Veículo aéreo não tripulado (VANT)

Inteligência Artificial supera pilotos da Força Aérea dos EUA em simulações de combate


Uma nova tecnologia de Inteligência Artificial para combate aéreo, desenvolvida pela Universidade de Cincinnati, superou pilotos da Força Aérea dos Estados Unidos em simulações de batalhas. O sistema, conhecido como ALPHA, demonstrou uma habilidade tática extremamente desenvolvida, tendo uma capacidade de reação aguçada e conseguindo calcular movimentos instantaneamente. Pesquisadores acreditam que a tecnologia poderia ser de grande utilidade para a instalação em veículos aéreos não tripulados (VANTs ou drones), coordenando planejamentos táticos e sendo suporte para pilotos humanos da Força Aérea.

Foto: Lisa Ventre / Univ. de Cincinnati.

Embraer fecha empresa que desenvolvia vants


A Embraer anunciou, na última semana (07/01), que decidiu encerrar as atividades da Harpia Sistemas, que desenvolvia aviões não tripulados (conhecidos como vants ou drones). Segundo a empresa, a restrição orçamentária atual foi a principal razão da medida, mas devido ao “fator estratégico” do projeto, ele continuará a ser desenvolvido por outros meios. Harpia Sistemas foi criada em 2011, em parceria da Embraer com a AEL Sistemas, com a Avibras integrando a sociedade a partir de 2013.

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Foto: Embraer.

Coreia do Sul apresenta helicóptero militar sem piloto


A Coreia do Sul apresentou uma maquete em tamanho real de um variante sem piloto do helicóptero leve de ataque MD 500. O modelo, designado KUS-VH, deve ter um protótipo voando ainda este mês. O equipamento é fruto da cooperação tecnológica da empresa Boeing com a Divisão Aeroespacial Coreana (KAL-ASD, em inglês), e pretende utilizar-se das máquinas como auxiliares para os novos helicópteros AH-64E Apache do país.

Foto: Boeing.

China restringe exportação de drones e supercomputadores


A China restringirá futuras exportações de alguns modelos de drones e supercomputadores, requerindo documentos registrados que garantem que a venda não compromete a segurança nacional do país. A declaração, divulgada neste domingo (02/07), determina que as novas regras passarão a ser válidas a partir do dia 15 de agosto, período em que os fabricantes dos produtos atingidos pela nova legislação deverão entregar relatórios técnicos detalhados às autoridades chinesas para obter licença de importação.

Foto: Greg Baker, AFP.

Foto: Greg Baker / AFP.

Índia se mantém como principal país importador de drones


Em recente declaração, o governo indiano manifestou auxílio no mapeamento da escala da devastação causada pelo último terremoto no Nepal, que ocorreu mês passado, manifestando interesse do país no desenvolvimento de veículos aéreos não tripulados. Atualmente a Índia ocupa o primeiro lugar entre o ranking de países importadores de drones, seguido do Reino Unido e da França, com 22,5% dos veículos importados entre 1985 e 2014.

Foto: Defense-Update

Foto: Defense-Update

A tecnologia do nitreto de gálio deve fortalecer exportações militares dos EUA


Mais que a flexibilização da exportação de drones, para alguns analistas a mais forte influência nas vendas de armamentos dos Estados Unidos se dará com a permissão da venda de produtos com a tecnologia do nitreto de gálio. Considerada a molécula mais importante desde o silício para os semicondutores, tem ampla aplicação civil e militar. Os semicondutores de nitreto de gálio suportam uma maior voltagem e, portanto, possuem maior eficiência energética.

O nitreto de gálio possui aplicação nos radares de baterias antiaérea como a dos mísseis Patriot. Foto: Raytheon

O nitreto de gálio possui aplicação nos radares de baterias antiaérea como a dos mísseis Patriot.
Foto: Raytheon

Fabricantes de armamentos nos EUA comemoram nova política de exportação de drones


Os fabricantes de armamentos dos Estados Unidos comemoraram a nova política de exportação de veículos aéreos não-tripulados — VANTs ou drones. Na última terça-feira (17/02), a Casa Branca revelou sua posição sobre as exportações das aeronaves, ainda que mantenha controles bastante estrictos sobre o comércio das armas. Os fabricantes de equipamentos relacionados aos drones creem que isso pode ser o início de uma abertura de mercado para suas exportações.

Foto: AFP / John Moore

Foto: AFP / John Moore

A cooperação indesejada do EUA com o Irã pode extender-se ao Iêmen


Com um inimigo comum como o “Estado Islâmico”, Estados Unidos e Irã tiveram de cooperar militarmente. No Iêmen, agora que a milícia xiita Houthi parece ter tomado definitivamente o poder, os EUA terão outra vez de promover uma cooperação indesejada. O inimigo comum da vez é a Al-Qaeda da Península Arábica, que é alvo de ataques com drones estadunidenses. Um forte indicador é que, apesar de os EUA terem removido seus oficiais e fechado a embaixada na capital iemenita, Sana, uma força de operações especiais para combater o grupo terrorista permanece no país agora controlado pelos Houthi.

Foto: n.i

Foto: n.i

EUA, França e Reino Unido fecham suas embaixadas no Iêmen


As embaixadas dos Estados Unidos, da França e do Reino Unido em Sana, capital do Iêmen, foram fechadas com a justificativa e que a segurança no país se degradou nos últimos dias. A atitude pode ser seguida por outras representações europeias. Os cidadãos dos países também foram sugeridos de deixarem o país. As preocupações securitárias não foram vinculadas à tomada de poder da milícia xiita Houthi, e sim com ameaças do grupo terrorista sunita Al-Qaeda na Península Arábica. O país encontra-se num delicado momento de vazio de poder que pode transformar-se num conflito armado.

Foto: Yahya Arhab / EFE

Foto: Yahya Arhab / EFE

Milícia Houthi, que dissolveu parlamento do Iêmen, retoma negociações com oposição


Os rebeldes xiitas Houthi realizaram hoje (09/02) o primeiro encontro com seus rivais políticos desde que dissolveram o parlamento do Iêmen na semana passada. As Nações Unidas mediaram o encontro entre o partido do presidente deposto, Abed Rabbo Mansour Hadi, e o grupo Houthi.

Soldados xiitas do grupo Houthi Foto: Khaled Abdullah / Reuters

Soldados xiitas do grupo Houthi.
Foto: Khaled Abdullah / Reuters

EUA pode enviar armas à Ucrânia


O comandante militar da OTAN, general Philip M. Breedlove, passou a apoiar o envio de armas e equipamentos à Ucrânia, devido a intensificação dos ataques da parte leste do país. A administração de Barack Obama evitou até a agora apoio à Kiev com envio de material militar, mas está reconsiderando sua posição devido a perdas que a Ucrânia vem sofrendo no conflito. Caso a potência ocidental passe a munir os ucranianos, o conflito pode sofrer uma escalada com o governo russo aumentando ainda mais a ajuda aos separatistas do leste. Um relatório independente elaborado por ex-oficiais do governo estadunidense pede o envio de 3 bilhões de dólares em armamentos, incluindo mísseis, drones de reconhecimento, veículos blindados e radares.

