tecnologia espacial

China lança nova geração de foguetes


Em junho a China lançou com sucesso a nova geração de foguetes de carga Long March-7. Os foguetes desse novo tipo são de tamanho médio e de dois estágios, podendo levar até 13,5 toneladas à baixa órbita usando querosene e oxigênio líquido como combustível. Espera-se que o Long March-7 torne-se o principal foguete das missões espaciais chinesas. Pequim espera começar a operar uma estação espacial até 2022.

Foto: Li Gang / Xinhua.

 

EUA realiza primeiro pouso vertical de foguetes


Nesta terça-feira (22/12), a SpaceX, empresa dos Estados Unidos, realizou com sucesso o pouso vertical de um foguete lançador de satélites na Flórida. O feito, primeiro da história, deve permitir a diminuição de custos de lançamento de satélites com a reutilização de foguetes.

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Foto: EPA / SpaceX.

Senado dos EUA aprova lei sobre mineração de asteroides


O Senado dos Estados Unidos aprovou, na semana passada (10/11), o projeto de lei que confere às empresas do país o direito de propriedade sobre os recursos minerais por elas obtidos em asteroides. A Lei de Competitividade de Lançamento Espacial Comercial (U.S. Commercial Space Launch Competitiveness Act) agora volta à votação na Câmara e, caso aprovada, segue para sanção presidencial.

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Foto: ESA / Getty Images.

Curso “Espaço e Relações Internacionais”


Convidamos alunos de graduação e pós-graduação a realizarem o curso EAD “Espaço e Relações Internacionais”, oferecido pelo pesquisador associado do ISAPE, Dr. Marco Cepik, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O curso trata da importância do espaço sideral para as Relações Internacionais no século XXI. Serão estudadas as características básicas deste ambiente, a história da corrida espacial, as teorias que explicam o poder espacial, e os programas espaciais do Brasil, da China e da Índia. Ao final, destaca-se a inserção dos programas espaciais nas estratégias nacionais de desenvolvimento e de segurança dos países emergentes, sobretudo no contexto de uma ordem internacional em transição.

Cartaz Curso Espaço

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Brasil rompe com Ucrânia em questão aeroespacial


Em carta enviada pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, ao embaixador da Ucrânia em Brasília, Rostyslav Tronenko, o governo brasileiro rompeu com o tratado que criou a empresa binacional Alcântara Cyclone Space (ACS). A ACS seria responsável pela elaboração do Cyclone-4, um lançador para satélites de órbita baixa.

Foto: Agência Brasil, Renata Giraldi.

Foto: Agência Brasil / Renata Giraldi.

Nos EUA, nova geração de GPS está em fase de testes


A terceira geração de satélites de Sistemas de Posicionamento Global (GPS, da sigla em inglês) está em sua fase de testes na Lockheed Martin. O GPS III “vai garantir três vezes mais exatidão, proporcionar até oito vezes mais capacidades antiaglomeração e estender a vida do satélite para até 15 anos, 25% a mais do que os satélites atuais”, de acordo com um anúncio da companhia. A terceira geração proverá também inteoperabilidade com outros sistemas de geolocalização.

Foto: Patrick H. Corkery/Lockheed Marti, C4ISR

Foto: Patrick H. Corkery/Lockheed Marti, C4ISR

EUA e Rússia construirão nova estação espacial conjuntamente


Desde que a NASA deixou de usar seus ônibus espaciais, ela tem dependido da Rússia para fazer lançamentos em baixas órbitas. Agora, a Rússia anunciou no sábado (28/03) que irá construir uma estação espacial em parceria com a agência estadunidense. A nova estação orbital deverá substituir a Estação Espacial Internacional, que deve operar até 2024. As recentes tensões entre os países havia posto em dúvida a continuidade de sua cooperação espacial, agora confirmada por oficiais dos dois países.

Foto: NASA

Foto: NASA

Argentina vai lançar seu primeiro satélite geoestacionário de fabricação própria


A Argentina lançará em outubro, a partir da Guiana Francesa, seu primeiro satélite geoestacionário de fabricação própria para serviços de telecomunicações, informou o governo do país. Trata-se do primeiro de uma série de três que o país planeja construir.

Foto: Cristina Kirchner / Twitter.

Foto: Cristina Kirchner / Twitter.

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Primeiro satélite do Polo Espacial Gaúcho é lançado e está 100% operacional


O Polo Espacial Gaúcho colocou no espaço o primeiro nanossatélite produzido no RS, o NanosatC-BR1. O artefato, que foi desenvolvido pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) em parceria com o Inpe, foi lançado com sucesso na última quinta-feira (19/06), na base espacial em Yasny, na Rússia, e está 100% operacional.

Foto: Divulgação.

Foto: Divulgação.

