violência

Coreia do Norte: ideologia, guerra e violência


Confira aqui o artigo do pesquisador do ISAPE Bruno Gomes Guimarães sobre o papel da guerra e da violência nas ideologias da Coreia do Norte publicado na revista Conjuntura Austral. Usando marcos teóricos de Malešević e Schmitt sobre a ideologização da violência, o trabalho analisa as ideologias norte-coreanas Songun e Ch’ongdae. Conclui-se que ambas lidam com inimizades nos extremos e estão conscientes de uma possibilidade de guerra envolvendo o país. No entanto, nota-se que elas são articuladas somente para fins defensivos e que servem para a mobilização de guerra constante na Coreia do Norte.

Imagem: Chosun.

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Alemanha registra onda de ataques contra estrangeiros


A cidade de Colônia (Köln), no oeste da Alemanha, registrou uma série de agressões contra estrangeiros na noite de domingo (10/01). Dois paquistaneses foram hospitalizados e um sírio teve ferimentos leves. A principal suspeita da polícia é que atos foram realizados por “grupo de justiceiros” que teriam se organizado pela rede social Facebook para se vingar de crimes sexuais ocorridos na noite de ano-novo. No sábado, a polícia de Colônia dispersou uma manifestação violente de extremistas de direita, que protestavam contra as agressões ocorridas na virada do ano.

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Foto: dpa.

Governo do Burundi deve processar oficiais responsáveis por mortes e torturas


O presidente do Burundi, Pierre Nkurunziza, anunciou nesta quarta-feira (30/09), que o país processará e punirá os “poucos” oficiais de segurança responsáveis por torturas e assassinatos, que aumentaram consideravelmente nos últimos meses. O país africano vive uma instabilidade política desde que o presidente anunciou que concorreria ao terceiro mandato.

Foto: Reuters / Goran Tomasevic.

Braço direito de Nkurunziza é assassinado no Burundi


O general Adolphe Nshimirimana, braço direito do presidente reeleito Pierre Nkurunziza, do Burundi, foi morto no último domingo (02/08) em um tiroteio na capital do país, Bujumbura. O general foi morto por um homem em um carro enquanto o veículo do governo circulava na vizinhança de Kamenge. O assassinato pode aumentar as tensões no país, que tem sofrido com ondas de violência desde que Nkurunziza anunciou que concorreria a um terceiro mandato presidencial.

Foto: CCTV Africa.

Nkurunziza. Foto: CCTV Africa.

Ataques de extrema-direita aumentaram 25% no último ano na Alemanha


Governo alemão afirma que os crimes praticados por grupos de extrema-direita aumentaram em torno de 25% no último ano, além de um aumento ainda mais espressivo de ataques a abrigos de refugiados. A Agência de Inteligência da Alemanha contou 990 casos violentos de motivação de extrema-direita, comparados a 801 em 2013, incluindo 512 ataques xenofóbicos.

Foto: Reuters, Wolfgang Rattay

Foto: Reuters / Wolfgang Rattay.

Milícias da RCA fecham acordo de desarmamento


Após dois anos de conflito, 10 milícias rivais da República Centro-Africana (RCA) e o Ministério da Defesa do país concordaram com a assinatura de um acordo de desarmamento no domingo (10/05), num fórum na capital, Bangui. Os conflitos são responsáveis pela morte e desalojamento de milhares de civis. Esta e outras ações são vistas como consequência de uma missão de paz de em torno de 10 mil soldados da Organização das Nações Unidas, a qual deve assumir a tarefa de implementação do acordo. Indivíduos culpados de crimes contra a humanidade, genocídio e crime de guerra não receberão anistia.

Foto: Wikimedia

Foto: Wikimedia.

União Africana mobiliza 7.500 soldados para combater Boko Haram


Na última sexta-feira (30/01), a União Africana convocou, durante sua reunião de cúpula anual, a formação de uma força regional para combater o grupo terrorista Boko Haram. O Conselho de Paz e Segurança da União Africana pediu a mobilização de 7.500 soldados para combater o grupo, que já provocou a morte de mais de 13.000 indivíduos e um milhão de refugiados desde 2009. Outros temas securitários que foram tema da cúpula, realizada em Addis Ababa, capital da Etiópia, foram os conflitos na República Centro-Africana e no Sudão do Sul, a ofensiva da República Democrática do Congo sobre rebeldes hutus de Ruanda e a epidemia de ebola.