Foto: Manu Brabo / AFP / Getty Images

Foto: Manu Brabo / AFP / Getty Images

EUA segue fazendo ataques com drones no Iêmen


Apesar da crise política no Iêmen com a tomada dos principais edifícios públicos da capital, Sana, pela milícia xiita Houthi, os Estados Unidos seguem realizando ataques no território iemenita visando a Al-Qaeda na Península Arábica. Os EUA utilizam veículos aéreos não tripulados (VANT ou drones) para bombardear alvos da Al-Qaeda no Iêmen. O presidente deposto, Abed Rabbo Mansour Hadi, aprovava o uso de drones estadunidenses em território iemenita; a posição do grupo Houthi ainda é incerta, pois fazem oposição à presença dos EUA mas são também adversários da Al-Qaeda, que é sunita.

Carro bombardeado por drone estadunidense, onde estavam três militantes da Al-Qaeda. Foto: AFP

Carro bombardeado por drone estadunidense, onde estavam três militantes da Al-Qaeda.
Foto: AFP

Crise no Iêmen ameaça intervenções e ataques de drones dos EUA


A crise política no Iêmen, que vive uma transição de poder após a tomada dos principais edifícios públicos da capital, Sana, pela milícia xiita Houthi, pode prejudicar o intervencionismo estadunidense no país. Os Estados Unidos realizam várias operações antiterrorismo no país, visando a Al-Qaeda na Península Arábica, fazendo uso intensivo de ataques a partir de veículos aéreos não tripulados (VANT ou drones). O presidente deposto, Abed Rabbo Mansour Hadi, aprovava o uso de drones estadunidenses em território iemenita. As incertezas sobre o que pode ser um novo governo no país se extendem para a continuidade das operações dos Estados Unidos.

Soldados xiitas do grupo Houthi Foto: Khaled Abdullah / Reuters

Soldados xiitas do grupo Houthi.
Foto: Khaled Abdullah / Reuters

Alemanha quer relançar programa europeu de drones


A Alemanha tem interesse em relançar o programa Euro Hawk, o programa para a fabricação de um veículo aéreo não-tripulado (VANT ou drone) europeu. O programa havia sido cancelado em 2013 por dúvidas quanto ao seu custo benefício, mas agora o Ministério da Defesa alemão está interessado em recuperar parte do investimento já realizado – cerca de 600 milhões de euros – e desenvolver essa tecnologia que falta às suas forças de defesa.

Foto: J.Gietl / Cassidian

Foto: J.Gietl / Cassidian

Países da UNASUL definem requisitos técnicos para drone regional


Depois de quatro dias de discussões, os doze países membros da União das Nações Sul-Americanas (UNASUL) conseguiram entrar em consenso e definiram os requisitos técnicos do sistema VANT (Veículo Aéreo Não Tripulado), também conhecido como drone, regional da América do Sul. As definições foram tomadas em encontro realizado na última semana em Salvador.

Representantes dos países da UNASUL. Foto: Karla Imad / MD.

Representantes dos países da UNASUL. Foto: Karla Imad / MD.

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Drone palestino é derrubado por Israel


Israel afirmou ter derrubado um drone palestino vindo de Gaza durante sua ofensiva nesta segunda-feira (14/07), no primeiro envio de um aparelho não tripulado por parte de militantes palestinos, cujos foguetes disparados contra o território israelense têm sido de modo geral interceptados. Hamas informou que diversos drones seus já foram enviados ao interior israelense para a realização de missões especiais.

Foto: AFP

Foto: AFP

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Brasil amplia uso de drones em suas operações


No Brasil, veículos aéreos não tripulados são usados em missões de vigilância terrestre e marítima de fronteiras, além de varreduras antibomba e perícias de obras de engenharia civil. Tendência mundial é que seu uso aumente nos próximos anos.

Fonte: Patrik Stollarz / AFP.

Fonte: Patrik Stollarz / AFP.

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Novo chefe do Talibã paquistanês rejeita negociações de paz


Líder linha-dura do Talibã paquistanês, Mulá Fazlullah foi escolhido para ser o novo chefe do grupo em reunião que ocorreu na zona tribal do noroeste paquistanês. Sua nomeação veio em resposta a um ataque de drones dos EUA que assassinou o antigo chefe do Talibã, que vinha fazendo aberturas ao diálogo com o governo paquistanês. Fazlullah, por sua vez, rejeitou qualquer possibilidade de negociar a paz.

Mulá Fazlullah em 2009. Fonte: BBC.

Mulá Fazlullah em 2009. Fonte: BBC.

New Pakistani Taliban chief rejects peace

Asia Times – 08/11/2013 – por Syed Fazl-e-Haider

Hardline Swat Valley Taliban leader Mullah Fazlullah has been chosen as the new chief of the Pakistani Taliban in a shura (council) meeting held on Thursday in Pakistan’s northwestern tribal area.

Fazlullah’s appointment, a week after former chief Hakimullah Mehsud was killed in a US drone strike in North Waziristan, comes as a fatal blow to Islamabad’s efforts to engage the militant group in peace talks. The Pakistani Taliban, also know as Tehrik-i-Taliban Pakistan (TTP), rejected dialogue with the Pakistani government, stating that Mullah Fazlullah is against negotiations.

“Fazlullah is the new TTP chief,” AFP quoted TTP caretaker leader Asmatullah Shaheen as saying at a press conference at an undisclosed location in northwest Pakistan. “The decision was taken at a shura (council) meeting today. The supreme shura has also elected Sheikh Khalid Haqqani as the deputy chief of Tehrik-i-Taliban Pakistan.”

Fazlullah established and led the Taliban’s brutal rule in 2007 in northwestern Swat Valley until 2009, when the country’s armed forces launched a military operation and established the writ of Pakistani state in Swat. He is considered hardline even within the TTP. Under his short sway, he made fiery radio broadcasts in the valley, where he is known as Mullah Radio. His appointment damps prospects for peace, a key part of the agenda of Prime Minister Nawaz Sharif, whose party won victory in May 11 general elections.

Fazlullah fled to Afghanistan in 2009 and is now believed to operate from Nuristan province. He was the mastermind in orchestrating the attack on teenage schoolgirl Malala Yousufzai last year in Swat. Malala raised the voice for the oppressed girls, who had been deprived of their right to education in Swat. Fazlillah is also believed to have been involved in the high-profile killing of Major General (retd) Sanaullah Khan Niazi, a military commander in Swat, in Khyber Pakhtunkhwa province. The army commander was killed in a bomb blast on September 15.

