Vietnã

Por que os Estados Unidos suspenderam o embargo de armas ao Vietnã?


Em artigo publicado pela RAND, Scott Warren Harold (25/05) analisa as razões que levaram os Estados Unidos a suspenderem o embargo de armas letais ao Vietnã. Para o autor, medida faz parte de uma estratégia regional de Washington. Dentre os principais motivos estão: o rebalanceamento regional, com o governo Obama procurando melhorar as relações com os países da Ásia-Pacífico; o esforço dos EUA de liberalizar o sistema político e econômico de Hanoi, facilitando a entrada no acordo TPP; a busca por melhorar as capacidades militares (especialmente navais e aéreas) dos países do Sudeste Asiático, a fim de aumentar a venda de armas e a capacidade destes de defesa e consciência de situação; e auxiliar o Vietnã a se armar contra a assertividade chinesa no Mar do Sul da China.

Foto: Carlos Barria / Reuters

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EUA encerram embargo de armamentos ao Vietnã depois de 50 anos


Nesta segunda-feira (23/05), os Estados Unidos suspenderam o embargo à venda de armas para o Vietnã. Anúncio se deu durante visita do presidente dos EUA, Barack Obama, ao país. A restrição de vendas de armas vigorou por cerca de 50 anos. A suspensão do embargo, segundo oficiais estadunidenses, faz parte do caminho da normalização das relações com o Vietnã. Obama também deve promover o Acordo de Parceria Transpacífico na região (TPP, em inglês).

Foto: C. Barria / Reuters

EUA deve remover embargo de armas para o Vietnã


Conforme matéria da revista Foreign Policy, os Estados Unidos devem remover o embargo de armas em voga contra o Vietnã desde a guerra entre os dois países, finda em 1975. Ainda que o embargo tenha se flexibilizado há dois anos para permitir a venda de armamentos relacionados à “segurança marítima”, o seu fim oficial permitiria que Hanói comprasse artigos estadunidenses de alta tecnologia tais como radares e aeronaves de monitoramento. Medida serviria para reaproximar ambos em um contexto de crescente disputa entre EUA e China no pacífico ocidental. Entretanto, ainda há forte oposição interna nos EUA, que reclamam da situação dos direitos humanos no Vietnã principalmente.

Foto: KHAM / AFP / Getty Images via Foreign Policy. 

Tailândia e Vietnã agradecem China pela ajuda durante seca


A Tailândia e o Vietnã agradeceram a China pela ajuda durante a pior seca do rio Mekong em duas décadas. O governo chinês anunciou na última quinta-feira (17/03) que liberaria água de suas barragens para auxiliar os países em necessidade. Segundo oficiais chineses, ação durará cerca de um mês. Analistas consideram que medida mostra a cooperação entre os países da região, especialmente no gerenciamento de crises relacionadas à recursos naturais.

Foto: Xinhua

Sete eventos para se prestar atenção na Ásia em 2016


Em artigo publicado na revista The Diplomat (31/12), o analista Ankit Panda elenca sete eventos geopolíticos para se prestar atenção no início de 2016 na Ásia: as eleições em Taiwan; o início das operações do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB, em inglês); eleições internas no Partido Comunista do Vietnã; complicações no acordo entre Japão e Coreia do Sul sobre escravas sexuais da Segunda Guerra Mundial, assinado no final do ano passado; conversas entre Paquistão e Índia; negociações de paz com o Talibã; e o nascimento da Comunidade ASEAN.

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Foto: Shutterstock.com

EUA aumenta capacidades marítimas de países da ASEAN


Na última semana (08/10), um oficial dos Estados Unidos informou que o progama “Southeast Asia Maritime Law Enforcement Initiative” (Iniciativa de Aplicação das Leis Marítimas Do Sudeste Asiático) atingiu US$ 100 milhões em fundos para quatro países da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN):  Indonésia, Malásia, as Filipinas e Vietnã. A iniciativa inclui a construção de capacidade estatal, infraestrutura, aquisição de equipamentos (incluindo navios) e o suporte para a cooperação regional.

Foto: Flickr / US Navy Photo.