O presidente da Mauritânia, Mohamed Ould Abdel Aziz, que encerrou seu mandato como líder da União Africana. Foto: Reuters / Adrees Latif

O presidente da Mauritânia, Mohamed Ould Abdel Aziz, que encerrou seu mandato como líder da União Africana.
Foto: Reuters / Adrees Latif

Líbia: três anos depois


Cerca de três anos após a intervenção do ocidente na Líbia em prol de uma “transição democrática”, a situação no país está se degradando cada vez mais. Níveis de violência entre as diversas tribos atingiu níveis mais altos do que antes da revolução liderada por Khadafi. Perspectivas de estabilização parecem distantes.

Foto: NEO.

Foto: NEO.

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Presidente egípcio condena violência


Egito

Egypt president condemns sectarian violence

08 de abril de 2013 – Al jazeera

Egyptian President Mohamed Morsi has condemned deadly clashes at the Cairo headquarters of the Coptic Christian pope as “an attack against myself”, ordering a quick probe into the violence, a statement said.

“I consider any attack on the cathedral an attack against myself,” Morsi said on Sunday in a statement published by the official MENA news agency.

The probe follows clashes after a funeral for Copts slain in sectarian violence.

At least two people were reported killed and MENA said 17 people had been injured in fighting in Sunday’s violence.

Public television showed riot police firing tear gas to disperse the crowd.

In some of the worst sectarian violence for months on Friday, four Christians and one Muslim were killed in El Khusus,
north of Cairo, when members of both communities started shooting at each other.

New clashes erupted on Sunday when hundreds of angry Copts who had attended a funeral service at St Mark’s Cathedral spilled out into the streets of Cairo, chanting “With our blood and soul we will sacrifice ourselves for the cross.”

After an emotional church service, where relatives of the dead wept, young Christians started hurling rocks at police officers, a witness said.

The protesters smashed six private cars and set two on fire, prompting an angry reaction from Muslims living in the neighbourhood, who threw stones at them, a witness said.

Christian-Muslim confrontations have increased in Muslim-majority Egypt since the overthrow of former President Hosni Mubarak in 2011 gave freer rein to hardline Muslims repressed under his rule.

Tense situation

Al Jazeera’s Rawya Rageh, reporting from Cairo, said that the situation “remained tense” outside the cathedral, with gunshots still being heard in the area as of late Sunday afternoon.

“From the beginning, the mood during the funeral marches was one of clear anger. The Christian community have been complaining for two years now, since the revolution, of increased physical attacks against them,” said Rageh.

“Their concern is now that Islamic groups have been empowered and have been acting more freely after the revolution, that little is being done to address the long-standing roots of sectarian tension.”

President Mohamed Morsi, a Muslim Brotherhood leader elected in June, has promised to protect the rights of Copts, who make up about 10 percent of Egypt’s 84 million people.

Egypt’s Coptic Church issued a statement on Sunday night calling for calm and expressing sorrow for the clashes.

Christians have complained of attacks on churches by hardline Muslims, incidents that have sharpened long-standing Christian grievances about being sidelined in the workplace and in law.

The president’s office and top Muslim leaders were quick to condemn Friday’s clashes, which happened after Christian children scrawled on the wall of a Muslim religious institute, according to witnesses.

Still, many Christians at the funeral called for Morsi and his Islamist allies to go, some of them chanting “The blood of
Christians is not cheap, Morsi, you villain.”

Fonte:http://www.aljazeera.com/news/middleeast/2013/04/20134716630128282.html

#KenyaDecides: como a tecnologia da informação contribuiu para uma eleição pacífica no Kenya


Kenya

#KenyaDecides: How Technology Transformed Kenyans into a Nation of Election Monitors

19 de março de 2013 – Think Africa Press

Two weeks ago, on 4 March, millions of Kenyans lined up to vote in the country’s first national elections since the disputed poll of December 2007. Back then, allegations of rigging triggered months of post-election violence in which 1,400 people were killed and half a million were displaced.