Following the appointment of Fazlullah as their new chief, Pakistani Taliban immediately moved to remove the option of peace talks with the Pakistan government from the table.

“There will be no more talks as Mullah Fazlullah is already against negotiations with the Pakistan government,” Reuters reported TTP spokesman Shahidullah Shahid as saying.

The TTP vowed continue its fight till the establishment of Shariah (Islamic law) in Pakistan. The militant group alleged that the Pakistani government had a deal with the US and had staged a drama of talks to make the Americans happy rather than wanting to negotiate with the TTP.

“Peace talks with the government are not possible as Pakistan is not an authority and is under US slavery,” The Express Tribune reported TTP’s acting Chief Asmatullah Shaheen as saying. “Everyone will know when we will avenge the death of Hakimullah Mehsud.”

Critics however say that how a drone attack on Taliban could sabotage peace talks, which were even not derailed by repeated militant attacks on civilian and military targets during the process of talks for peace talks with Taliban in recent months.

Pakistan’s political and military leadership unanimously decided to initiate peace talks with Pakistani Taliban at an All Parties Conference (APC) held on September 9 in Islamabad. The APC was chaired by Prime Minister Sharif and attended by army and intelligence chiefs. The TTP in response to the government offer of peace talks had demanded a troop withdrawal from tribal areas and the release of 4,752 prisoners.

The killing of Mehsud in drone strike last week came as government representatives prepared to meet the TTP with a view to opening peace talks. It triggered furious reaction from Islamabad, with Interior Minister Chaudhry Nisar accusing Washington of sabotaging peace efforts.

Dawn newspaper commented in an editorial,

The only thing that is clear since last weekend’s drone strike is that Hakeemullah Mehsud is dead and that the political class wants the public to believe that his killing has dealt a major blow to the talks process. Beyond that, nothing is clear. Even Interior Minister Nisar Ali Khan’s claim that a three-member delegation was set to travel to the tribal areas the day Mehsud was killed remains unsubstantiated – and there is some reason to be sceptical of it. The problem is the government appears unwilling or unable to address any of the obvious problems with its dialogue strategy. Start with the obvious.

The killing of Hakeemullah Mehsud could not have in and of itself ended the possibility of dialogue, as the government appeared to suggest in the aftermath of the drone strike. For if the TTP can continue its attacks going into peace talks – set aside the attacks whose provenance is for whatever reasons disputed and that still leaves the killing of an army general in Upper Dir that was explicitly and in video evidence claimed by a branch of the TTP – then why does an attack on the TTP necessarily scuttle peace talks?

Some political observers believe that appointment of Fazlullah as TTP’s chief and Taliban’s rejection of peace talks with the government should be an eye opener for those supporting dialogue with the insurgents, who are at war with Pakistani state and responsible for killing of thousands of Pakistani civilians and army personnel.

Pakistan Tehrik-i-Insaf (PTI), the ruling party in the restive Khyber Pakhtunkhwa province this week announced a plan to block NATO supply lines from November 20 in a retaliatory move to the killing of Mehsud on November 1. The Khyber Pakhtunkhwa Assembly unanimously approved a resolution setting a 15-day deadline for the federal government to halt drone strikes before US and NATO military supply lines to and from Afghanistan would be unilaterally blocked through Khyber Pakhtunkhwa. The PTI has also demanded the government of shooting down the drones if the US continues to violate Pakistan’s sovereignty.

Some leaders of mainstream Islamist parties like Jamaat-i-Islami (JI) and Jamiat-i-Ulma-e-Islam (JUI-F), which is led by Maulana Fazlur Rehman, even declared TTP’s former slain chief Hakimullah Mehsud, as a “martyr”.

“Those killed in the recent drone attack are martyrs as they were eliminated when they were in the process of dialogue for permanent peace in Pakistan. America is following its own agenda without paying heed to the national interests of our country and the drone strike to sabotage the dialogue between the government and Taliban is an eye opener for the so-called patriots,” Dawn reported Khyber Pakhtunkhwa JI chief Prof Mohammad Ibrahim as saying.

Fonte: http://atimes.com/atimes/South_Asia/SOU-02-081113.html

Memorandos secretos revelam a natureza explícita do acordo entre Paquistão e EUA para o uso de drones


Documentos diplomáticos sigilosos obtidos pelo The Washington Post mostram que, apesar das repetidas críticas à campanha antiterrorista via uso de drones por parte dos Estados Unidos, altos funcionários do governo paquistanês endossam secretamente o programa há anos e recebem rotineiramente relatórios dos ataques realizados.

drone strikes in pakistan Washington Post

Secret memos reveal explicit nature of U.S., Pakistan agreement on drones

The Washington Post – 24/10/2013 – por Greg Miller e Bob Woodward

Despite repeatedly denouncing the CIA’s drone campaign, top officials in Pakistan’s government have for years secretly endorsed the program and routinely received classified briefings on strikes and casualty counts, according to top-secret CIA documents and Pakistani diplomatic memos obtained by The Washington Post.

The files describe dozens of drone attacks in Pakistan’s tribal region and include maps as well as before-and-after aerial photos of targeted compounds over a four-year stretch from late 2007 to late 2011 in which the campaign intensified dramatically.

Markings on the documents indicate that many of them were prepared by the CIA’s Counterterrorism Center specifically to be shared with Pakistan’s government. They tout the success of strikes that killed dozens of alleged al-Qaeda operatives and assert repeatedly that no civilians were harmed.

Pakistan’s tacit approval of the drone program has been one of the more poorly kept national security secrets in Washington and Islamabad. During the early years of the campaign, the CIA even used Pakistani airstrips for its Predator fleet.

But the files expose the explicit nature of a secret arrangement struck between the two countries at a time when neither was willing to publicly acknowledge the existence of the drone program. The documents detailed at least 65 strikes in Pakistan and were described as “talking points” for CIA briefings, which occurred with such regularity that they became a matter of diplomatic routine. The documents are marked “top ­secret” but cleared for release to Pakistan.

A CIA spokesman declined to discuss the documents but did not dispute their authenticity.

Aizaz Ahmad Chaudhry, the spokesman for Pakistan’s Foreign Ministry, said his government does not comment on media reports that rely on unnamed sources. But Chaudhry added that Prime Minister Nawaz Sharif, who took office in June, has been adamant that “the drone strikes must stop.”

“Whatever understandings there may or may not have been in the past, the present government has been very clear regarding its policy on the issue,” Chaudhry said. “We regard such strikes as a violation of our sovereignty as well as international law. They are also counter-productive.”

Chaudhry said Pakistan’s government is now unified against U.S. drone strikes, which are deeply unpopular within Pakistan, and has made its disapproval clear to senior U.S. and United Nations officials.