TPP explicada


Confira aqui um artigo publicado no jornal The New York Times que explica os principais pontos da “Parceria Trans-Pacífico” (TPP), considerada o maior acordo regional de comércio da história, assinado no início de outubro deste ano. A TPP, com os Estados Unidos, Japão e mais 10 países, além das reduções de tarifas, estabelece regras e padrões para áreas como a farmacêutica, a ambiental e a dos direitos trabalhistas. O tratado ainda precisa ser ratificado pelos países signatários, onde encontra forte oposição.

Imagem: AG news.

Japão e Vietnã aumentarão cooperação em defesa


Em visita oficial a Tóquio nesta terça-feira (15/09), o Secretário Geral do Partido Comunista do Vietnã, Nguyen Phu Trong, encontrou-se com o premiê japonês Shinzo Abe. Ambos afirmaram a necessidade de maior cooperação na área econômica e de defesa. Também foi assinado um acordo de cooperação entre as guardas costeiras dos dois países. O Japão ainda comprometeu-se a prover mais navios a Hanói.

Foto: Xinhua / Ma Ping.

O resultado da visita do chanceler Mauro Vieira à Ásia


O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, esteve no continente asiático no final de julho, onde visitou Cingapura, Timor Leste, Vietnã e Japão em missão diplomática brasileira. Cada visita apresentou uma pauta com objetivos distintos. No Timor Leste, as preocupações estiveram relacionadas à participação do Brasil na XX Reunião Ordinária de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Em Cingapura e no Vietnã, o Brasil deu continuidade a negociações com as duas dinâmicas economias asiáticas, promovendo a cooperação econômica, tecnológica e científica. No Japão, a diversificada agenda em comemoração aos 120 anos de relações diplomáticas reafirmou a Parceria Global Estratégica, anunciada em agosto de 2014, além de preparar a visita oficial de Dilma Rousseff ao país ainda neste ano.

Foto: Ana de Oliveira, AIG-MRE.

Foto: Ana de Oliveira, AIG-MRE.

Quem é o maior “agressor” no Mar do Sul da China?


David Shear, secretário assistente de Defesa dos Estados Unidos, declarou em maio ao Comitê de Relações Exteriores do Senado estadunidense que a China ocupa 8 regiões do Mar do Sul da China, enquanto o Vietnã está presente em 48 delas, número que duplicou nos últimos 20 anos, com 18 novas ocupações em apenas 6 anos. Países como Filipinas, Malásia e Taiwan também se fazem presentes com números semelhantes aos chineses. Shear referiu-se especificamente ao período entre 2009 e 2014, quando o Vietnã mostrou-se mais ativo, o que explicaria as “limitações” citadas pelos líderes militares chineses.

Mapa: CIA, Estarapapax,  Wikimedia Commons.

Mapa: CIA, Estarapapax, Wikimedia Commons.

Ministro das Relações Exteriores visita quatro países na Ásia


O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, iniciou na semana passada uma viagem para reuniões no Timor Leste, em Cingapura, no Vietnã e no Japão, de acordo com declaração do subsecretário político do Itamaraty, José Alfredo Graça Lima. As reuniões, que devem tratar principalmente de assuntos econômicos e comerciais, apresentarão às autoridades dos países asiáticos a proposta do novo modelo brasileiro de acordo de investimentos, argumento que deve contribuir decisivamente à firmação de tratados bilaterais durante os encontros.

Foto: Valter Campanato, Agência Brasil.

Foto: Valter Campanato, Agência Brasil.

EUA e Vietnã firmam novo acordo militar


Os Estados Unidos e o Vietña firmaram nesta segunda-feira (01/06) um novo acordo militar bilateral. Segundo documento, os dois países comprometem-se a intensificar o comércio bilateral de armamentos e tecnologias militares e a, potencialmente, desenvolver e produzir equipamentos conjuntamente. Embora tanto Hanói quanto Washington estejam otimistas, nota-se que o acordo não é vinculante.

Foto: Glen Fawcet / Departamento de Defesa dos EUA.

