão de imagens e um computador de bordo para manuseio de dados. Os contratos para fornecimento desses componentes, que serão encerrados neste ano, totalizam R$ 53 milhões.

O engenheiro de telecomunicações Sergio Forcellini, 52 anos, um dos pesquisadores do setor de micro-ondas e analógicos da Omnisys, trabalha no desenvolvimento do receptor do seeker. Essa peça é responsável por receber e amplificar os sinais emitidos pelo transmissor do radar e refletidos no alvo – no caso, o navio a ser abatido. “Antes desse projeto, trabalhei em um discriminador de frequência digital, aparelho capaz de identificar a frequência dos sinais dos radares existentes em torno de um navio. A partir da leitura desses sinais o equipamento identifica se um navio é amigo ou inimigo”, diz Forcellini. Com mestrado e doutorado em sistemas eletrônicos pela Escola Politécnica da USP, o pesquisador começou sua carreira na companhia de telecomunicações NEC do Brasil.

Outra importante área de atuação da Omnisys é o desenvolvimento de radares meteorológicos, de controle de tráfego aéreo e de rastreio – esses últimos são usados para identificar a trajetória de foguetes, mísseis e aeronaves. “No momento, estamos fazendo a renovação do sistema de comando e de telemetria de 24 radares de rastreio para clientes no Brasil, na França e na Guiana Francesa”, diz Collot. Aqui no país fazem parte do pacote dois radares do Centro de Lançamento de Alcântara e outros dois do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, no Rio Grande do Norte. Na Guiana Francesa estão sendo modernizadas duas unidades do Centro Espacial de Kourou, usado para lançamento dos foguetes franceses Ariane, e na França a Omnisys está renovando 18 equipamentos instalados pelo Ministério da Defesa na costa Sul e Oeste do país para acompanhar lançamentos de mísseis e foguetes.

O líder do trabalho de modernização desses radares é o engenheiro eletricista Gustavo Sukadolnik, 33 anos, gerente de engenharia de sistemas. “Comecei a trabalhar na Omnisys em 2008 refazendo o software embarcado e a placa de controle dos radares de rastreio que ela desenvolvia. Fomos indicados para renovar os equipamentos da Guiana e da França pela competência que adquirimos ao longo dos anos. Nunca chegamos a fabricar um radar de rastreio do zero, mas temos esta capacidade, porque sabemos desenvolver todos os seus subsistemas”, diz Sukadolnik. O pesquisador, que viajou 25 vezes à França nos últimos cinco anos para acompanhar o trabalho de renovação dos radares, também coordena a equipe dedicada ao projeto do seeker. Esse radar, ele explica, começa a funcionar somente depois do lançamento do míssil, na fase final de aproximação do alvo. “Se o navio se deslocar, a função do seeker é ajustar a rota do míssil para que ele acerte o alvo.”

Intensidades meteorológicas

A experiência da Omnisys na fabricação de radares vem desde 2005, quando ela se torna a primeira empresa do Brasil e da América Latina a desenvolver um radar meteorológico do tipo Doppler que opera na chamada banda S, com raio de alcance de até 400 quilômetros. O projeto recebeu três financiamentos do programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe) da FAPESP e um do Programa de Apoio à Pesquisa em Empresas (Pappe-Pipe), um convênio entre a Fundação e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). A diferença entre um radar Doppler e um convencional é que o primeiro é capaz de determinar a intensidade dos fenômenos meteorológicos. Ele consegue medir a velocidade e a direção das nuvens e das chuvas – ao passo que um convencional determina apenas o volume de precipitação em determinada localidade e tem alcance médio limitado a 100 quilômetros (ver Pesquisa FAPESP nº 117).

O engenheiro eletricista Carlos Mitikami, 36 anos, coordenador do setor de micro-ondas e analógicos da Omnisys foi um dos quatro pesquisadores responsáveis pelo projeto do radar Doppler. “Minha primeira função na companhia foi fazer pequenos módulos do radar de trajetografia do centro de Alcântara, que é um equipamento para acompanhar o lançamento do foguete e verificar se ele está na trajetória programada. Quando finalizamos o projeto, passei a trabalhar no desenvolvimento do receptor do radar Doppler”, diz Mitikami. “Precisamos nos manter constantemente atualizados porque desenvolvemos produtos que são feitos por poucas empresas no mundo.” Antes de trabalhar na Omnisys, ele atuou na Ericsson, em São José dos Campos (SP).