To the relief of many, this year’s election has not seen a repeat of this inter-ethnic violence so far, and many have been attempting to examine why. Some have pointed to the public calls for peace by candidates themselves; some credit the International Criminal Court’s indictment of high-level figures implicated in the 2007/8 violence; some see the new constitution in 2010 which reformed electoral laws and reformed the judiciary as crucial; some thank Kenya’s self-censoring media; and some see the ethnic coalition of presidential victor Uhuru Kenyatta and his running mate William Ruto as key.

The truth is no doubt that all those factors combined, alongside some other issues, contributed to the relative lack of violence. But one other crucial issue should also be credited: the use of technology. (mais…)

Violências ameaçam acordos de paz no Congo


Congo

Fresh violence threatens DR Congo peace deal

28 de fevereiro de 2013 – Al jazeera

Less than a week after the Democratic Republic of Congo and neighbouring African nations signed a peace accord to hold off hostilties, a fresh wave of violence has erupted in the central African nation.

Fighting erupted on Thursday between the Congolese troops and the rebel group Alliance of Patriots for a Free and Sovereign Congo (APCLS) in Kitchanga, about 90km from Goma, Al Jazeera’s Nazanine Moshiri reported.

It is not known if the latest fighting has resulted into casualties, but at least 3,000 civilians have sought refuge near a UN base in Kitchanga, according to Moshiri.

On Sunday, DR Congo signed an agreement with 10 other African nations including Rwanda and Uganda, which were accused in a UN report last year of aiding M23 rebels, who swept through eastern Congo and captured the key city of Goma in November. Both countries have denied the allegations. (mais…)

Assentamentos mais do que quadruplicaram com Netanyahu, diz ONG’


assentamento bracha, nablus

Assentamentos mais do que quadruplicaram com Netanyahu, diz ONG

16 de janeiro de 2013 – Opera Mundi/Mariana Mattar

O número de licitações lançadas pelo governo israelense para a construção de assentamentos nos territórios palestinos ocupados mais do que quadruplicou nos últimos dois anos. O boom teve início no final de 2010, quando o compromisso assumido pelo premiê Benjamin Netanyahu com os Estados Unidos, de congelar por 10 meses o planejamento de novas colônias, terminou.

Esses dados foram revelados nesta quarta-feira (16/01) com a publicação de dois relatórios da organização israelense Peace Now. A partir da análise dos quatro anos de mandato do premiê israelense, a ONG concluiu que a construção de assentamentos israelenses foi uma estratégia de sua administração para impedir a criação do estado palestino. (mais…)

O remapeamento do Oriente Médio


Mapa: Microsoft.

The remapping of the Middle East

Asia Times – 31/08/2012 – por Claudio Gallo

Jeremy Salt is a professor of History and Politics of the Middle East at Bilkent University, Ankara. His book The Unmaking of the Middle East is a brilliant history of the last hundred years in the region, not affected by “orientalist” cliches. We asked Professor Salt to explain the present transformation of the Middle East, including the Kurdish knot. The Kurds in Syria, Iraq, Iran and Turkey now can’t stop talking about the emergence of a Great Kurdistan.

Claudio Gallo: Syria’s President Bashar al-Assad gave a free hand to northern Syria Kurds. May this become a real casus belli with Turkey?

Jeremy Salt: It may be going too far – to conclude that Assad gave a free hand to the Kurds in Syria. It is more likely that in the complete turmoil spreading across the country, he could not stop them from taking control of Kurdish areas close to the Turkish border. He certainly would not want to open up a front against the Kurds while trying to suppress the armed groups.

Whether this becomes a casus belli depends on how the Turkish government chooses to read the situation. But it is alarmed at the possibility of a Kurdish enclave being established in Northern Syria, strengthening the prospect of a “Greater Kurdistan” being created in the future. These complications should have been foreseen but apparently were not when Turkey decided to confront the Syrian government more than a year ago. (mais…)

Zuma anuncia inquérito sobre o tiroteio em Marikana


Zuma announces inquiry into Marikana shooting

17 de agosto de 2012 – Mail & Guardian/Philip de Wet

“We have to uncover the truth about what happened here. In this regard I’ve decided to institute and commission of inquiry. The inquiry will enable us to get to the real cause of the incident.”