CIA strikes “have deeply disturbed and agitated our people,” Sharif said in a speech Tuesday at the U.S. Institute of Peace, during his first visit to Washington since taking office this year. “This issue has become a major irritant in our bilateral relationship as well. I will, therefore, stress the need for an end to drone attacks.”

In a meeting Wednesday with President Obama, Sharif said, he emphasized “the need for an end to such strikes.” Sharif did not publicly elaborate on how Pakistan would seek to halt a campaign that has tapered off but remains a core part of the Obama administration’s counterterrorism strategy.

There was no immediate comment from Pakistan’s military or intelligence service, but Talat Masood, a retired Pakistani general, said the revelation that Pakistan’s government was well-informed about the drone program will likely “put cold water on the hype” within Pakistan over the issue.

“I think people knew it already, but this makes it much more obvious, and the [Pakistani] media and others will have to cool off, ” said Masood, a military analyst.

Distrust amid cooperation

The files serve as a detailed timeline of the CIA drone program, tracing its evolution from a campaign aimed at a relatively short list of senior al-Qaeda operatives into a broader aerial assault against militant groups with no connection to the Sept. 11, 2001, attacks.

The records also expose the distrust and dysfunction that has afflicted U.S.-Pakistani relations even amid the undeclared collaboration on drone strikes.

Some files describe tense meetings in which senior U.S. officials, including then-Secretary of State Hillary Rodham Clinton, confront their Pakistani counterparts with U.S. intelligence purporting to show Pakistan’s ties to militant groups involved in attacks on American forces, a charge that Islamabad has consistently denied.

In one case, Clinton cited “cell phones and written material from dead bodies that point all fingers” at a militant group based in Pakistan, according to a Pakistani diplomatic cable dated Sept. 20, 2011. “The U.S. had intelligence proving ISI was involved with these groups,” she is cited as saying, referring to Pakistan’s Inter-Services Intelligence agency.

In a measure of the antagonism between the two sides, a 2010 memo sent by Pakistan’s Ministry of Foreign Affairs to its embassy in Washington outlined a plan to undermine the CIA.

“Kindly find enclosed a list of 36 U.S. citizens who are [believed] to be CIA special agents and would be visiting Pakistan for some special task,” said the memo, signed by an official listed as the country’s director general for the Americas. “Kindly do not repeat not issue visas to the same.”

The earliest of the files describes 15 strikes from December 2007 through September 2008. All but two of the entries identify specific al-Qaeda figures as targets.

The campaign has since killed as many as 3,000 people, including thousands of militants and hundreds of civilians, according to independent estimates.

There have been 23 strikes in Pakistan this year, far below the peak in 2010, when 117 attacks were recorded. The latest strike occurred Sept. 29, when three alleged fighters with ties to the militant Haqqani network were killed in North Waziristan, according to news media reports.

Several documents refer to a direct Pakistani role in the selection of targets. A 2010 entry, for example, describes hitting a location “at the request of your government.” Another from that year refers to a “network of locations associated with a joint CIA-ISI targeting effort.”

The files also contain fragments of code words — including SYL-MAG, an abbreviation of Sylvan Magnolia — that correspond to covert drone operations. The code word was later changed to Arbor-Hawthorn.

In time, the CIA identified so many suspected al-Qaeda and militant compounds that it gave them coded designations, including MSC 215 for a Miran Shah compound where explosives were manufactured and SC 5 for Spailpan Compound No. 5 in South Waziristan.

The dates and number of strikes generally correspond with public databases assembled by independent groups, indicating that those organizations have reliably tracked drone attacks from media reports, even if the number of civilian casualties has often been a source of dispute.

Evolution of CIA strategy

The documents confirm the deaths of dozens of alleged al-Qaeda operatives, including Rashid Rauf, a British citizen killed in 2008 who “helped coordinate al-Qaeda’s summer 2007 plot to blow up transatlantic flights originating from Great Britain,” one memo said.

But the documents also reveal a major shift in the CIA’s strategy in Pakistan as it broadened the campaign beyond “high-value” al-Qaeda targets and began firing missiles at gatherings of low-level fighters.

The files trace the CIA’s embrace of a controversial practice that came to be known as “signature strikes,” approving targets based on patterns of suspicious behavior detected from drone surveillance cameras and ordering strikes even when the identities of those to be killed weren’t known.

At times, the evidence seemed circumstantial.

On Jan. 14, 2010, a gathering of 17 people at a suspected Taliban training camp was struck after the men were observed conducting “assassination training, sparring, push-ups and running.” The compound was linked “by vehicle” to an al-Qaeda facility hit three years earlier.

On March 23, 2010, the CIA launched missiles at a “person of interest” in a suspected al-Qaeda compound. The man caught the agency’s attention after he had “held two in-car meetings, and swapped vehicles three times along the way.”

Other accounts describe militants targeted because of the extent of “deference” they were shown when arriving at a suspect site. A May 11, 2010, entry noted the likely deaths of 12 men who were “probably” involved in cross-border attacks against the U.S. military in Afghanistan.

Although often uncertain about the identities of its targets, the CIA expresses remarkable confidence in its accuracy, repeatedly ruling out the possibility that any civilians were killed.

One table estimates that as many as 152 “combatants” were killed and 26 were injured during the first six months of 2011. Lengthy columns with spaces to record civilian deaths or injuries contain nothing but zeroes.

Those assertions are at odds with research done by human rights organizations, including Amnesty International, which released a report this week based on investigations of nine drone strikes in Pakistan between May 2012 and July 2013. After interviewing survivors and assembling other evidence, the group concluded that at least 30 civilians had been killed in the attacks.

White House spokesman Jay Carney acknowledged Tuesday that drone strikes “have resulted in civilian casualties” but defended the program as highly precise and said there is a “wide gap” between U.S. estimates and those of independent groups.

Regular communication

Several of the files are labeled as “talking points” prepared for the DDCIA, which stands for deputy director of the CIA. Michael J. Morell, who held that position before retiring this year, delivered regular briefings on the drone program to Husain Haqqani, who was the Pakistani ambassador to the United States at the time.

The CIA also shared maps and photographs of drone operations in Pakistan that have not previously been shown publicly. The maps contain simplistic illustrations, including orange flame emblems to mark locations of strikes. The photos show before-and-after scenes of walled compounds and vehicles destroyed by Hellfire missiles, some marked with arrows to identify bodies amid the rubble.

The documents indicate that these and other materials were routinely relayed “by bag” to senior officials in Islamabad.

When contacted Wednesday, Haqqani declined to comment and said he would not discuss classified materials.

