Taiwan

China suspende relações com Taiwan


Em análise publicada no The Diplomat, Shannon Tiezzi aborda os recentes problemas nas relações China-Taiwan decorrentes da ascensão de Tsai Ing-Wen, do Partido PDP, à presidência da República da China (Taiwan). Segundo a autora, Pequim suspendeu as relações interestreito em função da não aceitação pela nova administração taiwanesa do chamado “Consenso de 1992”. O anúncio do afastamento causou desconforto em Taiwan, que acusa a República Popular da China de utilizar o acordo anterior como forma de chantagem. Em nível mais amplo, segundo Tiezzi, a suspensão representaria um verdadeiro retrocesso para as relações bilaterais que se encontravam em plena ascensão, com consequências potencialmente catastróficas. A falta de um mecanismo de diálogo entre os dois países poderia causar danos irreversíveis para a política externa de ambos, diz a autora.

Tsai Ing Wen. Foto: n.i.

Tsai Ing-Wen. Foto: n.i.

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Paquistão declara apoio às reivindicações chinesas no Mar do Sul da China.


Na última quinta-feira (23/06), o presidente do Paquistão, Mamnoon Hussein, declarou o apoio de seu país à República Popular da China nas questões ligadas ao Mar do Sul da China, Taiwan e Tibete. A declaração foi feita durante uma reunião pouco antes da conferência da Organização de Cooperação de Xangai (OCX). Ambos os países reforçaram sua posição de amizade e a disposição para cooperar em âmbito econômico e securitário. Por um lado, Xi Jinping enfatizou a importância de integrar oficialmente o Paquistão na OCX e de focarem as suas relações bilaterais na construção do Corredor Econômico China-Paquistão. Por outro, Mamnoon Hussein declarou a sua vontade em participar ao lado de Pequim em organizações internacionais e em cooperar bilateralmente na construção de infraestrutura e no combate ao terrorismo.

Foto: Xinhua / Ma Zhancheng.

A interação estratégica China-EUA envolvendo Taiwan


Confira aqui o artigo dos pesquisadores associados do ISAPE Gustavo Feddersen, Bruno Magno, Athos Munhoz e João Chiarelli publicado na revista Conjuntura Austral sobre a interação estratégica entre China e Estados Unidos envolvendo Taiwan. O trabalho procura encontrar variáveis para uma análise atual das relações entre Pequim e Washington sobre o tema em sua história: a Guerra da Coreia, as Primeiras Crises do Estreito, o Reatamento Sino-Estadunidense e a Terceira Crise do Estreito. Os autores concluem que a lógica da preempção é dominante na interação entre os dois países, mas que há proposições alternativas, tal como a do offshore control.

Presidente de Taiwan visita ilha disputada no Mar do Sul da China


Nesta quinta-feira (28/01), o presidente de Taiwan, Ma Ying-jeou, visitou uma ilha disputada no Mar do Sul da China. Segundo Taipei, a visita a Taiping — também conhecida como Itu Aba — serviu para reafirmar sua soberania sobre o território. A ilha já possui um hospital, uma pista de pouso e um porto recentemente modernizado. Os Estados Unidos e o Vietnã criticaram a atitude, Washington ainda avisou que não se envolveria em disputas territoriais de Taiwan na região.

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Foto: David Chang / EPA.

China adverte Taiwan contra separatismo


Em comunicado divulgado neste domingo (17/01), o governo chinês advertiu ser “resolutamente contra qualquer forma de atividade separatista visando à independência de Taiwan”. Pequim anunciou que manterá os princípios de integridade territorial e de soberania, além de continuar seguindo o Consenso de 1992 — que estabelece a política de uma só China. Publicação ocorreu dia depois da líder oposicionista Tsai Ing-wen vencer as eleições presidenciais.

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Foto: Getty Images / AFP / P. Lin.

Partido de oposição vence eleições em Taiwan


Tsai Ing-wen, do Partido Progressista Democrático (DPP, em inglês), venceu com 56,2% dos votos as eleições presidenciais realizadas em Taiwan neste sábado (16/01). O candidato Eric Chu, do partido governista  Kuomintang (KMT), ficou com 30,9% dos votos. Tsai será a primeira presidente mulher da ilha e a segunda de seu partido. O resultado das eleições legislativas ainda não foi divulgado, mas expectativas apontam que o DPP conseguirá a maioria absoluta do Parlamento.