Zuma, who cut short his SADC meeting in Maputo to visit the site on Friday afternoon, offered his condolences to the families of those killed.

“We offer our sincere condolences to all the families who have lost loved ones. Our thoughts are also with those who are recovering in hospitals and clinics. Our thoughts are also with the police service who are at times called upon to intervene in difficult situations. The events of the past few days have unfortunately been visited upon a nation that is hard at work at addressing the challenges of poverty, unemployment and inequality.” (mais…)

Chegam primeiros relatos de violência após prazo para cessar-fogo na Síria


Foto por: Reuters / Handout

First reports of violence after Syria ceasefire deadline arrives

Russia Today – 12/04/2012

The UN-brokered ceasefire aimed at curtailing the conflict has already been marred with reports of violence. This comes amid doubts on the international stage whether the regime and the rebels can keep to the truce.

Syrian state media have reported a roadside bomb, which killed one army officer and wounded at least 24 other cadets and officers in Syria’s largest city Aleppo.

Syrian authorities accused “terrorists” of being behind the attack.

“At eight in the morning a terrorist group targeted a bus carrying a number of officers driving to work in Aleppo,” Reuters cites Syrian state media as saying.

A member of President Bashar al-Assad’s Baath party was also reportedly killed in a drive-by shooting in the city of Deraa following the ceasefire, the Syrian news agency SANA reported.  (mais…)

Kofi Annan afirma que governo da Síria concorda com prazo para paz marcado para 10 de abril


Foto por: REUTERS/Raad Al Fares/Shaam News Network/Handout

Annan says Syria agrees to April 10 peace deadline

Reuters / Louis Charbonneau, Erika Solomon – 02/04/2012

Syria has pledged to withdraw all military units from towns by April 10 to pave the way for a ceasefire with rebels two days later, though Western envoys were skeptical on Monday about Damascus’ intent to halt its year-long assault on opponents.

The U.N.-Arab League peace envoy briefed the U.N. Security Council on the deadline behind closed doors, telling them there had been no reduction in violence so far, but urging them to consider an observer mission nevertheless, diplomats said.

Washington’s U.N. Ambassador Susan Rice, president of the 15-nation Security Council in April, said some council members “expressed concern that the government of Syria not use the next days to intensify the violence and expressed some skepticism about the bona fides of the government in this regard.”

Syrian President Bashar al-Assad has repeatedly promised to end his campaign against anti-government activists that has brought the country to the brink of civil war but has not kept his word. Annan told the council that Syrian Foreign Minister sent him a letter on Sunday saying they accepted the deadline.

“The Syrians have told us they have put a plan in place for withdrawing their army units from populated zones and surrounding areas. This plan … will be completed by April 10,” Annan’s spokesman Ahmad Fawzi said in Geneva. (mais…)

Amigos da Síria querem mais prazo para governo adotar plano de paz na região


Foto por: Reuters

Amigos da Síria querem mais prazo para governo adotar plano de paz na região

Correio do Brasil – 02/04/2012

Na declaração final do grupo Amigos do Povo Sírio, os representantes dos países que tentam negociar o fim do impasse na região apelaram para que as Nações Unidas e a Liga Árabe fixem novo prazo para que o governo do presidente sírio, Bashar Al Assad, adote o plano de paz. No momento em que se negociava a paz, pelo menos 40 pessoas foram assassinadas no país, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Em mais de um ano, cerca de 10 mil pessoas morreram em decorrência dos embates entre manifestantes e forças leais a Assad. “O grupo dos Amigos saudou os esforços do enviado especial da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan, e expressou apoio à aplicação integral do seu mandato”, diz a declaração final do grupo, formado por representantes de 83 países reunidos em Istambul, na Turquia.

– Fazemos um apelo ao enviado especial para que determine um prazo para as próximas etapas, incluindo um regresso ao Conselho de Segurança da ONU se as mortes continuarem – acrescentaram os Amigos do Povo Sírio no texto.