In one case, Morell indicated that the CIA was prepared to share credit with the Pakistanis if the agency could confirm that it had killed Ilyas Kashmiri, an al-Qaeda operative suspected of ties to plots against India. The agency would do so “so that the negative views about Pakistan in the U.S. decision and opinion making circles are mitigated,” according to a diplomatic memo.

But Morell was also sent on occasion to confront Pakistan with what U.S. officials regarded as evidence of the nation’s support for terrorist groups. In June 2011, he arrived at the embassy with videos showing militants scrambling to clear materials from explosives plants that the United States had discovered and called to the attention of counterparts in Pakistan.

Rather than launching raids, the Pakistanis were suspected of tipping off the militants, who dispersed their materials in a “pickup truck, two station wagons and at least two motorcycles to multiple locations in South Waziristan,” according to the memo summarizing the meeting with Morell.

Morell warned that “these videos left a bad taste” among lawmakers and other senior officials in Washington.

Fonte: http://www.washingtonpost.com/world/national-security/top-pakistani-leaders-secretly-backed-cia-drone-campaign-secret-documents-show/2013/10/23/15e6b0d8-3beb-11e3-b6a9-da62c264f40e_story.html?hpid=z1

O sucesso de aeronaves não tripuladas Vants / drones no Brasil


O voo do falcão

Projetos militares contribuem para o aquecido setor de aeronaves não tripuladas

Revista FAPESP, ed. 211, setembro de 2013 – por Rodrigo de Oliveira Andrade

Primeira versão do Falcão nos laboratórios da Avibras. Protótipo é usado para adequação aos requisitos do Ministério da Defesa. © AVIBRAS

Um projeto ambicioso, desenvolvido para fins militares, poderá levar o Brasil a se tornar um importante polo de pesquisa, desenvolvimento e produção de novas tecnologias relacionadas aos veículos aéreos não tripulados, os vants – também conhecidos como drones. Idealizado para uso das Forças Armadas, o Falcão, como foi batizado, será o maior vant militar nacional. Se o projeto avançar, a aeronave terá 11 metros de envergadura, de uma ponta a outra da asa, e autonomia mínima de 16 horas. Ele poderá atuar em operações de vigilância marítima e de fronteiras, missões de busca e salvamento, no combate ao tráfico de drogas, crimes ambientais e na segurança e monitoramento de grandes eventos, como os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, ano em que a aeronave deverá ser concluída. Até agora, cerca de R$ 85 milhões já foram investidos por parte da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), de institutos de pesquisa e da própria indústria.

O Falcão começou a ser desenvolvido pela Avibras no final da década passada. A empresa brasileira com sede em São José dos Campos, interior paulista, em parceria com o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) da Aeronáutica, contou com os sistemas de navegação e controle de outra empresa da mesma cidade, formada no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), a Flight Technologies. Desde fevereiro deste ano, o Falcão integra a linha de produtos da Harpia Sistemas, empresa criada a partir da associação entre a Embraer Defesa & Segurança, braço militar da Embraer, e a AEL Sistemas, com sede em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, subsidiária da Elbit Systems, uma das maiores fabricantes de produtos de defesa de Israel – a mesma a fornecer os primeiros drones para uso da Força Aérea Brasileira (FAB) em 2010. Em janeiro deste ano, a Avibras também se tornou acionista da Harpia. “Desde então conduzimos estudos de configurações para atender aos requisitos operacionais das Forças Armadas para um sistema de vant capaz de cumprir missões de inteligência, vigilância e reconhecimento”, diz Rodrigo Fanton, presidente da Harpia. O primeiro protótipo do Falcão está sendo usado como ponto de partida para a adequação aos requisitos apresentados pelo Ministério da Defesa, que incluem um conjunto de sensores, sistema de comunicação de dados e uma estação de controle em solo.

acauã Projetado pelo DCTA para demonstrar em voo novas tecnologias para vants

A aeronave terá cerca de 800 quilos (kg), podendo transportar mais combustível e equipamentos do que outros drones da mesma categoria a uma altura de 5 mil metros. Dentro do veículo aéreo, no lugar do piloto, poderão ser instalados sensores, câmeras e radares, entre outros itens. Boa parte da estrutura do Falcão foi desenvolvida com tecnologia nacional, como os sistemas de eletrônica de bordo, controle e navegação. “Ele terá dimensões equivalentes ao Super Tucano, aeronave turboélice da Embraer para ataque tático”, comenta Flavio Araripe d’Oliveira, coordenador do projeto vant no DCTA. “Vants de médio e grande porte, como o Falcão, são controlados do solo por técnicos em contêineres equipados com computadores e sistemas de comunicação”, diz.

O Falcão utiliza outro vant brasileiro como plataforma de testes para o sistema de navegação e controle: o Acauã, um drone de 150 kg e 5 metros de envergadura concluído em 2010. Ele foi desenvolvido pelo DCTA, centros de pesquisa do Exército (CTEx) e da Marinha (IPqM) (ver Pesquisa FAPESP n° 185) e pela Avibras. Foram realizados dezenas de voos experimentais na Academia da Força Aérea, em Pirassununga, interior de São Paulo. Hoje o Acauã é utilizado pelo DCTA, Exército e Marinha, e pelas empresas Flight Technologies e Bossan Computação Científica (BCC), do Rio de Janeiro, num novo projeto, agora voltado à concepção de uma tecnologia de pouso e decolagem automáticos, que já apresentou bons resultados nos primeiros experimentos em pista realizados em agosto. O projeto conta com financiamento de R$ 4 milhões da Finep. “Desenvolvemos um sistema com sensores de aproximação com DGPS, que garante um posicionamento muito preciso por satélite, e radar altímetro capaz de medir a altura da aeronave em relação ao solo. Até agora, pouso e decolagem eram realizados apenas sob o comando de um operador”, explica D’Oliveira.

Turbina para vants de grande porte no DCTA

Também no DCTA pesquisadores do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), em parceria com professores do ITA e engenheiros da empresa TGM Turbinas, com sede em Sertãozinho, interior paulista, trabalham em outro projeto que poderá impulsionar o setor brasileiro de drones. Trata-se de um motor turbojato movido a querosene de aviação que pode ser usado em vants com peso máximo de 1,2 tonelada. A Turbina Aeronáutica de Pequena Potência (TAPP) é a primeira a ser produzida no Brasil com características de durabilidade e potência de 5 mil newtons (N), força capaz de impulsionar uma aeronave de até 1,5 tonelada. “Planejamos um grupo de turbinas que possam ter aplicações em vants, mísseis e uma linha para geração de energia”, diz Alexandre Roma, da TGM, um dos engenheiros responsáveis pelo projeto. Ele conta que o equipamento não será usado no Falcão, mas instalado inicialmente em alvos aéreos para treinamento de pilotos em aviões de combate.