A Omnisys também obteve aprovação de vários projetos pela Finep. Em 2006 projetou e construiu com efetiva transferência de tecnologia da Thales uma nova geração de radares de controle de tráfego aéreo civil e militar. Desde então fabricou 30 unidades do equipamento, que foram vendidas para o governo brasileiro e exportadas para América Latina, Europa e Ásia – no total, a Omnisys já comercializou seus produtos para clientes em nove países, entre eles México, Argentina, Paquistão e França. O mais recente campo de atuação da Omnisys é o desenvolvimento de sonares. “Estamos criando o primeiro centro de excelência de acústica submarina no Brasil. Para isso, traremos funcionários da França que vão montar a equipe e dar treinamento”, afirma Lionel Collot. Segundo ele, foi criado neste ano um programa internacional chamado Cifre-Brasil envolvendo o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e seu correlato francês – a Agence National pour la Recherche Technologique (ANRT) – visando à formação de doutores nesta área. “Dois pesquisadores brasileiros serão enviados para fazer doutorado na França em 2014. Quando estiverem por lá, terão contato com a Thales e ao retornarem ao Brasil irão trabalhar na Omnisys”, afirma o diretor de engenharia da empresa. Para capacitar seus funcionários, a Thales mantém cinco centros de pesquisa e tecnologia espalhados pelo mundo, em Cingapura, França, Canadá, Reino Unido e Holanda, além de um centro de treinamento, a Thales Université, nos arredores de Paris. A empresa possui em seu portfólio mais de 5 mil produtos e 13 mil patentes – 350 delas obtidas em 2012.

Projetos

1. Transmissor banda S para integrar sistema de radar meteorológico Doppler (02/07909-0); Modalidade: Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe); Coord.: Jean Claude Lamarche – Omnisys; Investimento: R$ 167.228,00 (FAPESP).
2. Conjunto de antena banda S para integrar sistema radar meteorológico Doppler (02/07910-8); Modalidade: Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe); Coord.: Luiz Manoel Dias Henriques – Omnisys; Investimento: R$ 286.804,60 (FAPESP).
3. Receptor banda S para integrar sistema radar meteorológico Doppler (02/07911-4); Modalidade: Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe); Coord.: Jorge Hidemi Ohashi – Omnisys; Investimento: R$ 250.092,40 (FAPESP).
4. Conjunto antena banda S para integrar sistema radar meteorológico Doppler (04/13928-2); Modalidade: Pappe-Pipe – Programa de Apoio à Pesquisa em Empresas e Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas; Coord.: Luiz Manoel Henriques – (FAPESP). Omnisys; Investimento: R$ 498.400,00.

Fonte: http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/10/17/de-misseis-a-radares/

Canhão espacial japonês deve entrar em atividade em 2014


Canhão espacial japonês está pronto e deve ser ativado já em 2014 para coletar amostras de asteroides.

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Space cannon ready: Japan to shoot asteroid for samples in 2014 mission

RT – 22/10/2013

A unique space cannon developed for Japan’s Hayabusa 2 spacecraft has successfully test-fired on Earth in preparation for a 2014 mission. During its upcoming journey into space, the cannon will blast an asteroid and mine samples of its soil.

The test took place in the Japanese prefecture of Gifu, paving the way for the Hayabusa 2 spacecraft to extract soil samples from the asteroid, the Japan Aerospace Exploration Agency (JAXA) announced on Monday.

During the mission of Hayabusa 2, scheduled to begin in December 2014, the space probe will extract soil from inside the asteroid. In order to do this, it will be equipped with a collision device designed to shoot at the surface of the asteroid from a distance of 100 meters with metal shell ammunition moving at a speed of two kilometers per second.