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, lembrou que há mais de uma semana Assad prometeu executar o plano de paz e até agora não houve mudanças. Manifestando impaciência, o chanceler da França, Alain Juppé, disse que deve ser fixado um limite para Assad executar o plano. (mais…)

Governo da Síria afirma que não retirará tropas das cidades até a paz e segurança prevalecerem


Foto por: Reuters / Sana Sana

Peace first, then troop withdrawal – Syrian govt

Russia Today – 31/03/2012

The Syrian government has said that it will not withdraw its troops from towns and cities across the conflict-torn country until “peace and security prevail.” Officials maintain that security forces are there to uphold security and protect civilians.

­Foreign ministry spokesperson Jihad Makdessi told Syrian State television on Friday that the troops were stationed in a capacity of “self-defense and protecting civilians.” He emphasized that security was a Syrian matter and that the UN must recognize the sovereignty of the Syrian government.

Furthermore, Makdessi said that the Syrian government was willing to cooperate with Koffi Annan’s peace plan to “remove all excuses” for possible international intervention.

“The battle to topple the state is over. Our goal now is to ensure stability and create a perspective for reform and development in Syria while preventing others from sabotaging the path of reform,” he stressed.

The announcement came just hours after Annan’s spokesperson Ahmad Fawzi called for the government to be the first to cease the fighting as “a gesture of good faith.” (mais…)

Síria deve cessar ataques antes de diálogo, diz porta-voz de Annan


Foto por: REUTERS/Shaam News Network/Divulgação

Síria deve cessar ataques antes de diálogo, diz porta-voz de Annan

Correio do Brasil – 30/03/2012

A artilharia síria atacou áreas da cidade de Homs nesta sexta-feira e pelo menos cinco pessoas foram mortas em confrontos pelo país, afirmaram ativistas da oposição, à medida que o enviado internacional Kofi Annan insistiu para que o presidente Bashar al-Assad ordene primeiro que suas tropas parem de atirar. “O prazo limite é agora”, disse o porta-voz de Annan, Ahmad Fawzi, em Genebra. “Nós esperamos que ele implemente o plano imediatamente.”

Eliminando qualquer ambiguidade sobre os termos do cessar-fogo do plano de paz de seis pontos que Assad disse ter aceitado, Fawzi disse que cabia aos militares sírios agirem primeiro e mostrar boa-fé ao retirar tanques, armas pesadas e tropas das cidades.

O plano também exige que rebeldes com armamentos mais leves também parem de atirar. Mas o Exército Livre Sírio não disse se aceita as propostas de Annan e grupos de oposição não apoiaram explicitamente seu apelo para um diálogo com Assad.

O plano de Annan “pede especificamente para o governo retirar suas tropas e deixar de usar armas pesadas em centros povoados”, disse Fawzi. “A implicação muito clara aqui é que o governo deve parar primeiro e depois discutir o fim das hostilidades com o outro lado e com o mediador.”

Um ativista que se identificou como Abu Mohammed disse que Annan, que está agindo em nome da Organização das Nações Unidas e da Liga Árabe, “precisaria explicar para o Exército Livre Sírio o que eles querem, quais são as condições e isso dependerá da situação do momento”. ”Não vamos nos precipitar. Primeiro queremos ver que o banho de sangue terminar”, disse. Se o plano da ONU for adotado e monitores de paz mobilizados, a oposição poderá protestar abertamente e de forma pacífica como os egípcios fizeram durante sua revolta contra Hosni Mubarak, disse ele. “Mas isso não vai acontecer”. (mais…)

Liga Árabe discute como pressionar Síria a cumprir plano de paz


Liga Árabe discute como pressionar Síria a cumprir plano de paz

Correio do Brasil – 29/03/2012

Confrontos entre forças de segurança sírias e rebeldes mataram pelo menos 15 pessoas nesta quinta-feira, enquanto líderes árabes participavam de uma cúpula em Bagdá a fim de pressionar o governo sírio a implementar rapidamente o plano de paz que o presidente Bashar al-Assad disse aceitar.