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Foto: Flickr / 中岑 范姜.

Sete eventos para se prestar atenção na Ásia em 2016


Em artigo publicado na revista The Diplomat (31/12), o analista Ankit Panda elenca sete eventos geopolíticos para se prestar atenção no início de 2016 na Ásia: as eleições em Taiwan; o início das operações do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB, em inglês); eleições internas no Partido Comunista do Vietnã; complicações no acordo entre Japão e Coreia do Sul sobre escravas sexuais da Segunda Guerra Mundial, assinado no final do ano passado; conversas entre Paquistão e Índia; negociações de paz com o Talibã; e o nascimento da Comunidade ASEAN.

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Foto: Shutterstock.com

EUA confirma venda de armas para Taiwan no valor de US$ 1,8 bi


Os Estados Unidos confirmaram nesta quarta-feira (16/12) a venda de um pacote de armas no valor de US$ 1,83 bilhão para Taiwan, conforme o presidente Barack Obama notificou o Congresso. É a primeira venda de armamentos para a ilha em quatro anos. O pacote inclui duas fragatas da classe Perry, mísseis antitanque e veículos de assalto anfíbio, além de incluir a manutenção de armamentos já adquiridos.

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Foto: Wikimedia Commons / Batiste Pannetier.

A obtenção de submarinos por Taiwan


Em 2001 os Estados Unidos anunciaram um grande pacote de armas para Taiwan, incluindo aeronaves, navios e oito submarinos diesel-elétricos. Porém, os submarinos ainda não foram entregues, pois os EUA não os produzem mais. Dessa forma, Taipei está planejando construir seus próprios submarinos — com ajuda de outros países — ou comprá-los diretamente do Japão.

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Foto: Wendell Minnick.

Xi Jinping e Ma Ying-jeou fazem encontro histórico


Os presidentes da China e de Taiwan, Xi Jinping e Ma Ying-jeou reuniram-se no sábado (07/11) na primeira reunião entre os líderes dos dois lados do Estreito desde 1949. Durante a reunião, ambos notaram o sucesso do desenvolvimento pacífico das relações entre os dois lados do Estreito desde 2008. Xi e Ma concordaram continuar atendo-se ao Consenso de 1992, consolidar o terreno político comum, promover o desenvolvimento pacífico das relações entre os dois lados do Estreito e proteger a paz e a estabilidade no Estreito de Taiwan. Os presidentes também concordaram que as duas partes devem reforçar a comunicação e o diálogo, ampliar os intercâmbios, aprofundar a cooperação e conseguir resultados de ganho mútuo. Encontro teria evidenciado a vitalidade do princípio de uma só China.

Ma e Xi (D). Foto: AFP.

Primeiro encontro em 66 anos entre líderes da China e de Taiwan


Xi Jinping se encontrará pela primeira vez com Ma Ying-jeou no próximo sábado (07/11) em Singapura. Encontro, anunciado nesta terça-feira (03/10), entre os presidentes da China e de Taiwan não ocorre desde 1949. A reunião de dois dias deve tratar de questões como a promoção do desenvolvimento e da cooperação. Encontro é visto como parte da crescente aproximação entre as partes e pode reduzir as tensões interestreito.

Xi Jinping (E) e Ma Ying-jeou. Fotos: Dan Kitwood; Lam Yik Fei / The New York Times.

Eleições em Taiwan e a estabilidade do leste asiático


Confira aqui o artigo do pesquisador do ISAPE, Gustavo Henrique Feddersen, publicado no Boletim Mundorama sobre as eleições taiwaneses de 2016. Feddersen analisa as possíveis implicações desse evento, com o Kuomintang (KMT) em crise de representatividade e o Partido Democrático Progressista (PDP) — pró-independência — liderando as pesquisas. A possível eleição deste pode acirrar as relações interestreito e alterar a conjuntura regional.

Foto: Kate Xuehui Li.

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China celebra 70 anos da recuperação de Taiwan da ocupação japonesa


Na última sexta-feira (23/10), a China celebrou os 70 anos da recuperação de Taiwan da ocupação japonesa, a qual durou 50 anos. O retorno de Taiwan à China foi alcançado depois da vitória na Segunda Guerra Mundial em 1945. Altos líderes chineses advertiram contra atuais movimentos independentistas em Taiwan e afirmaram que a China continental está pronta para manter a paz nas relações interestreito e alcançar o desenvolvimento soberano do país. Em Taipei, o presidente taiwanês afirmou ser importante também reconhecer os benefícios da colonização japonesa para a ilha.