JAXA hopes to create a small (a few meters in diameter), artificial crater from which Japanese scientists can extract valuable samples capable of revealing the history of the formation of cosmic bodies of this type.

“A new function, [a] ‘collision device,’ is considered to be [on board] to create a crater artificially,” JAXA explained on its website, adding that collecting samples from the surface that is exposed by a collision will ensure acquiring “fresh samples that are less weathered by the space environment or heat.”

In order to calibrate the precision of the cannon, JAXA engineers had to overcome a number of challenges. However, the agency assures that all problems have already been solved.

“We were able to solve several problems associated with the development of the device. During the tests, the projectile hit right on target, and with the expected speed,” JAXA engineer Takanao Saiki said.

Japanese scientists actively began exploring asteroids with the Hayabusa mission, which returned to earth in June 2010 after exploring a 500-meter-long rock-rich S-type Itokawa asteroid.

Hayabusa 2 is a successor of the first spacecraft and is scheduled to be launched in 2014 to conduct research of a C-type asteroid temporally called ‘1999 JU3.’ It is believed to contain a higher concentration of organic matters and water.

“Minerals and seawater which form the Earth as well as materials for life are believed to be strongly connected in the primitive solar nebula in the early solar system, thus we expect to clarify the origin of life by analyzing samples acquired from a primordial celestial body such as a C-type asteroid to study organic matter and water in the solar system and how they coexist while affecting each other,” JAXA posted on its website.

So far, research into ‘1999 JU3’ revealed that it is a sphere approximately 920 meters in diameter with an albedo on the surface of about 0.06. The rotation period of the celestial object is approximately 7.6 hours.

Hayabusa 2 is expected to reach its target in the middle of 2018 before departing back to Earth in 2019.

Fonte: http://rt.com/news/japan-asteroid-cannon-spacecraft-494/

Rússia oferece ao Brasil novos projetos espaciais conjuntos


Ministro da Defesa da Rússia afirma que seu país discutiu com o Brasil projetos de cooperação na indústria espacial, especialmente a respeito de satélites de sensoriamento remoto e de telecomunicações.

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Russia Offers Brazil New Joint Space Projects

Ria Novosti – 20/10/2013

Russia and Brazil have discussed prospects of cooperation in the space industry aimed at further development of Brazil’s ambitious space program, Russian Defense Minister Sergei Shoigu said.

A Russian delegation, led by Shoigu, visited Brazil during a Latin American tour on October 14-17.

“We discussed, in particular, the joint development of satellites and a separate program for the Brazilian space industry,” Shoigu told reporters in Moscow on Saturday.

“We have agreed to set up a working group of professionals and experts, which will soon begin drafting proposals on this part of our cooperation,” Shoigu said, adding that the joint projects will focus on Earth remote sensing and telecommunications.

Brazil has ambitious plans to become self-sufficient in launcher and space technology, although its efforts have been threatened by a shortage of funding and trained personnel.

The Latin American country has recently revived its stalled Satellite Launch Vehicle (VLS-1) project, which had been put on hold in 2003 after a pad explosion killed 21 people.

Russia is currently helping Brazil to complete the VLS-1 project using Russian technology under a previous agreement between the Russian Federal Space Agency (Roscosmos) and the Brazilian Space Agency (AEB).

Fonte: http://en.ria.ru/russia/20131020/184250734/Russia-Offers-Brazil-New-Joint-Space-Projects.html

Guerra de satélites: China apresenta alternativa mais “barata” que o GPS


BeiDou

Satellite Wars: China unveils ‘cheaper’ answer to GPS

28 de dezembro de 2012 – RT

China’s rapidly-expanding rival to GPS, called BeiDou, has become available to customers across Asia-Pacific for the first time. It aims to claim a fifth of the satellite services market in the region in just three years.

Previously, the satellite constellation was only used by the country’s military and government services. Now, it is being commercialized.

“The services now available include positioning, navigation, timing and short messages for China and surrounding areas. We hope BeiDou conquers 15 to 20 percent of the satellite services market in the Asia Pacific by 2015,” BeiDou spokesman Ran Chengqi announced at a press conference in Beijing, reported by Xinhua news agency.