Líderes árabes, que parecem ter desistido de seu pedido para que Assad renunciasse e entregasse o poder ao vice, continuam divididos sobre como lidar com a contínua violência.

Antes da cúpula, a Síria disse na quarta-feira que rejeitaria qualquer iniciativa da Liga Árabe, que suspendeu a Síria em novembro, e declarou que lidaria apenas com Estados árabes individuais.

Em Istambul, representantes da oposição síria se encontraram para tentar resolver disputas internas antes da chegada de ministros de Relações Exteriores ocidentais para uma conferência do grupo “Amigos da Síria” no domingo, a fim de mapear para onde o levante que já dura um ano está indo.

O Observatório Sírio para Direitos Humanos, que monitora a violência no país, relatou que 13 civis, rebeldes e soldados morreram em confrontos pelo país. (mais…)

Conflitos da Síria entram em território libanês


AFP Photo / Mahmoud Zayat

Syrian troops battle rebels as clashes spill into Lebanon

Russia Today – 27/03/2012

Syrian troops crossed into Lebanese territory and clashed with opposition forces there, according to eye witness reports. Other sources say there was no actual incursion.

­Some 35 Syrian soldiers riding in armored personnel vehicles and armed with machine guns and rocket propelled grenade launchers took part in the clashes, says Reuters, citing local residents.

The cross border attack, which left several farm buildings destroyed, was carried out on opposition fighters who are taking refuge in northern Lebanon.

A conflicting report says the clashes in the Mashareaa al-Qaa area did not involve an incursion. AP cites local police officials saying that the Syrian troops remained on their side of the border, but some bullets crossed into Lebanese territory.

Lebanon is located between the southern part of Syria and the Mediterranean Sea. According to the Syrian government, its poorly secured border with Lebanon has been a focal point for opposition forces smuggling weapons into the country. (mais…)

ONU alerta para “enormes repercussões” da crise síria


ONU alerta para “enormes repercussões” da crise síria

Correio do Brasil – 21/03/2012

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse nesta quarta-feira que a crise síria está cada vez mais alarmante e já teve “enormes repercussões” para o mundo, enquanto intensos combates eram travados em Damasco, a capital. “Não sabemos como os fatos vão se desenrolar. Mas sabemos que todos temos a responsabilidade de trabalhar por uma resolução para essa crise profunda e extremamente perigosa”, disse Ban em discurso na Indonésia.

A Síria ocupa uma posição central numa teia de conflitos do Oriente Médio e tem uma explosiva mistura de religiões, seitas e etnias, levando diplomatas a temerem que a rebelião contra o governo de Bashar al-Assad, iniciada há um ano, se transforme em uma guerra civil plena.

As forças leais a Assad têm obtido vitórias contra os rebeldes nas últimas semanas, mas a violência não dá sinais de diminuir, e nesta quarta-feira surgiram relatos de várias ofensivas militares.

Ativistas de oposição dizem que o Exército voltou tanques, artilharia e baterias antiaéreas contra Harasta e Irbin, subúrbios de Damasco, que foram retomados dos rebeldes há dois meses, mas que nos últimos dias voltaram a registrar atividade insurgente.

O dia foi violento também em Homs, onde o Exército disparou 11 morteiros contra o bairro de Khalidiya, um dia depois de 14 pessoas morrerem em decorrência de disparos de morteiros na mesma área, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, grupo oposicionista com sede na Grã-Bretanha. (mais…)

Governo e oposição trocam acusações por novo massacre em Homs


Governo e oposição trocam acusações por novo massacre em Homs

Correio do Brasil, com Reuters – 12/03/2012

Dezenas de civis foram mortos a sangue frio na cidade síria de Homs, disseram ativistas de oposição e a imprensa estatal na segunda-feira. Os dois lados qualificaram o incidente como um massacre, mas divergiram quanto à responsabilidade.

A violência em Homs e uma ofensiva militar na cidade de Idlib (noroeste) ocorreram no fim de semana em que o enviado especial da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan, esteve na Síria para tentar mediar o fim do conflito iniciado há um ano.