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Brasil anuncia fundo para incentivar pesquisa em setor aeroespacial


O Brasil anunciou na quarta-feira (07/05) a criação de um fundo dotado com uma contribuição inicial de R$ 131,1 milhões para incentivar as empresas dedicadas à pesquisa e inovação no setor aeroespacial.

Foto: Efe.

Foto: Efe.

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Índia põe em órbita satélite de navegação similar aos do GPS


A Índia lançou para o espaço com sucesso o satélite de navegação IRNSS-1B, o segundo de sete satélites que devem compor um sistema de posicionamento global alternativo ao GPS, dos EUA.

Foto: AFP / ISRO.

Foto: AFP / ISRO.

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Índia e a defesa espacial


Seguindo a tendência mundial, a Índia continua progredindo com seu programa espacial, desenvolvendo suas capacidades de defesa no espaço. Por exemplo, o país está começando a desenvolver seu próprio sistema de posicionamento global para reduzir sua dependência do GPS e do GLONASS, respectivamente dos EUA e da Rússia.

Fonte: AFP / STR.

Fonte: AFP / STR.

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Índia lança foguete criogênico com sucesso


Índia entra para a elite do clube espacial ao lançar exitosamente um foguete criogênico – de combustível superfrio – com tecnologia própria.

Fonte: AFP / STR.

Fonte: AFP / STR.

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Satélite boliviano entra em órbita


Agência Espacial Boliviana anunciou que o primeiro satélite do país entrou em órbita e já se pode testar sua transmissão. Chamado de Tupac Katari, o satélite foi lançado da província chinesa de Sichuan.

Fonte: TeleSurTV.

Fonte: TeleSurTV.

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As dificuldades do Programa Espacial Brasileiro


Uma década após a explosão da base de Alcântara, Brasil possui muitas iniciativas em desenvolvimento de seu progama espacial, mas poucas de sucesso efetivo.

Fonte: Estella Maris / Carta na Escola.

Fonte: Estella Maris / Carta na Escola.

Ainda não decolamos

Carta na Escola – dezembro de 2013 – por Luiz de Siqueira Martins Filho

Há dez anos, um acidente durante a montagem e preparação para o lançamento do foguete VLS-1 causou a morte de 21 engenheiros e técnicos brasileiros na base de lançamentos de Alcântara, no Maranhão. Esse trágico acidente mostrou as dificuldades e limitações do País no domínio de tecnologias fundamentais para o projeto, principalmente na construção e lançamentos de foguetes para fins de exploração espacial pacífica. A tragédia provocou ainda o atraso no programa, pela irreparável perda de vidas humanas e consequente descontinuidade no desenvolvimento das atividades, e pelos naturais questionamentos sobre as opções e os rumos adotados na política espacial brasileira.

O programa espacial brasileiro, conforme definido no Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), na sua versão de 2005, tem como objetivo principal o domínio da tecnologia espacial, buscando a capacitação do chamado ciclo espacial completo, que compreende o estabelecimento de centros de lançamento, o projeto e a construção de ­veículos lançadores, de satélites e de suas cargas úteis. Esse programa destaca o caráter estratégico que essa área tem para o Brasil, tanto em termos de soberania nacional quanto de relevância socioeconômica, pois é fundamental que um país de dimensões continentais tenha domínio independente de tecnologias de telecomunicações, de observação terrestre (monitoramento ambiental, informações agropecuárias etc.), e de previsão meteorológicas. Esse do­cumento PNAE foi revisado em 2012, colocando num horizonte de dez anos algumas novidades em termos de ações do governo federal para aumentar e consolidar investimentos no programa.

As principais novidades são a inclusão das questões espaciais nos Fundos Setoriais, a definição de uma Estratégia Nacional de Defesa, o lançamento do projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), e a inclusão de uma reserva especial no programa Ciência sem Fronteiras para esta área. Houve também uma iniciativa legislativa para a desoneração fiscal do setor. Essas mudanças e inclusões mostram um entendimento que somente com o engajamento de setores industriais e a participação de investimentos privados o País conseguirá superar o atraso tecnológico e a dependência em relação a outros países fornecedores de produtos e serviços. A Agência Espacial Brasileira (AEB) mantém dois programas importantes associados à educação: o programa Uniespaço, para o financiamento de projetos de pesquisa e desenvolvimento em universidades brasileiras, e o programa AEB-Escola, para divulgar as atividades espaciais e estimular em nossas crianças e jovens o interesse pela ciência e pela tecnologia. Esses programas mostram uma preocupação com a disseminação das ciências espaciais e com o estímulo à formação de profissionais especialistas para atuar no setor.