Coreia do Sul e Vietnã assinam acordo de livre comércio


Após anos de negociações, Coreia do Sul e Vietnã assinaram na terça-feira (05/05) um acordo de livre comércio. O Vietnã garantiu a isenção de taxas em 89,9% dos produtos importados da Seul, que também se comprometeu com a isenção de 95,4% dos impostos sobre os produtos de Hanói, em um acordo que tem validade de 15 anos. A parceria tem peso estratégico notável no sudeste asiático. Ambos os lados possuem preocupações comuns, como o avanço da China na região.

Foto: ASEAN-Republic of Korea Commemorative Summit

Foto: ASEAN-Republic of Korea Commemorative Summit

Rússia pode realizar exercícios militares com Brasil no futuro


Em entrevista na última segunda-feira (02/02), o ministro da defesa russo, Sergei Shoigu, afirmou que está aprimorando a comunicação com as cúpulas militares de Brasil, Coreia do Norte, Cuba e Vietnã. A iniciativa pode visar à realização de exercícios militares conjuntos entre os países. Um ex-embaixador dos Estados Unidos na Ucrânia vê como pouco provável que militares russos e norte-coreanos realizem exercícios militares.

Um membro da polícia de elite russa OMON durante exercício militar em Stavropol. Foto: Eduard Korniyenko / Reuters

Um membro da polícia de elite russa OMON durante exercício militar em Stavropol.
Foto: Eduard Korniyenko / Reuters

Índia e Vietnã avançam parceria estratégica


A partir do ano que vem, o Vietnã se tornará o interlocutor da ASEAN com a Índia por um período de três anos. Em 2014, os interesses dos dois países se aproximaram muito, o que está levando a um avanço da parceria estratégica entre eles. A cooperação, que no princípio se limitava a comércio e energia, agora avança para o setor de defesa e espaço. As negociações para a venda dos mísseis cruzadores russo-indianos BrahMos para o Vietnã já estão avançadas, contando inclusive com o consentimento de Moscou. Além disso, a Índia está fornecendo considerável apoio a Marinha e Aeronáutica vietnamitas na sua política para o Mar do Sul da China.

Foto: Flickr / MEAphotogallery

Foto: Flickr / MEAphotogallery

As aquisições militares conjuntas da ASEAN


Koh Swee Lean Collin analiza os desafios que os países da ASEAN devem enfrentar para realizar aquisições militares conjuntas. Vietnã e Filipinas são dois países que, com as disputas no Mar do Sul da China, estariam interessados em fazer aquisições conjuntas. Para isso, se deve levar em conta dificuldades políticas, operacionais e técnicas.

Foto: Reuters / Reuters TV

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Aumento das capacidades anfíbias no sudeste asiático


As Marinhas dos países da ASEAN estão modernizando rapidamente suas capacidades anfíbias, enquanto suas intenções permanecem nebulosas. A concomitante modernização da Marinha da China e o aumento das disputas no Mar do Sul da China podem ser catalisadores deste processo, especialmente para Filipinas e Vietnã.

Foto: U.S. Navy por Mass Communication Specialist 1st Class Robert Clowney

Foto: U.S. Navy por Mass Communication Specialist 1st Class Robert Clowney

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A parceria estratégica entre Japão e Vietnã


Carl Thayer analisa o componente securitário das relações entre Japão e Vietnã que, segundo o autor, têm aumentado. As ações de parceria incluem a transferência de navios de guerra do Japão para o Vietnã.

Foto: Shinzo Abe através de Shutterstock.com

Foto: Shinzo Abe através de Shutterstock.com

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Estados Unidos levantam embargo sobre venda de armas ao Vietnã


Recentemente, os Estados Unidos levantaram o embargo de venda de armas ao Vietnã, melhorando a relação entre os dois países. Truong-Minh Vu analisa as consequências deste avanço na relação bilateral entre os países para a política externa vientamita e suas relações com a China.

Foto: Flickr / Departamento de Estado dos EUA

Foto: Flickr / Departamento de Estado dos EUA

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Vietnã e Índia estreitam laços com US$ 100 mi em crédito militar


Os laços entre Vietnã e Índia se intensificaram após a visita do presidente indiano Pranab Mukherjee em que se firmaram muitos acordos, um deles envolvendo a ampliação do crédito indiano para o gasto militar vietnamita em 100 milhões de dólares. A ascensão da Índia como parceiro vietnamita no setor de defesa ocorreu após a queda da União Soviética e está permitindo a modernização do exército do Vietnã.