Produção em série
Em julho, a turbina foi testada pela primeira vez no banco de provas do IAE. Segundo o engenheiro mecânico José Francisco Monteiro, coordenador do projeto, todos os componentes da TAPP foram fabricados no Brasil, exceto o rolamento para a sustentação de seu eixo. Um dos objetivos é qualificar a mão de obra brasileira para sua produção em série. “Como essa turbina pode ser instalada em mísseis de longo alcance, sua comercialização tem sido dificultada, devido aos tratados de não proliferação de armas nucleares. A alternativa é fabricar a turbina no Brasil”, avalia Monteiro. Novos testes estão programados até o fim deste ano com o objetivo de fazê-la atingir a rotação máxima de 28 mil rotações por minuto. O projeto conta com financiamento de R$ 30 milhões da Finep. A agência já firmou 23 contratos e convênios, num total de R$ 69 milhões, voltados ao trabalho de pesquisa e desenvolvimento tecnológico de vants no Brasil, conta William Respondovesk, chefe do Departamento das Indústrias Aeroespacial, Defesa e Segurança da Finep.

 Vants 211_21 Revista FAPESP

As vantagens inerentes ao uso dos drones em operações militares – sobretudo pelos Estados Unidos, após os atentados de 11 de setembro de 2001 – têm atraído cada vez mais a atenção de vários países. Entre 2005 e 2012, por exemplo, o número de nações que adquiriram essa tecnologia subiu de 41 para 76. Nesse mesmo período, o número de programas de pesquisa voltados para essa área nesses países saltou de 195 para 900, impulsionando um mercado em contínua evolução. Os norte-americanos ainda controlam boa parte desse mercado. Juntas, as empresas North Grumman e General Atomics Aeronautical Systems detêm 63% de toda a produção mundial de drones, de acordo com o Government Accountability Office dos Estados Unidos.

Também os gastos anuais em pesquisa, desenvolvimento e comércio dessas aeronaves devem dobrar na próxima década, chegando aos US$ 12 bilhões – totalizando US$ 90 bilhões nos próximos 10 anos –, como mostra o relatório World unmanned aerial vehicles systems, market profite and forecast 2013, divulgado em junho pela consultoria norte-americana Teal Group, especializada nas áreas aeroespacial e de defesa. O Departamento de Defesa dos Estados Unidos deve seguir líder nesse setor. Israel vem logo em seguida. O país foi responsável por 41% dos drones exportados entre 2001 e 2011, segundo a Stockholm International Peace Research Institute, organização voltada à realização de pesquisas em questões sobre conflitos e segurança internacionais.

apoena Usado no monitoramento ambiental da hidrelétrica de Jirau, em Rondônia

Obtenção de dados
Avanços recentes em áreas de tecnologia computacional, além do desenvolvimento de materiais mais leves e de avançados sistemas globais de navegação, também têm atraído a atenção de pesquisadores, que usam drones para a obtenção de dados em áreas de difícil acesso. No dia 13 de junho a revista Nature publicou um artigo mostrando como esse tipo de tecnologia pode ser útil para o mundo acadêmico. Pesquisadores da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, por exemplo, têm usado vants para medir jatos de ventos que sopram no continente antártico. Isso poderá ajudá-los a entender a dinâmica que deu origem à formação das geleiras marinhas ao redor da Antártida. Também os biólogos aderiram aos vants em seus trabalhos de campo. Já na Índia, a World Wildlife Fund (WWF) tem usado os drones para detectar a presença de caçadores.

Esse crescimento para além do âmbito militar tem se refletido no Brasil. Nos últimos anos, pelo menos cinco empresas passaram a investir em pesquisa e desenvolvimento de novas aeronaves. A AGX é uma delas. Com sede em São Carlos, interior paulista, a empresa desde 2009 trabalha com o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Sistemas Embarcados Críticos (INCT-SEC), com sede na Universidade de São Paulo (USP) de São Carlos, na concepção de soluções voltadas para o uso de vants na agricultura, meio ambiente e mineração. “Esse é o setor mais dinâmico, e o de maior crescimento, da indústria aeroespacial e de defesa em todo o mundo”, diz Adriano Kancelkis, diretor-presidente da AGX, empresa que contou com o apoio do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe) da FAPESP.

VSX, nova aeronave das empresas AGX e Aeroálcool para transporte de radar

Com características distintas, mas com várias possibilidades de adaptação para missões na agricultura, dois de seus drones, Tiriba e Arara II, possuem tecnologia nacional. Podem ser usados em levantamentos aerofotográficos com câmeras convencionais de alta definição, sensores e câmeras termais e multiespectrais. “Essa tecnologia é capaz de identificar com precisão a existência de pragas e falhas em lavouras e áreas atingidas por erosão e assoreamento de rios”, explica Kancelkis. Lançado em 2011, o Tiriba tem motor elétrico e pode atingir os 100 km/h, se mantendo em operação por até meia hora. O drone está sendo usado num projeto-piloto de monitoramento ambiental em parceria com a Polícia Militar Ambiental do Estado de São Paulo. “Já realizamos alguns voos, mas o vant ainda está em fase de certificação na Agência Nacional de Aviação Civil [Anac], instituição responsável pela emissão de autorizações para voos dessas aeronaves”, diz.

Agricultura de Precisão
A empresa também tem investido em novos modelos, como o VSX, aeronave desenvolvida em parceria com a Aeroálcool, com sede em Franca, interior paulista, e o INCT-SEC. Com autonomia de voo de 20 horas, o vant pode cumprir missões com até 4 mil km de alcance numa velocidade de 200 km/h. “O VSX foi projetado para carregar um radar do tipo SAR que permite mapear, no caso de uma floresta, não só a copa das árvores, mas também o que está por debaixo delas, no solo”, conta Kancelkis. O projeto recebeu R$ 2 milhões da Finep. A ideia é que o VSX seja utilizado pela fabricante do radar, a Orbisat, com sede em Campinas, em áreas de conflito urbano, calamidades e no monitoramento de fronteiras. A AGX também acaba de firmar uma parceria com a Universidade de Purdue, nos Estados Unidos. “O objetivo é atuar no segmento de agricultura de precisão naquele país, além de desenvolver novas tecnologias para sensoriamento remoto”, diz.

Imagem captada por vant: informações sobre falhas na lavoura e para estimar a produção

Entre 2010 e 2013, a XMobots, empresa com sede em São Carlos, realizou um trabalho de mapeamento e quantificação do desmatamento em torno da Usina Hidrelétrica de Jirau, em construção no rio Madeira, em Rondônia. “O objetivo era que nosso vant, o Apoena, fizesse a captação de imagens que revelassem se a atividade realizada pelas empresas estava de acordo com a legislação ambiental”, explica Giovani Amianti, um dos sócios da XMobots, que também recebeu financiamento do Pipe em 2007. Depois de alguns meses, as imagens produzidas pelo drone passaram a ser usadas como parâmetro para determinar o metro quadrado que cada empresa havia desmatado. O Apoena realizou operações durante 18 meses e em seguida foi substituído pelo modelo Nauru por mais um ano. “Agora o Apoena está numa fase de maturação tecnológica. Pretendemos lançar uma nova versão no início de 2014; uma aeronave maior, com capacidade de voo superior a 8 horas, mais segura e capaz de operar em cidades”, diz Amianti.