Embora haja a novidade do recente aumento da oferta de cursos de Engenharia Aeroespacial e Aeronáutica em universidades nos últimos anos (Federal do ABC, Instituto Tecnológico da Aeronáutica, Federal de Minas Gerais, UNB, USP, Federal de Uberlândia, Federal de Itajubá e de Santa Catarina), as atividades espaciais, pesquisa e projetos, se concentram essencialmente no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e nos institutos do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial do Ministério da Aeronáutica (DCTA).

Os projetos de satélites são desenvolvidos no Inpe, em São José dos Campos, interior paulista. Entre os vários programas, destaca-se o do Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS, do nome em inglês China-Brazil Earth-Resources Satellite), que já lançou com sucesso três satélites da série e produziu uma enorme quantidade de imagens da superfície terrestre para diversos fins. Essa cooperação com a China permitiu ter contato com o avançado programa espacial daquele país, e contar com o lançamento dos satélites utilizando um foguete chinês. Outro programa desenvolve uma plataforma base para diferentes missões, denominada Plataforma Multimissão (PMM). Por exemplo, o ­satélite Amazônia-1 baseado na PMM tem ­lançamento previsto para 2015, e deverá monitorar o desmatamento na Região Amazônica.

O maior desafio atual para o Brasil em termos de satélites é o projeto, construção e colocação em órbita de um satélite geoestacionário de comunicações. ­Atualmente, o País depende de utilização de satélites estrangeiros, que fornecem serviços de telecomunicação através do aluguel de linhas. A perspectiva de alcançar uma independência nesse setor estratégico tornou-se mais viável depois da decisão de o governo federal contratar um consórcio ítalo-francês para o fornecimento e transferência da tecnologia e de uma empresa nacional para a construção do tão desejado satélite geoestacionário, o SGDC. A previsão de colocação em serviço é 2016.

Os lançadores de satélites e foguetes de sondagem são desenvolvidos em São José dos Campos, principalmente no Instituto de Aeronáutica e do Espaço (IAE). O acidente com o Veículo de Lançamento de Satélites (VLS-1) provocou uma descontinuidade com a perda trágica de 21 especialistas. O IAE segue trabalhando no desenvolvimento dos foguetes, como o VSB-30, que realizou diversas missões de sondagem em cooperação com outros países. Em outra frente de busca de acesso ao espaço, o governo consolidou uma cooperação com a Ucrânia, com a criação da empresa binacional Alcântara ­Cyclone ­Space centrada no projeto do foguete Cyclone-4, a ser lançado da Base de Alcântara. Esse empreendimento, depois de fases alternadas de indefinições e retomadas, promete lançamento do primeiro foguete em 2015, e é candidato à principal alternativa de lançadores de satélites brasileiros para o futuro próximo.

Pode-se ver que há muitos programas e iniciativas, mas apenas uma parte já chegou com sucesso a resultados efetivos. E por que seria? As razões são várias. Talvez as primeiras delas sejam a limitação e a descontinuidade de investimentos financeiros no setor. Nos períodos de crise econômica, programas considerados de pouco apelo popular apesar da relevância estratégica, como é o caso do programa espacial, são os primeiros alvos de cortes nos orçamentos. Além disso, falta transformar o programa espacial em um programa de Estado, e não de governos, para que não sofra com a alternância de partidos e grupos políticos nos postos de comando do desenvolvimento científico e tecnológico do País. É preciso superar a imagem de supérfluo das atividades espaciais, pois elas representam muito de independência tecnológica e de soberania, e são de grande importância socioeconômica.

Outra razão da morosidade com que avançamos nas tecnologias espaciais é o reduzido número de especialistas no mercado de trabalho. Essa carência ­começa a ser combatida com a expansão de oferta de cursos específicos em universidades públicas de primeira linha, mas necessita igualmente da consolidação da perspectiva de uma carreira profissional atraente para estimular nossos estudantes para o ingresso na área. O incentivo às empresas privadas para colocar as tecnologias espaciais entre suas atividades ainda obtém poucos resultados, e as instituições públicas federais Inpe e IAE vêm perdendo seus especialistas por aposentadoria sem reposição de quadros num ritmo adequado.

Dentro da política de estímulo para o setor privado, o plano Inova Aerodefesa, ação conjunta da Financiadora de Estudos e Projetos, do BNDES, do Ministério da Defesa e da Agência Espacial Brasileira pretende estimular empresas brasileiras para que incluam em seus planos de negócios temas comprometidos com a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação das cadeias produtivas desses setores.

Esse apoio se dará por meio de crédito, subvenção econômica e projetos cooperativos entre instituições e empresas, e seu enfoque é a inovação tecnológica e o aumento da competitividade no setor Aeroespacial e de Defesa. Isso é fundamental, pois entre as tecnologias espaciais, são muitas as consideradas sensíveis (de aplicação bélica), que não estão disponíveis para aquisição ou importação.