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Foto: Wikimedia Commons

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Vietnã estaria mais perto de adquirir mísseis supersônicos da Índia


O Vietnã estaria mais perto de concretizar negociação iniciada em 2011 para comprar plataforma de mísseis supersônicos BrahMos, desenvolvida em conjunto por Índia e Rússia. A aquisição contraria os interesses chineses, já que a China e o Vietnã possuem disputas no Mar do Sul da China.  O fechamento do negócio depende de ratificação russa.

Foto: Wikimedia Commons

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China informa que segunda plataforma petrolífera se aproxima do Vietnã


Funcionários do governo vietnamita informaram que barcos da China e do Vietnã colidiram no Mar da China Meridional durante tentativa da Marinha do Vietnã de impedir chineses de instalar uma plataforma de petróleo em uma área disputada.

Foto: Hoang Dinh Nam / AFP / Getty Images.

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Nova colisão de navios da China e do Vietnã


As tensões voltaram a subir no Mar da China Meridional após nova colisão entre navios da guarda costeira de China e Vietnã. Apesar de danos aos cascos, os navios não afundaram e não houve feridos.

Foto: Wikimedia Commons.

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Barco do Vietnã afunda após colisão com navio chinês


Houve uma forte escalada nas tensões no Mar do Sul da China após navio chinês colidir propositalmente com barco pesqueiro vietnamita nas vizinhas de plataforma petrolífera de Pequim causando o seu naufrágio. Vietnã e China trocam acusações.

Foto: Hoang Dinh Nam / AFP / Getty Images.

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Vietnã começa a dispersar manifestantes anti-China


O governo do Vietnã começou a impedir a aglomeração de manifestantes anti-China ao redor do país, especialmente no lado de fora da embaixada chinesa. Inúmeros policiais foram enviados para garantir que ninguém proteste no local.

Foto: Hoang Dinh Nam / AFP / Getty Images.

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Pequim retira cidadãos chineses do Vietnã devido a protestos violentos


Neste domingo (18/05), o governo em Pequim retirou de avião do Vietnã 16 chineses em estado grave e evacuou mais de 3 mil, informou a mídia chinesa. Além disso, a China enviou cinco belonaves para o Vietnã para ajudar na evacuação dos seus cidadãos. Os protestos de massa antichineses no país vizinho já mataram duas pessoas e feriram mais de cem, nos últimos dias. Estopim das manifestações são as perfurações de petróleo chinesas no Mar do Sul, em região marítima disputada com o Vietnã.

Foto: picture-alliance / dpa.

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China diz que vai continuar perfuração apesar de protestos no Vietnã


A China avisou que sua plataforma petrolífera continuará perfurando em zonas disputadas no Mar do Sul da China apesar dos protestos violentos no Vietnã. O general chinês Fang Fenghui disse que o país não pode se dar ao luxo de perder território e alertou os Estados Unidos a não se imiscuírem na situação.

Gen. Fang Fenghui. Foto: Getty Images.

Gen. Fang Fenghui. Foto: Getty Images.

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Protestos contra a China deixam ao menos 20 mortos no Vietnã


Mais de 20 pessoas foram mortas e um enorme projeto siderúrgico estrangeiro foi incendiado no Vietnã nesta quinta-feira (15/05). Protestos anti-China se espalharam para o centro do país um dia depois de ataques e saques no sul, de acordo com informações de dirigentes de empresas e médicos. 600 cidadãos chineses já teriam fugido para o Camboja temendo violência e perseguição.

Foto: AFP.

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Por que a provocação chinesa no Mar do Sul da China?


Ankit Panda analisa a recente tentativa de Pequim de instalar uma plataforma petrolífera em zona disputada com o Vietnã no Mar do Sul da China.

Foto: Governo do Vietnã.

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Manifestantes queimam várias fábricas no Vietnã em protesto contra China


Trabalhadores vietnamitas queimaram várias fábricas durante um protesto contra os planos da China de instalar uma plataforma petrolífera em águas das ilhas Paracel, que é disputada pelos dois países, informou nesta quarta-feira (14/05) a imprensa local.

Foto: AFP.

Foto: AFP.

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