Foto: China Daily / Reuters.

Em Taiwan, KMT troca de candidato à presidência pouco antes do pleito


O Kuomintang (KMT), ou Partido Nacionalista, grupo no poder de Taiwan, oficializou a troca de candidato presidencial para as eleições a serem realizadas em janeiro de 2016. Hung Hsiu-chu foi substituída por Eric Chu após fraco desempenho nas pesquisas eleitorais. Hung é vista como pró-unificação com a China continental, já Chu promete uma posição mais centrista nas relações com esta. Por sua vez, a candidata de oposição, líder nas pesquisas, Tsai Ing-wen, já visitou o Japão e os Estados Unidos, delineando sua política externa.

Foto: Wikimedia Commons/ 邱鈺鋒.

China e Taiwan aumentam cooperação no setor bancário


Durante o quinto encontro interestreito sobre supervisão bancária, nesta segunda-feira (14/09), representantes da China e de Taiwan anunciaram o aumento da cooperação na área financeira e bancária, como o aumento do número de filiais de bancos entre as partes. Até o fim de agosto, 14 bancos taiwaneses possuíam 52 filiais no continente. Já bancos continentais possuem três filiais na ilha, com a previsão de mais uma a ser aberta em breve.

Imagem: Hokongwei.

Taiwan terá uma presidente mulher em 2016


Pela primeira vez na história, Taiwan terá duas candidatas mulheres concorrendo às eleições presidenciais. Hung Hsiu-chu, pelo partido do governo Kuomintang (KMT), enquanto Tsai Ing-wen deverá ser a candidata pelo Partido Democrata Progressivo, principal partido de oposição. Então, invariavelmente, as eleições de 2016 trarão uma mulher ao cargo político máximo de Taiwan.

Hung Hsiu-Chu. Foto: Liu Tsung-lung.

Hung Hsiu-Chu. Foto: Liu Tsung-lung.

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Tsai Ing-wen. Foto: Huang Chung-yu.

Taiwan expõe tecnologia de mísseis antinavio


Em Paris, um instituto de ciência e tecnologia de Taiwan expôs o míssil supersônico antinavio Hsiung-Feng 3 (HF-3). Por enquanto, somente as forças armadas taiwaneses utilizam o HF-3 e o governo local quer começar a vender para outros países. No entanto, não foi revelado o desempenho da tecnologia.

HF-3. Foto: NCSIST.

Incrições para o Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura se encerram com surpresas


A última quarta-feira (01/04) foi o último dia para países aplicarem para participar do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura, instituição capitaneada pela China. O governo chinês afirmou que 41 países se inscreveram para participar da iniciativa, mas que a lista definitiva de membros fundadores será divulgada no dia 15 de abril. Dentre os inscritos na última hora, algumas surpresas como Taiwan, tradicional adversário chinês no Mar do Sul da China. Ainda é incerto se Pequim concordará com a participação do país.

Foto: Wikimedia Commons / Voice of America

Foto: Wikimedia Commons / Voice of America

China rejeita entrada de Taiwan no Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura


Nesta terça-feira (31/03), a China deu sinais de que não permitirá a adesão de Taiwan ao Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB, sigla em inglês), instituição capitaneada por Pequim. Segundo o ministério de relações exteriores chinês, o país quer evitar situações de “duas Chinas” ou “uma China e um Taiwan”. O governo taiwanês anunciou unilateralmente que participaria do AIIB nesta semana, causando protestos na capital Taipei.

Foto: Reuters / Jason Lee

Foto: Reuters / Jason Lee

Japão estabelece tropas em ilha perto de Taiwan


Após um referendo que consultou a opinião da população local, o Japão instalou cerca de 150 tropas na ilha de Yonagunijima, perto de Taiwan. A ilha faz parte do arquipélago de Nansei, que se estende em direção a Taiwan no ponto mais ocidental do país, que pretende aí construir novas bases militares. Essa é uma resposta do Japão a um aumento das atividades da marinha chinesa.