O que todos esperamos é que haja continuidade nos investimentos, incentivos e esforços para que o Brasil avance na intensidade e no ritmo necessários para tornar o setor espacial uma área importante de desenvolvimento socioeconômico.

E e também uma opção atraente de carreira para profissionais qualificados e motivados.

Ordem de chegada 
da corrida espacial

1º URSS (1957)
2º EUA (1958)
3º França (1965)
4º China (1970)
5º Japão (1970)
6º Reino Unido (1971)
7º Índia (1980)
8º Israel (1988)
9º Irã (2009)
10º Coreia do Sul (2009)

Ranking de investimento em programas espaciais*

1. EUA (0,295%)
2. Índia (0,1%)
3. França (0,0097%)
4. Rússia (0,085%)
5. China (0,069%)
23. Brasil (0,010%)

*Verba dos programas dividida pelo PIB
Fontes: Portal da Transparência 
e Official Nasa budget

Fonte: http://www.cartanaescola.com.br/single/show/268

Falha na China mantém Brasil dependente de satélites estrangeiros


Perda do Cbers-3, lançado com três anos de atraso, fará com que Brasil espere pelo menos até 2015 para poder monitorar seu território sem ter que depender de equipamentos de outros países.

Transporte do satélite Cbers 3 na China antes do lançamento. Fonte: Inpe.

Transporte do satélite Cbers 3 na China antes do lançamento. Fonte: Inpe.


Falha na China mantém Brasil dependente de satélites estrangeiros

DW – 10/11/2013 – por Clarissa Neher

A falha no lançamento do satélite Cbers-3, na última segunda-feira (09/12), não deve abalar a cooperação de mais de 25 anos com a China, mas é mais um revés para o programa espacial brasileiro, que tenta se reerguer após décadas de resultados questionáveis. Além do prejuízo econômico, o novo percalço manterá o país, pelo menos até 2015, dependente de imagens feitas por satélites estrangeiros para monitorar seu território.

Um dos principais prejuízos causados pela falha é a perda dos dados que seriam enviados do espaço. Há três anos e meio o país depende de satélites estrangeiros, e o Cbers-3 iria gerar imagens da superfície do território brasileiro que poderiam ser utilizadas, por exemplo, no controle do desmatamento, no monitoramento de desastres naturais e no zoneamento agrícola e das cidades.

“Além do próprio satélite e do seu valor como produto, deve-se somar os anos de operação que teria pela frente e a quantidade de dados que seriam coletados e utilizados por pesquisadores, empresas e pelo próprio governo brasileiro”, diz Artur Elias de Morais Bertoldi, especialista em engenharia aeroespacial da UnB.

Lacuna no espaço brasileiro

A lacuna no monitoramento espacial brasileiro surgiu em 2010, quando o Cbers-2B parou de funcionar antes do tempo previsto, e com o atraso de três anos para o lançamento do Cbers-3, cuja construção foi dividida entre Brasil e China.

O Cbers-3 foi o quarto satélite desenvolvido pelo programa China-Brazil Earth Resources Satellite (Cbers) e custou cerca de 300 milhões de reais ao lado brasileiro. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), ocorreu uma falha na última etapa do processo para colocar em órbita o equipamento, que partiu de Taiyuan, na China.

O motor de propulsão do lançador chinês foi desligado 11 segundo antes do previsto, impossibilitando que o equipamento atingisse a velocidade necessária para se manter em órbita. Os pesquisadores do Inpe acreditam que o equipamento tenha se desintegrado na atmosfera.

“O prejuízo direto é que ficaremos mais um tempo sem esse tipo de informação que é muito importante, não só para o Brasil, mas o Brasil distribui para outros países essas imagens”, opina Othon Winter, professor da faculdade de engenharia da Unesp.

O Brasil era responsável por 50% da construção do satélite que se perdeu na segunda-feira. E, segundo Winter, o país estava preparado para cumprir sua parte, mas questões externas levaram ao atraso. O Brasil dependia da importação de materiais e, de acordo o especialista, um boicote dos Estados Unidos acabou atrasando a construção do equipamento. Além disso, quando o material chegou, falhas foram detectadas.

“Tanto do ponto de vista econômico quanto político há interesse de outras nações para que o Brasil não cresça nesse campo, porque se tivermos uma indústria produtiva na área espacial certamente seremos concorrentes de outros países”, afirma Winter.

Parceria inabalada

A falha colocou em questão a parceria com a China. Mas segundo Winter, essa cooperação é positiva e não deve ser abalada, pois dá ao Brasil a possibilidade de desenvolver tecnologias no setor. O físico reforça que outras propostas de colaboração já foram feitas por diversos países, mas poucas delas eram vantajosas para o Brasil, principalmente as feitas pelos EUA.