Annan deixou Damasco no domingo sem acordo para uma trégua ou acesso humanitário aos civis. A agência estatal de notícias Sana disse em seu site que “grupos terroristas armados sequestraram vários civis na cidade de Homs, na Síria central, mataram e mutilaram seus corpos, e filmaram-nos para serem exibidos a meios de comunicação”.

Um vídeo divulgado por ativistas de oposição no YouTube mostrava homens, mulheres e crianças mortos em uma sala cheia de sangue. Os Comitês Locais de Coordenação da Síria, formados por grupos de oposição, dissera, que pelo menos 45 mulheres e crianças foram apunhaladas e queimadas no bairro de Karm al Zeitoun, em Homs. Outras sete pessoas teriam sido mortas no bairro de Jobar, vizinho ao antigo reduto rebelde de Baba Amr. (mais…)

Com nova resolução, EUA tenta conseguir apoio de China e Rússia


Foto por: Reuters / Luke MacGregor

UN Syria draft: US attempts to get Russia and China aboard

Russia Today – 07/03/2012

The United States is pushing for a new UN resolution to resolve the Syrian crisis. A draft version for the first time addresses both the Assad government and armed opposition groups. Russia says the document requires further balance.

Despite the growing outrage in the Western world over the bloodshed in Syria, UN envoys have ruled out a Libya-style military intervention, saying it could trigger wider conflict in the Middle East.

The draft, debated on Tuesday by the Security Council demands “unhindered humanitarian access” and “condemns the continued widespread, systematic, and gross violations of human rights and fundamental freedoms by the Syrian authorities and demands that the Syrian government immediately put an end to such violations”.

The document is also calling on the Syrian government to free those detained without grounds and pull military and armored vehicles out of cities. (mais…)

Violência étnica mata 16 na Nigéria


Violência étnica mata 16 na Nigéria

Reuters Brasil / Anamesere Igboeroteonwu – 06/03/2012

A violência étnica numa região do “cinturão intermediário” da Nigéria deixou 16 mortos e 20 feridos, disseram autoridades na terça-feira.

O incidente aconteceu por causa da invasão de uma aldeia no Estado de Benue por pastores da etnia fulani, na noite de domingo.

“A polícia foi mandada para manter a paz… não há mais confrontos por lá agora”, disse Ejike Alaribe, porta-voz do governo estadual.

A violência fundiária é comum na Nigéria, onde a maioria dos 160 milhões de habitantes vive da agricultura de subsistência, em regiões com poucos recursos para a arbitragem de disputas.

O “cinturão intermediário”, na confluência das áreas habitadas na Nigéria por cristãos (ao sul) e muçulmanos (ao norte), é particularmente volátil. No final de dezembro, confrontos entre grupos étnicos rivais no Estado de Ebonyi, no leste da Nigéria, mataram pelo menos 50 pessoas. (mais…)

Rússia e China pedem que Síria permita a entrada de ajuda humanitária no país


UN, Russia and China urge Syria to let in UN envoy

Rusia Today – 02/03/2012

Russia and China have joined the UN Security Council’s calls for the Syrian government to allow humanitarian aid workers immediate access to the embattled city of Homs. The Syrian military has said it will only let the Red Crescent in in the morning.

­The UN Security Council, including Russia and China, has urged Damascus to grant UN envoy Valerie Amos immediate access to the country.

That is after the Syrian military retook a key neighborhood from armed opposition fighters.

The council also says its 15 members “deplore” the rapidly deteriorating humanitarian situation in the country. Earlier in the day, Damascus offered Amos the chance to negotiate a date of her visit, after she was denied entry.

Syria is now waiting for the arrival of Kofi Annan, the new UN and Arab League envoy, who has vowed to help stop the killing and start dialogue. (mais…)

Brasil defende fim da violência na Síria


Brasil defende fim da violência na Síria

Correio do Brasil – 01/03/2012

Na 19ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil apelou para que o governo do presidente da Síria, Bashar Al Assad, atenda aos pedidos da comunidade internacional e cesse a violência e a repressão na região. Também reiterou que confia no trabalho dos peritos internacionais que constataram violações aos direitos humanos no país. Por fim, recomendou que a crise na Síria seja resolvida internamente, sem intervenções.