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Rússia quer lançar 100 satélites militares em uma década


Chefe da Agência Espacial Russa, Vladimir Popovkin. Foto por: RIA Novosti, Artiom Zhitenev

Russia to Launch 100 Military Satellites in Next Decade

RIA Novosti – 22/02/2012

Russia is planning to launch at least 100 military satellites in the next 10 years to boost its reconnaissance and missile detection capabilities, head of Russian Space Agency Roscosmos Vladimir Popovkin said on Wednesday.

“The new 100 satellites will provide us with better quality intelligence, faster and more reliable communications,” Popovkin said in an interview with Vesti 24 television.

“This will also enable us to detect the launches and track not only ballistic, but also cruise missiles, theater and tactical missiles,” Popovkin said.

The expansion of the military satellite cluster will also boost global positioning and mapping capabilities of the Russian military, which is necessary to guide advanced high-precision weapons being developed in Russia.

Russian Prime Minister Vladimir Putin said on Wednesday that the deployment of high-precision weaponry will be part of Russia’s response to the U.S.-based European missile shield. (mais…)

Lançado o 10º satélite do sistema de guiagem da China


China lança 10º satélite para compor seu sistema de navegação

MundoGeo / Alexandre Scussel – 08/12/2011

A China lançou com sucesso ao espaço na última sexta-feira, 2 de dezembro, mais um satélite para seu próprio sistema de navegação e posicionamento, conhecido como Beidou ou Compass. O aparelho foi lançado a partir do sudoeste da província de Sichuan a bordo de um foguete Long March-3A, enviado à uma órbita geoestacionária.

O sistema Beidou tem agora sua estrutura básica estabelecida e engenheiros realizam testes e avaliações no momento. Segundo autoridades do país, o sistema irá fornecer serviços de testes para posicionamento e navegação para a China e áreas vizinhas ainda neste ano. (mais…)

Brasil vai estimular produção nacional de satélite


Brasil vai estimular produção nacional de satélite

Computer World / Redação – 05/12/2011

O Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a Agência Espacial Brasileira (AEB) já acertou o modelo da nova política espacial para o Brasil. O objetivo é estimular a produção nacional de satélites e o domínio de tecnologias consideradas críticas pelo governo para o desenvolvimento desse meio de comunicação. A nova política estará na Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação que a presidente Dilma Rousseff lançará ainda este mês.

A proposta ainda inclui a criação do Conselho Nacional de Política Espacial, vinculado à Presidência da República, e um novo do modelo de governança para projetos de satélite. A ideia é replicar a forma de gestão do programa do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB) – em que um comitê diretor (no caso, composto pelo MCTI, Ministério da Defesa, Ministério das Comunicações e Telebras) aprova planos, orçamentos, cronogramas para a construção do equipamento e é o responsável final pela operação do sistema.

O SGB, criado para atender demandas militares, e o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) serão construídos em parceria entre a Telebras e a Embraer. No começo do mês passado, as duas empresas assinaram um memorando de entendimento para constituição de sociedade (com participação de 51% da Embraer e 49% da Telebras). (mais…)

Marinha começa a adquirir sistema para monitorar o pré-sal e as águas jurisdicionais do Brasil no Atlântico Sul


Marinha começa a comprar sistema que irá monitorar pré-sal

Folha On-Line – 30/09/2011

A Marinha assinou contrato de R$ 31 milhões para definir a arquitetura técnica, operacional e financeira de um sistema de satélite, radares e equipamentos de sensoriamento submarino para monitorar o mar territorial brasileiro, especialmente a área do pré-sal, informa reportagem de Eliane Cantanhêde, publicada na Folha desta sexta-feira (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

O sistema vai se chamar Sisgaaz (Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul) e, segundo o comandante da Marinha, almirante Júlio Soares de Moura Neto, a presidente Dilma e o ministro da Defesa, Celso Amorim, garantiram recursos para deflagrar e posteriormente implantar o projeto.

O contrato foi assinado com a Fundação Aplicações de Tecnologias Críticas (Atech), entidade de direito privado sem fins lucrativos. (mais…)