“A política espacial americana, pelo menos com o Brasil, nunca foi a de auxiliar em termos de crescimento e desenvolvimento de tecnologia. São políticas internacionais que realmente não interessam para um país que quer ter autonomia e liderança”, afirma Winter.

Bertoldi também avalia positivamente a cooperação. E lembra que, além de possibilitar o desenvolvimento industrial do país, a parceria facilita a aquisição de peças para a produção de satélites e veículos lançadores.

“Soma-se o fato de o lançamento ocorrer com veículos lançadores chineses, uma vez que o programa de lançadores brasileiro tem sofrido com sucessivos atrasos e orçamento limitado”, acrescenta Bertoldi.

Falhas de lançamentos são problemas comuns em programas espaciais. Em 2009, por exemplo, a Nasa perdeu um satélite para medir presença de carbono na atmosfera, após um problema com o foguete de lançamento Taurus XL. O projeto custou mais de 400 milhões de dólares.

Segundo especialistas, esses imprevistos podem ser um boa oportunidade para aprimoramentos no setor. “O programa espacial evolui, dessa forma, com altos e baixos. Os pontos negativos são, às vezes, aqueles que possibilitam um crescimento maior do que se tudo estivesse dando certo, sem maiores contratempos”, afirma Winter.

Para amenizar os impactos da perda do Cbers-3, os governos brasileiro e chinês estudam antecipar para o próximo ano o lançamento do Cbers-4, previsto inicialmente para 2015.

Fonte: http://dw.de/p/1AWjs

A emergência do polo espacial gaúcho: o programa espacial brasileiro e os desafios para a integração sul-americana


Bruna Coelho Jaeger, pesquisadora e Diretora-adjunta do ISAPE. Graduanda do curso de Relações Internacionais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Pedro V. P. Brites, pesquisador e Diretor-Geral do ISAPE. Mestrando em Estudos Estratégicos Internacionais na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Fonte: Arte ZH / Agencia RBS.

Fonte: Arte ZH / Agencia RBS.

Desde a última década, assiste-se a uma busca do Brasil por maior inserção internacional, o que se traduz no aumento dos investimentos em modernização da Defesa do país. O acirramento de disputas no plano regional e internacional, combinada com a necessidade brasileira de proteção dos seus recursos energéticos e do seu território, mostram-se como determinantes fundamentais para que o Brasil avance no quesito Defesa Nacional. Segundo o Ministério da Defesa, entre 2011 e 2012 o país elevou em 34% os seus investimentos militares, ocupando o 10° lugar no top 15 mundial em orçamento de defesa (IISS, 2013). Além da ameaça que potências extrarregionais representam para a integridade territorial do país, na sua Estratégia Nacional de Defesa (Decreto N° 6.703, 18 dez 2008), o Brasil passa a focar na estrita relação entre Defesa e desenvolvimento nacional:

Estratégia nacional de defesa é inseparável de estratégia nacional de desenvolvimento. Esta motiva aquela. Aquela fornece escudo para esta. Cada uma reforça as razões da outra. Em ambas, se desperta para a nacionalidade e constroi-se a Nação. Defendido, o Brasil terá como dizer não, quando tiver que dizer não. Terá capacidade para construir seu próprio modelo de desenvolvimento (BRASIL, 2008).

A nova base legal para as compras, contratações, desenvolvimento de produtos e sistemas de defesa brasileira, através da Lei de Fomento à Base Industrial de Defesa (Decreto n° 7970, 28 mar 2013), amplia o antigo conceito adotado pelo país de “obtenção por demanda” para então “obtenção de capacidades”. Dessa forma, criam-se as condições para o que o Brasil proteja seu território, ao mesmo tempo em que inova e se torna competitivo. Por essa via, foi lançado Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), criado para atender necessidades estratégicas das Forças Armadas e da sociedade brasileira. A coordenação e implantação dos sistemas espaciais foi atribuída pelo Ministério da Defesa e pelo Comando da Aeronáutica para a Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE). O objetivo do PESE é prover infraestrutura espacial para ser usada estrategicamente e de modo potencializador no Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SISGAAZ), no Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON), no Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (SISDABRA), no Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM) e afins.