A representante do Brasil no conselho, a embaixadora Maria Nazaré Farani, foi enfática ao dizer que o governo brasileiro está “preocupado com a deterioração da segurança e com o nível de violência” na Síria. Mais uma vez, a diplomata destacou que o Brasil “repudia” a violência no país. Segundo ela, o Brasil “encoraja” o governo sírio a adotar as medidas pacíficas recomendadas pelo conselho.

Na manhã desta quinta, o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas condenou o governo da Síria pelos ataques a civis e violações sistemáticas e exigiu o acesso irrestrito das organizações humanitárias no país. A estimativa é que mais de 7 mil pessoas tenham morrido em cidades sírias, nos últimos 11 meses. A condenação contou com o apoio de 37 países, 3 abstenções e 1 voto contrário.

As delegações de Cuba, da China e da Rússia abstiveram-se de votar. O embaixador do Irã votou contra a proposta. A cadeira do representante da Síria permaneceu vazia durante a sessão. Segundo o governo do presidente sírio, Bashar Al Assad, a iniciativa estava sendo politizada. (mais…)

Protestos contra o capitalismo paralisam Lisboa, Atenas, Madri e Bruxelas


Protestos contra o capitalismo paralisam Lisboa, Atenas, Madri e Bruxelas

Correio do Brasil – 29/02/2012

Lisboa, Atenas, Madrid e Bruxelas foram alguns dos palcos europeus com manifestações contra a austeridade preconizada pelas autoridades monetárias europeias, na tentativa de conter a crise que corrói o sistema capitalista mundial. Em resposta ao apelo da Confederação Europeia dos Sindicatos (CES), em frente ao edifício do Conselho Europeu, em Bruxelas, milhares de trabalhadores protestaram contra as medidas de contenção que empurra a Europa rumo ao desemprego e ao empobrecimento, a serem aprovadas nas reuniões de cúpula da União Europeia, nestas quinta e sexta-feira.

– Construam uma outra política, a política de austeridade não funciona e criou um abismo entre os cidadãos europeus e os dirigentes da Europa – disse Claude Rolin, secretário-geral do sindicato europeu dos professores (CSC).

Para Michèle Dehaen, do sindicato dos trabalhadores dos Correios (CGSP), “a Grécia está em dificuldades, mas o equivalente a tres vezes a dívida publica da Grécia está em bancos na Suíça. Logo, há formas de obter o dinheiro sem que os trabalhadores sejam penalizados”.

– Apesar das manifestações anti-austeridade por toda a Europa, os líderes da UE vão assinar, nesta sexta-feira, aqui em Bruxelas, o novo do pacto orçamentário. Mas os sindicalistas acreditam que esse tratado pode conduzir a Europa à recessão – afirmou. (mais…)

Soldados sírios combatem na fronteira rebeldes inflitrados da Turquia


AFP Photo /Str

 Frontier front: Syrian rebels trapped near Turkey

Russia Today – 23/02/2012

Syrian frontier guards are battling militants who have infiltrated from Turkey, as the army deploys troops to quash hostile forces trapped in the mountains. The clashes highlight claims outside forces are actively fueling the conflict in Syria.

­North to the Syrian city of Aleppo (340 kilometers from Damascus) frontier guards have eliminated several subversives, captured some and sent others fleeing when a group of militants made an attempt to infiltrate the country from Turkey, reports ITAR-TASS news agency.

Troop reinforcements are being brought to Idlib province on the Syrian-Turkish border to crush rebels from the so-called Free Syrian Army located in El Baida settlement, some 30 kilometers from the Turkish border. Syrian Arab news agency (SANA) reports that servicemen captured five dangerous terrorists, including one high on the wanted list, Muhammed Suleiman.

These bandits were known for their brazen crimes, the report says. They blocked roads to kill soldiers and officers of Syrian army, kidnapped people for ransom, and attacked food and fuel convoys.

The latest assault by insurgents who have crossed the border from Turkey follows a litany of accusations directed at several foreign powers, specifically Ankara, in arming and directing the Syrian opposition. (mais…)