O Nauru é um drone menor que o Apoena, com autonomia de 5 horas, 15 kg e envergadura de 2,3 metros. Em maio, o vant obteve da Anac o Certificado de Autorização de Voo Experimental. “Com isso nos tornamos a única empresa do país autorizada pela Anac a fazer voos voltados à pesquisa e desenvolvimento de drones. Até então, apenas a Polícia Federal possuía vants civis aptos a voar no Brasil”, conta Fábio Henrique Assis, diretor da XMobots. Mas ele explica que o trâmite legal para essa aeronave é mesmo mais simples, já que o Nauru será usado para fins agrícolas, em espaço aéreo segregado. Em junho, durante uma feira de geotecnologia realizada em São Paulo, a empresa lançou o Echar, um novo modelo de 2,1 metros de envergadura, 6 kg e autonomia de 60 minutos. Suas aplicações variam do monitoramento de garimpo ilegal, extração irregular de madeira, invasão de áreas ambientais à previsão de produção agrícola. “O Echar foi desenvolvido a partir da demanda de nossos clientes”, conta Amianti.

Vants - Revista FAPESP - DCTA - AGX - Avibras - XMOBOTS© ANA PAULA CAMPOS

Também em Gavião Peixoto, município próximo a São Carlos, no interior de São Paulo, pesquisadores da Embrapa Instrumentação usam drones na área de agricultura de precisão. Um modelo diferente, semelhante a um mini-helicóptero, faz sobrevoos periódicos em plantações de laranja para detecção do greening, doença que afeta o amadurecimento dos frutos, deixando as folhas das plantas amareladas. “Usamos vants em atividades agrícolas desde 1998, com o projeto de Aeronave de Reconhecimento Assistida por Rádio e Autônoma (Arara) em parceria com o professor Onofre, da USP” (ver Pesquisa FAPESP n° 123), conta o engenheiro eletrônico Lúcio Jorge, da Embrapa. “Investimos no desenvolvimento de metodologias de processamento de imagens para drones de baixo custo.” O mini-helicóptero sem piloto, usado para pulverização no controle de pragas em culturas de arroz, soja e trigo, foi adquirido pela Embrapa da empresa Rotomotion, dos Estados Unidos. “Esse projeto nos permitiu desenvolver softwares e sistemas de captura de imagens para as diferentes aplicações agrícolas no Brasil”, diz o pesquisador. “Mas o projeto requer mais investimento, sobretudo pelo fato de a Rotomotion ser uma empresa pequena, tendo dificuldades em atender às demandas no Brasil, como treinamentos e ajustes no sistema.” A Embrapa conta ainda com sistemas multirrotores, os chamados multicópteros, com software livre, que são uma opção tecnológica mais barata.

Mesmo com o desenvolvimento acelerado do setor, os voos de vants ainda carecem de regras específicas. “Nos baseamos em normas existentes para as aeronaves tripuladas”, explica Assis, da XMobots. Hoje os principais fatores de risco associado ao voo de drones no mundo se referem à segurança das pessoas em áreas por eles sobrevoadas, possível colisão com aeronaves que compartilham do mesmo espaço aéreo e danos materiais numa eventual queda. “Eles devem ser tratados como aviões, não como brinquedos”, diz João Batista Camargo Júnior, professor da Escola Politécnica (Poli) da USP. Para ele, regras específicas devem ser criadas de acordo com a aplicação que o drone terá. Segundo Nei Brasil, presidente da Flight Technologies – empresa que já desenvolveu e entregou ao Exército e a Marinha três drones de pequeno porte –, a Anac pretende regulamentar o voo de vants civis até 2014. “A Anac segue as recomendações da Organização de Aviação Civil Internacional, que criou grupos de trabalho para discutir regras para a adoção de vants pelo mercado civil”, diz. Para Camargo Júnior, o país precisa estar atento. “As autoridades aeronáuticas devem zelar pela segurança da população em relação aos vants sem comprometer a pesquisa e o desenvolvimento da indústria nacional.”

Fonte: http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/09/12/o-voo-do-falcao/

Brasil e Bolívia apresentam ações para combate ao narcotráfico


Bolivia's Interior Minister Llorenti shakes hands with Brazil's Justice Minister Cardozo after signing an anti-drug trafficking agreement in La Paz

Brasil e Bolívia apresentam ações para combate ao narcotráfico

17 de dezembro de 2012 – Agência Brasil/Luciano Nascimento

Os governos do Brasil e da Bolívia apresentaram hoje (17) um conjunto de ações para combater o narcotráfico. As iniciativas dizem respeito a cooperação entre os dois países voltadas para o desenvolvimento de operações conjuntas de inteligência, monitoramento de fronteiras, formação policial e combate à lavagem de dinheiro.

Acompanhado do ministro de Governo da Bolívia, Carlos Romero, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo disse que há um interesse comum entre Brasil e Bolívia de fiscalizar as fronteiras dos dois países e de ações de enfrentamento da narcotráfico.

“Há uma compreensão comum dos dois países sobre a importância de aumentar a fiscalização nas fronteiras, de trocar informações na área de inteligência e de coordenar as ações policiais na região”, diz Cardozo. (mais…)

Exército Brasileiro quer desenvolver aeronave não tripulada para monitorar fronteiras


Foto por: Alexandre Battibugli

Exército Brasileiro quer desenvolver aeronave não tripulada para monitorar fronteiras do país

CNPQ – 09/03/2012

Parceria firmada no final de 2011 entre o Departamento de Ciência e Tecnologia (DCT) do Exército Brasileiro e o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Sistemas Embarcados Críticos (INCT-SEC), tem como meta desenvolver uma aeronave não tripulada de altíssima tecnologia para monitorar as extensas fronteiras do país. No momento o Instituto define com o Exercito as características da aeronave para que em março a equipe comece a trabalhar no projeto inovador.