Nesse contexto, também se destaca o edital de seleção pública do plano Inova Aerodefesa, criado em 17 de maio de 2013, que destinará R$ 2,9 bilhões para apoiar a inovação tecnológica nos setores aeroespacial, de aeronáutica, de defesa e de segurança pública. O edital faz parte do Plano Inova Empresa, lançado em março de 2013 pelo governo federal e que prevê a articulação de diferentes ministérios e apoio por meio de crédito e financiamento, em um total de R$ 32,9 bilhões a ser aplicado em inovação até 2014 (BRASIL, 2013). Voltado para as indústrias e centros de pesquisa, o Inova Aerodefesa visa fortalecer o setor por meio de ações estratégicas para estimular a parceria entre iniciativa privada e instituições de pesquisa, com descentralização de crédito e subvenção econômica para o investimento em programas de inovação tecnológica. Com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCTI) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o edital é dividido em quatro linhas temáticas: 1) Aeroespacial, envolvendo propulsão espacial, plataformas e satélites espaciais e desenvolvimento de aeronaves mais eficientes; 2) de Defesa, para sensoriamento remoto, sistemas e subsistemas de comando e controle para defesa; 3) de Segurança Pública, para desenvolvimento de inovações em sistemas de identificação biométrica, sistemas de informações e diversos tipos de armas não letais; 4) e de Materiais Especiais, para aplicações diversas e na indústria de defesa, incluindo ligas metálicas à base de aço (FINEP, 2013).

Ligados à chamada Terceira Revolução Industrial, sob certos aspectos, os Polos Tecnológicos representam nos tempos atuais o que as grandes regiões industriais representavam na Primeira Revolução Industrial. Um Polo Tecnológico, também chamado de Parque de Ciência e Tecnologia ou de Tecnopolo, é um centro tecnológico que reúne diversas atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D) em áreas de alta tecnologia: como institutos, centros de pesquisa, empresas e universidades. Dessa forma, facilitam-se os contatos pessoais e institucionais entre esses meios, produzindo uma economia de aglomeração através de um cluster industrial.i Portanto, o efeito de sinergia impulsiona o desenvolvimento de inovações técnicas e processuais. Entende-se que o impacto da constituição de tecnopolos no segmento aeroespacial impactam de forma decisiva no desenvolvimento e na inserção internacional do Brasil. Portanto, a seguir, serão apresentadas as principais características de um recente tecnopolo nacional, apontando as suas contribuições e desafios para o Programa Espacial Brasileiro.

A proposta de estabelecimento de um Polo Espacial no Rio Grande do Sul começou a evoluir após a missão do Governo do Estado do Rio Grande do Sul a Israel. Durante a missão em maio de 2013, um protocolo de intenções entre o Governo Estadual e a empresa Elbit/AEL Systems foi assinado. Esse protocolo tinha como objetivo “promover a pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica no setor espacial no Rio Grande do Sul, através de incentivos financeiros, fiscais e de infraestrutura para a criação do Polo Espacial”. A busca pelo estabelecimento de um polo espacial no Rio Grande do Sul teve como um grande propulsor o lançamento do Edital Inova Aerodefesa, promovido pela FINEP. A possibilidade da captação dos recursos oferecidos pelo edital na ordem de 2,9 bilhões de reais viabilizaram a aproximação efetiva com a AEL e a projeção de estabelecimento do polo. Somam-se a isso as previsões do governo federal de investir cerca de 9 bilhões de reais para a compra de 16 satélites nos próximos anos. Cabe destacar que o crescimento potencial do mercado de venda de satélites nos próximos anos também subvencionaram a aproximação entre o governo gaúcho e a empresa israelense.

A escolha pelo Rio Grande do Sul como sede do segundo maior polo espacial do Brasil (menor somente que o Parque Tecnológico de São José dos Campos-SP) deve-se ao alto potencial do Estado na área de pesquisa e desenvolvimento de insumos para o setor. O polo que será constituído por empresas, universidades, instituições de pesquisa e órgãos governamentais, claramente demonstra os benefícios que a proximidade geográfica e a sinergia no trabalho trazem para o desenvolvimento de tecnologia e para o fornecimento de insumos ao mercado de satélites.

A indústria eletroeletrônica gaúcha está voltada para componentes aeronáuticos. A AEL, empresa líder do polo espacial gaúcho, já atua no segmento aeronáutico como fornecedora da Embraer. Nesse sentido, a AEL irá agregar a expertise da Elbit, que possui reconhecimento internacional na área de produtos tecnológicos voltados para defesa, à cooperação técnica internacional — com a Rússia na parte de satélites, com a Ucrânia em lançadores e com a empresa alemã Grob Aircraft AG na área de controle de satélites. Ou seja, através de sua subsidiária, a Elbit irá compartilhar conhecimento técnico na área de desenvolvimento espacial.

O início do projeto se deu através da entrada da AEL na segunda etapa do edital Inova Aerodefesa, da Agência Brasileira da Inovação (FINEP, 2013). A empresa gaúcha apresentou o projeto piloto de um microssatélite, no valor de R$ 43 milhões, se classificando ao lado de outras 69 empresas de todo o país. Para ampliar o potencial do projeto, que ainda passará por mais duas etapas de avaliação pela FINEP, a empresa se aproximou de instituições de ensino superior e outras empresas que irão compor o polo de produção do satélite.

