sonegação fiscal

Reino Unido pode se tornar paraíso fiscal


Nesta segunda-feira (04/07), o ministro das Finanças do Reino Unido, George Osborne, anunciou planos para reduzir significativamente os impostos para empresas no país como modo de reduzir os efeitos da saída britânica da União Europeia (UE). Segundo o político, a intenção é diminuir os atuais 20% de impostos corporativos para menos de 15%; na UE, apenas Irlanda e Chipre têm taxas mais baixas. Dessa forma, o Reino Unido teria uma das mais baixas taxas de impostos para empresas entre as grandes economias do mundo, o que a OCDE já disse que seria uma situação semelhante à de um “paraíso fiscal”.

Osborne. Foto: S. Rousseau / empics / picture-alliance via DW.

Paraísos fiscais: por que é difícil acabar com eles?


Em tese a maioria dos líderes mundiais, entre eles Barack Obama e governantes da União Europeia, está de acordo para acabar com os paraísos fiscais, especialmente após o escândalo dos Panama Papers. Por que, então, é tão difícil acabar com eles? Segundo matéria da BBC, há uma complexa rede de interesses que impede que isso ocorra. O Reino Unido e os Estados Unidos estão entre os principais paraísos fiscais do mundo, onde representam de 7% a 17% do seu Produto Interno Bruto (PIB), e, portanto, estão pouco interessados em eliminá-los internamente, apenas externamente. Fora isso, grandes bancos, empresas multinacionais e grandes fortunas também jogam contra o fim deles.

Obama (E) e Cameron. Foto: Reuters via BBC.

ONU diz que Brasil é o 5º país que mais enviou recursos para paraísos fiscais entre 2010 e 2014


Segundo relatório da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) divulgado nesta terça-feira (03/05), o Brasil alcançou o quinto lugar na lista de países que mais enviaram dinheiro para paraísos fiscais entre 2010 e 2014. O fluxo de recursos brasileiros para esses centros financeiros, tais como Ilhas Cayman e Ilhas Virgens, somou aproximadamente 23 bilhões de dólares, principalmente de empresas que contabilizam lucros no exterior. Segundo a UNCTAD, as perdas com práticas tributárias de multinacionais causam prejuízos substanciais aos Estados, já que há um crescente número de companhias globais que contabilizam mais lucros em jurisdições offshore caracterizadas como paraísos fiscais.

Imagem: Supercuriosos.

“Panama Papers” são apenas a ponta do iceberg, por Diane Abbott


Em artigo publicado no The Huffington Post UK (04/04), Diane Abbott afirma que os “Panama Papers” são apenas a “ponta do iceberg”. A cada ano, cerca de US$ 200 bilhões saem ilegalmente dos países em desenvolvimento, retirados por multinacionais que não pagam os devidos impostos. A autora defende que o Reino Unido, responsável pelo maior esquema de evasão fiscal do mundo, deve determinar que seus territórios ultramarinos sejam transparentes sobre quem e quais empresas possuem finanças adquiridas de forma ilegal, principalmente de países pobres. 

Foto: Reuters

O impacto dos “Panama Papers”


Confira aqui a análise da Stratfor sobre o impacto dos “Panama Papers” em cada região do mundo e os principais países afetados pelo escândalo. As repercussões foram variadas ao redor do globo, segundo a organização, afetando desproporcionalmente países Europeus e da antiga União Soviética. A Stratfor também nota que, no caso brasileiro, o impacto deve ser menor devido à atual crise política.

Ilustração: Stratfor.

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Em dez anos, evasão fiscal retira US$226,6 bilhões do Brasil


A saída ilícita de capitais do Brasil chegou a US$ 226,6 bilhões no período de 2003 a 2014, segundo estimativas da Global Financial Integrity (GFI), organização sediada em Washington. Assim, o Brasil é o sexto país em desenvolvimento a mais sofrer essa evasão ilegal de recursos. Ainda segundo a GFI, desde 1960 cerca de US$ 561,7 bilhões saíram de cofres brasileiros de forma ilícita.

Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

500 bilhões de reais serão sonegados em 2015 no Brasil


Cerca de 500 bilhões de reais deixaram de ser arrecadados pelos cofres públicos devido à sonegação de impostos em 2015, segundo o Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz) em estimativa batizada de “sonegômetro”. O montante equivale a 18,5 vezes o orçamento do programa Bolsa Família em 2015.

sonegometro

Imagem: Quanto Custa o Brasil.

Relato do V Seminário do CEGOV


Durante os dias 19 e 20 de maio, realizou-se a 5ª edição do Seminário do Centro de Estudos Internacionais sobre Governo (CEGOV) na Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Em quatro painéis, moderados por professores vinculados ao CEGOV, professores de diversas áreas fomentaram um debate amplo em que foi possível compreender mais de um ponto de vista sobre cada um dos importantes temas abordados, relacionados à governança no Brasil e vitais para a plena cidadania brasileira.

Foto: UFRGS.

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HSBC promoveu encontros ilegais com sonegadores


O banco HSBC em sua filial suíça, o HSBC Private Bank, envolvido em um grande esquema de operações financeiras criminosas reveladas na última semana, realizava encontros ilegais com sonegadores. Funcionários do banco viajaram para 25 países para encontrar com clientes para oferecer-lhes operações financeiras ilegais, principalmente de sonegação fiscal.

Foto: Fabrice Coffrini / AFP

Foto: Fabrice Coffrini / AFP

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Esquema massivo de fraude fiscal do banco HSBC é revelado


No último domingo (08/02), cerca de 55 jornais do mundo revelaram documentos que atestam para uma ação massiva de fraude fiscal envolvendo o banco britânico HSBC. Estima-se que o esquema tenha movimentado cerca de 180 bilhões de euros em apenas quatro meses, em operações de acobertamento de sonegação fiscal e evasão de divisas. O jornal francês Le Monde foi o primeiro a obter acesso a lista de 100 mil clientes do banco que movimentavam valores de origem ilegal na Suíça.

Foto: Fabrice Coffrini / AFP

Foto: Fabrice Coffrini / AFP

Empresas prejudicam África Subsaariana com fluxos financeiros ilícitos


A cada ano, cerca de 50 bilhões de dólares são perdidos na África Subsaariana pela sonegação fiscal e evasão de divisas, cerca de 5,5% do PIB da região. Esse é a conclusão de um estudo, liderado pelo ex-presidente sul-africano Thabo Mbeki, que teve grande repercussão na última semana, quando ocorreu a reunião de cúpula da União Africana. As empresas multinacionais são as principais responsáveis pelos fluxos financeiros ilícitos, cujo valor supera a de ajuda externa fornecida aos países africanos.

Foto: Oupa Nkosi / M& G

Foto: Oupa Nkosi / M& G

Doações do Ocidente mascaram pilhagem do continente africano


Grupo de ONGs divulgou relatório mostrando que os países ocidentais usam a “ajuda ao desenvolvimento” concedida à África como cortina de fumaça para esconder a pilhagem do continente pelas suas empresas. Países africanos perdem cerca de 60 bilhões de dólares ao ano devido à sonegação de impostos e fuga de capitais, e governos ocidentais auxiliam as empresas nessas atividades ilícitas, segundo relatório.

Foto: PA.

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Sonegação de impostos no Brasil supera orçamentos de Educação e Saúde


A sonegação de impostos no Brasil superou R$ 415 bilhões em 2013. O valor corresponde aproximadamente a 10% de toda a riqueza gerada no país durante o período e é maior que os orçamentos federais de 2014 para as pastas de educação, desenvolvimento social e saúde, somados. Só em 2014, o total de impostos e tributos não recolhidos já se aproxima dos R$ 68 bilhões.

Foto: Agência Brasil.

Foto: Agência Brasil.

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