“A intenção do convênio é ampliar a formação de recursos humanos e a aquisição de conhecimentos, estimulando a inserção de pesquisadores do Exercito na academia, no sentido de atuarmos em conjunto na busca e definição de novos projetos tecnológicos importantes para o Brasil. E um desses projetos é a criação desta aeronave autônoma, que fará o reconhecimento de locais de difícil acesso com fotos e imagens”, diz a professora Kalinka Castelo Branco, do ICMC, diretora administrativa e operacional do Instituto, vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Segundo ela, na fase atual se define quais aplicações a aeronave deve ter para se adequar às necessidades do Exercito. Fechado o plano de desenvolvimento começa a etapa de construção do Veículo Aéreo Não Tripulado (Vant). “Queremos já em março iniciar o projeto de uma aeronave com mais autonomia, de modo que ela possa cobrir uma área maior de nossas fronteiras. Hoje, já temos alguns VANTs empregados em atividades militares, porém estes não percorrem extensas aéreas, pois a bateria tem autonomia para apenas uma hora de sobrevôo”, informa.

Um dos VANTs utilizados hoje pelo Exercito foi doado pela empresa AGX Tecnologia. Denominado Tiriba, atualmente a aeronave tem aplicação em atividades militares e servirá de base para o desenvolvimento do novo aparelho. O veículo anteriormente criado no Instituto é elétrico, tem autonomia de vôo de uma hora, sendo que após esse período é necessária a troca de baterias. Pesa entre 3,7 e 4 quilos, com 3 metros de envergadura. (mais…)

Mesmo com pressões paquistanesas, EUA continuará ataques com VANTs


Foto por: James Less Harper JR/AFP/Getty

U.S pushed ahead with drone strikes despite Pakistani resistance

Reuters / Missy Ryan, Mark Hosenball – 22/02/2012

Shortly before the United States ended a two-month pause in missile strikes on militants in Pakistan last month, senior U.S. officials telephoned their Pakistani counterparts and told them Washington would be resuming its covert drone program despite mounting objections in Islamabad.

Vice President Joe Biden and Secretary of State Hillary Clinton were among those who spoke with Pakistani officials shortly before the eight-week pause in the drone program ended, sources familiar with the issue said.

General Martin Dempsey, chairman of the U.S. Joint Chiefs of Staff, spoke to his Pakistani counterpart General Ashfaq Kayani around the same time, the sources said, but a U.S. defense official said the two men did not discuss drone strikes.

The strike that followed on January 10, when U.S. aircraft fired missiles at a home in the North Waziristan tribal area, was the first such attack since U.S. aircraft, in a mishap that plunged bilateral ties into a tailspin, killed 24 Pakistani soldiers along remote border with Afghanistan.

The November 26 border incident infuriated a vulnerable government in Islamabad and prompted Pakistani officials to signal, in more emphatic terms than they had previously, that they would no longer accept U.S. drone strikes. That set the Obama administration up for yet another potential collision with Pakistan as it continues a controversial drone program that has become a centerpiece of U.S. efforts to quash militancy there.  (mais…)

Os VANTS chegaram para ficar


Armed UAV Operations 10 Years On

Stratfor – 12/01/2012

One of the most iconic images of the American-led wars in Iraq and Afghanistan — as well as global U.S. counterterrorism efforts — has been the armed unmanned aerial vehicle (UAV), specifically the MQ-1 “Predator” and the MQ-9 “Reaper.” Unarmed RQ-1 Predators (which first flew in 1994) were flying over Afghanistan well before the 9/11 attacks. Less than a month after the attacks, an armed variant already in development was deployed for the first time.

In the decade since, the Predator has clocked more than a million flight hours. And while U.S. Air Force procurement ceased in early 2011 — with more than 250 airframes purchased — the follow-on MQ-9 Reaper has already been procured in numbers and production continues. Predators and Reapers continue to be employed in a broad spectrum of roles, including close air support (CAS), when forward air controllers communicate with UAV operators to release ordnance with friendly troops in the vicinity (CAS is one of the more challenging missions even for manned aircraft because of the heightened risk of friendly casualties). Officially designated “armed, multi-mission, medium-altitude, long endurance, remotely piloted aircraft,” the second to last distinction is the Predator and Reaper’s principal value: the ability to loiter for extended periods, in some cases for more than 24 hours.

This ability affords unprecedented situational awareness and physical presence over the battlefield. The implications of this are still being understood, but it is clear that it allows, for example, the sustained and constant monitoring of main supply routes for attempts to emplace improvised explosive devices (IEDs) or the ability to establish a more sophisticated understanding of high-value targets’ living patterns. In addition, live, full-motion video for ground controllers is available to lower and lower echelons to an unprecedented degree.

As the procurement of Predators and Reapers and the training of operators accelerated — particularly under the tenure of former U.S. Defense Secretary Robert Gates, beginning in 2006 — the number of UAV “orbits” skyrocketed (an orbit is a single, continuous presence requiring more than one UAV airframe per orbit). There are now more than 50 such orbits in the U.S. Central Command area of operations alone (counting several maintained by the larger, unarmed RQ-4 “Global Hawk”). The U.S. Air Force expects to be capable of maintaining 65 orbits globally by 2013, with the combined total of flight hours for Predator and Reaper operations reaching about 2 million around the same time. In 2005, UAVs made up about 5 percent of the military aircraft fleet. They have since grown to 30 percent, though most are small, hand-launched and unarmed tactical UAVs. (mais…)

Uma nova geração de VANTs navais – Stars and Stripes


Foto por: Nichelle Anderson/Courtesy U.S. Air Force

 Navy testing long-range drone that tracks suspicious vessels

Stars and Stripes / Seth Robson – 04/01/2012

The Navy is testing a long-range drone that hovers 70,000 feet above aircraft carriers and allows fleet commanders to track suspicious vessels across vast expanses of sea.

A prototype of the as-yet-unnamed drone, referred to as the Broad Area Maritime Surveillance (BAMS) system, is in action with the Navy’s 5th Fleet and, according to one naval expert, could help keep tabs on any Iranian threats to shipping in the Persian Gulf.

Iran’s army chief, Gen. Ataollah Salehi, on Tuesday warned American aircraft carriers not to return to the Gulf – the latest in a series of provocations responding to new sanctions imposed by the U.S. over Iran’s efforts to acquire nuclear weapons.

Navy officials won’t talk specifics about the missions the unmanned maritime aircraft is taking part in around the region, saying only that the drone flies a 24-hour long mission every three days and is providing more than half of 5th Fleet’s aerial intelligence, surveillance and reconnaissance information.

But the Navy could use the BAMS Demonstrator – an RQ-4 Global Hawk equipped with modified Air Force radar, a high resolution camera and infra-red sensors – to track hundreds of suspicious vessels in the Gulf, according to Jan Van Tol, a retired U.S. Navy captain who is a senior fellow at the Center for Strategic and Budgetary Assessments in Washington, D.C. (mais…)

Uma Guerra Assimétrica de Drones


An Asymmetrical Drone War

ISN – 23 Aug 2010, By Paul Rogers

The United States and Israel see the next generation of armed drones as a potent reinforcement of their military capacity against insurgents and rogue states. But Iran and Hizbollah too are in the race, Paul Rogers writes for openDemocracy. (mais…)