Nesse contexto, a Rede Espacial gaúcha — um grupo permanente coordenado pelo governo estadual, que integra a indústria, a academia e as demandas do governo federal —, deve se reunir a cada 15 dias para discutir as demandas reais com todos os atores da iniciativa. Atualmente, os atores que compõem o polo são os seguintes:

I) Universidades:

  • UFRGS, responsável pelo  processamento de bordo e análise de radiação,
  • UFSM, a quem compete a estrutura de operação no solo,
  • Unisinos, que fica encarregada dos sensores, da parte de microeletrônica e do propulsor (que pode levar ao controle de órbita do MMM-3),
  • PUCRS, cujas responsabilidades recaem sob as antenas, o transpônder digital e possível operação no solo;

II) Empresas:

  • AEL: chassis do satélite, defesa eletrônica, componentes espaciais e interface de comunicação,
  • Digicom: fabricação de dispositivos mecânicos e suprimento de energia,
  • GetNet: serviços de comunicação,
  • TSM: desenvolvimento, qualificação e produção de antenas.

A maquete do satélite a ser produzido no polo espacial gaúcho, cuja característica mais relevante é a produção totalmente nacional de seus componentes, foi apresentada em outubro de 2013. O MMM-1 será o primeiro microssatélite brasileiro para aplicações militares. Ele pesa menos de 10 kg, tem cerca de 30 cm de altura, e poderá ser usado para fins de comunicação e monitoramento (sensoriamento remoto), entre outras missões. Assim, inicia-se uma nova fase da busca brasileira por aquisições de capacidades espaciais, já que o Brasil, hoje, não produz satélites. Assim, fica vulnerável à dependência de outros países para suprir a demanda nacional por esse tipo de tecnologia. O MMM-1 não terá controle de órbita, ou seja não terá guiagem que lhe permita corrigir sua trajetória e orientação correta em relação à Terra. Por isso, o tempo máximo que deve ficar em órbita é cerca de dois anos, já que ficará vulnerável à ação da gravidade e à pressão solar. Apesar disso, a experiência com o satélite permitirá ao Brasil reter conhecimento no que tange ao ambiente espacial, e o leva investir na utilização de novos materiais capazes de funcionar em temperaturas diversas, por exemplo. Através do conhecimento reunido a partir do lançamento do MMM-1, devem ser projetados o MMM-2 e o MMM-3, esse último com controle de órbita e perspectiva de competir no mercado internacional. A produção do MMM-1 abre também novas possibilidades. Segundo o vice-presidente de Operações da AEL, Vitor Neves, a empresa terá “capacidade de produzir aviônicos e desenvolver sistemas de defesa inéditos no Brasil, caso dos sistemas de guerra eletrônica, veículos aéreos não-tripulados, tecnologia eletro-óptica, além de sistemas de guiagem de armamento e sistemas espaciais” (APRESENTADA, 2013).

A princípio, o MMM-1 será lançado do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) no Maranhão em dezembro de 2015. Após dez anos da tragédiaii que marcou a história do programa espacial brasileiro e acabou retardando o desenvolvimento do mesmo, Alcântara volta a estar no cerne da busca brasileira pela aquisição de capacidades espaciais, já que sua reconstrução está perto de ser concluída. A base de Alcântara destaca-se, especialmente, por sua privilegiada posição geográfica, derivada da sua proximidade com a linha do Equador. Justamente por isso, o CLA é o único concorrente do Centro Espacial de Kourou situada na Guiana Francesa. Assim, a base brasileira configura-se como uma das mais privilegiadas do mundo. Em 2010, um foguete de médio porte foi lançado ao espaço do CLA, a operação foi considerada um sucesso. O VSB-30 realizou experimentos científicos no ambiente de microgravidade e trouxe de volta a sua carga com segurança para a base de Alcântara.

Com o corrente processo de reconstrução do CLA, combinado com a maior preocupação do Brasil em se inserir no setor aeroespacial, o país reforça a busca por autonomia através do desenvolvimento de capacidades tecnológicas para o setor. Assim, o governo federal busca maximizar os ganhos potenciais da parceria com centros de pesquisa e com a iniciativa privada, impulsionando a sinergia para o fortalecimento nacional frente aos desafios globais. De certa forma, o desenvolvimento do setor aeroespacial no Brasil, embora ainda esteja no seu estágio inicial e com muitos desafios a serem superados, pode ser entendido como um importante passo para a consolidação de um complexo acadêmico-industrial-militar no país. Como exemplo, apresenta-se o Polo Espacial Gaúcho que é vertebrado nessa lógica de simbiose ativa entre o governo, as universidades e a iniciativa privada. Além disso, esse tecnopolo reflete a importância do país promover um aproveitamento efetivo e interligado das suas regiões, conectando diferentes cadeias produtivas, como nesse caso entre o Rio Grande do Sul e o Maranhão.