Foto: DoD / Cpl. Emmanuel Ramos, U.S. Marine Corps / Released

Foto: DoD / Cpl. Emmanuel Ramos, U.S. Marine Corps / Released

Marinha toma dianteira na reestruturação das forças de Taiwan


Alto oficial da Marinha de Taiwan foi selecionado para o cargo de ministro da defesa, o que pode privilegiar a força nos gastos militares nacionais. Dentre as possibilidades de novos investimentos estão novos destróieres e submarinos. Durante os últimos anos, ministros da defesa oriundos da Aeronáutica e do Exército privilegiaram suas forças, com apenas um sistema de mísseis Harpoon e aeronaves anti-submarino P-3C Orion sendo comissionados à marinha.

Foto: Wendell Minnick

Foto: Wendell Minnick

Ma Ying-jeou renuncia como líder do Kuomintang em Taiwan


O líder taiwanês Ma Ying-jeou renunciou renunciou como líder do Kuomintang (Partido Nacionalista Chinês), partido que está no governo no país. O vice-líder do governo, Wu Den-yih, deve assumir como líder temporário. Wu deve organizar eleições para um novo líder do partido.

Ma Ying-jeou, no centro Foto: Xinhua / Shen Hong

Ma Ying-jeou, no centro
Foto: Xinhua / Shen Hong

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Taiwan realiza maior exercício militar no Mar do Sul da China desde 2000


Taiwan realizou em abril deste ano o seu maior exercício militar no Mar do Sul da China desde o ano 2000, no qual foi simulada a reconquista de ilhas. O governo taiwanês pretende construir um estaleiro nas ilhas sob seu domínio.

Mapa: HowStuffWorks.

Mapa: HowStuffWorks.

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Taiwan e China: as relações entre o Kuomintang e o Partido Comunista Chinês


Análise mostra como o Kuomintang e o Partido Comunista Chinês passaram a cooperar ativamente nos últimos anos para moldar e delimitar as relações entre Taiwan e China, beneficiando ambos os partidos, notadamente o recente acordo comercial entre os dois países.

Foto: AFP / Mark Ralston.

Foto: AFP / Mark Ralston.

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Manifestantes terminam ocupação de prédios governamentais em Taiwan


Nesta quinta-feira (10/04), manifestantes do chamado “Movimento do Girassol” puseram fim à ocupação do legislativo de Taiwan, que já durava algumas semanas. Os protestos surgiram como reação a um acordo comercial com a China.

Foto: J. Michael Cole / The Diplomat.

Foto: J. Michael Cole / The Diplomat.

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EUA aprova venda de fragatas a Taiwan


No bojo da reafirmação do compromisso com a Lei de Relações com Taiwan, o Congresso dos Estados Unidos autorizou a venda de quatro fragatas para o país, dizendo que seriam necessárias para a manutenção da paz e estabilidade no Pacífico Ocidental.

Foto: US Navy.

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O fracasso dos protestos em Taiwan


Protestos em Taiwan, também chamados de “Movimento do Girassol”, vão fracassar, segundo Dingding Chen, porque seus objetivos principais são praticamente impossíveis de se obter (uma cultura política diferente, fim do acordo comercial com a China, luta contra o capitalismo). Conforme Chen, no fim é bem possível que o movimento acabe facilitando a reunificação.

Foto: J. Michael Cole / The Diplomat.

Foto: J. Michael Cole / The Diplomat.

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Japão construirá base militar em ilha para vigiar China


O Ministério da Defesa do Japão assinou nesta segunda-feira um contrato para alugar um terreno na ilha de Yonaguni, onde construirá uma base militar para vigiar os movimentos da China em torno das disputadas ilhas Senkaku/Diaoyu. Base de radar deve abrigar cerca de 150 membros das Forças de Autodefesa japonesas.

Mapa: Japan Explorer.

Mapa: Japan Explorer.

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Polícia reprime manifestantes em Taiwan


Protestos em Taipei, capital de Taiwan, terminam em violência após forças policiais reprimirem manifestantes que ocupavam prédios governamentais contra a ratificação de acordo comercial com a China. Dezenas ficaram feridos na noite de domingo (23/03).

Foto: J. Michael Cole / The Diplomat.

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Protestos em Taiwan devem se expandir


Centenas de estudantes e ativistas contrários a um acordo comercial com a China continuam a ocupação do parlamento de Taiwan, alegando que o acordo só favoreceria grandes empresas transnacionais chinesas em detrimento de pequenas empresas da ilha. Manifestantes anunciaram que pretendem ampliar os protestos, pedindo que o público cerque as centrais locais do Partido Nacionalista Chinês (KMT).

Foto: Reuters.

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