Tais fatores se mostram como decisivos para a inserção do Brasil na era da digitalização, a qual é marcada por uma transição tecnológica da matriz produtiva de petróleo/aço para carbono/alumínio (MARTINS, 2013). Além disso, visando à garantia da autonomia brasileira no que concerne tecnologia, comunicações e redes, as recentes ameaças advindas dos casos de espionagem estadunidense e canadense reforçam a necessidade de o Brasil acelerar o processo de modernização em curso. Afora a imprescindibilidade de proteger o seu território e garantir a soberania sobre o Pré-sal, é imperativo que o Brasil busque disseminar o desenvolvimento dessas capacidades no âmbito regional. O projeto de construção da rede de fibra óptica sul-americana impulsionaria o desenvolvimento da região, combinado com a afirmação da soberania e da autonomia da América do Sul frente a potências extrarregionais (e.g. UNASUR…, 2013). É fundamental que o Brasil atue como principal provedor da integração produtiva e acadêmica, visto que possui os meios de pagamento e a disposição política para tal. Em termos regionais, esse processo se tornaria mais positivo à medida em que diminui os custos e aumenta os ganhos de escala, pois se estabeleceria o aproveitamento da conexão entre as diferentes cadeias produtivas da região (OLIVEIRA, 2012). Com isso, o Brasil fortaleceria a sua liderança regional, ao mesmo tempo em que diminuiria as assimetrias entre os países sul-americanos.

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Notas:

i Economias de aglomeração são uma etapa do processo de industrialização em que ocorre a concentração espacial da alocação de companhias produtivas ou de atividades econômicas em uma região geograficamente delimitada (PENA, [S.d], online). Nesse caso, também pode ter a característica de um cluster industrial, que é uma concentração de empresas em locais específicos que mantem entre si um poder considerável de inovação tecnológica e operacional. Isso decorre do fato de competirem e cooperarem simultaneamente nesse espaço geográfico delimitado. O cluster também agrega órgãos do Governo para suporte, educação e treinamento, em outros termos, estabelecem-se janelas de oportunidade para coordenação e aperfeiçoamento mútuo em setores de interesse comum.

ii No dia 22 de agosto de 2003, o VLS-1 V03 (Veículo Lançador de Satélites) brasileiro explodiu por volta das 13h30 na base de Alcântara, três dias antes do seu lançamento, matando 21 cientistas. As causas do acidente nunca foram plenamente esclarecidas, apesar disso convenciona-se afirmar que tratou-se de um acidente, em que pese as suspeitas de sabotagem.

Referências:

APRESENTADA maquete do satélite do Polo Espacial Gaúcho. Zero Hora, Porto Alegre, Planeta Ciência, 04 de outubro de 2013. Disponível em: <http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/geral/planeta-ciencia/noticia/2013/10/apresentada-maquete-do-satelite-do-polo-espacial-gaucho-4290496.html&gt;. Acesso em: 01 nov 2013.

BRASIL. Ministério da Defesa. Estratégia Nacional de Defesa. Decreto nº 6.703, de 18 de dezembro de 2008. Brasília, 2008.

BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. Decreto nº 7.970, de 28 de março de 2013. Regulamenta dispositivos da Lei nº 12.598, de 22 de março de 2012, que estabelece normas especiais para as compras, as contratações e o desenvolvimento de produtos e sistemas de defesa e dá outras providências. Brasília, 2013.

FINEP. Edital de seleção pública conjunta FINEP/BNDES/MD/AEB de apoio à inovação tecnológica nos setores aeroespacial, defesa e segurança — Inova Aerodefesa. Brasília, abril de 2013.

IISS (International Institute of Strategic Studies). The Military Balance 2013: the annual assessment of global military capabilities and defence economies. 2. rev. ed. London: Routledge, 2013. (The Military Balance Series).

MARTINS, José Miguel Quedi (Org.). Relações internacionais contemporâneas 2012/2: estudos de caso em política externa e de segurança. Porto Alegre: Instituto Sul-Americano de Política e Estratégia, 2013.

OLIVEIRA, Lucas Kerr de. A energia como recurso de poder na política internacional: o papel do centro de decisão energética frente à geopolítica do petróleo e os desafios da transição energética. 2013. Tese (Doutorado em Ciências Políticas) – UFRGS, 2012.

PENA, Rodolfo Alves. Economias de Aglomeração. Brasil Escola, [S.l.], [S.d.]. Disponível em: <http://www.brasilescola.com/geografia/economias-aglomeracao.htm>. Acesso: 18 nov 2013.

UNASUR desarrolla un mega-anillo de fibra óptica que pondrá fin a la dependencia Internet con EEUU. APCS, [S.l.], 14 de janeiro de 2013. Disponível em: <http://www.apc-suramerica.net/?post_type=post&p=6055>. Acesso: 01 nov 2013.